Erenice Guerra foi derrubada pelo fogo amigo, mais do que pelas acusações da oposição ou da imprensa.

Carlos Chagas

Confirmaram-se as previsões: Erenice Guerra foi obrigada a pedir demissão da Chefia da Casa Civil, hoje pela manhã, depois de curta conversa com o presidente lula, no Palácio do Planalto.

As sucessivas denúncias divulgadas na imprensa contra ela, seus filhos e demais membros da família evidenciaram tráfico de influência. Quer dizer, extorsão de empresas privadas para pagarem propinas para a celebração de contratos com empresas públicas, dos Correios ao BNDES.

O presidente Lula, outros ministros e até Dilma Rousseff  tentaram blindar Erenice, temendo que sua demissão prejudicasse a campanha eleitoral e a liderança de Dilma, mas chegou um momento em que não dava mais.

Assim, os conselheiros do presidente Lula  convenceram-no de que melhor seria precipitar a demissão do que levar Erenice a ser fritada em fogo lento, tantas eram as acusações da participação dela e de sua família em trapalhadas que terminavam em propinas e tráfico de influência.

A pergunta que se faz é se a esperada e anunciada demissão de  Erenice irá   refletir-se na campanha de Dilma Rousseff. À primeira vista parece que não, mas é bom aguardar as próximas pesquisas.

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