Governo eleva imposto de importados, recua e alega que é apenas “fake news”

Alckmin diz que EUA só tem a ganhar com Brasil e defende diálogo sobre  comércio – Money Times

Alckmin inventou uma fake news para poupar Lula e Haddad

Roberta Ribeiro e Hermano Freitas
Gazeta do Povo

Após elevar, na semana passada, o Imposto de Importação de mais de 1.200 produtos, incluindo eletrônicos e itens de informática, o governo federal recuou parcialmente e, na sequência, passou a classificar veiculações sobre o aumento na tributação como “fake news”.

A alta no imposto gerou forte repercussão negativa para o governo, principalmente nas redes sociais, o que levou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a reverter o aumento na taxação de 120 produtos, incluindo smartphones e peças de computador.

NOTÍCIA FALSA? – O recuo parcial foi divulgado à imprensa pela assessoria do MDIC no meio da tarde de sexta-feira (27). No mesmo dia, às 22h, o perfil oficial do governo publicou um vídeo do vice-presidente Geraldo Alckmin alegando serem falsas as notícias sobre a alta no imposto.

Até a publicação desta reportagem, o vídeo de Alckmin já somava mais de 6,5 milhões de visualizações nas diferentes redes sociais. Nele, o vice-presidente diz que a alta nos preços dos produtos se tratava de notícia falsa, e que não haveria aumento do imposto de importação para “celular, notebook, gabinete, memória, roteador, processador, placa-mãe, LED”.

“Nada disso vai ter aumento de imposto. Essa semana circularam muitas notícias falsas, vídeo que inventa história para assustar as pessoas. Isso não é verdade”, disse.

TUDO MENTIRA – A resposta de parlamentares da oposição ao governo Lula não tardou. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi um dos primeiros a se manifestar. “Mentirosos. Foi depois que propus na Câmara a revogação dos aumentos que vocês cancelaram. Agora, virou fake news”, questionou o deputado em comentário no vídeo de Alckmin.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também criticou a publicação. “Aumentaram a tarifa de mais de 1.200 produtos, recuaram sobre apenas 105 [na verdade, foram 120] envolvendo um grupo específico, e ainda tem coragem de vir com papo de ‘fake news’. Desrespeito total com os brasileiros”, publicou em seu perfil no X.

Em sua conta no Tik Tok, o também deputado Kim Kataguiri (União-SP) afirmou que, na verdade, Alckmin e o governo são os responsáveis por espalhar fake news. Em seu vídeo, o deputado inseriu imagens do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando a alta nos impostos.  “Mentira, notícia falsa? Está em documento oficial, assinado por você”, afirma Kataguiri mencionado Alckmin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Importante reportagem, enviada por José Guilherme Schossland, Procurada, a assessoria de comunicação de Alckmin disse que o vídeo “combate uma desinformação”, porque “não haverá aumento de impostos sobre aqueles produtos citados”. Ora, com um governo mentiroso desse jeito, aonde iremos parar? (C.N.)

12 thoughts on “Governo eleva imposto de importados, recua e alega que é apenas “fake news”

  1. O Aparato Petista , extorquem o povo brasileiro pra finaciarem ses programas de compras de voto dos miserávis, que dizem serem “programas sociais”.

    https://cbn.globo.com/economia/noticia/2025/04/16/governo-admite-falta-de-dinheiro-em-2027-e-economistas-falam-em-cenario-irrealista-das-contas-publicas.ghtml

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    A INDÚSTRIA DA MISÉRIA E EXCLUSÃO

    Resumo

    Os tais “programas sociais” são instrumentos que reforçam a dependência política, em vez de promoverem a autonomia econômica e social da população vulnerável. Apesar do discurso de transformação promovido por seus defensores, os indicadores de desigualdade e desenvolvimento humano mostram que o país continua distante de avanços estruturais significativos.

    A Indústria da Miséria e Exclusão

    Os tais “programas sociais”, ao invés de constituírem políticas públicas orientadas à efetiva inserção das populações em situação de vulnerabilidade no processo produtivo e na distribuição da riqueza, acabam por reforçar mecanismos de dependência, convertendo-se em instrumentos de formação de Blocos de Reserva Eleitoral.

    ​A narrativa de uma suposta redenção social contrasta com indicadores nacionais persistentes. Apesar do discurso messiânico frequentemente associado a essas políticas, o Brasil permanece entre os países com maiores índices de desigualdade e ainda distante dos padrões observados em nações com elevado desenvolvimento humano, conforme amplamente documentado por indicadores internacionais de renda e desenvolvimento humano.

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  2. Por vontade própria, Alckmin se candidataria a senador.

    Mas, depois que se juntar a Barba, se despersonalizou politicamente e perdeu o eventual handicap que tinha como ex-governador de SP.

    Sem a expressão eleitoral que já teve um dia, Alckmin tem agora que agradecer se for mantido no rodapé da chapa presidencial de Barba.

    E, numa eventual derrota, restará a ele pegar o chapelão e a enxada e ir carpir sua chácara em Pindamonhagaba.

    Alckmin é isso: Um equívoco político – um ponto fora da curva, made in Vale do Paraíba.

    Excelente companhia para tomar um café ou um gelato após o almoço no domingo. E não muito mais que isso.

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