Com a pandemia e a inflação, renda média do trabalho brasileiro recua 11,3%

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas sobre a área social, coordenado por Marcelo Neri, revela que o salário médio dos brasileiros no período de janeiro a março recuou 11,3%. Mas isso de modo geral. Para as classes de menor renda a perda significou um recuo de 20,8%.

A diferença é o resultado relativo ao peso dos preços da alimentação, pois quanto mais baixa for a renda mensal maior é o peso dos alimentos no plano percentual. Eis aí, portanto, a consequência de os preços estarem subindo e os salários descendo, o que na parcela de maior carência significa enfrentar diariamente o desafio da fome.

DESAFIO – As famílias mais pobres estão expostas a esse desafio. É preciso comer e dar comida às crianças. Mas como pode ser feito isso se o desemprego passa de 14% sobre a mão-de-obra ativa brasileira ? A reportagem sobre o assunto é de Leonardo Vieceli, Folha de São Paulo desta terça-feira.

O resultado era previsto e pessoalmente acho até que o índice inflacionário é maior, pois em alguns casos, sobretudo focalizando a classe média, entraram no cálculo as passagens aéreas que não subiram e nem poderiam subir com os aviões trafegando com um percentual muito menor do que o verificado em momentos de maior equilíbrio inflacionário. Passagem aérea é algo que não pode ser projetado sobre os grupos E e D da sociedade brasileira.

A pesquisa da FGV Social dividiu a população em diversos segmentos e confrontou o primeiro trimestre de 2020 com o primeiro trimestre de 2021. Os resultados foram péssimos para os que vivem de salário no Brasil, e sem perspectivas de melhora porque o governo não se mostra disposto a corrigir os salários pela taxa de inflação que acarreta o aumento de preços generalizado.

DESIGUALDADE – O resultado da pesquisa também conduz a um novo rebaixamento no Brasil no Índice de Gini, em cuja escala, zero significa igualdade de renda. Quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. Na prática, uma alta no indicador sinaliza piora nas condições socioeconômicas.

Hostilizar quem trabalha, e é o que o governo Bolsonaro tem feito, significa cair tanto o consumo quanto a poupança, a começar pela caderneta tradicional. Isso de um lado. De outro, com o consumo em queda, a arrecadação tributária acompanha a tendência negativa porque, na verdade, todos os tributos no fundo da questão terminam sempre no grau de consumo da população.

CONCENTRAÇÃO DE RENDA – Não é possível arrecadar mais se os assalariados ganham cada vez menos. O salário médio brasileiro que era em 2020 de R$ 1200, recuou agora em 2021 para R$ 995. Com isso, é claro, a concentração de renda aumentou, ao contrário do que seria de se esperar caso houvesse um avanço salarial mais expressivo e um preço menor para os produtos de consumo obrigatório.

O resultado que está em destaque era fácil de ser previsto, conforme tenho escrito neste site. Mas o que é difícil ainda é estimar que a situação de recalque a que estão expostos os celetistas e o funcionalismo público possa ser revertida em curto prazo. O que podemos esperar é que o resultado das urnas contribua para mudar o quadro geral e social brasileiro.

PROJETO PARA AS ESQUERDAS – Em artigo assinado na edição de ontem da Folha de São Paulo, Guilherme Boulos, que foi bem votado nas eleições para prefeito de São Paulo, quando o vitorioso foi Bruno Covas, defende uma união dos segmentos considerados de esquerda para enfrentar o bolsonarismo nas urnas de 2022. Novamente a questão ideológica será colocada, e atualmente, quem era do centro e que defendia justiça social, base da mensagem cristã, passou a ser considerado esquerdista, quando na realidade a justiça social é uma questão importante para o progresso de qualquer país.

Não adianta alguém dizer-se cristão e não levar em consideração o combate à pobreza, à miséria e à fome, pontos básicos para um progresso efetivo não só no Brasil, mas no planeta. A esquerda assim, a meu ver, significa somente um pensamento liberal para a sociedade. Nada mais justo do que dignificar os valores do trabalho humano.

Rússia e China tornaram-se potências capitalistas : não confundir o sufocamento da liberdade com a acumulação de capital para investimentos que reduzam o desemprego com o extremismo de ontem, hoje restrito à Coreia do Norte e à Cuba. Claro que nem a Rússia ou a China praticam a liberdade para suas populações. A extrema esquerda revolucionária desapareceu na névoa do tempo. Mas a extrema direita continua em movimento, o que é um perigo para todos nós. Sobretudo porque ela visa a supressão de direitos humanos e só tem a violência como resposta para as reivindicações cristãs e legítimas.

FAKE NEWS – Reportagem de Patrícia Campos Mello, Folha de São Paulo, incluindo uma entrevista com Fabrício Benevenuto, da Universidade Federal de  Minas Gerais, chama atenção para uma forte onda de fake news nas redes sociais produzida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O sistema Telegram, por exemplo, assinala que faltam providências por parte do Facebook, do WhatsApp e do Instagram sobre o problema, embora todos eles tenham reformulado conceitos para a publicação de matérias. O Telegram é apontado como o setor de maior risco porque não tomou iniciativa alguma visando rejeitar a prática de notícias e pensamentos falsos e falsificados. Na minha opinião, o tema é complexo, mas não se pode aceitar a premissa de que a liberdade de expressão seja acompanhada pelo anonimato.

Não há relação de uma coisa com outra. As pessoas têm liberdade de se exprimir, mas não podem se eximir da responsabilidade sobre as afirmações feitas ou usar o anonimato como escudo de ferro contra o direito social de não ser iludido pela publicidade comercial usada no plano político.

10 thoughts on “Com a pandemia e a inflação, renda média do trabalho brasileiro recua 11,3%

  1. Bolsonaro obriga o povo e o Brasil a viverem duas tragédias:
    a pandemia, que se encaminha para MEIO MILHÃO DE MORTOS antes do final deste mês;
    o desemprego, que acarreta mais pobreza e miséria no País.

    Indiscutivelmente, a Nação brasileira passa por um período de terror, nunca antes registrado na História.
    Houve localidades em crise, e graves, como o Ceará e a seca, das mil mortes à noite, no dia 10 de dezembro de 1878.

    Mas, o País, mesmo durante a ditadura Vargas e dos militares, passou ao largo dessas dificuldades atuais que, pelo jeito, continuarão sem qualquer obstáculo!

    E se faltava outro componente destruidor na vida do pobre e do miserável, na vida dos assalariados e do trabalhador, do aposentado e daquele que vive de pequenos serviços, a inflação é a pá de cal sobre a esperança de todos nós.

    No RS, faz oito anos que o funcionalismo público pertencente ao Executivo não tem um centavo de reajuste!
    Se a pandemia já roubou 11% de janeiro a março deste ano, então de 8 anos para cá a perda do poder aquisitivo deve ser em torno de 40%!!!

    Nesse meio tempo, o gás de cozinha dobrou o preço, arroz, feijão, a carne, combustíveis, custo do transporte coletivo, remédios, roupas …
    No entanto, o bucéfalo conhecido como ministro da Fazenda, um tal de Paulo Chicago Guedes Boi (assim mesmo, sem o “y”), aplica uma política econômica para eliminar o povo pela fome, haja vista que somente beneficia as castas, elites e poder financeiro!

    E dê-lhe ampliar a lista dos condenados à miséria, através do Bolsa Família, o plano “social” mais devastador e cruel, ineficiente e ineficaz, cruel e e curral eleitoral, de todos os tempos!

    Se, pelo menos, o idiota e imbecil “guru” de Bolsonaro abrisse postos de trabalho, e com o salário pago teria mais arrecadação de impostos e incentivaria a economia, entendesse a necessidade desta media – mas o energúmeno nada faz, nada se preocupa, nada elabora para diminuir os males atuais -, o Brasil está se dirigindo para uma república venezuelana.

    Se, no País de Maduro, o povo sofre com falta de dinheiro e alimentos, no Brasil, o povo igualmente passa a penar também da falta de condições de compras, apesar de os supermercados estarem abarrotados de mercadorias!

    A escassez nacional é emprego e dinheiro.
    Duas questões que, mesmo gravíssimas, seriam relativamente fáceis de corrigir!
    Mas, como muito bem escreve Newton, quem se interessa??!!

  2. Bom dia Bendl. Pedro do Couto está demais, a cada dia. Vibro com sua leitura, com sua visão sinoptica dos fatos brasileiros.
    Você Bendl pontuou muito bem. Falaram tanto da Venezuela, que estamos ficando quase igualzinhos ao modelo Chaves/Maduro, faltando muito pouco para sermos completamente iguais.
    Se no RS os salários estão congelados, aqui no Rio de Janeiro não é diferente, além do massacre contra o funcionalismo Estadual e Municipal perpetrados pelo governador e pelo prefeito da capital. Quem manda no município são as Organizações Sociais.
    Triste fim de uma outrora linda cidade, que agoniza, tal e qual, o Brasil inteiro.
    Vou postar em seguida, um retrato da antiga capital cultural

  3. Ontem, 15/06/21, visitei o Centro do Rio. Comecei pela Sete de Setembro, Galeria do Comércio, Rua do Ouvidor, Travessa do Ouvidor (Padaria Colombo), Uruguaiana, Largo da Carioca até a Cinelândia.
    A avenida Rio Branco, está fechada a partir da Rua da Assembleia até a Visconde do Rio Branco, passando por ali, somente o VLT e pedestres. O glamour da área se perdeu, pela decisão sumária do prefeito Paes, que tem o desejo de transformar o Rio, numa caricatura de Nova Yorque.
    Tirei uma foto do triângulo das Artes e da Cultura do Rio Antigo: Teatro Municipal, Museu das Belas Artes e a Biblioteca Nacional.
    A Rua da Carioca, palco de bares, cinema, Centros Culturais, enfim, está deserta, portas fechadas, anunciando a decadência da cidade. Fica parecendo ação proposital, a destruição do patrimônio cultural do Centro, para dar lugar aos horrendos espigões.
    Moradores de rua, perambulam iguais aos zumbis, sem eira nem beira, abandonados, sem esperança de uma vida melhor. A tristeza deles é visível no olhar sem expressão, por falta de compaixão das autoridades e da sociedade.
    Os casarões antigos, estão a beira de cair em meio a ruína, do que ainda resta do explendor da antiga capital cultural do país.
    No Belas Artes, assisti a inúmeros shows de MPB, às 18:30h, tal e qual no seis e meia do Teatro João Caetano na Praça Tiradentes. Ainda falando no Belas Artes, conheci naquele santuário da cultura, o general historiador, Nelson Verneck Sodré, sendo entrevistado pelo cineasta Silvio Tenderl, que produziu os filmes: Os anos JK e Jango.
    No Centro Cultural da Justiça Federal, distante 150 m da Biblioteca Nacional, assisti ao último show de Peri Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira, antes de seu embarque definitivo para os EUA.
    Na Rua México, assisti no Teatro Ginástico, o musical de Chico Buarque, A Ópera do Malandro, obra prima, baseada na Ópera dos Três Vinténs, do teatrologo alemão, Bertold Brecht. A destacar, o antológico dueto entre Marieta Severo e Elba Ramalho cantando: joga pedra na Geni, ela foi feita para apanhar…
    Hoje a Geni somos nós outros, apanhando todo dia.
    Por fim, naquele circuito da Cultura, assisti a estréia do filme de terror, no Cine Odeon, O Exorcista e no extinto Cine Mesbla, ao filme: O Exército de Brancaleone, uma sátira do livro clássico, Dom Quixote de Lá Mancha, de Miguel de Cervantes. No fundo nossa vida é uma luta contínua contra os moinhos de vento. Quero o meu Rio de Janeiro de volta, mesmo sabendo, que essa guerra já foi perdida.

  4. Pedro, as siglas consideradas de esquerda, porque efetivamente esquerda no Brasil não existe, tratando-se de um sonho de uma noite de verão, pois bem, cada líder puxa sua brasa para um lado. Então, em assim agindo, abre as portas para a reeleição de Bolsonaro.
    No campo da direita, essa sim, existe efetivamente desde os tempos áureos. No entanto, no campo conservador, os girondinos extremados estão alinhados com o atual governo. Há pouquíssimas dissidências pontuais, que vêm buscando uma hipotética terceira via, no campo dos Planaltinos, também chamados de Centro.
    Uma evidência, de que estão jogando a toalha, foi a desistência do apresentador Luciano Hulk de se candidatar em 2022. Selada a substituição de Faustão, por Hulk nas tardes dos Domingos de 2022.
    Em relação ao Dória, não é unanimidade nem no PSDB, quanto mais nis demais Estados. Falta-lhe cacife para derrotar Bolsonaro. A seu favor, conta apenas a luta pela Coronavac produzida com insumos da China, pelo Instituto Butantan do governo Estadual. Por isso, Bolsonaro bateu tanto no Dória e continuar a desacreditando a vacina chinesa. Mira, não a CHINA, mas, o que ele entende ser, o seu maior adversário no campo da direita. É muito mais fácil derrotar Lula, que perdeu para Collor e para FHC duas vezes, do que um poderoso empresário da Paulicéia desvairada.
    A sociedade brasileira, está mais dividida do que nunca. Vivemos um divisor de águas, que pode gerar uma pororoca de grandes proporções. O sertão pode até virar mar nessas condições.

  5. Prezado Nascimento,

    Pensamos igual com relação à divisão do Brasil, política, social e econômica.
    Não existe a mínima possibilidade de união neste momento.

    Até as eleições se definirem – se haverá ou não -, o povo quer que este enfrentamento entre Lula e Bolsonaro aconteça.
    O tira-teima em definitivo.
    O vencedor sabe, no entanto, que terá apenas quatro anos depois de governo, pois não sobreviverá a mais uma administração pelo desgaste.

    Assim, Lula e Bolsonaro sairão do cenário político nacional.
    Porém, sabe-se lá, que condições estará o Brasil após 2022.
    A continuar esta ideia de jerico de Guedes quanto à economia nacional, o Brasil não tem como seguir adiante nessas condições.

    Imagina o quanto não estará o desemprego?
    Quantas centenas de milhares de mortos ainda não registraremos?
    Como não estarão inflados os índices de pobreza, miséria e desemprego?

    Não existe quem poderá dar jeito no País, a perdurar esse modelo econômico sádico e cruel, segregacionista e injusto, entre o trabalhador, as castas, elites e poder econômico!

    Esta é a maior divisão que temos:
    de um lado, os potentados;
    do outro, os desvalidos.

    Não há como o Brasil ter futuro, pelo contrário, só antevejo tragédias, atraso e autoritarismo!

    Abração.
    Saúde e paz.

  6. Pô, Leão, até tu??!!

    Os culpados são os eleitores e não Bolsonaro??!!
    Então sai pregando o fim das eleições, simples.
    Tenta acabar com esta falsa democracia, que obriga o povo a votar e outorgar poderes, e mais nada.

    E deixa de prestigiar o causador da eleição do atual presidente, o teu amado Lula, ladrão e igualmente genocida!

    Anota essa frase escrita em para-choques de caminhões:
    “Não apontes meus defeitos com teu dedo sujo”.

    Se o eleitor é julgado culpado pela eleição de Bolsonaro, da mesma forma os que elegeram Lula e Dilma, então esse caos político, social e econômico que estamos vivendo.

    Porém não culpo quem votou no casal de petistas.
    O eleitor cumpriu com a sua obrigação.
    Lula e Dilma os enganaram, no decorrer de suas administrações.
    Bolsonaro faz exatamente o mesmo.

    As eleições de Lula e Bolsonaro têm comprovado o mal da polarização, do radicalismo, da insensatez, da separação do povo.
    Se Bolsonaro foi eleito, então a culpa foi de quem deixou de votar em outro candidato;
    Da mesma maneira, Lula e Dilma foram eleitos porque o eleitor não escolheu outra opção.

    Os que deixaram seus votos para A ou B agiram civicamente;
    o eleitor que decidiu votar em branco ou anulou o seu voto ou não foi votar porque não quis, e não pelo fato de estar impedido por doença, trabalho, viagem … são estes que deram de bandeja a vitória a esses presidentes corruptos, desonestos e genocidas!!!

    Espero que tu nos ajudes a corrigir nosso equívoco, mas não desse jeito, acusando o povo e não o político!

    Assim vou defender os caçadores de leões, que colocam nas paredes de suas casas a juba do Rei das Selvas depois de morto!
    Se ele me deseja o mal, o mesmo quero para o este inimigo.

    Abraço.
    Te orienta, Leão, pois estás fora do teu habitat natural.

    • Não podemos estigmatizar, quem votou em Bolsonaro e sim trazer esses eleitores para outra opção. Mostrar os fatos e os erros a exaustão.
      O processo eleitoral é assim mesmo, a gente erra, depois acerta, volta a errar e vida que segue. Persistir no erro, é ruim, sim, a maioria decide o que é melhor. Se o governante, melhora a vida do povo, consegue mais mandato, caso contrário, o povos escolhe outro.
      Afinal, nenhum de nós têm bola de cristal.
      Somo aquilo que escolhemos e sofremos por isso. O pior é, quando não tem mais jeito.

  7. Turíbio,

    Tu estás exatamente como o personagem de uma das melhores anedotas que ouvi tempos atrás, e que te define muito bem a respeito da tua participação na TI dessa maneira, metendo os pés pelas mãos.

    Um jovem adulto começou a dedicar-se à caça e, com a sua conhecida mania de grandeza, em vez de se dedicar às lebres ou às perdizes, resolveu ir ao Alasca caçar ursos.

    Depois de vários dias à espreita, avistou um urso grande, apontou e abateu o animal.
    Começava a pular de alegria, quando sentiu uma pancadinha no ombro. Era um urso maior ainda, sacudindo a cabeça em sinal de desaprovação:
    – Não deverias ter feito isso – disse o urso. Mataste um dos meus semelhantes, e agora vais ter de pagar.
    Preferes morrer ou ser violado ? Diante das circunstâncias, escolheu a segunda alternativa, entregando-se ao animal.
    Sobreviveu, mas jurou vingança.

    Um ano depois voltou ao Alasca, disposto a matar o urso que o violentara.
    Avistou-o, apontou e abateu-o com um único tiro. Logo sentiu uma pancadinha nas costas.
    Era outro urso, muito maior do que o que ele tinha matado. O bicho repetiu o discurso do ano anterior:
    – Mataste um dos meus semelhantes e vai ter de pagar. Preferes morrer ou ser violado ?
    Nem queria acreditar naquilo!
    A cena repetia-se!
    Jurando vingança, entregou-se ao animal monstruoso.

    No ano seguinte, sedento pela desforra, voltou ao Alasca.
    Avistou o gigantesco urso, apontou e abateu o animal com um tiro certeiro.
    E sentiu outra pancadinha nas costas. Era um urso descomunal, que disse:
    -Diz-me a verdade, tu não vens aqui p’ra caçar, pois não ?!

    Turíbio, tu não frequentas a TI para postar verdades, né mesmo?
    Percebo isso porque adoras ser desmentido nos teus arrazoados, pelo fato de terem sido adulterados e absolutamente comprometidos com Bolsonaro.

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