A moral capitalista

Welinton Naveira e Silva

Reduzir a escancarada roubalheira, trapaças e criminosas manipulações de mercados é coisa impossível, por tratar-se de contrariar a própria natureza do sistema capitalista: desonesta, predadora, irresponsável, fantasiosa, avarenta, concentradora de riquezas e inconsequente. Trata-se de um sistema desonesto e perverso, baseado no lucro – que é roubo. Qualquer acumulação de riquezas só é possível a custas de quem as produziu, a custas do trabalhador, que fica com muito pouco.

Todas as riquezas do mundo foram elaboradas pelo trabalhador, que retém pouco do que produz, salvo minorias de trabalhadores especializados e ou privilegiados. Por isso mesmo, existe 4 bilhões de excluídos no mundo. Grande parte da riqueza produzida vai parar nas mãos dos donos dos meios de produção e do capital (bancos), em detrimentos de quem as produziu. Por essa razão, massas de trabalhadores permanecem na pobreza, nos bairros pobres e nas favelas, apesar do gigantesco desenvolvimento tecnológico já existente no mundo, suficiente para exterminar toda a miséria e pobreza em pouco tempo. Cruel verdade.

A natureza do capitalismo objetiva produção de riquezas, mas, sem se descuidar dos diversos mecanismos “legais” visando gigantescas acumulações de riquezas em mãos das elites, dos banqueiros, grandes empresários, comerciantes, investidores etc.

VALE TUDO MUNDIAL

Nessa desvairada sanha de acumulação de riquezas, vale tudo. Vale até implantar sanguinárias ditaduras militares em toda a América Latina, incentivadas pelos EUA em anos recentes, com muitos dólares, apoio da CIA, hediondas torturas e assassinatos. Vale também, invadir o Iraque e a Líbia, em devastadora campanha militar, inclusive, fazendo uso de torturas e assassinatos, para se apoderar do controle das gigantescas reservas de petróleo existente nessas desarmadas nações.

O sistema capitalista é impulsionado pela crença, pela emoção e pela fantasia, pouco a ver com as reais necessidades e dignidades do ser humano. Não existem criteriosos e detalhados planejamentos de médio e de longo prazo. Existe sim, manter a qualquer custo, a imagem de credibilidade no sistema, de sideral importância à saúde econômica capitalista. Sem forte crença geral, as coisas tomam rumo da descrença, espaço para desânimos, que além de certo limite, empurra a economia para retrações e crises, como essa mundial desde 2008 fazendo milhares de desempregados por todos os cantos. É um sistema de pura emoção e adrenalina. Do vamos que vamos. Pouco a ver com o racional, justiça, honestidade e fraternidade. Por isso mesmo, instável, inseguro, poluidor e muito perigoso para toda a humanidade.

6 thoughts on “A moral capitalista

  1. A Petrobrás está aí pra desmentir todas as baboseiras escritas aí em cima.
    Esta estatal que está sob a gestão do corrupto PT, partido do articulista, está escancaradamente mostrando a ladroagem e a ineficiência de uma empresa que não funciona num regime capitalista de verdade em um país sério.

    Enfim, contra fatos não há baboseiras, quero dizer argumentos.

  2. Novamente reforço o comentário meu anterior e o atual do colega MJV: um monte de bobagens. Parece texto de universitário iludido do PStu ou assemelhado. Lucro = roubo? Tsc tsc. A alternativa que o Naveira propõe nunca deu certo na prática para o povo, resultando em fome, miséria e mortes, muitas mortes. Entretanto, para os “ungidos” ao poder (não para os idiotas úteis que os levaram lá) sempre deu certo: dinheiro, luxo e controle total sobre tudo e todos…

  3. O engraçado, é que o PT (Lula) colaborou muito com esse capitalismo selvagem:
    deu uma esmola aos pobres e um banquete aos banqueiros, que dito pelo próprio
    Lula, os banqueiros nunca ganharam tanto dinheiro como no meu governo.

  4. Excelente aula! É bom dar uma refrescada na memória dos que não têm consciência de classe e que acham que o moderno e tecnológico capitalismo é um mimo com sua ideologia “sacanocrática” e onde tá todo mundo “feliz”!

Deixe uma resposta para Nélio Jacob Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *