Weintraub não consegue se afastar das polêmicas e defende pena de morte: ”Pode nos devolver a esperança”

Diretor executivo do Banco Mundial anda inquieto longe dos holofotes

Jéssica Gotlib
Correio Braziliense

Desde que foi confirmado como diretor executivo do Banco Mundial, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub tem estado mais afastado dos noticiários, mas continua usando seus perfis nas redes sociais para fazer provocações e gerar polêmicas. Foi o caso de uma mensagem publicada no Twitter desta sexta-feira, dia 28.

Sem qualquer motivação aparente, Weintraub decidiu compartilhar com seus seguidores que a instituição de pena de morte pode ser uma boa saída para alguns crimes no Brasil. “Minha opinião pessoal é que a Pena de Morte pode nos devolver a esperança. Comecemos em duas frentes: corrupção e pedofilia. Apenas casos extremos e irrefutáveis. Material genético dentro de uma criança (sêmen/ bebê); mais de R$ 55 milhões (10k USD) de recursos sem origem legal”, escreveu.

DIVISÃO – Grande parte dos que acompanham o perfil do ex-ministro declararam concordar com ele, mas houve também que discordasse. “Não há solução mágica com sistemas político e judiciário carcomidos como são. Sem mudanças estruturais, tudo é ilusionismo e falsas expectativas”, escreveu o seguidor identificado como Renato Valente.“Imagina! É só arrumar outra CF, outro Legislativo e outro Judiciário. Super factível”, complementou a crítica o perfil nomeado como Eduardo Dalcin.

A proposta de pena de morte recebe críticas mesmo entre os partidários do ex-ministro porque dificilmente poderia ser posta em prática no Brasil. A Constituição Federal de 1988 garante, no artigo 5º, a inviolabilidade do direito à vida – citado inclusive no livro Direito Constitucional, do ministro Alexandre de Moraes, como o “mais fundamental dos direitos, já que se constitui em pré-requisito para existência e exercício de todos os demais”.

EXCEÇÃO – Ainda no artigo 5º, alínea “a” do inciso XLVII , o texto constitucional exclui expressamente a possibilidade de pena de morte “salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”, adendo que se encaixa no direito militar internacional.

Weintraub foi um dos membros mais polêmicos do governo Bolsonaro. Sua saída do MEC foi cercada de controvérsias como a “fuga” para os Estados Unidos com possível uso irregular do passaporte diplomático e as retificações na exoneração publicada no Diário Oficial da União.

22 thoughts on “Weintraub não consegue se afastar das polêmicas e defende pena de morte: ”Pode nos devolver a esperança”

  1. Manchete de OGlobo: PGR aponta que Witzel usava dinheiro vivo para pagamentos de alto valor e cita indícios de lavagem.
    Ora, o Queiroz foi mais petulante: usou cheque! Pra quem, pra quem?

    • Sr. Sapão
      A mulher é cristã., denominação talebanjélica, vai aos cultos ás quartas, quintas, sábados e domingos, família, tem moral, bons costumes, jamais vai se meter em confusão com cheques em sua conta sem que saiba de onde vem a bufunfa….

      taokey..!!!

    • Filhos e mulher de presidente devem ter o passaporte diplomático. Pastor, não!
      É bom não confundir jacu com tunda. O Brasil é um país de lacaios mas dar privilégio a Pastor não pega bem, dada a atual fama de muitos.

  2. O ex ministro está totalmente equivocado porque acha que a nossa corrupta justiça iria condenar uma pena de morte quando não consegue nem se quer pena de prisão. A não ser que o ex ministro pensa que a Polícia possa aplicar essa pena no ato da prisão.

    • Realmente Sr.Espectro, a coisa está pra lá de feia.
      Vou aproveitar e trocar o balde para 80 litros….

      O poder não mudou o homem Jair Bolsonaro. Um homem simples, corajoso e determinado que segue os princípios que o moveram até o momento: o bem do povo brasileiro”, disse no Twitter.

  3. Tenho sido contra a pena de morte, e por várias razões:
    Não aceito que a pena de morte exista para punir quem matou!
    Trata-se de algo tão absurdamente contraditório e paradoxal, que a pena capital deveria se extinguir em si mesma.

    No entanto, assim como a humanidade evolui, a tecnologia avança, e a ciência rompe limites do conhecimento, o ser humano igualmente contesta as leis, as regras, as normas, sistemas que balizem seu comportamento social.
    Um deles, que nos tem corroído as entranhas e se mostrado invencível é a corrupção.
    Pois para esse tipo de crime, eu concordaria com a pena de morte.

    Vejamos:
    A pandemia obrigou Bolsonaro a decretar estado de guerra.
    Nessa situação, a pena de morte existe.

    Se homens públicos que tinham a obrigação, o compromisso, a responsabilidade, de nos darem proteção à doença, porém roubaram recursos destinados à compra de materiais necessários, julgamento sumário:
    Forca ou guilhotina ou injeção letal ou fuzilamento ou câmara de gás ou cadeira elétrica ou garrote vil ou cabeça decepada a machado ou ser queimado vivo ou esfolado vivo ou afogado …

    O ato desonesto que cometeram é o mais cruel, pois sentenciaram milhares de pessoas à morte, e que não cometeram crime algum!
    Logo, se causaram conscientemente tanto desespero, a pena capital é justa!

    Agora, a pena de morte, se instituída, seria somente para aqueles que compõem os poderes constituídos:
    Judiciário, tanto os magistrados quanto seus servidores;
    Executivo, da mesma forma, presidente, governadores, prefeitos, ministros, secretários, diretores de estatais;
    Legislativo, idem, vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, e assessores, o pessoal que não é concursado.

    Essa turma é que precisa pensar duas, três, quatro vezes, antes de roubar o povo ou dele se servir conforme o momento atual.

    Não haveria pena de morte para o povo, para o trabalhador, para as pessoas que não labutam no serviço público, apenas para aqueles que, tendo o poder em suas mãos, o usam para benefício próprio e enriquecimento pessoal.

    Nesses casos, assino qualquer abaixo-assinado que passar pela frente!

  4. Sou visceralmente contra a morte, especialmente a minha, seja ela natural, acidental ou impingida, ainda tenho trauma da minha infância, quando acordava um pouco mais cedo para ir na escola e ouvia as descargas de mosquetão, eram os fuzilamentos políticos no cementério que ficava perto de casa.
    Assim mesmo, não sei se teria, num imaginário tribunal, condenado o ditador à morte, sempre tive caráter amigável e contemporizador.
    Agora, muita água passada embaixo da ponte da vida, muitas experiências, mais sensibilidade social e menos paciência, quando imagino crianças passando fome e frio, sem a chance de redenção social através de um banco de escola, quando vejo doentes jogados nos corredores dos hospitais, morrendo por falta de medicamentos ou vaga para cirurgia, por falta dos recursos surrupiados dos impostos assanhadamente coletados, por uma elite corrupta e insaciável, confesso serenamente que tanto poderia assinar sentenças de morte, como apertar o gatilho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *