Bolsonaro recua nas máscaras e Queiroga avança no plano do ridículo

Charge do Clayton (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

Em mais uma episódio desconcertante, como é de seu hábito, Jair Bolsonaro, depois de afirmar uma coisa a respeito das máscaras, recua e diz que estabelecer ou não a utilização da peça imunizante é um problema de governadores e de prefeitos, e não dele. Mais uma vez, surpreendeu a toda a opinião pública após o que tinha dito na última semana, acentuando exatamente o contrário logo após.

E, em poucas horas, Queiroga avançou no plano do ridículo, uma vez que o presidente da República disse que encomendou a ele um parecer sobre a questão.

“TAL DE QUEIROGA” – Na quinta-feira, Bolsonaro afirmou: “Acabei de conversar com um tal de Queiroga, não sei se vocês sabem quem é. Ele vai ultimar um parecer para desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados, para tirar esse símbolo”.

Agora, Bolsonaro diz textualmente que quem vai decidir sobre a questão são os governadores e os prefeitos. Acrescentou: “Eu não apito nada, né? Segundo o Supremo, quem manda são eles. Mas nada como você estar em paz com a sua consciência”, disse Bolsonaro a jornalistas na entrada do Palácio da Alvorada antes de embarcar para uma agenda no Espírito Santo.

Como se verifica no próprio texto, Bolsonaro tinha assumido uma posição afirmativa que causou escândalo pelo absurdo e agora deixa o ministro da Saúde em uma posição ainda pior.  A matéria foi publicada pela Folha de São Paulo, por Daniel Carvalho e Patricia Pasquini.; no Estado de São Paulo assinam a matéria Gustavo Côrtes e Adriana Pires.

CENTRÃO E RAMOS –  Na reportagem publicada na Folha de São Paulo deste sábado, Julia Chaib e Bruno Boghossian revelaram que o Centrão, bloco parlamentar que apoia o presidente em troca de atendimentos pessoais, reivindica a demissão do general Luiz Eduardo Ramos da coordenação política e também se manifesta sobre trocas no Ministério do Meio Ambiente e do Turismo.

Observa-se, portanto, o interesse cada vez maior do Centrão em participar da linha de frente do governo Bolsonaro. No caso do general Luiz Eduardo Ramos, atual chefe da Casa Civil, e também coordenador no relacionamento entre o Executivo e o Legislativo, os parlamentares da base bolsonarista afirmam que Ramos não vem atuando a contento nas articulações políticas. Entenda-se por atuar a contento o fato de tornar concretas as indicações partidárias para cargos no governo.

O Centrão também deixou claro que Ricardo salles acumulou desgastes ao longo de sua gestão e ficou ainda mais fragilizado com a operação da Polícia Federal que investiga a atuação de agentes públicos para favorecer madeireiras. Sobre o Turismo, a pasta é alvo de cobiça política devido à capacidade de realizar ações nos estados e municípios onde os parlamentares têm interesses eleitorais.

6 thoughts on “Bolsonaro recua nas máscaras e Queiroga avança no plano do ridículo

  1. Definitivamente, somos reféns da vontade de uma ópera bufa, com ares de sadismo, que , espertamente, comanda toda a discussão nacional.

    Deve ser motivo de orgasmos múltiplos, por parte de Bolsonaro, perceber que, qualquer bobagem, por mais absurda que seja, dita por ele, imediatamente torna-se assunto do dia e paralisa e divide o pais na sua discussão.

    será que não aprendemos nada com nossas mães e professoras?

    Quando uma criança, insiste em comportamentos irracionais apenas para “causar” o melhor e talvez a única ação efetiva para cessar, seja, simplesmente ……… ignorar.

    não ignorará, dando-lhe a oportunidade de implementar suas maluquices à vontade, sem contestações, mas sim evitarmos a discussao publica e guardarmos nossas energias para cortar o avanço desta ação suicida para a democracia.

    Particularmente, ja faço isto.

    Quando percebi que é inútil argumentar com fanaticos bolsonaristas (que chá alucinógeno é distribuído a eles, não sei) o remédio é ignorar e usar seu próprio veneno: Não comente seus post e retorne com matérias que ,mostram a realidade dos fatos .

    Eles não vão ler, mas pelo menos o jogo fica empatado.

    Bolsonaro, tem muitos defeitos e ações potencialmente danosas, mas intuitivamente ou muito bem assessorado, cria todos os dias e as vezes varias vezes ao dia, a pauta nacional.

    E lá vamos nos todos, cegos e cordeiros a deixar de fazer nosso trabalho nosso lazer, nossa ação em defesa da democracia e vamos discutir a ultima imbecilidade ou extravagancia ou ameaça do mito.

    Assim, restamos imobilizados e Bolsonaro e seu exercito (gabinete paralelo, do ódio etc) rindo em pleno gozo e planejando a próxima manobra diversionista e o próximo prego no caixão da democracia.

    Não sei exatamente como fazer , nem onde esta o ponto de corte, entre não dar publicidade e não prestar atenção, mas sei que este jogo esta nos matando.

    De raiva, de tempo, de imobilidade.

    Deixemos as sandices de Bolsonaro para seu gado fanático e vamos construir as barreiras que nos permitirão enfrentar os atentados à democracia que fatalmente aumentarão de tamanho e intensidade.

    Como construir sem diversionismos uma terceira via, por exemplo.

  2. Governo eleito pelo ódio é como filho concebido em estupro: a mãe sabe que está condenada a tolerar uma criança, que para trazê-la ao mundo, ela precisou ser violentada!

  3. O PR não recuou sobre esse assunto, apenas lembrou que o escritório do crime organizado – STF (Supremo Tribunal de Facínoras) – delegou a governadores autoridade para violar os direitos fundamentais do Art. 5º da CR/88. O que ele está dizendo é: olhem, mesmo que o MS recomende a nova diretriz, o tiranete local poderá não acatar (como já afirmou o oligarca Agripino Dória).

    Desde o início, o Bolsonaro sabe que a exigência de uso de máscara para pessoas imunizadas ou saudáveis é uma farsa, portanto é uma questão de tempo a revogação dessa idiotice. Até o Joe Bidê concordou com ele e desobrigou os gringos imunizados a usarem a focinheira.
    O Presidente Bolsonaro está marcando a sua posição.

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