Flávio José Bortolotto fará uma falta enorme à Tribuna, mas saberemos defender as teses dele

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Bortolotto apoiava Lacerda na defesa do capital nacional

Carlos Newton

Nosso querido articulista Mathias Erdtmann, engenheiro catarinense que hoje mora no Espírito Santo, nos envia uma notícia muito triste, que vai consternar toda a comunidade da Tribuna da Internet.

“Comunico o falecimento do grande amigo Flávio José Bortolotto. Cresci com seu filho David, visitava a casa todo fim de semana, e sempre enriqueceu nossas vidas com muitas histórias e conversas. Ele sempre teve uma alegria enorme e um coração do tamanho do mundo. Sempre acreditava na capacidade dos outros, e conseguia ver a bondade oculta nas pessoas, mesmo que bem escondida,: nunca de forma naïve e ingênua, mas sempre de forma autêntica e cheia de sabedoria. Foi vítima da covid, nessa segunda leva que tanto fustigou Santa Catarina”.

UM HOMEM DE IDEIAS – Quando lançamos a Tribuna da Imprensa na internet, em 2009, Flávio José Bortolotto foi um dos primeiros colaboradores fixos, escrevendo artigos que revelaram um grande conhecimento da ciência econômica.

Suas ideias coincidiam com as teses defendidas no século passado pelo jornalista, empresário, ex-deputado e ex-governador Carlos Lacerda, ao defender o fortalecimento das empresas de capital nacional, para que pudessem crescer e disputar mercado com as multinacionais.

Os artigos de Bortolotto eram verdadeiras aulas não somente de Economia, mas também de Cultura e Educação, demonstrando sempre grande apreço e respeito aos colunistas e repórteres que não comungavam de suas teorias.

Daqui, nossa solidariedade à família deste grande brasileiro, que soube defender os interesses nacionais de uma forma nobre e altiva.

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SE BOLSONARO NÃO FIZER UM MINIPLANO MARSHALL,
O BRASIL NÃO PODE RETOMAR O DESENVOLVIMENTO
 

Flávio José Bortolotto

Iotti / Agência RBS

Charge do Iotti (Gaúcha/ZH)

O economista Armínio Fraga é um dos mais lúcidos e experientes administradores brasileiros. Seus artigos são compreensíveis e vão direto ao ponto. É uma pena que o presidente Bolsonaro não tenha um rumo firme de Economia Política e seu ministro Paulo Guedes advogue uma escola de pensamento econômico (Neoliberalismo) que não tem maioria no Congresso, nem perto, ficando tudo assim estagnado.

As três áreas analisadas por Fraga em artigo publicado na TI – Macroeconomia, Produtividade e Desigualdade – têm que ser realmente enfrentadas, mas a prioridade deve ser o crescimento econômico com redução do desemprego, e de olho no déficit fiscal, sem apertar demais o freio. Há que ter paciência com nossos déficits fiscais e dívida pública, até sairmos do “atoleiro”.

 UM PÉ ATRÁS – O articulista e comentarista Francisco Bendl fica com “um pé atrás” devido ao desempenho anticientífico do governo nesse ano de pandemia Covid-19, e na demora e aparente pouca pressa na vacinação, que é chave para voltarmos a uma vida normal.

O governo em 2020, devido ao Covid-19, teve uma queda de PIB de cerca de 4,5%, aumento do desemprego e despesas emergenciais de aproximadamente R$ 700 bilhões (pagamento emergencial para 50 milhões de invisíveis e crédito e subsídios para a pequena e microempresa etc.) que não terá em 2021. 

MINI MARSHALL – Com o final das despesas emergenciais, o governo precisa criar um miniplano Marshall (com cerca de R$ 350 bilhões para reativar obras paradas de infraestrutura etc., financiadas com monetização da dívida pública pelo Banco Central, ainda mais agora que estamos com a Taxa Básica Selic em 2% ao ano, e com isso daria também um grande alento para o investimento privado, nacional e internacional.

Se o governo Bolsonaro/Mourão não investir e abrir empregos, terá o destino do presidente Mauricio Macri, da Argentina, e também do presidente Donald Trump, que se achava imbatível nos Estados Unidos.

De qualquer forma, o ano de 2021 ainda pode ser melhor do que esse ano de 2020. 

26 thoughts on “Flávio José Bortolotto fará uma falta enorme à Tribuna, mas saberemos defender as teses dele

  1. Um Homem. Um Homem com ideias. Um dos poucos Pensadores de Direita que tinha apreço e respeito por Pensadores contrários à sua corrente economicopolítica.
    Bortolotto fará falta.
    Que a Espiritualidade de Luz o acolha e conforte seus familiares que por cá permanecem.

  2. 1) Obrigado por tudo, Mestre Bortolotto, assim eu o chamava. Minhas condolências aos familiares e amigos.

    2) Travamos bons diálogos ecumênicos e interreligiosos. Eu budista, ele protestante.

    3) Eu tb dizia que ele era o meu professor de economia.

    4) Grande alma.

  3. Que notícia triste!!!!

    Perdemos uma pessoa incomparável, íntegra, decente, amiga, leal, honesta, gentil, atenciosa, um profissional excelente, chefe de família, que era um dos esteios desta TI!

    Sinto muita dor pela perda deste homem, deste cidadão, deste exemplo de ser humano, que nos deu a honra, a alegria, a felicidade, de compartilharmos este espaço com ele, suas qualidades, virtudes e modelo de caráter e personalidade.

    Lamento a perda de Bortolotto, muita.
    Um cavalheiro; educado, respeitoso, leal, inteligentíssimo, culto, um home refinado, elegante … um ser humano que a sua partida diminuirá o gosto pela luta de um país melhor, que ele tanto defendia!

    E fazia essa defesa do Brasil de forma brilhante, competente, interessado, objetivado que este país diminuísse, pelo menos, as injustiças sociais.

    Indiscutivelmente, o MESTRE BORTOLOTTO está sendo recepcionado no céu!
    Quem sabe Deus não estaria precisando do seu conhecimento sobre Economia, e o Criador determine para, agora, o seu novo anjo, que ilumine nossas autoridades, de modo que deem mais atenção ao povo!

    Mestre Bortolotto nos deixará muita saudade, e um vácuo neste blog impreenchível.

    Sugiro ao Newton, que devesse homenagear o mestre Bortolotto.
    Quem sabe uma página em seu nome;
    a repetição por trinta dias de seus comentários e artigos;
    enfim, uma forma de nos lembrarmos deste ciadão extraordinário, e prestar-lhe as devidas homenagens por vários dias.

    Deixo o blog por hoje, em respeito ao meu amigo, e porque meus sentimentos foram abalados com a partida precoce do mestre Bortolotto.

    Meus respeitos e sentimentos profundos de pêsames à família Bortolotto.

    Que Deis dê forças aos seus amados, diante do falecimento de um ser humano inigualável, que tive a honra e a felicidade de conhecê-lo virtualmente, e que bastou para eu ter a devida consciência que eu estava diante de alguém poderoso, determinado, fiel aos seus princípios e valores, um abnegado pelo seu Brasil, e um companheiro de fé, de luz própria, uma estrela, onde ao seu redor encontrávamos nós, seus planetas e satélites.

    Meu adeus solene ao amigo e mestre Bortolotto.
    Choro pela tua ausência, e agradecimento por ter te conhecido.

    Francisco Bendl
    Teu admirador e discípulo.

  4. Estava em Florianópolis, em sua casa no bairro Ingleses, em isolamento mas ainda vinha me ver, exceto após meados mês de março e abril, no escritório que montaram há dois anos, no bairro da trindade, no dia da feira e na sexta para levar a sra Vilma para fazer a faxina lá no norte da Ilha. Morreu em decorrência de complicações da COVID-19, aos 70 anos completos, mais os 9 meses, como contam os japoneses.

    Depois em Porto Alegre, também ele foi convidado a se juntar em Brasília, e sendo reformado, tratou de impulsionar o setor imobiliário nesta capital. Homem de capital parco, contando no início com o salário poupado durante a caserna, tendo ido a Porto Alegre para concluir os estudos no ginásio, onde recebeu envios por correio da serraria (as duas primeiras) e depois teve a ajuda de um filho do proprietário da casa, que trabalhava no banco – os judeus de Porto Alegre – onde dividia residência com alguns primos e amigos de colônia, para abrir uma conta antes da maioridade. A serraria que seu pai fundou, descreveu-a em “Impressões Pessoais”. Obra que eu participei da montagem ainda muito novo, apenas separando as páginas em capítulos para depois amarrar e colocar a capa. Meu irmão mais velho foi o editor. Morávamos em casa de madeira pré-fabricada, em cima de boa propriedade.

    Construiu sob seu nome empresarial depois de encerrar uma sociedade lucrativa com o Sr. Álvaro, de família materna ilhoa. Deu certo até a década de 90, tendo depois atuado como comerciante de combustíveis em um posto pequeno no triângulo entre a Hercílio Luz e a rua que sobe para a Câmara Municipal. A empresa veio a falir, gostava de repetir que faliu três vezes.

    Falou-me muito de Victor Fontana, de Hélio Fernandes. Recebeu no exército a experiência dos mais condecorados quanto à violência do depois signatário do Tratado de Lisboa, Leonel (na verdade era outro o nome que teve de nascimento) Brizola. Nesses tempos da revolução era ainda um guri. Os antigos falavam do terrível medo que causava, tal o radicalismo. Agitou muito até que foi feita a revolução. Jango consentiu que a estocada não lhe furasse o orgulho dos pais da pátria portugueses, a colônia que passou a Império, entre um pai e um filho. O progresso que hoje nos tomam as potências estrangeiras é a tônica (nota ou sílaba que mais repete) dessa terra. Os italianos vieram aqui maravilhados com o fato de nascer salame em árvores na época da fome no Nordeste da Itália, com a República do Vittorio Emanuelle. (isso é uma piada)

    Falou de Militinski. Professor de Engenharia estrutural. Elogiou as autoridades civis do município em que construiu dois galpões, lá.

    Era um pouco ambicioso em relação a pessoas e isso nublava seu pensamento do momento econômico – a tal conjuntura ou tendência, na mente cartesiana. Observava o código canonicamente, como era comum, na época em que os homens amavam suas mulheres de longe, com um fuzil em mãos.

    Gostava do Lula. Certa vez, universitário, caí na besteira de fazer ele ler o tal “livro do príncipe”. O pai gostou, quase enviou uma carta pra ele. Como eu tenho a carta que escreveu ao Lula na sua pastinha. Como dissesse que ele fora a favor do impeachment da presidente Dilma, de quem ele brincava que vira pelo campus na época da faculdade (ela a fazer não se sabe o que), deixou de fazê-lo ao não enviar o email, pois via em si alguém que não gostaria de dar esse passo. Seria apoiar o paulista em campanha (vai entender, por que não o Rio?) em lugar de respeitar a derrotada.

    Amou o Brasil e rendeu a nossas letras uma prosa de bom economês, o seguinte livro “Impressões Pessoais: Brasileiro com o mais justo orgulho… ” Tive a sorte de pedir para deixar um livro no sebo perto do Posto da Ilha e poder declarar na outra visita, a pretexto de namorar alguns números da família Pato, que o livro havia sumido da prateleira. Recorde de vendas. Tempo em que o ponteiro do litro subia mais rápido que o da gasolina, álcool ou óleo diesel.

    Dizia que uma skol largada nas bombas ia sumir bem rápido se deixada em cima das bombas, mas a Bíblia de Gutemberg poderia ficar o fim de semana inteiro no pátio que não roubariam.

  5. Muito triste a notícia da Passagem do Mestre Flávio José Bortolotto, uma pessoa extraordinária em saber e sabedoria. Deus o tenha em Paz, em sua Glória!
    Que o Bom Jesus e N. S. da Soledade confortem familiares e amigos. Nossos sentimentos.

  6. Embora não caiba a ninguém questionar o dom da vida e o direito de continuar existindo, mas parece que tal praga veio com a missão de fazer uma faxina às avessas, entre os humanos.
    Não lembro se uma pessoa ordinária, de renome nacional e/ou internacional, que tenha sido ceifada por essa peste apocalíptica.
    De qualquer modo, para nós que restamos como plantonistas da chama, a atitude mais respeitosa para mantermos Flávio Bortolloto vivificado, in memoriam, é adotarmos na TI este epitáfio: Continuamos o combate à Covid e aos seus favorecedores.

  7. Triste pela partida do articulista Flávio José Bortolotto. Bons seus artigos, especialmente ultimamente que vinha lendo com mais atenção seus antigos, do que tempos atrás, procurando entender mais, e aprendia muito.
    Meus sentimentos à família e aos amigos.
    Att. Daniel

  8. Gostava muito da visão do Flávio Bortolloto sobre o desequilíbrio salarial causado pelos governos brasileiros pós 1988. Dizia ele que Um Alto Funcionário do Governo ( Juiz, Procurador, Senador) em 1976, ganhava 6 vezes mais que um Pedreiro, e que esta relação em 2020 estava em 15 vezes.
    Vou sentir falta do Bortolloto.

  9. Manifesto meu pesar à família do articulista Flávio José Bortolotto, de lúcidas publicações na TI. Assim como a TI e seus articulistas, editores e comentaristas, todos estamos enlutados – e tristes com esta perda irreparável que sofremos e sofreremos com a falta dos escritos nesta Tribuna pela partida do articulista Flávio José Bortolotto.

    Requiescat in pace

  10. Notícia triste. Certamente fará muita falta.

    Gostava de debater com o Bortolloto. Ele era um verdadeiro patriota que defendia uma economia nacional.

    Meus sentimentos aos familiares e aos amigos.

  11. Quando a dor da perda de um amigo ou parente nos toca, podemos avaliar a das famílias e amigos dos mais de 330 mil brasileiros mortos pela covid. Entretanto o Messias, vulgo Jair, ainda zomba da gente: E daí, eu sou Messias mas não faço milagres!

  12. Flávio José Bortolotto, um grande brasileiro, que sabia o verdadeiro significado da palavra patriota, tão deformado nos dias de hoje, um sábio comentarista, um homem inteligente, culto e ponderado, um cavalheiro e mais do que tudo um grande amigo. O Brasil e nós todos estamos menores com a sua ida para o andar de cima. Não me estenderei aqui porque a surpresa e a dor pela notícia não me permitem. Fará muita, muita falta.

  13. Sr. Bortolotto era um Gentleman.

    Grande perda para o Blog do sr. Newton e Brasil.
    Raro articulista econômico, sabia das coisas..
    Meus sentimentos a toda família….

    Valeu, Sr. Bortolotto, Boa Viagem..!!!

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