Bolsonaro anuncia que não atuará nas eleições municipais: “Tomaria todo meu tempo num momento de pandemia”

Bolsonaro que conquistar o Prêmio Piada do Ano por antecipação

Julia Lindner
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, pelo Twitter, que não vai se envolver nas eleições municipais deste ano, pelo menos no primeiro turno, sob a justificativa de que vai focar no trabalho de governo durante a pandemia do novo coronavírus e na retomada econômica. Bolsonaro admitiu que tem dialogado com partidos políticos para uma possível filiação, mas que a decisão só deve ocorrer em 2021.

Esta semana, o presidente se reuniu com integrantes do PSL, partido pelo qual foi eleito presidente e com o qual rompeu no ano passado, para tratar do assunto. “Decidi não participar, no 1° turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil. Tenho muito trabalho na Presidência e, tal atividade, tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia”, disse Bolsonaro na rede social.


TOMA LÁ DÁ CÁ – Como mostrou o Estadão, aliados vêm pressionando o presidente a apoiá-los.  A orientação da equipe presidencial é ter atenção redobrada com o que chamam de “oportunistas eleitorais”, evitando que Bolsonaro apareça em fotos e vídeos que possam ser apresentados à população como um endosso a determinado candidato. Por outro lado, o presidente, que já mira uma reeleição, não pode correr o risco de desagradar a apoiadores.

O presidente afirmou que ainda não desistiu completamente de viabilizar a legenda Aliança pelo Brasil, mas que busca outras siglas como alternativa para o caso de que isso não se concretize a tempo. “Continuamos [a] viabilizar a criação do Aliança. Em comum acordo tenho conversado com 3 outros partidos para o caso de não se concretizar a tempo o Aliança”, disse.

“Nessa segunda hipótese, de ambos os lados, se impõem condições para essa filiação. Isso também decidi que somente poderia acontecer em 2021.” Por fim, Bolsonaro desejou “boa sorte a todos os candidatos e, principalmente, aos eleitores nessas escolhas” nas eleições em novembro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro quando deixar a Presidência, por bem ou por mal, poderá se dedicar a escrever livros de ficção ou roteiros para stand-up. Ocupado em virtude da pandemia? Só se for em ações voltadas para combater todo tipo de solução racional. É um pernicioso pândego este tal de “presidente”. (Marcelo Copelli)

19 thoughts on “Bolsonaro anuncia que não atuará nas eleições municipais: “Tomaria todo meu tempo num momento de pandemia”

    • É, amigo Eliel, a acusação da amiga do Flavinho o das peraltices, a procuradora Lindora, veio na horinha, o tempo andava meio curto para o Jair, já pensou?, controlar o bico do Anjo, fazer a feira do Queiroz, passar a lição do dia para o Aras, brigar com o Guedes para arrumar dinheiro para o aliciamento de votos, dar os telefonemas diários do Acordo dos Três Poderes, visitar os clientes do laboratório da Cloroquina, explicar os cheques da Michele e assistir o capítulo do dia da novela do Flavinho, pô, ainda querem que Ele atue nas eleições municipais? Deixa disso, oh meu!

  1. Mourão diz que “temos gente na Universidade que não devolve nada ao país”. Bem, temos 400.000 servidores nas forças armadas, gastamos R$ 63 bilhões/ano, mais de 700 recebem acima do teto de R$ 33.700 e devolvem o quê, exatamente, Sr. Vice Presidente?

  2. “Hoje vamos estudar o espécime Asinus magnum, conhecido popularmente como “bundão”, que vem tendo crescimento expressivo nos últimos anos no Brasil.

    Os bundões andam em bandos e se alimentam de mentiras, fake news e dinheiro público. São mamíferos roedores, e seu habitat natural é o Brasil, de norte a sul. Não são de natureza pacífica e, ao contrário de outras espécies, não precisam ser ameaçados para atacar e arriscam a vida para proteger seus filhotes. Seu alimento favorito é grana.

    Quando em posição de poder, o bundão se mostra prepotente e irritadiço, se sentindo superior aos outros, que ele chama de bundões. Mas, quando acovardado por alguma ameaça real ou paranoica, o bundão amolece e se mistura com a variedade do bunda-mole (Asinus mollis), no caso, um bundão-mole. Outra variedade é a dos bundões-bundinhas, que se caracterizam pela roupa de grife, mocassins e o indispensável cashmere sobre os ombros. Muito encontrado em São Paulo.

    O bundão raiz se vangloria de sua macheza, como se a violência, a estupidez e a boçalidade fossem atributos masculinos, ofende e despreza as mulheres, achando que as usa e abusa, mas, sendo usado por elas, que saem com a bolsa recheada de seus acasalamentos com bundões, às vezes até com empregos públicos.

    Contra todas as evidências, o bundão se acha engraçado. Todos conhecem alguém assim. Não há bundão que não se considere engraçado, mas todos os comediantes e humoristas realmente engraçados vivem de debochar dos bundões.

    Sim, todo mundo mente, mas o bundão mente mais — e mente mal. Seu estilo é esfarrapado, não convence ninguém, mas ele não liga. Sempre sabe tudo, ouviu falar, tem certeza, mas nunca prova nada, só espera que esqueçam.

    O Asinus magnum confunde autoridade com autoritarismo, o público com o privado, o familiar com o estadual, municipal e federal. E acha que somos todos, além de bundões, burros.

    O bundão é do seu jeitão, espontâneo, autêntico, indomável, não se adapta à educação e à civilização, mas sobrevive bem em cativeiro.” (Nelson Motta – O Globo)

    Será que tem endereço certo esse texto?

Deixe uma resposta para Eliel Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *