Complexo produtivo do agronegócio é que está segurando o capitalismo na economia brasileira

O sucesso do agronegócio mantém o superávit no comércio exterior

J.R.Guzzo
Estadão

Nenhum setor da economia brasileira funciona tão bem hoje em dia quanto o complexo produtivo que junta a agricultura, a pecuária e o mundo de atividades relacionadas à ambas. É o único lugar onde o Brasil cresce. É onde estão os empregos e a renda. É de onde vêm as divisas que mantêm em bom estado os sinais vitais do organismo econômico; é a garantia, há anos, de que não haverá as fatais “crises de câmbio” e o pesadelo do “controle cambial”. É, direta e indiretamente, uma fonte vital para a arrecadação de impostos.

O agronegócio, em suma, é hoje o pau de circo que segura o capitalismo na economia brasileira. Por isso mesmo, tem sido há anos o alvo principal das ações mais destrutivas, e mais deliberadas, da esquerda nacional – presente nos partidos políticos, nas “organizações sociais” e na própria máquina do Estado, largamente “aparelhada” em seus órgãos de controle à atividade rural, no Ministério Público e no sistema judicial como um todo.

DESTRUIR O AGRONEGÓCIO – Fora dos focos habituais de histeria, ninguém mais, na esquerda brasileira, quer fazer revolução para acabar com o capitalismo, nem promover a “luta armada”. Um dos seus objetivos centrais, hoje, é destruir o agronegócio – o grande motor da liberdade econômica, da livre iniciativa e dos sistemas privados de produção no País.

O instrumento mais eficaz para fazer isso deixou de ser o MST, ou as invasões de terra, ou o “exército do Stédile”, que o ex-presidente Lula já ameaçou utilizar em seu benefício. Também não é o evangelho ecológico, que faz sucesso na classe média das cidades, mas não chega na colheita da soja.

A estratégia atual é agredir a produção rural brasileira com uma bateria de códigos, regras, leis, controles, zoneamentos e o resto do arsenal burocrático-legal que pode ser construído, desenvolvido e operado para travar a economia no campo.

EXEMPLO DE MATO GROSSO – No momento, por exemplo, o maior produtor de cereais do País – o Estado do Mato Grosso – está sendo vítima de repetidos ataques por parte dos “zoneamentos”, tentativas de legislação que atacam diretamente não apenas a liberdade de cultivar a terra, mas as ferrovias, estradas, portos, armazéns e todo o resto do sistema econômico no campo.

Não se pode plantar; se plantar não pode colher; se colher não pode transportar, e assim por diante. Enquanto ficam falando de CPI, canonização de Lula e genocídio, é aí que se trabalha de fato contra a liberdade no País.

3 thoughts on “Complexo produtivo do agronegócio é que está segurando o capitalismo na economia brasileira

  1. Que comentário mais ridículo. O agronegócio faz tempo que está crescendo no país.
    Mas não é o que gera mais alimentos e empregos. A Agricultura familiar é quem fornece a alimentação ao povo e que gera mais empregos.

    E quem ganha mais subsídios desde sempre? É o agronegócio. Será que Guzzo quer que se desregulamente tudo? Que o desmatamento, que a preservação de rios fique sem fiscalização? Que pensamento mais retrógrado.

  2. Para quem quer uma alimentação mais saúdavel o Agronegócio Orgânico também está em crescimento….
    O problema ainda é o “preço” final para o consumidor, que paga duas ou tres vezes mais do que o alimentos comum…..
    Quem sabe se não tiver a ‘intervenção maldita” dos vermes sanguessugas o preço final começa a cair em valores para o bolso do povo comprar…

    ORGÂNICO

    Consumo de alimentos orgânicos cresce mais de 50% no Brasil

    Jasmine Alimentos, líder nacional no segmento de alimentos saudáveis, tem crescimento de 71% na venda de produtos orgânicos em 2020 para as grandes redes

    https://www.portaldoagronegocio.com.br/ecologia/organico/noticias/consumo-de-alimentos-organicos-cresce-mais-de-50-no-brasil

  3. Quem alimenta a população urbana de rendas baixa e média no país é a agricultura de grande escala. A agricultura orgânica é um nicho que tem potencial para crescer muito, mas com valores suportados pelas rendas mais altas. Muito da agricultura familiar está migrando para produção orgânica, portanto, hoje, a agricultura familiar alimenta mais os ricos, e o agronegócio alimenta mais os pobres e remediados.

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