Uma bela mensagem sobre a família, do pastor presbiteriano Henrique Dias Lopes

Resultado de imagem para Pastor Henrique Dias LopesJoão Amaury Belem

É preciso que se divulgue a mensagem “Família, Lugar de Perdão”, que no dia 3 de maio de 2014 foi publicada na revista de devocionais diários “Cada Dia”, Especial de Família, em 2014. Esses estudos sobre a família “Família, lugar de Aprendizado”, são de autoria do pastor Hernandes Dias Lopes. “Cada Dia” é uma revista publicada pela LPC comunicações, ligada à Igreja Presbiteriana.
http://www.lpc.org.br/cada-dia/?diadehoje=05%2F03%2F2014

Independente de sua religião ou credo, vejam esta linda mensagem sobre a família, hoje lamentavelmente esquecida, espoliada, jogada na sarjeta. Induvidosamente, trata-se de uma impressionante mensagem de evangelização!

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FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO
Pastor Henrique Dias Lopes

Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.

Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.

É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.

Reflexões sobre a extrema frieza da embaixatriz que mandou assassinar o marido

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Fica claro que Françoise jamais amou o marido embaixador

Ednei Freitas

É fato corriqueiro, e eu conheço vários, que (principalmente) canadenses , norte-americanos e europeus vêm visitar o Brasil, já na meia idade, procuram e encontram mulheres bonitas moradoras das periferias do Rio de Janeiro e com um breve relacionamento as convidam a serem suas parceiras na pátria onde moram e não raro casam-se com elas , uma vez que em seus países de origem já não mais encontram jovens bonitas que se interessem por coabitar com estes porque não vivem na mesma situação de miséria que as que vivem aqui. Casam-se para fugir do Brasil.

Não estou falando absolutamente do vergonhoso tráfico de mulheres brasileiras bonitas , milhares delas , que vão para o exterior , porque são de famílias de baixa renda , e então vão se prostituir. Não é o caso.

Na maioria das vezes , essas mulheres aceitam amancebar-se e mais ainda casar-se com cidadãos estrangeiros e residir no exterior, trocar a nacionalidade , ter filhos com estes parceiros estrangeiros e ficar por lá, restringindo-se a vir de vez em quando ao Brasil para visitar a família, geralmente nos subúrbios.

ALPINISMO SOCIAL – Vamos deixar o amor de lado. Pode até ser que com o convívio aconteça, mas o que estas mulheres belas querem no início é viver em um país mais civilizado, que não as oprima tanto como faz o Brasil a todos nós, e principalmente aos moradores do subúrbio. Muitos destes arranjos dão certo, a família é bem constituída, essas mulheres aprendem a língua estrangeira (e os alemães são os que mais levam estas mulheres mais novas), mas algumas outras vezes, a minoria, suponho, dá tudo errado.

Foi o que aconteceu com uma prima de sangue minha, que morava em Minas Gerais. Conheceu um português por via da internet , trocaram vários e-mails onde o português oferecia o Céu, e minha prima (evangélica) casou-se com o português e foram residir na França. Passaram anos e não tiveram filho, todavia desde que chegaram à França , o português tomou-lhe o passaporte, não lhe dá dinheiro, ele a maltrata e ela não tem sequer a iniciativa de refugiar-se na Embaixada brasileira. E a família, de poucas posses e imaginação, está de mãos atadas e minha prima de sangue vem há anos comendo o pão que o diabo amassou na mão do português, quer voltar e não consegue.

BONITAS E PSICOPATAS – Mas em algumas vezes há as mulheres bonitas e psicopatas (e há psicopatas burros também) que seduzem os senhores de meia idade já pensando no dinheiro e no conforto, e como são jovens e bonitas, é muito comum que mantenham-se casadas com o senhor de meia idade , todavia têm amantes e mais amantes no país para onde foram.

Chego à conclusão que esta “embaixatriz” é uma psicopata vadia de nível intelectual baixo, não só porque é amante de um praça da PM, que geralmente, também como ela, e como ambos demonstraram, têm músculos entre as orelhas. Este tipo de mulher não tem alcance verbal, mesmo aprendendo a língua estrangeira, para arranjar amantes letrados, e com certeza ela já traiu este embaixador em todos os lugares por onde ele foi, com encanadores, bombeiros, operários – pessoas que se entendem com ela por ter o mesmo QI.

SEM MAUS TRATOS – Na família, não há relato de maus tratos ou violência do embaixador contra a mulher que ele tornou “embaixatriz”. Não satisfeita com as regalias de “embaixatriz” , com direito a camarote VIP no Copacabana Palace e aos tapetes vermelhos, que a ela nada dizem, resolveu por fim à vida do marido grego, num planejamento oligofrênico de assassinato, com auxílio do amante de músculos entre as orelhas, cometendo um crime brutal, mas deixando pistas em todos os lugares: sangue no sofá , o embaixador incinerado no próprio carro que ele alugou , com seu celular junto, onde fica a memória. E mais: a simulação mal feita de avisar a polícia feita pela “embaixatriz” dois dias depois do “desaparecimento”, com a desculpa que o marido costumava ficar até um dia sem comunicar-se com ela, andando por aí, o que seria uma coisa estranha. Enfim, o depoimento foi tão suspeito que as buscas na casa logo encontraram as pistas, inclusive sangue no sofá, digitais do soldado e da mulher estavam no quarto em que o embaixador foi morto.

Em suma: é uma mulher incapaz de amar , jamais amou o marido , foi capaz de mandar o amante oligofrênico matar o marido a pancadas , enforcar com o cinto , e na maior frieza foi dois dias depois à polícia fazer denúncia de desaparecimento do marido. Personalidade anti-social, o pior tipo de psicopatia. Mas a “embaixatriz” é uma psicopata burra e provavelmente ninfomaníaca, o que é uma característica da doença. Tenho pena da filha do casal

Novas delações da Odebrecht ampliam investigações em sete Estados

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Charge do duke (dukechargista.com.br)

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

Quase três anos após o início da operação Lava Jato, policiais federais e procuradores da República envolvidos nas investigações preveem desdobramentos em ao menos mais sete Estados em 2017. A conta leva em consideração as suspeitas sobre obras e desvios de dinheiro público que surgiram até agora.

Após o desmembramento do processo imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o compartilhamento de informações com o Ministério Público de outros Estados, operações “filhotes” da Lava Jato já foram deflagradas em São Paulo, Rio, Goiás, Pernambuco, Rondônia e no Distrito Federal. A expectativa da força-tarefa é de que, com a delação de executivos da Odebrecht, o número de operações até dobre.

Apenas nos documentos apreendidos na 35.ª fase da Lava Jato, a Omertà, os investigadores encontraram e-mails e pedidos de pagamento via Setor de Operações Estruturadas, batizado como “departamento de propinas”, atrelados a 27 projetos espalhados em 11 Estados – RJ, SP, BA, RS, PE, RN, PR, CE, PI, ES e GO. São obras que vão desde a expansão do metrô em São Paulo e no Rio aos estádios da Copa em Pernambuco, Rio e Bahia.

DELATORES – A colaboração da empreiteira baiana, alvo de ao menos quatro fases da operação em 2016, também vai dobrar o número de delatores. Segundo o Ministério Público Federal, até agora eram 71 pessoas signatárias de acordos. Com a Odebrecht, a investigação ganhará mais 77 delatores, que já se comprometeram a entregar pagamentos indevidos em cerca de 100 projetos espalhados pelo Brasil e outros 13 países.

Além de inquéritos nos locais onde as obras foram realizadas, investigadores esperam uma espécie de “efeito colateral” da delação da Odebrecht em outras empreiteiras. Advogados já foram avisados de que ao menos a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez terão seus acordos revistos para inclusão de novos fatos narrados pelos executivos da empreiteira baiana.

Ao recall nos acordos somam-se ainda as novas potenciais delações. Só de empreiteiras, estão na fila da Procuradoria-Geral da República a Mendes Júnior, a Delta Engenharia, a EIT Engenharia, a Galvão Engenharia e a OAS.

NOVO RECORDE – Com essa convergência de fatores, a expectativa dos investigadores da Lava Jato é de que em 2017 os números de operações batam novo recorde, a exemplo do que ocorreu em 2016, quando foram realizadas 17 ações e 20 denúncias foram oferecidas

Fora de Curitiba, foi no Rio onde as investigações mais avançaram neste ano. Após receber material oriundo da 16.ª fase da Lava Jato, o juiz Marcelo Bretas autorizou três outras operações – Irmandade, Pripyat e Calicute. Esta última foi a primeira ação conjunta entre a força-tarefa de Curitiba e outro núcleo de investigação. O resultado foi, além do avanço das apurações sobre desvios na Eletronuclear, a prisão do ex-governador Sérgio Cabral, de sua mulher, Adriana Ancelmo, e dos seus principais auxiliares da época que comandou o Palácio da Guanabara.

Em São Paulo, a Lava Jato resultou na Operação Custo Brasil, que investiu contra um suposto esquema de pagamento de propina e fraudes em contratos no Ministério do Planejamento. No Distrito Federal, a Operação Janus investiga pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e levou coercitivamente para depor Taiguara dos Santos, sobrinho da ex-mulher de Lula.

Lembrando Darcy Ribeiro e sua maneira muito especial de acreditar em Deus

Resultado de imagem para darcy ribeiro no roda vivaCarmen Lins

Em um programa da série “Roda Viva”, o jornalista Fernando de Barros e Silva pergunta a Darcy Ribeiro: “O senhor acredita em Deus?” E Darcy respondeu:

“É claro. Seria uma soberba, uma prepotência não acreditar. Eu posso lhe dizer que não posso provar que Deus existe, posso lhe dizer que Deus está com dívida comigo, tem que me acender de fé, mas veementemente. É claro que eu sou um ser ético. E ser ético é um ser que luta pelas coisas, por causas impessoais, e claro que tem uma atitude diante de uma divindade, que eu não posso afirmar que não existe, que não posso provar que existe, mas é claro, essa é minha atitude de profundo respeito. E, por exemplo, inclusive tem a parte sentimental. Eu fui à minha cidade Montes Claros, Minas Gerais. Há um mês morreu a minha mãe, mestra Fininha, com noventa e tantos anos, a mulher que mais alfabetizou crianças – a rua principal tem o nome dela. Então fui lá para a morte da minha mãe. Fiquei lá, uma tristeza terrível. Você ver mãe morta é uma trombada terrível. Tava lá, a minha mãe parece que diminuiu – eu não a via ha muito tempo. Eu fiquei sentido. Então comecei a fazer o que eu fazia quando ela estava viva, pedir a benção: “Bença, mãe”. E ela me abençoava dizendo: “Deus te abençoe, meu filho, que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro o proteja”. Eu quase que ouvia ela dizendo. Eu fiquei muito sentido, muito emocionado. E nessa emoção as mulheres estavam rezando, tinham uma amigas dela, velhas, todas rezando. E uma disse: “Não reza, vamos cantar”. E eu comecei a cantar:”No céu, no céu, com minha mãe estarei…” que é uma cantiga de procissão. Quer dizer,esse catolicismo nosso está impregnado no fundo de nós. Esse sentimento muito sério, muito profundo, ainda que você não seja um militante religioso, você está impregnado disso.”

Temer precisa fazer reforma ministerial, mas não tem forças para executá-la

A única mudança no Planalto é a tintura que Temer agora usa  

Catarina Alencastro
O Globo

O presidente Michel Temer não quis confirmar se pretende fazer uma reforma ministerial no ano que vem. Após fazer um longo balanço à imprensa sobre as ações de seu governo, ele foi perguntado sobre o assunto, mas mostrou-se evasivo: “Vamos esperar o ano que vem” – despistou.

Desde a saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, no mês passado, ele ensaia mexer em outros nomes na Esplanada, para reacomodar a base aliada. Para o lugar de Geddel, sexto ministro de Temer a cair, já teria sido convidado o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).

Seu nome, no entanto, ainda não foi confirmado porque o governo teme ver o movimento interpretado como interferência direta do Planalto na disputa pela presidência da Câmara, já que Imbassahy pretendia concorrer com outros nomes do Centrão e com o atual presidente, Rodrigo Maia, que quer se reeleger e para isso conta com o apoio velado do governo.

SEM CRISES – Na fala de 25 minutos, Temer não mencionou as crises por que passou sua administração, como as menções a ele próprio e a ministros próximos em delações premiadas da Odebrecht. Nesse pronunciamento, o presidente agradeceu o trabalho do Legislativo, repetiu que o apoio da base é “importantíssimo” para levar à frente as reformas desejadas pelo governo e destacou que conseguiu aprovar neste fim de ano a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e todas as emendas individuais, de bancada e ainda quitar os restos a pagar desde 2007.

“Nós temos tido no Congresso 88% de fidelidade da base governista, algo importantíssimo para levar adiante todas as reformas. O fato de termos aprovado a LDO ainda neste exercício para vigorar no ano que vem, há muito tempo não tínhamos essa espécie de aprovação. Outro fato inédito foi o pagamento de todas as emendas individuais e também as emendas de bancada neste ano. Pagamos também os restos a pagar que datam de 2007, foram todos quitados neste ano” – afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ter maioria no Congresso é fácil, qualquer governo consegue – basta comprar apoio no atacado e no varejo. Quanto à reforma do Ministério, a possibilidade é remotíssima, embora necessária, não somente em nome da competência, mas sobretudo em nome da moral e dos bons costumes. Mas Temer não vai mexer (ou não pode mexer). A única mudança visível no Planalto é o progressivo escurecimento da cabeleira do presidente. Dentro em breve, os cabelos de Temer estarão tão escuros quanto os de Edison Lobão ou de Jáder Barbalho. (C.N.)

À luz do Direito Internacional, a situação da mulher do embaixador assassinado

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É preciso saber se Françoise se naturalizou grega

Jorge Béja

Comprovada a participação desta mulher, Françoise Amiridis, no assassinato do marido, o embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, ela acabou com a vida do esposo, causou grave e indelével trauma na pequena filha de 11 anos de idade, além de deixá-la órfã, destruiu a vida dela própria, de sua família e da família de seu marido. Quanta desgraça junta! O que essa gente tem na cabeça? Se vê que François descende de família simples, de vida modesta, que não nasceu em berço rico. Alçada à condição de embaixatriz da Grécia, país que a humanidade reverencia, não soube se conduzir à altura da nobreza da privilegiada posição social.

Mas passemos a um breve raciocínio jurídico que, certamente, tenha levado o juiz a retardar a decretação da sua prisão, que demorou mas saiu ainda ontem à noite. Tudo indica que o juiz, surpreendido com o inusitado e fora do cotidiano, se viu obrigado a ir aos livros de Direito Internacional.

A CONVENÇÃO DE VIENA – Françoise é casada com embaixador de país estrangeiro e acreditado no Brasil. Pela Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas, assinada em 18 de abril de 1961, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 103, de 1964 e ratificada em 23 de fevereiro de 1965 e promulgada pelo Decreto nº 56.435, de 8 de junho de 1965, as mesmas imunidades que desfruta o embaixador (que não são poucas), desfrutam os membros de sua família:

Artigo 37, § 1º – Os membros da família de um agente diplomático que com ele vivam gozarão dos privilégios e imunidades mencionados nos artigos 29 a 36, desde que não sejam nacionais do Estado acreditado“.

Isto é, da mesma maneira que o embaixador goza da imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado, sua esposa também da mesma imunidade desfruta. O diferencial está na parte final do artigo 37, § 1º, ao excepcionar o familiar nacional do Estado acreditado, que é o caso de Françoise. Ela é brasileira, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, onde o crime aconteceu.

Nesse caso, Françoise, se confirmada sua participação no assassinato do marido, responde pelo crime perante a Justiça brasileira.

SEM IMUNIDADE – No Brasil, país em que nasceu e que a Convenção denomina de “Estado acreditado”, madame Françoise nunca desfrutou de imunidade e privilégio algum, face à sua condição de esposa brasileira de agente diplomático estrangeiro aqui acreditado. Sendo assim, sua prisão foi acertadamente decretada, e a ex-embaixatriz, que das alturas mergulhou no fundo do poço da destruição humana, se submete às leis penais brasileiras.

Por outro giro, é preciso saber se dona Françoise, ao se casar com agente diplomático grego, se tanto e ipso facto deu-lhe a nacionalidade grega. Ou se ela ostenta outra nacionalidade, mesmo não sendo a grega, em prejuízo da nacionalidade brasileira. Ou, ainda, se dona Françoise, por vontade própria, se naturalizou grega, com a consequente perda da nacionalidade brasileira. Aí o quadro muda de figura.

NATURALIZAÇÃO – Se deixou de ser brasileira e assumiu a nacionalidade grega ou mesmo outra nacionalidade, então desconhecida, dona Françoise não se enquadra mais naquela parte final do parágrafo primeiro do artigo 37 da referida Convenção. Portanto, os benefícios da imunidade da jurisdição penal que amparavam seu marido, a amparam também. Nesse caso, sua prisão não é legal. Ela tem o direito de ser posta em liberdade para voltar à Grécia e ser processada e julgada pelas leis gregas. Ou mediante expulsão do governo brasileiro, ou por extradição, a pedido do governo da Grécia.

Ainda se dona Françoise tiver nacionalidade grega (ou outra qualquer diversa da brasileira) e gozar do benefício de matar ou mandar matar alguém em Nova Iguaçu, sem que nada lhe aconteça no Brasil, o governo da Grécia poderá renunciar à imunidade de jurisdição que, por beneficiar o marido assassinado, também contempla dona Françoise. Este é um ato de soberania do Estado ao qual dona Françoise não pode se opor, contestar ou impedir que se concretize. E nesse caso, a mulher do Embaixador Kyriakos Amiridis passa a responder pelo crime perante a Justiça brasileira. Diz o artigo 32, parágrafos 1º e 2º:

“O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de jurisdição dos seus agentes diplomáticos e das pessoas que gozam de imunidade nos termos do artigo 37. A renúncia será sempre expressa“. Isto é, a Convenção exige que seja renúncia por escrito.

EM SÍNTESE – se dona Françoise participou mesmo, de uma forma ou de outra, da morte do marido e ela é brasileira, responde ao processo criminal no Brasil, segundo a lei brasileira e no Brasil cumprirá a pena; se deixou de ser brasileira, seja por força e consequência do casamento com o agente diplomático estrangeiro, seja por ter adquirido outra nacionalidade (que não precisa, obrigatoriamente, ser a nacionalidade grega), dona Françoise conserva as imunidades previstas na Convenção de Viena. Nesse caso ela deve ser posta em liberdade e ser mandada de volta à Grécia, por ato unilateral do governo brasileiro ou em atendimento a um pedido de extradição vindo da Grécia.

Ainda na condição de grega, dona Françoise deve permanecer no Brasil para responder pelo crime que lhe é imputado, caso o governo da Grécia expressamente renuncie à imunidade de jurisdição em desfavor desta senhora. Tudo isso causa extrema tristeza. E se pode constatar a quem ponto chega a crueldade humana. É uma pergunta curta, simples, mas profunda: Por quê? E qualquer que seja a resposta, ela nunca convencerá.

Grupo internacional se especializou em recuperar bens desviados pela corrupção

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Investigação achou contas de Maluf nas Ilhas Jersey

Deu em O Tempo

A divulgação dos documentos conhecidos como “Panama Papers” e as investigações da operação Lava Jato sobre o escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca em 2016 escancararam a atuação de advogados que criam empresas sediadas em paraísos fiscais, as offshores, com o objetivo de ocultar dinheiro sujo desviado. Mas há um grupo de advogados que atua exatamente do outro lado desse balcão. Em 2004, a Câmara de Comércio Internacional organizou uma rede de profissionais de diferentes escritórios para atender vítimas de fraudes, corrupção e crimes comerciais, a FraudNet.

Além das tradicionais medidas judiciais, os advogados montam times investigativos para descobrir onde estão os ativos tirados ilegalmente de entes públicos e privados. Hoje o grupo conta com 76 membros distribuídos em diferentes escritórios de advocacia de 66 países.

CASO MALUF – Advogados da FraudNet já trabalharam para clientes brasileiros em casos de grande repercussão. O mais famoso deles foi o processo na Corte da Ilha de Jersey iniciado em 2009 contra duas empresas offshore – Kildare e Durant – cujo controle foi atribuído ao ex-prefeito e atual deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

A Procuradoria Geral do Município de São Paulo contratou advogados da rede que atuam em Jersey, que acusaram as companhias de receberem dinheiro desviado por Maluf na gestão dele à frente da Prefeitura de São Paulo, que foi de 1993 a 1996. O desvio teria se dado principalmente a partir de grandes obras viárias como a Avenida Águas Espraiadas.

Com base em provas fornecidas pelo Ministério Público paulista, a Justiça da ilha reconheceu o vínculo de Paulo Maluf com as empresas e as condenou a devolverem US$ 32 milhões aos cofres públicos brasileiros. Maluf sempre negou ter cometido qualquer crime ligado às duas companhias. A investigação também citava o nome do filho do ex-prefeito Flávio Maluf.

JUIZ LALAU – Membros da FraudNet também foram contratados pela administração pública no caso dos desvios nas obras de construção do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, que levou à condenação do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. Na esfera privada, a rede atuou no caso do Banco Santos, do banqueiro Edemar Cid Ferreira, que teve falência decretada em 2005 e deixou um rombo de R$ 3,6 bilhões, assim como no caso Petroforte, da terceira maior distribuidora brasileira de petróleo, que faliu em 2003 com mais de R$ 1 bilhão em débito.

No Brasil, os representantes da FraudNet são o advogado João Accioly, da Advocacia Sobrosa & Accioly, do Rio de Janeiro; Antenor Madruga (Brasília), do escritório Feldens Madruga, de Brasília; e Henrique Forssell, do Krikor Kaysserlian Duarte e Forssell Advogados Associados, com escritório em São Paulo.

SEM RECURSOS – Último brasileiro a ser convidado a integrar a FraudNet, Accioly diz que os custos para contratar os serviços de profissionais da rede em casos de grandes fraudes são de, em média, US$ 5 milhões (cerca de R$ 16,4 milhões).

O advogado reconhece que muitas vezes as vítimas não têm recursos suficientes para bancar a contratação de membros da FraudNet. Ele aponta, porém, que surgiram no mercado fundos de investimento que patrocinam as empreitadas para recuperar ativos, em troca de uma grande fatia do bolo em caso de sucesso.

“O crescimento do ‘litigation funding’ (financiamento para adoção de medidas judiciais) tem permitido o acesso a uma Justiça efetiva a quem em outras épocas estaria privado pelos próprios fraudadores dos recursos necessários para se defender”.

MAPA DA MINA – Ao detalhar à reportagem a sua atuação, o advogado João Accioly, um dos brasileiros que constam do rol de profissionais que atuam na FraudNet, conta que certa vez tomou conhecimento sobre um documento elaborado por um fraudador que seria uma espécie de “mapa da mina” para seus clientes.

Logo em seguida, ele deu início a uma pesquisa para saber quais os locais de trabalho que o tal fraudador havia ocupado nos últimos anos – e descobriu que em um deles havia um cofre. Então, João Accioly pediu autorização ao inquilino à época e, após examinar o cofre, encontrou o documento.

Muitas vezes, o trabalho inclui também a contratação de investigadores para fazer campanas e seguir pessoas cuja movimentação pode revelar os locais onde estão os valores desviados por meio das fraudes.

CAMINHO DAS PEDRAS – Segundo Accioly, quando um fraudador entra em um carro de luxo, um iate ou uma mansão, por exemplo, ele pode estar indicando o “caminho das pedras” para o sucesso da FraudNet.

Em 2013, a FraudNet foi uma das organizadores do Seminário sobre Fraude Internacional, Recuperação de Ativos e Cooperação Transnacional de Insolvência, que reuniu, em São Paulo, profissionais de mais de 40 países. À época, foram apresentados dados estarrecedores.

Segundo a FraudNet, a corrupção prejudica os fluxos financeiros globais em cerca de US$ 3,5 trilhões por ano. Mais de 43% das empresas reportam às autoridades pelo menos um significativo crime econômico internacional por ano e suas perdas estimadas vêm aumentando significativamente.

Para os desempregados, 2017 será apenas mais um Feliz Ano Velho

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Charge do Bruno (chargesbruno.blogspot.com)

Raquel Landim
Folha

O gráfico acima é a melhor ilustração da tragédia vivida pela economia brasileira nos últimos dois anos. A curva mostra a aguda e constante deterioração do mercado de trabalho. A taxa de desemprego medida pelo IBGE subiu de 6,5% no fim de 2014 para os atuais 11,9%. Transformando em números, a quantidade de brasileiros desempregados saiu de 6,5 milhões de pessoas para 12,1 milhões, ou seja, praticamente dobrou.

É um exército de pedreiros, faxineiros, enfermeiros, motoristas, engenheiros, dentistas, jornalistas etc —o equivalente a toda a população da cidade de São Paulo, a oitava mais populosa do mundo— sem trabalho e sem renda.

No fim de 2014, a crise já estava instalada, mas demorou a atingir o mercado de trabalho. As empresas esperam até o último momento para dispensar colaboradores, porque o custo de contratar, treinar e demitir é muito alto.

APÓS AS ELEIÇÕES – Como mostra o gráfico, esse momento chegou após as mais recentes eleições presidenciais. Quando a ex-presidente Dilma se reelegeu e ficou claro que a política econômica seria mantida, as empresas desistiram e começaram a demitir.

Desde então, Dilma sofreu um impeachment e uma nova equipe econômica vem tentando mudar os rumos da política fiscal. Mas a recuperação da economia não vem e a curva de desemprego teima em não ceder. Por quê?

O motivo mais concreto é a alta capacidade ociosa das empresas. Muitos setores investiram pesadamente para atender a uma demanda que se revelou apenas uma bolha, provocada por estímulos fiscais —o setor automotivo é o exemplo mais contundente.

ESTOQUES ALTOS – As empresas estão com estoques altos, turnos de trabalho reduzidos e máquinas paradas. Nessa conjuntura, não pensam em investir ou contratar e só o farão quando a retomada da economia for sólida, o que ainda não dá sinais concretos de ocorrer.

Com o governo Temer acuado pelas revelações da Lava Jato, ninguém sabe se o ajuste fiscal será mantido até trazer os efeitos desejados. Na média, os analistas esperam um crescimento de 0,5% do PIB no ano que começa no próximo domingo.

Em novembro, os dados mostram que a população teve algum alívio, porque o rendimento real parou de cair em relação a outubro, por conta da significativa queda da inflação, que deixou de corroer o poder de compra. Mas as notícias boas param por aí.

FELIZ ANO VELHO – As previsões para o mercado de trabalho estão longe de significar um “Feliz Ano Novo”. O presidente Michel Temer prevê uma recuperação no segundo semestre de 2017, mas pode estar sendo otimista. O especialistas dizem que já vão comemorar se o desemprego parar de subir e ficar tudo igual no ano que vem.

Sete países da América Latina também passam a investigar propinas da Odebrecht

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As grandes obras no exterior foram financiadas pelo BNDES

André Richter
Agência Brasil

Pelo menos sete países da América Latina anunciaram investigações sobre pagamento de propinas por executivos da empreiteira brasileira Odebrecht, em troca de vantagens em contratos públicos – Peru, Equador, Colômbia, Argentina, Venezuela, Pananá e México. As medidas foram tomadas em reação à divulgação de documentos nos quais o Departamento do Estado dos Estados Unidos confirmou que a Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina a funcionários de governos em 12 países.

As informações foram divulgadas após a confirmação de que a empreiteira assinou acordo de leniência com autoridades dos Estados Unidos, Suíça e do Brasil simultaneamente.

PERU – Diante das novas denúncias, a procuradoria do Peru decidiu reabrir uma investigação na qual o atual presidente Pedro Pablo Kuczynski, é acusado de favorecer a Odebrecht em uma concessão pública durante o período em que ocupou cargo no Conselho de Ministros.

Kuczynski negou ter recebido dinheiro quando comandava o Conselho de Ministros no governo do ex-presidente Alejandro Toledo, que ocupou o cargo entre 2001-2006. Kuczynski disse que apóia a investigação sobre as denúncias. “Eu posso garantir que não recebi nada, nem sei de nada. Obviamente, deve-se investigar tudo isso e sou a favor de uma profunda investigação”, disse.

EQUADOR – O governo do Equador anunciou que pediu ao Ministério Público que investigue supostos pagamentos de propina pela Odebrecht no país. Uma das principais obras feitas pela empreiteira foi a construção do metrô da capital, Quito.

Em 2008, o atual presidente, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht do país sob a alegação de que houve irregularidades da usina hidrelétrica de San Francisco, financiada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

COLÔMBIA – Por meio do secretário de Transparência da Presidência da República, Camilo Enciso, a Colômbia anunciou que vai cancelar todos os contratos nos quais ficar comprovada que a Odebrecht pagou propina.

“No momento em que for demonstrado de maneira clara que houve pagamento de subornos, o estado colombiano não duvidará de nenhuma maneira em tomar as decisões necessárias para terminar de maneira unilateral seus contratos e para evitar que a Odebrecht continue tendo negócios no país”, disse Enciso.

Argentina – O órgão responsável pelo combate à corrupção na Argentina informou que pediu informações à força-tarefa de investigadores da Lava Jato para obter informações mais detalhadas sobre as denúncias de que US$ 35 milhões foram pagos em propina para funcionários públicos entre 2007 e 2015, fato que teria ocorrido durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner.

VENEZUELA – Parlamentares oposicionistas ao governo do presidente venezuelano Nícolas Maduro afirmam que vão investigar as denúncias por meio da Comissão de Controladoria do Parlamento.

As suspeitas são sobre supostos pagamentos de propina a funcionário do governo de Maduro e do ex-presidente Hugo Chavez.

PANAMÁ – O governo do Panamá prometeu processar e punir integrantes do governo, que teriam recebido mais US$ 59 milhões em propina.

O Ministério Público local informou que pedirá informações aos Estados Unidos sobre o caso.

MÉXICO – O governo mexicano e a Pemex, estatal petrolífera, informaram que abriram investigação para apurar o suposto pagamento de aproximadamente US$ 10 milhões para que a Odebrecht fosse beneficiada em contratos da estatal.

Supremo intima senador Fernando Bezerra Coelho, acusado de corrupção passiva

 

Deu no Correio Braziliense

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, determinou a notificação do senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) para que apresente uma defesa prévia sobre a denúncia, de autoria do Ministério Público Federal (MPF), de que o parlamentar teria cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bezerra Coelho recebeu, ao menos, R$ 41,5 milhões em propina de dinheiro desviado da Petrobras em contratos com as construtoras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa para as obras de construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

 

O dinheiro teria sido destinado à campanha de reeleição de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco em 2010, morto durante a campanha presidencial de 2014. Bezerra Coelho era na época secretário de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco e dirigente do Porto de Suape. Além do senador — que é pai do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho —, também deverão se manifestar ao STF os outros dois denunciados com ele, os empresários Aldo Guedes, ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, descritos pelo MPF como os operadores que viabilizaram o repasse da propina ao senador pernambucano.

 

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Trata-se de uma das denúncias do MPF originadas de inquéritos da Operação Lava-Jato que aguardam avanço no STF. Baseada em depoimentos prestados pelos colaboradores da operação Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, a denúncia foi oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no início de outubro, mas até agora o relator, ministro Teori Zavascki, ainda não havia determinado a notificação. Segundo a PGR, Fernando Bezerra Coelho e Eduardo Campos “solicitaram vantagens indevidas de empreiteiras envolvidas na construção de obras da Refinaria do Nordeste ou Refinaria Abreu e Lima, como contrapartida pela viabilização do empreendimento por meio de esforços políticos, principalmente a disponibilização de infraestrutura e a criação de incentivos tributários”.

 

Quando a denúncia foi apresentada pelo MPF, em outubro, a defesa de Fernando Bezerra Coelho afirmou que as acusações eram “descabidas” e baseadas em “ilações e sem qualquer rastro de prova”. Senador pelo PSB, Bezerra Coelho também foi ministro da Integração Nacional do governo Dilma Rousseff, entre 2011 e 2013.

 

Governo critica gestões petistas

Um dia depois de um pronunciamento a jornalistas no qual prometeu que, em 2017, o Brasil vai superar a crise econômica e assegurar de que seu governo “há de ser reformista”, o governo de Michel Temer começou a veicular uma peça publicitária, de meio minuto, em cadeia nacional, afirmando que as gestões anteriores, comandadas por petistas, não tiveram coragem para fazer as reformas estruturais que o país precisa. O governo ressaltou que tem tomado medidas que resolvem “graves problemas”, “criando empregos” e “devolvendo a confiança” ao país. A publicidade televisiva também afirma que o mundo já reconhece que investir no Brasil voltou a ser um bom negócio.

Nos EUA já se sabe quem foi corrompido no Brasil pela Braskem/Odebrecht  

Unidade de Paulínea (a 117 km de São Paulo), citada em documento da Justiça americana

Subornos garantiram 100% das ações da petroquímica

Rubens Valente

Um documento produzido pela SEC, órgão do governo americano que regula o mercado de ações dos EUA, afirma que a petroquímica brasileira Braskem pagou propina de US$ 4,3 milhões (ou R$ 14 milhões, ao câmbio desta sexta-feira, 30) para “um congressista brasileiro” e um funcionário da Petrobras que ocupava cargo de chefia. O objetivo era garantir uma parceria comercial da empresa, braço petroquímico do grupo Odebrecht, com a Petrobras para a construção de uma unidade de produção de polipropileno em Paulínia, no interior de São Paulo.

De acordo com a SEC, esse pagamento foi decidido depois de 2006, quando executivos da Braskem manifestaram receio de que a Petrobras pudesse não dar seguimento ao acordo.

Os desembolsos, segundo a SEC, acabaram “descaracterizados” pela Braskem em seus registros contábeis como “pagamentos de comissões” e “consolidados nas declarações financeiras como custos ou despesas de negócios legítimos”.

FICOM COM 100% -A unidade de Paulínia foi inaugurada em 2008 ao custo de R$ 700 milhões. A Braskem anunciou que “originalmente” teria 60% de participação no novo empreendimento, a Petroquímica Paulínia, enquanto a Petrobras ficaria com 40%.

No entanto, segundo a empresa, um acordo assinado em novembro de 2007 “consolidou a parceria estratégica entre as companhias”, permitindo que a Braskem passasse a ter 100% do controle do capital da unidade de Paulínia, enquanto a Petrobras viesse a deter 25% do capital da Braskem.

A Petrobras também se comprometeu a investir US$ 450 milhões em duas unidades de propeno para suprir a matéria-prima necessária para o projeto de Paulínia.

NA JUSTIÇA DOS EUA – O documento da SEC, assinado pelo chefe assistente David S. Johnson, foi entregue à Justiça de Washington no último dia 21 em uma ação civil movida pelo órgão contra a petroquímica. A empresa tem ações listadas na Bolsa de Nova York e, por isso, se submete à fiscalização.

As informações têm como origem o acordo de leniência fechado naquele mesmo dia pela Odebrecht com Brasil, EUA e Suíça, no qual os empreiteiros reconheceram ter cometido diversos crimes e irregularidades.

O pagamento de Paulínia foi citado no documento produzido pelo Departamento de Justiça americano que veio a público no dia 21, mas sem a identificação do projeto e do nome da cidade paulistana.

OUTROS CASOS – A SEC concluiu que a Braskem violou três artigos da lei que regula o mercado de ações dos EUA, como ter “falhado no ato de fazer e manter livros, registros e contas que, com razoável detalhe, precisão e correção refletissem suas transações e bens”.

De acordo com a SEC, de 2006 a 2014 a Braskem “pagou propinas” totais de US$ 250 milhões a “partidos políticos e funcionários do governo do Brasil”, incluindo “senadores e representantes do Congresso brasileiro e ao menos dois importantes partidos políticos”.

Em petição no processo, os advogados da Braskem confirmaram que a empresa “irá admitir que de 2006 a 2014 pagou propinas a autoridades do governo brasileiro a fim de obter e manter negócios” e que pagará à SEC, até 30 de janeiro de 2018, um total de US$ 325 milhões correspondentes “aos lucros alcançados como resultado das condutas” que foram denunciadas no processo.

Além de Paulínia, o órgão americano citou os pagamentos de US$ 20 milhões em 2009 por um acordo com a Petrobras para fornecimento de nafta, US$ 1,74 milhão em outubro de 2013 para “consultores” pela aprovação de uma lei que garantiria vantagens em impostos e mais US$ 29 milhões a partir de 2006 para um partido “usar sua influência” a fim de assegurar impostos mais baixos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se essas negociatas tivessem ocorrido nos Estados Unidos, os envolvidos já teriam sido algemados diante das câmeras de TV. Aqui, temos de esperar a homologação da delação premiada, porque o governo do PMDB age exatamente igual ao governo do PT e alega que os vazamentos são “dirigidos” para prejudicá-lo. É muita desfaçatez. (C.N.)

Por que Michel Temer não emplacou como presidente da República?

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Charge do Clayton, reprodução de O Povo/CE

José Carlos Werneck

Decididamente o presidente da República, Michel Temer não consegue convencer ninguém com seu discurso de salvação nacional. Suas palavras não empolgam nem aqueles que, durante o período em que governou interinamente, fizeram campanha e torceram para que fosse efetivado no cargo.

Poderia ter sido de outra maneira. Após sua posse definitiva, muita gente acreditava que ele poderia fazer um bom Governo, a exemplo do que ocorreu com Itamar Franco, ao assumir após o impedimento de Fernando Collor.

Temer começou pedindo sacrifícios ao povo, justamente à parcela mais desfavorecida da população, aos mais carentes, aos trabalhadores, aos aposentados, aos pensionistas, aos que não têm Saúde, Educação, Segurança Pública, moradia decente e comida na mesa.

PACOTE DE MALDADES – Através de arranjos políticos pouco recomendáveis, conseguiu maioria nas duas Casas do Congresso, para aprovar medidas que espoliam ainda mais os menos favorecidos.

A exemplo de seus dois últimos antecessores, nomeou como seus auxiliares, guardadas raríssimas e honrosas exceções, o que há de mais medíocre e pior na política nacional.

A população está desiludida, desanimada e principalmente cansada, com o discurso vazio do presidente da República.

Quem, em sã consciência, pode acreditar em um governante que pede sacrifícios aos mais fracos e nada exige dos banqueiros, que a cada dia que passa, lucram mais, à custa de uma população que paga juros que representam agiotagem absurda e são os mais caros do mundo, no pagamento de cartões e crédito.

IMPOPULARIDADE – O presidente afirma que não se preocupa com sua baixa taxa de popularidade. Pode-se, em muitos casos, concordar-se com sua afirmação.

Muitas vezes se consegue administrar uma nação sem popularidade, mas nunca se consegue governar sem estima pública, o que é muito mais importante e vital, para que se leve adiante um País e notadamente seu povo.

Infelizmente, o presidente Michel Temer carece de popularidade e principalmente de estima pública e, por isso, não emplacou como presidente da República.

 

 

Conheça alguns candidatos que disputam o troféu “Piada do Ano de 2016”

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Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton 

Aproxima-se a hora da verdade e logo saberemos quem é o grande vencedor da Piada do Ano 2016. Para manter o altíssimo padrão do concurso, espera-se algo semelhante a 2015, vencido por Dilma Rousseff com a fantástica anedota do “vento armazenado”, apresentada em seu “stand up”  na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Na segunda colocação chegou dona Marisa Letícia, por ter devolvido o tríplex à construtora OAS e pedido indenização, sem cantar “toma que o filho é teu”. E no terceiro lugar, o filho Luís Cláudio, aquele que copiou da Wikipédia um estudo para revender a um experiente lobista por R$ 2,6 milhões.

TEMER SUBSTITUI DILMA – Agora, em 2016, tudo vai ser diferente e o presidente Michel Temer fez questão de substituir Dilma concorrendo com várias inscrições. Uma grande piada presidencial foi dizer que não tinha preocupação com as denúncias da Odebrecht e até pedir ao procurador-geral Rodrigo Janot rapidez na investigação das delações premiadas. Com isso, Temer ganhou aplausos entusiásticos.

Em seguida, contou a anedota de que não se preocupa com protestos populares, porque são frutos da democracia. E depois Temer levantou a plateia ao dizer que não influirá nas eleições das presidências do Congresso, acrescentando que fará um “governo reformista” e o desemprego vai cair em 2017. Com essa performance, fezendo alguns puxa-sacos começarem a gritar: “Já ganhou! Já ganhou!”.

MUITOS CANDIDATOS – Apesar do conjunto da obra, os admiradores de Temer não deve bancar vitória antes do tempo, porque há muitos outros candidatos fortíssimos. O ministro Teori Zavascki, por exemplo, é um piadista nato. Enquanto o juiz Moro já fez 182 prisões e 120 condenações, Teori ainda não fez nenhuma. Mesmo assim, no balanço do fim de ano, exibiu à imprensa uma planilha (que não era a da Odebrecht…) para alegar que “está em dia com a Lava Jato”. Os jornalistas quase morreram de rir.

E o ex-deputado Eduardo Cunha também concorre. Depois de garantir que não tinha conta no exterior, ele declarou à Receita que empobreceu nos últimos cinco anos, levando os auditores às gargalhadas. Não satisfeito, Cunha recorreu ao Supremo contra sua cassação e também disse que o juiz Moro não tinha competência para prendê-lo. Era tudo piada. E agora, com seu vasto repertório de anedotas, Cunha está divertindo os guardas penitenciários  de Curitiba.

PIADAS SENSACIONAIS – Outro grande concorrente é Lula da Silva, com uma série interminável de anedotas de alto nível, como o recurso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU e as indenizações de danos morais que pede na Justiça ao ex-senador Delcídio Amaral (R$ 1,5 mil) e ao procurador Deltan Dallagnol (R$ 1 milhão), que até se sentiu desvalorizado e diminuído em relação ao ex-parlamentar petista.

Muitas candidaturas isoladas surpreendem pela grande criatividade. O deputado Jorge Picciani, por exemplo, ganhou espaço e foi ovacionado na Assembleia estadual, ao anunciar que o ex-governador Sérgio Cabral logo provaria sua inocência. E o próprio Cabral também resolver entrar na disputa da Piada do Ano, ao dizer que sua condenação era uma “aberração jurídica”, ganhando aplausos e conquistando a simpatia dos detentos do Presídio Bangu 8. Depois, se animou e admitiu que a nova obra superfaturada do metrô do Rio usou contratos firmados no século passado, vejam que forte concorrente à Piada do Ano.

Também o então líder do governo José Guimarães (PT-CE) causou sensação, ao prever que Dilma não sofreria impeachment. Conhecido nacionalmente como o “deputado dos dólares na cueca’, Guimarães depois fez outra grande piada e negou ter recebido propina da Odebrecht, sendo aplaudido de pé pelo Diretório do PT.

OUTRAS INSCRIÇÕES – São centenas de candidatos e a comissão da Piada do Ano está tendo uma trabalheira para selecionar os finalistas. Há pressões de todos os lados e os nomes dos jurados são mantidos em sigilo absoluto, para evitar que sejam corrompam por políticos, autoridades e empresários concorrentes.

O ex-ministros Geddel Vieira Lima . por exemplo, tem várias inscrições. Primeiro, alegou que não pedira “nenhuma imoralidade” ao exigir a liberação do edifício ilegal. Depois, negou ter pressionado o então ministro Marcelo Calero e ameaçou até processá-lo, ganhando aplausos frenéticos no Planalto. Em seguida, disse que Temer não o demitiria, e aí o Planalto quase veio abaixo de tanto rir.

A nova chefe da Advocacia-Geral da União, ministra Grace Mendonça, também se animou a concorrer. Primeiro, disse que não conseguia achar um HD externo para processar os políticos corruptos, entre os quais Renan Calheiros. A piada fez enorme sucesso e Grace repetiu a dose, ao afirmar que não se lembrava de que há 19 anos estava filiada ao PSDB. Passou então a ser conhecida como a “esquecidinha da AGU”. Depois, Grace prontamente se ofereceu para fazer um parecer inocentando Geddel. O presidente Temer acreditou nela e entrou numa fria. Só depois de pagar mico é que soube que se tratava de uma piada, porque já existia o parecer definitivo da AGU contra a construção do imóvel e Grace não podia alterá-lo.

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PS – Pedimos desculpas aos amigos que acompanham o concurso, fazem bolões e apostas, levam a iniciativa a sério,  mas os inscrições são tantas que não é possível citar todas elas. Mas não podemos deixar de mencionar a notícia de que a Petrobras quer indenização nos EUA por ter comprado Pasadena. Como dizia o Barão de Itararé, era só o que faltava. (C.N.)

 

“Para ganhar um Ano Novo, você, meu caro, tem de merecê-lo”, dizia Drummond

Resultado de imagem para carlos drummond de andrade frasesPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O bacharel em farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é um dos mestres da poesia brasileira. O significado principal do poema “Receita de Ano Novo” está em olhar para dentro de si mesmo e sentir-se, realmente, apto para ganhar uma belíssima passagem de ano.

RECEITA DE ANO NOVO
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.        

Panorama para 2017 é de dificuldade e apreensão política e social

Charge do Oliveira, reproduzida do Diário Gaúcho

Pedro Coutto

O pronunciamento do presidente Michel Temer – reportagem de Junia Gama, Isabel Braga, Eduardo Bressiani e Bárbara Nascimento, O Globo, edição de sexta-feira – não foi dos mais otimistas para a população brasileira ao longo do ano de 2017 que chega à alvorada. Principalmente porque a previsão é que o mercado de emprego comece a se recuperar a partir do segundo semestre somente após ocorrer na primeira etapa um acréscimo do número de desempregados. É claro que medidas econômicas não podem surtir efeito imediato, mas é preciso levar em conta que os desempregados não podem esperar. Afinal de contas como poderão viver e chegar ao mercado mínimo de consumo? Este fato, sem dúvida, carrega a atmosfera de pessimismo.

Será dentro desta atmosfera e desse contexto que vão ser debatidas as reformas da Previdência Social da Lei Trabalhista e também a alteração do sistema tributário. Serão lutas difíceis que pelos seus efeitos traumáticos exigiriam uma atmosfera mais amena. Ao contrário. A atmosfera está sobrecarregada pelos temores de uma crise social.

A verdade é que o desenvolvimento só pode retornar com uma política de incentivo ao consumo e à produção. O que não se percebe no projeto do governo. Me refiro ao projeto global voltado para o país que é formado, acima de tudo por 204 milhões de habitantes que enfrentam as dificuldades do dia a dia e ainda por cima, como se está vendo claramente, não podem contar com os serviços básicos para os quais contribuem com descontos em seus salários e seu trabalho.

MAIOR EXEMPLO – O estado do Rio de Janeiro é um dos exemplos mais fortes desses obstáculos, como se observa continuamente nos meios de comunicação. A reforma tributária só pode estar voltada, é claro, para aumentar a receita. Mas para aumentar a receita, antes de mais nada, impõe-se a cobrança de dívidas acumuladas ao longo do tempo. Sobretudo porque fala-se em cortar despesas, embora o governo tenha liberado recursos para as emendas parlamentares. Mas não se fala em aumento de receita, quando este é o fator mais importante sobretudo porque permanentes.

Cortes sem analisar seu conteúdo, não podem ser praticados continuamente, uma vez que os salários de forma alguma podem desaparecer do cenário econômico e social. O que precisa desaparecer do cenário econômico e social é a corrupção que devastou o Brasil na última década. Quanto à sua esterilização o presidente Michel Temer, infelizmente não fez qualquer referência.

MAIS DELAÇÕES – Ao lado dos projetos de reforma previdenciária e trabalhista prosseguirá a avalanche das delações da Odebrecht agora em dimensão até maior conforme, destaca a revista Veja que está nas bancas. Será difícil que deputados e senadores atingidos pelas delações possam votar pela aprovação de cortes de direitos sociais.

Enfim, este é o panorama que hoje se desenha para o ano que começa, reflexo da tempestade chamada LavaJato que desabou em 2016. As soluções para todos esses dilemas não serão fáceis. Pelo contrário, dificílimas.

O ano de 2016 foi quando se tentou matar a esperança

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Ilustração de Duke (O Tempo)

Leonardo Boff
O Tempo

A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja de políticos que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpetrado contra a presidente Dilma.

Obviamente, há políticos valorosos e éticos, bem como empresários da nova geração progressistas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à política e um sentido social ao Estado vigente.

Ao se referir à corrupção, todos pensam logo na Lava Jato e na Petrobras, mas esquecem ou lhes é negada a outra corrupção, muito pior, revelada exatamente no dia de Natal. Wagner Rosário, secretário do Ministério da Transparência, nos revela que, nos últimos 13 anos, esquemas de corrupção, fraudes e desvios de recursos da União repassados a Estados, municípios e ONGs podem superar 1 milhão de vezes o rombo na Petrobras.

ASSASSINATO DA ESPERANÇA – “A gente chama isso de ‘assassinato da esperança’. Quando você retira merenda de uma criança, você tira a possibilidade de crescimento daquele município em médio e em longo prazo. É uma geração inteira que você está matando”, disse o secretário. A nação precisa saber dessa matança e não se deixar mentir por aqueles que ocultam, controlam e distorcem as informações porque são antissistêmicas.

Mas não se pode viver só de desgraças que macularam grande parte do ano de 2016. Voltemo-nos para aquilo que nos permite viver e sonhar: a esperança.

Para entender a esperança, precisamos ultrapassar o modo comum de vermos a realidade. Pertence ao real também o potencial, o que ainda não é e que pode vir a ser. Esse lado potencial se expressa pela utopia, pelos sonhos, pelas projeções de um mundo melhor. É o campo onde floresce a esperança. Ter esperança é crer que esse potencial pode se transformar em real, não automaticamente, mas pela prática humana.

GRITO DA TERRA – Faço meu o lema do grande cientista e físico quântico Carl Friedrich von Weizsäcker, fundador de uma sociedade que me honrou, no final de novembro, em Berlim, com um prêmio pelo intento de unir o grito da Terra com o grito do pobre: “Não anuncio otimismo, mas esperança”.

Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e, especialmente, no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias, que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas.

Aqui nos socorre o filósofo alemão Ernst Bloch, que introduziu o “princípio esperança”. Esta é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para a frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.

SAIR ÀS RUAS – Essa esperança vai fornecer as energias para a população afetada poder resistir, sair às ruas, protestar e exigir mudanças que façam bem ao país, a começar pelos que mais precisam.

Como a maioria é cristã, valem as palavras do sábio Riobaldo, de Guimarães Rosa: “Com Deus existindo, tudo dá esperança, o mundo se resolve… Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim dá certo. Mas se não tem Deus, então, a gente não tem licença para coisa nenhuma”.

Ter fé é ter saudades de Deus. Ter esperança é saber que Ele está a nosso lado, ainda que invisível, fazendo-nos esperar contra toda a esperança.

Prontos para a insurreição, com 13 milhões de desempregados

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Carlos Chagas

Em meio a tantas e péssimas notícias neste último dia do ano, duas se destacam: o desemprego chegará a treze milhões de infelizes, em 2017, e o salário mínimo passará  a 937 reais por mês a partir de amanhã. Completam-se as duas informações. Porque, somados aos que não têm trabalho ou emprego, juntam-se os condenados a viver com essa merreca. No total, perto de cem milhões de brasileiros postos à margem e prontos para a insurreição.

Fossem as elites políticas e econômicas forçadas a ficar dentro desses parâmetros e já estaríamos, faz muito, em estado de rebelião.

É assim que entramos no novo ano: metade da população pronta para insurgir-se contra a outra metade. Acomodar-se ou render-se, não dá mais.  Sem a menor dúvida, assistiremos a dissolução do estado, mais do que do governo.

A desobediência civil vai-se tornando uma constante, na medida em que mais gente deixa de pagar impostos e dívidas. Desorganiza-se o Estado de Direito, transformando-se a lei em letra morta para ser descumprida cada vez mais. Diluem-se as obrigações sociais e logo o Brasil real irá sobrepor-se ao Brasil formal.

Alguns iludidos supõem que apenas eleições gerais dariam jeito. Ledo engano, porque mesmo se a corrupção fosse extirpada, que tipo de instituição preencheria o vazio? Como atender as necessidades sempre maiores dos desassistidos? A revolta pelo abandono vai chegando ao limite sem que surjam alternativas capazes de atendê-la.

Em suma, o Ano Novo com treze milhões de desempregados e o salário mínimo de 937 reais é sinal de ebulição. Só que dessa vez as elites responsáveis pelo caos estão no meio da fogueira.

Primeira campanha publicitária do governo já começa pisando na bola

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Charge do Jota A., reproduzida do portal O Dia

Bernardo Mello Franco
Folha

O governo lançou uma campanha publicitária para tentar convencer a população de que não é tão ruim quanto ela pensa. É uma missão árdua, e a propaganda já começa pisando na bola. Contabiliza apenas 120 dias de gestão, quando Michel Temer assumiu há exatos 232.

O anúncio usa a expressão “posse efetiva” para justificar a contagem marota. Faltou combinar com o chefe. Em discurso recente, o próprio Temer disse que ignorou a condição de interino e governou desde maio “como se efetivo fosse”.

Na primeira linha da propaganda, lê-se a palavra “coragem”, em letras garrafais. Parece um exagero do redator, já que o presidente tem evitado comparecer a palanques, estádios e até velórios por medo de ser vaiado. Seu último pronunciamento na TV foi transmitido na noite de Natal, quando as panelas estavam ocupadas com peru e farofa.

Mais adiante, o anúncio enumera 40 medidas “que já se tornaram realidade”. A lista mistura fatos positivos, como o apoio da Aeronáutica ao transplante de órgãos, a decisões altamente questionáveis, como a reforma do ensino médio por medida provisória. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já afirmou que a MP viola a Constituição e precisa ser anulada.

Na área econômica, o Planalto também se gaba de medidas polêmicas. Diz que a reforma da Previdência vai garantir a aposentadoria “das gerações atuais e futuras”, mas não explica como isso ocorrerá em Estados onde a expectativa de vida dos homens mal passa dos 65 anos.

Apesar de ocupar uma página inteira de jornal, a propaganda não cita uma única vez a palavra “corrupção”, que dominou o noticiário de 2016. Em outro exagero de marketing, afirma-se que o governo assegurou a “moralização das nomeações nas estatais”. Há poucas semanas, Temer loteou seis vice-presidências da Caixa entre partidos aliados. As nomeações atenderam a PSDB, PP, PR, PSB, DEM e PRB.

 

Com inscriçõesas de última hora, concurso Piada do Ano tem final eletrizante

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Temer também decidiu participar do nosso concurso

Carlos Newton

Este ano está havendo uma final eletrizante, que vem levando à loucura o corpo de jurados do troféu Piada do Ano, cujos nomes são mantidos em sigilo absoluto para que não sejam corrompidos por esses políticos de quinta categoria que nos governam e tentam ganhar o concurso de qualquer jeito. Estão surgindo muitas candidaturas de última hora, com o presidente Michel Temer insistindo em participar, não somente ao dizer que o ministro Eliseu Padilha está “prestigiado”, como também ao afirmar que fará um “governo reformista” e o desemprego vai diminuir em 2017.

ESCOLHA DIFÍCIL – Tudo isso embola o meio do campo e dificulta a escolha. A comissão julgadora então resolveu aguardar até as últimas badaladas da meia-noite do dia 31, para somente declarar os vencedores no dia 1º de janeiro 2017, depois da ressaca cívica da comemoração.

Em 2015 a escolha foi muito fácil, porque a presidente Dilma Rousseff estava no poder e era imbatível, fazendo uma piada atrás da outra. Nesse ritmo avassalador, a rainha da “stand up comedy” brasielria já havia faturado o título, repetindo o feito de Pelé, que foi considerado o Atleta do Século décadas antes da virada do milênio.

NA ASSEMBLEIA DA ONU – Em meio à quantidade de anedotas que criou durante o ano inteiro no Brasil, a presidente da República acabou ganhando o troféu ao se exibir na abertura da Assembleia-Geral das ONU, quando brilhou intensamente ao apresentar sua genial teoria da estocagem do vento. E com um detalhe importantíssimo. Não se tratou de uma tirada de improviso, como era o forte da comediante. Desta vez, a piada foi adredemente redigida, para constar do discurso formal distribuído a governantes, diplomatas e jornalistas do mundo inteiro. E Dilma foi incansável. Durante a viagem até Nova York, Sua Excia. revisou e releu diversas vezes a piada, na expectativa de obter consagração internacional como mulher sapiens, através de seu raciocínio lógico e concatenado:

“Até agora, a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura com a manutenção e também pelo fato da água ser gratuita e da gente poder estocar. O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na energia eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia. Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso?”, disse Dilma, surpreendendo o mundo inteiro, que se curvou diante da competência histriônica da governanta brasileira.

MAIOR PIADA MUNDIAL – A tirada de Dilma Rousseff  foi tão boa que se transformou na maior Piada Mundial de 2015. Diante desse sucesso incomensurável, a versão brasileira da Piada do Ano acabou atribuída à família Lula da Silva, que também se esforçou de uma forma impressionante, com máximo empenho para ganhar essa disputa democrática e conquistar o cobiçado título.

Em contraponto às  grandes anedotas ditas no decorrer do 2015 por Lula, dona Marisa Letícia também decidiu disputar. Depois de vários anos reformando o tríplex no Guarujá, com instalação de elevador privativo e luxuosa decoração, a ex-primeira-dama repentinamente desistiu de ocupar o imóvel, sob argumento de que o apartamento jamais pertencera aos Lula da Silva. E não somente devolveu o triplex à construtora OAS, como também exigiu de volta os R$ 47 mil que investira, e com isso criou uma anedota consagradora.

O FILHO DE LULA – Quando estava todo mundo aplaudindo essa maravilhosa piada da dona Marisa, seu filho caçula Luís Cláudio, investigado na Operação Zelotes e arriscado a ir em cana, também mostrou que perde a liberdade, mas não perde a piada. Nos autos do inquérito movido contra ele pela Polícia Federal, o jovem anexou textos da Wikipédia para justificar os pagamentos de R$ 2,6 milhões que recebeu de um conhecido lobista, envolvido na compra de Medidas Provisórias. Diante de uma anedota desse porte, que pode a qualquer momento levá-lo ao convívio do japonês da PF, o jovem Lula da Silva deixou os concorrentes para trás. Foi uma vitória merecida. Ficou com o titulo da versão brasileira da Piada do Ano 2015

Agora, precisamos ter paciência e aguardar o réveillon, para enfim saber quem faturou a Piada do Ano em 2016. Podemos adiantar que dona Maria Letícia está concorrendo de novo, mas o filho Luís Cláudio desta vez preferiu disputar o troféu no Uruguai, o que não deixa de ser uma boa piada.