Conta do falso e-mail pode ser rastreada e servir de prova contra Dilma

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E-mail falso foi registrado no Cartório Giovanetti

Paulo Celso Pereira
O Globo

Ao contrário do ex-presidente Lula, conhecido por ser um agregador, a ex-presidente Dilma Rousseff sempre franqueou a poucos o livre acesso a seu gabinete e sua residência. João Santana e Mônica Moura eram dois desses poucos escolhidos.

Ao longo dos mais de cinco anos de governo da petista, o espectro de Santana rondou o Planalto. Tudo o que dava certo na comunicação do governo era atribuído ao publicitário e boa parte dos erros eram colocados na conta de suas ausências.

Quem acompanhava o dia a dia do governo era volta e meia surpreendido pela informação — nunca oficial — de que o publicitário baixara em Brasília e ia jantar com a presidente no Alvorada. Era sinal de que havia algum debate estratégico em pauta.

INTIMIDADE – Paralelamente, Mônica Moura transitava na intimidade da presidente, se tornando uma conselheira frequente inclusive sobre estilo. Não à toa, a delação de João Santana e Mônica é de longe a pior já surgida sobre a ex-presidente.

Enquanto a maioria dos delatores da Lava-Jato conviveu com parlamentares e tesoureiros — postos nunca ocupados por Dilma —, o publicitário e a mulher cultivaram um acesso incomum à presidente, que notoriamente centralizava os assuntos que considerava importantes.

Embora a narração de conversas francas sobre caixa dois e o avanço das investigações impressione, são os dados da conta de e-mail partilhada entre eles que parecem abrir o mais sólido caminho de investigação. Diálogos de jardim e recursos recebidos em dinheiro vivo são de difícil comprovação. O uso de e-mails não.

REGISTRO DO IP – O Google certamente teve por algum período os registros dos IPs (endereços únicos da internet) que acessaram a fatídica conta de e-mail, com dia e hora em que ela foi utilizada.

Se for verdade o que está na delação, provavelmente entre esses endereços estão os usados pelas redes que atendiam aos palácios da Alvorada e do Planalto. E o serviço de processamento do governo, por sua vez, pode saber inclusive qual máquina foi usada.

7 thoughts on “Conta do falso e-mail pode ser rastreada e servir de prova contra Dilma

  1. Fracamente, as alegações são do tipo “incrível, fantástico, extraordinário” programa que o Almirante apresentava no rádio, há mais de 50 anos. Todinho escrito sobre “histórias do outro mundo”, mas que deixavam muita gente incauta com medo. https://goo.gl/pMhuc1

  2. Somente os fanáticos ideológicos e ignorantes digitais não sabem que todos os IPs que acessaram um email e todos os rascunhos que você um dia salvou, estão guardados em algum lugar do google (no caso do gmail) ou do provedor que intermediou os acessos. Portanto este desesperado repetir monocórdio tentando convencer incautos de que as provas registrados em cartório não são provas vai deixar os seguidores da Igreja Evangelizador de São Lula roucos. Além disso a sra feira (publicitária de sucesso) não parece ser imbecil de registrar em cartório algo que não vale nada. Ela sabe que por meio dele puxa-se o fio e vem todos os peixes.

  3. NOME DO EMAIL SECRETO

    Dilma Rouseff pertencia a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
    Iolanda era uma base médica da VAR PALMARES na Vila Iolanda onde os doentes eram levados (os emails se referem a um casal doente em estado grave).
    26/06 é o dia do atentado da VAR PALMARES ao quartel que matou o soldado Mário Kozel Filho (26 de junho de 1968) do qual Dilma participou.

    POR ISSO O EMAIL iolanda2606@gmail.com

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