
Dez réus foram denunciados como braço operacional do golpe
Cézar Feitoza
Folha
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa nesta terça-feira (11) o julgamento dos militares acusados de atuarem como o braço operacional da tentativa de golpe de Estado contra Lula (PT) no fim de 2022.
O núcleo é composto por nove militares e um policial federal. A maior parte dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) é composta por oficiais do Exército com formação em forças especiais —os chamados “kids pretos”.
GRUPOS – A acusação divide o núcleo militar em três grupos. O primeiro e mais encrencado é de militares acusados de executar um plano de assassinato do ministro Alexandre de Moraes em 15 de dezembro de 2022.
Os tenentes-coronéis Rafael de Oliveira e Rodrigo Azevedo foram denunciados por integrarem um grupo militar clandestino chamado “Copa 2022”. Segundo a PGR, os dois militares, sob codinomes, estavam a postos para neutralizar o ministro do Supremo, mas acabaram abortando a operação, sem o aval do Comando do Exército.
O segundo grupo é composto por militares que, segundo a PGR, teriam atuado para pressionar os chefes das Forças Armadas para apoiar os planos golpistas aventados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no Palácio do Alvorada.
ESTRATÉGIAS – A denúncia destaca que um grupo de kids pretos se reuniu no salão de festas de um prédio em Brasília, em 28 de novembro de 2022, para elaborar estratégias para pressionar os chefes militares a apoiarem um golpe de Estado.
A PGR denuncia um general da reserva neste tópico. Estevam Theophilo, que à época compunha o Alto Comando do Exército, é acusado de dar aval aos planos golpistas numa reunião a sós com Bolsonaro. O general nega a acusação e destaca que a denúncia da PGR se baseia exclusivamente em uma mensagem enviada pelo tenente-coronel Mauro Cid, sem provas sobre a suposta anuência ao golpe de Estado.
DESINFORMAÇÃO – O último grupo é acusado de espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas e insuflar os movimentos golpistas em frente aos quartéis. As principais provas contra esses denunciados também são conversas com Cid.
São réus nesse núcleo Bernardo Romão Correa Neto (coronel da reserva), Estevam Theophilo (general da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel da reserva), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere (tenente-coronel da reserva) e Wladimir Matos Soares (policial federal).
Nove dos réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado.
PROVAS INSUFICIENTES – No caso do tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou, em alegações finais, não haver provas suficientes para sua acusação pelos cinco crimes.
A PGR pediu que a acusação contra o militar seja rebaixada e que ele responda somente por incitação ao crime. A justificativa é que o militar não participou de reuniões golpistas, mas somente espalhou informações falsas sobre fraudes no processo eleitoral para incitar as Forças Armadas à ruptura democrática.
“Diferentemente dos demais acusados, não foram reunidos elementos adicionais sobre uma vinculação aprofundada do réu com a organização criminosa. As provas indicam que Ronald Ferreira não esteve presente na reunião de 28.11.2022, tampouco acompanhou os passos subsequentes do grupo”, diz Gonet.
BENEFÍCIOS – A PGR pediu a desclassificação da conduta dele para incitação ao crime, na forma equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais. Além disso, Gonet sugeriu que ele tivesse a faculdade de negociar benefícios penais pertinentes.
Nesta semana, o julgamento deve ficar restrito à leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e às sustentações orais da acusação e das defesas dos dez réus. O procurador-geral Paulo Gonet terá duas horas para apresentar as razões para a condenação dos réus pelos crimes contra a democracia. Depois, cada defesa terá uma hora para demonstrar a inocência de seus clientes.
VOTOS – O julgamento será retomado na próxima semana, nos dias 18 e 19 de novembro, para os votos dos ministros. O primeiro a falar será o ministro-relator Alexandre de Moraes. A ordem segue com Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino (presidente).
O ministro Luiz Fux não participa do julgamento. Único a votar pela absolvição dos réus da trama golpista, ele deixou a Primeira Turma em outubro e não formalizou à presidência do Supremo o desejo manifestado no plenário de manter seu direito a voto nos processos sobre a trama golpista.
Sr. Newton
Por falar em golpistas..
Enquanto o Casal Marginal, Narcola e sua Acompanhante, se deliciam no Iate que solta toneladas de óleo nas águas, e cuidando dos pobres.
Tem outra realidade brasileira que o Desgoverno do Amor nem se lembra….
No Pará, moradores da ‘cidade do WhatsApp’ enfrentam falta de água e de saneamento básico
Com cerca de 15 mil habitantes, Trairão (PA) vive conectado por grupos de mensagens e enfrenta problemas de infraestrutura e abastecimento
https://www.terra.com.br/planeta/cop30/no-para-moradores-da-cidade-do-whatsapp-enfrentam-falta-de-agua-e-de-saneamento-basico,3b53e96aef205f09d4821ffe63eaf7d9073mm8m2.html?utm_source=clipboard
Fim da linha para o ex-mito (na visão de lulista)
Não há mais para onde correr. O STF fechou o cerco sobre o ex-mito.
A rejeição do seu recurso foi a pá de cal nas últimas tentativas jurídicas. As condenações por golpismo estão mantidas.
Xande, o ministro relator do processo, agora tem a caneta na mão e pode determinar a prisão a qualquer momento.
O jogo acabou. Recursos legais esgotados.
Como já foi dito, a cadeia chegou.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 10/11/2025 08:46 Por Ricardo Noblat
Na visão do lulista Ricardo Noblat.
Vovó Mafalda é aquele que foi fazer uma visita ao carniceiro açougueiro assassino genocida do Fidel Castro…
E uma paixão de nunca acaba….
aquele abraço
Cuba lá, Cuba aqui……
eh!eh!eh
Mulher do jornalista Ricardo Noblat é investigada por desvio de R$ 33 milhões do Incra
PEC da Blindagem 2.0,não tem como não amar os envolvidos
“Aval de governadores para operações da PF nos Estados, colocada por Guilherme Derrite no PL Antifacção, atende à demanda do Centrão negociado por Motta com Tarcísio para apoio à candidatura anti-Lula em 2026.”
https://revistaforum.com.br/politica/2025/11/11/blindagem-contra-pf-parte-do-acordo-eleitoral-de-tarcisio-motta-por-apoio-do-centro-191781.html?fbclid=IwY2xjawOAAnhleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZAwzNTA2ODU1MzE3MjgAAR4D_5IK7zeqB66FtoFMrrMpw7S4KveyO7SnpdZ9lUjNf-_xfMxLKN6oy4HEbw_aem_myxGk7bqrrS5yWuMkkVRRA
O BOLSONARISMO TORNOU-SE UM FARDO E DIREITA BUSCA ALFORRIA
Romper com ex-mito é o caminho para uma direita democrática com autoridade moral e competitiva
A iminente prisão do ex-mito impõe um teste crucial ao comportamento estratégico dos políticos.
Esse movimento abre uma oportunidade para que o centro e a direita democrática se libertem do clã Bolsonaro.
Pesquisas mostram que partidos cujos líderes são banidos sofrem queda de desempenho eleitoral. A perda de votos não se restringe ao cargo diretamente afetado pelo escândalo, mas contamina toda a legenda.
Quanto mais cedo romperem com o ex-mito, mais chances terão de reconquistar a confiança do eleitorado com autoridade moral e competitividade eleitoral.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 09/11/2025 | 18h00 Por Carlos Pereira