Vou lhe pedir um favor, que só depende da sua boa vontade…

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Ismael era um retrato da elegância em forma de sambista

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O cantor e compositor Ismael Silva (1905-1978), nascido em Niterói (RJ), para fazer a letra de “Antonico”, inspirou-se em uma carta de Pixinguinha para Mozart de Araújo, na qual o maestro pedia ao amigo um emprego para o sambista em dificuldade. O samba “Antonico” foi gravado por Alcides Gerardi, em 1950, pela Odeon.

ANTONICO
Ismael Silva

Ô Antonico
vou lhe pedir um favor
Que só depende da sua boa vontade
É necessário uma viração pro Nestor
Que está vivendo em grande dificuldade
Ele está mesmo dançando na corda bamba
Ele é aquele que na escola de samba
Toca cuíca, toca surdo e tamborim
Faça por ele como se fosse por mim

Até muamba já fizeram pro rapaz
Porque no samba ninguém faz o que ele faz
Mas hei de vê-lo bem feliz, se Deus quiser
E agradeço pelo que você fizer

8 thoughts on “Vou lhe pedir um favor, que só depende da sua boa vontade…

  1. Este é o tipo de samba que cresce muito com a melodia, o canto.
    Viração é um termo bem antigo e foi muito usado.
    Tem bastante gente hoje precisando de uma viração. E ‘do faça por ele como se fosse por mim’.
    Tive vontade de pedir isto ontem.

      • Prezada Ofelia,

        Boa tarde,

        Fora do tópico: artigo da BBC, a propósito do diálogo acerca das mazelas do sistema de saúde canadense.

        Att,
        Christian.

        x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

        O choro do casal de idosos canadense obrigado a viver separado após 62 anos

        “É a foto mais triste que já tirei na minha vida.” Assim Ashley Baryk descreve a foto que tirou de seus avós para relatar ao mundo o drama do casal de idosos. A imagem, postada no Facebook, imediatamente foi compartilhada milhares de vezes e foi notícia em todo o mundo. Na foto, um homem de cadeira de rodas e uma mulher com um andador ortopédico estão sentados de frente para o outro e secam suas lágrimas com lenços de pano.

        Wolfram Gottshalk, de 83 anos, e sua esposa Anita, de 81, são casados há mais de seis décadas. Apesar disso, foram obrigados a viver separados pelo que a família considera uma ineficiência no sistema de saúde público canadense.

        Anita está em uma residência para idosos na ciudad de Surrey, na província de Columbia Britânica, no oeste do Canadá. Seu marido, que foi diagnosticado recentemente com linfoma – câncer no sistema linfático – está em outra residência enquanto aguarda na lista de espera o traslado para junto da mulher com quem viveu mais de seis décadas.

        Baryik, de 29 anos, compartilhou a imagem dos avós – Omi e Opi, como os chama – para chamar atenção sobre o que a família qualificou de “atrasos e demoras no sistema de saúde pública” do país. “Choram sempre que se veem”

        Ashley conta que seus avós foram separados pela primeira vez em janeiro, quando Wolfram Gottschalk foi hospitalizado devido a um problema cardíaco. Após o incidente, foi recomendado que ele fosse levado a uma casa de repouso.

        Enquanto Wolfram aguardava um lugar em um centro para idosos, sua esposa Anita pediu entrada no esquema de vida assistida do sistema público para poder se juntar ao marido. As autoridades encontraram rapidamente um lugar para Anita, mas o marido continua, após oito meses, vivendo em um centro de transição e na lista de espera por um lugar na residência da esposa.

        A neta disse que decidiu pedir ajuda através das redes sociais porque o diagnóstico do avô “deu um novo sentido de urgência à necessidade de reunificar o casal”.

        “É desolador para minha avó, ela que quer estar ao lado do marido todos os dias”, disse Ashley. “Eles choram sempre que se veem, e o processo tem sido emocionalmente esgotante para eles.”

        Problema maior

        A autoridade de saúde de Fraser, jurisdição onde vivem os Gottschalk, disse à agência AP que tenta manter famílias unidas, mas alega que as necessidades médicas de Wolfram são maiores que as de Anita.

        Um representante da entidade contatou o casal na quinta-feira, afirmando que conseguir um leito para Wolfram é agora sua “prioridade número um”.

        “É muito triste para a família e para nós também”, disse a porta-voz de Fraser, Tasleem Juma.

        Após a publicação da imagem no Facebook, doações foram oferecidas para levar o casal para uma residência privada. Mas as ofertas foram recusadas, pois o casal acredita no princípio de que seu exemplo sirva para pressionar por mudanças no sistema de saúde. “Aceitar dinheiro no nosso caso não resolveria o problema de todas as outras famílias que não podem pagar uma residência privada”, disse Ashley.

        “Queremos uma saída para melhorar o sistema, não arrecadar dinheiro para achar um final feliz para um único caso, que é sintomático de um problema muito maior.”

        • Oi Christian (Cardoso),
          muito obrigada por seu retorno ao tema!

          E a pergunta é: a que conclusão chegamos?

          Que a Saúde e a idade avançada são problemas mesmo no Canadá?

          Você não deve esquecer que ‘As invasões bárbaras’ foi um filme, embora tentasse retratar a realidade.canadense.

          Por falar nisso, você conseguiu ver o filme?

          Arrecadar dinheiro é bem diferente de ter o dinheiro na mão para oferecer, ainda mais quando o filho bem-sucedido morava nos EUA e não no Canadá.

          Depois, no caso que você descreve, a coisa ficou muito pública, teve muita publicidade, enquanto o filho do doente, no filme, fez tudo na calada, comprando tudo e todos fora das luzes da encenação. Até mesmo drogas para aliviar as dores do pai.

          Você vai pro Canadá, não é isto? Se não for isto, me perdoa. Devo confessar que me lembrei de você porque você falou de Saúde e do Canadá. Minha memória mais recente às vezes me escapa.

          Desejo que você seja muito feliz lá, Christian. É um grande país, Grande mesmo, não é?

          Um abraço
          Ofelia

          • Prezada Ofelia,

            Inicialmente, eu que lhe agradeço a atenção, bem como suas considerações e exposição crítica, o que contribui para o esclarecimentode de nós outros acerca do tema.

            Quanto às conclusões, penso humildemente, que sua resposta se aproxima bem da realidade. A questão da fragilidade da vida (digna) é sensível em situações extremas, seja no socorro à saúde, seja em face do tempo etc.

            Ainda não assisti o filme sugerido (“As invasões bárbaras”), mas ele está na fila… Esse aspecto (da experiência das dificuldades relatadas nas esferas pública ou privada) toma relevância em dimensões e situações bem distintas, como você afirmou.

            Quanto às questões da memória, sem problema, não se preocupe. Apenas a título de informação, é o irmão de um amigo que reside em Quebec. Pedi a ele (ao amigo) informações e, quando as tiver, volto a comentar contigo.

            Não obstante, sinto-me honrado por você ter dedicado sua atenção ao comentário, auxiliando-nos com seus estoques teórico e de vida na compreensão da frágil condição humana (H. Arendt).

            Gratíssimo!

            Saúde e Paz a você e aos seus!

            Forte Abraço,
            Cordialmente,
            Christian.

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