
Charge do Cau Gomez ( A Tarde)
Hélio Schwartsman
Folha
Nossos instintos recomendam responder na mesma moeda, mas essa pode não ser a melhor estratégia. Sociedades humanas só se viabilizaram porque desenvolvemos meios de evitar que indivíduos pudessem tirar vantagem do grupo sem dar sua cota de contribuição. Um dos mecanismos com que a evolução nos dotou para lidar com isso é o sentimento de indignação com injustiças e a correspondente vontade de punir aproveitadores, mesmo que tenhamos de incorrer em custos pessoais.
É interessante notar que isso já existe em algum grau entre outros mamíferos sociais e mesmo aves. Viralizou na internet anos atrás o vídeo de um macaco capuchinho revoltado por ter recebido uma recompensa pior do que a dada a seu colega símio que havia desempenhado a mesma tarefa que ele.
NA MESMA MOEDA – Nosso primeiro impulso, portanto, é responder às tarifas de Donald Trump na mesma moeda (“tit-for-tat”). Alguns países já anunciaram o troco. O Congresso brasileiro aprovou, a toque de caixa, legislação que autoriza o governo a fazer isso.
A questão é que vivemos hoje em sociedades muito mais complexas do que as dos grupos de caçadores-coletores nos quais a estratégia do “tit-for-tat” se mostrou vencedora.
Para início de conversa, as tarifas americanas não afetam igualmente todos os setores produtivos. Alguns podem até ser beneficiados, já que outros países pagarão taxas ainda mais altas. Tarifas retaliatórias generalizadas também aumentariam o preço de maquinário e matérias-primas que usamos aqui, o que não parece muito inteligente.
REFLETIDAMENTE – Não estou obviamente dizendo que o Brasil ou qualquer outro país não devam responder. Só sugiro que o façam não com o fígado (sistema 1), mas refletidamente, após fazer as contas relevantes e sopesar todas as alternativas possíveis (sistema 2).
Descartada a hipótese de um boicote global aos EUA, a forma mais realista de o mundo se livrar de Trump e suas sandices talvez seja deixar que a inflação que ele está contratando faça com que o eleitor americano se revolte e puna o Partido Republicano.
Nesse caso, o melhor a fazer é esperar, tentando manter as dores tarifárias no menor nível possível.
Ver um esquerdopata doentio recomendando cautela contra as tarifas do laranjão, faz-me rolar de rir.
Lessa, é Lessa!
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E se der certo para oTrump e MAGA?
Irão cumprimentá-lo e tomar humildemente a benção?
Apenas perguntas.
EUA levou 40 anos para migrar as suas industriais para China – Asia (começou na gestão de Bill Clinton), acha que vai conseguir se reindustrializar em menos de 3 anos? Impossível, EUA não tem nem gente para trabalhar.
Essa guerra comercial com aumento de tarifas teria mas sentido se fosse de forma gradual, estudada e feita em conjuto com outros presidentes. Coisa que não vai acontecer, os EUA não tem um plano de governo de longo prazo. Na gestão anterior Trump rasgou o acordo nuclear com o Irã, agora quer criar uma guerra para o Irã assinar um acordo…. As coisas não tem logica e nem sequência.
No Brasil se fala muito em Trump (parece até que nos vivemos lá), mas Trump tem 3 anos e pouco de governo…
A esquerda corrupta neoludista extemporânea, que quebra a economia e o Estado por onde passa, sem qualquer projeto explícito de enfrentamento dos dramas hodiernos, notadamente a latino-americana, conseguiu se tornar o establishment no âmbito das ideas.
Fracassada em suas práticas, conseguiu passar a noção que têm as melhores ideas do mundo política e cientificamente, assim seguí-las é o único caminho viável. Hegemonia no mundo etéreo.
Embora não dominando o aparelho ideológico acadêmico, há um pensamento científico de direita, o liberalismo, por exemplo, entre outras correntes.
Não está bem claro a qual corrente econômica científica o Trump alinha-se. Isto fica mais claro no Milei, que é o anarcocapitalismo da Escola Austríaca. Que, aliás tem conseguido significativos avanços na Argentina.
Portanto o que se procura passar como loucura, devaneios, viagem na maionese dos líderes de direita é fruto da ignorância da “esquerda” quanto ao pensamento científico de direita.
Onde vê-se anarquia, pode ser fruto de ideas muito bem elaboradas.
Portanto a análise puramente ideológica desqualificante pode ser equivocada.
Assim como podem não darem certo a aplicação destas teorias. Afinal a Economia não é uma ciência exata.
O fato que fica evidenciado é que os governos de direita vieram para agir, implementar suas ideas, diferentemente da pasmacira que tem sido as sucessões nos governos. Entra um, sai outro e sequer notamos.
Momento 1:
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/12/24/o-louco-conheca-javier-milei-o-mistico-que-entrou-para-a-historia-da-argentina.ghtml
Momento 2
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/03/31/pobreza-na-argentina-cai-no-primeiro-ano-do-governo-milei-para-381percent-atingindo-171-milhoes.ghtml
O mundo estava mal acostumado com os EUA comprando tudo e quase sem tarifas de importação. Tudo mudou com Trump. Afinal, gastar menos do que arrecada é o objetivo de todo governo liberal. A esquerda faz exatamente o contrário para ludribiar o eleitor. Hora de reclamar e chorar.
Os EUA querem se reindustrializar. E impor tarifas às importações é um caminho. O Brasil também precisa se reindustrializar, mas parece que alguma tentativa nesse sentido é criticada.
Raciocínio de ameba.
Senhor Cláudio , Donald Trump passou a ameaçar atacar o IRÃ , para tirar o foco de cima de Israel que continua ” massacrando e exterminando ” o povo Palestino , com a autorização do governo norte-americano , inclusive a quebra do cessar fogo entre Israel e sua cria Hamas .