Em entrevista, Mourão diz que o governo errou ao interromper o auxílio emergencial

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Mourão disse que, por ser vice, não pode criticar Bolsonaro

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse que o governo federal errou ao interromper o pagamento do auxílio emergencial no fim do ano passado. O programa de ajuda a autônomos, desempregados e à população mais vulnerável, com atividades econômicas afetadas pela pandemia da covid-19, foi pago no ano passado até dezembro.

“A gente tinha que ter uma comunicação mais eficiente, de modo que a população entendesse a gravidade dessa doença. Ao mesmo tempo, a curva da economia e a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Nós tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, que não ia terminar em dezembro do ano passado, para que a gente conseguisse manter essas duas curvas na situação mais favorável possível”, disse Mourão, em entrevista à Rádio Gaúcha.

MAU EXEMPLO – Questionado sobre até que ponto a pandemia teve a segunda onda devido ao mau exemplo do presidente Jair Bolsonaro, e vários ministros de Estado que promoveram aglomeração, não usaram máscara e fizeram propaganda de medicamento sem eficácia comprovada contra a covid, Mourão disse que não faria críticas diretas ao presidente.

“Entendo a sua preocupação, a sua pergunta, mas você lembra que eu sou o vice-presidente do presidente Bolsonaro, né? Então, não compete a mim tecer esse tipo de crítica, que para mim é deslealdade. O que eu tenho que falar a esse respeito eu falo intramuros”, explicou abertamente.

VALORES MENORES – Em 2020, o auxílio foi pago em cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. No caso de mulheres chefes de família, a quantia era o dobro. Neste ano, o governo voltou a realizar os pagamentos, em quatro parcelas, mas com valores menores, cuja média é de R$250. Quem mora sozinho, no entanto, vai receber R$ 150 por mês. E as mulheres chefes de família, que, no ano passado, receberam até R$ 1,2 mil no auxílio, terão direito a R$ 375. O valor não cobre a cesta básica, que, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), está variando de R$ 445,90 a R$ 639,81 nas capitais brasileiras. Em Brasília, por exemplo, a cesta custa, em média, R$ 591,44.

14 thoughts on “Em entrevista, Mourão diz que o governo errou ao interromper o auxílio emergencial

  1. Mourão, o vice presidente, reclamou que o Auxílio Emergencial, não deveria ser suspenso em julho. E o que ele fez para mudar esse quadro?
    Não adianta falar agora, quando o desastre está aí na nossa cara.
    Perdeu uma excelente oportunidade para ficar calado. Seria um poeta.
    Se omitiu por conveniência, com medo de Bolsonaro.
    Deveria saber, que o chefe da nação odeia o vice.
    Se fosse um pouquinho mais inteligente, faria o Contraponto em favor do povo. Mas, seria esperar demais do general, que fez parte do projeto de poder com outros generais, como Santos Cruz, Vilas Boas, Heleno, etc… junto do Bolsonaro, que vai deixando eles pelo caminho aos poucos. Não dão um sinal de arrependimento, enquanto a nação sangra, pessoas morrem com falta de ar, com falta de itens básicos nos hospitais.
    Dá até vergonha de ser brasileiro.

  2. Segundo o que se comenta pelos quatro cantos, nos estados governados por desafetos de Bolsonaro, o corte no número de beneficiários foi cruel.

  3. Uma hora Paulo, todos nós vamos pagar pelos nossos erros. E uma lei divina e humana. Pode demorar, mais carregarão a cruz pesada na hora certa.
    Olha o caso do assassino do menino Henry. Preso, daqui a pouco, correrão dele como se tivesse doença contagiosa. O diretor do presídio de Benfica já dançou. Dando lanchinho para o cara.

    • Nada que o genro Fábio Faria não possa dar uma mãozinha!
      Aliás, suponho que esse moço seja parente do brasileiríssimo e de cujus, PC Farias.
      Aqui, no nordeste, essas famílias de expoentes, quase sempre, têm a mesma linhagem. Às vezes, apenas a grafia que é registrada com alteração.
      Exemplo: Cavalcante e a mesma Cavalcanti. Temos aqui a: Froz, Froez, Froes, Frois; o mesmo clã. Boás, Buás, Buais, Boais, Buaz etc., tudo igual.

  4. O jornalismo rastaqueira da Imprensa de cativeiro hoje está exibindo todo dia a cerimônia do velório e enterro do monarca inglês…
    É falta do que fazer…

  5. O seu Jair usou o dinheiro em sua férias, R$ 2,4 milhões, e disse que vai(?)
    gastar essa fortuna de novo.

    Sempre viveu do dinheiro público, ele e os filhos, que nunca trabalharam na vida. São os milicianos do país. Falo isso, porque os robôs, também, nunca tralhatam na vida. São uns encostados.

    País de políticos FDP!

  6. Análise de 28 pesquisas conclui que hidroxicloroquina está associada a maior mortalidade de pacientes com Covid-19.

    Conclusão do estudo de 28 ensaios clínicos com 10.319 pessoas foi publicada nesta quinta-feira, 15, na revista científica britânica ‘Nature'”

    Pois é, e seu Jair continua solto.

    País de merd@!

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