Colocar a culpa nos professores não é atitude correta

Antonio Rocha

Na última quinta-feira de maio, 31/05/2012, participei de uma reunião com vários professores do Estado, coordenadores, diretores e alunos de 9º ano da Regional Metro V, Baixada Fluminense. O evento aconteceu à tarde, no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias.

Entre os temas abordados pelos professores representantes da Secretaria de Estado de Educação, um deles chamou minha atenção. Os dados de uma pesquisa apresentados pela professora palestrante. Disse ela: “92% de nossos alunos gostam de ir à Escola, entretanto, mais de 60% destes mesmos alunos não gostam de estudar”.

O dado é significativo. Conversando com outros professores, deduzimos, através de diálogos com os estudantes, que os alunos vão à escola pelos mais diversos motivos: para ter o cartão bolsa família, pois se faltarem perdem o benefício; pela merenda; para conversar e para brincar. Se ficarem em casa, os pais e/ou responsáveis obrigam na limpeza da casa: varrer, lavar pratos, cuidar dos irmãos mais novos, tarefas do lar em geral.

Talvez a grande imprensa desconheça estes dados. Diante de um quadro destes, os professores não podem fazer milagres.

Outros colegas me disseram, pelo que observam: talvez o número de alunos que não gostam de estudar seja bem superior aos revelados 60%. E aqui os motivos pelos quais não gostam de estudar são muitos.

Colocar a culpa nos professores, convenhamos, não é atitude correta.

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