Maia defende discussão de PEC para impedir participação de militares da ativa no governo

Bolsonaro enfrenta questionamentos sobre o excesso da militarização

Deu no O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quinta-feira, dia 23, a alteração da Constituição para impedir a participação de militares da ativa no governo. Em entrevista ao colunista de Época, Guilherme Amado, Maia disse que o Legislativo precisa discutir uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para obrigar a transferência para a reserva do integrante das Forças Armadas que quiser exercer funções do Executivo.  

Reportagem do O Globo publicada na última sexta-feira revelou que a quantidade de militares da ativa e da reserva que ocupam cargos civis no governo federal mais do que dobrou nos dois primeiros anos da gestão de Jair Bolsonaro. Os dados são do Tribunal de Contas da União (TCU).

PEC – “(Para os militares) da ativa é bom que a gente construa, não para agora, para não parecer que é contra o ministro A ou B, ou assessor de A ou B, mas um pouco mais para frente, vamos ter que aprovar uma PEC. Quem vier para o mundo civil não vai poder estar na ativa “, disse Maia.

Jair Bolsonaro enfrenta uma sucessão de questionamentos sobre o excesso da militarização em áreas estratégicas do governo. Um de seus ministros mais próximos, o general Luiz Eduardo Ramos, se viu pressionado a ir para a reserva do Exército em razão da presença decisiva dentro do Palácio do Planalto.

Ele é ministro da Secretaria de Governo da Presidência, e só deixou a ativa do Exército nos últimos dias. Para o presidente da Câmara, a presença de militares da ativa no governo não é boa, já que eles pertencem a uma instituição de Estado.

NINGUÉM FOI ENGANADO – “Isso não é bom. Não é bom para as Forças Armadas, não é bom para o Brasil. Agora, ninguém pode negar (sobre um ponto). Quem tinha dúvidas de que o presidente Bolsonaro, eleito, não ia investir na boa qualidade das Forças Armadas? Ninguém pode dizer que foi enganado. O presidente Bolsonaro sempre disse que, nas Forças Armadas, havia quadros de qualidade.  Ele sempre disse que garantiria espaço para que os militares pudessem exercer funções no Poder Executivo”, disse.

Perguntado sobre a indicação de filhos de militares para ocupar cargos na administração pública, Maia disse que é preciso avaliar com cautela o currículo de cada um dos nomes. Após ter a indicação tornada pública, Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto, filha do ministro da Casa Civil, Braga Netto, desistiu de ocupar uma vaga na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Eu não acho que a gente deve rejeitar ou criticar o filho de um ministro militar ou não militar por estar exercendo função na prefeitura do Rio ou qualquer outro lugar. O que a gente deve avaliar é se o currículo dele é compatível com a função pela qual ele foi nomeado”, afirmou.

9 thoughts on “Maia defende discussão de PEC para impedir participação de militares da ativa no governo

  1. Não precisaria nenhuma PEC para impedir participação de servidores militares no governo, se eles fossem conscientes da sua função precípua: defender o país em casos de conflitos armados.
    Mas deve haver exceção: A menos que sejam especialistas imprescindíveis para a solução de um problema nacional. (Os que aí estão não são!).
    Oportunismo não tem nada a ver com patriotismo, convém ressaltar.

  2. O Nhonho está sendo ridículo, ou seja, ele mesmo. O serviço público deveria ficar imune, isento e impedido de receber gente estranha a ele. Fui servidor público e vive e tive que conviver com muito incompetente falando sobre o que desconhecia, seguindo ordens absurdas vindas de quem lhe deu o cargo. Estaríamos livres não só da filha do chefe da casa civil mas também dos apaniguados do Nhonho .

  3. JAIR MESSIAS BOLSONARO É, REALMENTE, UM SUJEITO MUITO MAL INTENCIONADO! Quando falou a sua claque, para tentar-se retratar dos impropérios destilados numa das manifestações, perante o QG do exército, em Brasília, o presidente parafraseou o rei francês, Luís XIV: “L’É’tat C’est Moi”, Eu Sou o Estado! O nosso destemperado Jair Messias Bolsonaro preferiu usar a frase: “Eu sou a própria Constituição”.
    Luis XIV também atendia pelo epíteto, Rei-Sol. Sol é o símbolo do Absolutismo, onde o Monarca é o poder único.
    -Desde os primórdios de sua campanha, o Capitão sempre se mostrou um energúmeno imbuído de más intenções. Quem quiser continuar duvidando, basta verificar a falange de generais, almirantes, brigadeiros, coronéis, delegados e demais membros de facções legalistas; que ele fincou nos cargos-chave da República. E por vinculação familiar, pode-se até afirmar que Bolsonaro cultiva laços estreitos com milicianos, já que, contra os seus três filhos, há fartos e veementes indícios de que formam simaquia com facciosos do crime organizado carioca.
    Com essa defesa prévia, ele está se armando para quê?
    Ele tem plena convicção de que foi um candidato eleito pelo ódio: pelo ódio dos tradicionais inimigos do PT, somado ao ódio dos simpatizantes que se frustraram com o próprio partido.
    E o governo eleito pelo ódio é como filho concebido em estupro: a mãe sabe que está condenada a tolerar uma criança, que para trazê-la ao mundo, ela precisou ser violentada!
    Mesmo sabendo que grande parte dos militares não o digere, devido à tentativa de explodir o quartel onde “servia” no Rio de Janeiro, e por outras máculas que porta, Bolsonaro já tentou por todos os meios sorrateiros atrair as forças armadas para um golpe. Sem conseguir cooptar a caserna, agora ele satura e encharca o seu governo com militares, a fim de que a classe se sinta parte cúmplice da equipe. Para que, no caso de um golpe começado de dentro, os companheiros externos dêem o apoio bélico aos golpistas, ao invés de reprimi-los!
    Hoje já existe um staff de 2.900 funcionários militares, na administração pública federal. Contudo e apesar de tudo, até o momento, as forças armadas ainda não atenderam ao chamamento neofascista do presidente tresloucado!
    Ainda assim, as manifestações organizadas pelo seu Gabinete do Ódio, e apoiadas pelo próprio, a cada dia, vem ganhando contornos mussolinistas. Já é passada a hora do covarde Rodrigo Maia se unir ao reagente STF e despachar os 41 pedidos de impeachment que o chefe da Câmara Federal tem sobre a mesa!

  4. Temos um imbecil como presidente da câmara. O idiota quer colocar tudo quanto é assunto na constituição. Daqui a pouco vai querer uma PEC definindo que tipo de papel higiênico od deputados federais tem que usar para se limparem.

    • Eliel
      Me perdoe, mas se o botafogo é imbecíl, o que serão os colegas da câmara que o elege e reelege?
      Maia é um espertalhão, um sabonete de quinta categoria!
      Fallavena

  5. Interessante o ponto de vista do Maia….Para o presidente da Câmara, a presença de militares da ativa no governo não é boa, já que eles pertencem a uma instituição de Estado. Mutatis mutantis, Senador, depurado federal, depurado estadual, vereador ficam impedidos de atuar no governo pois também pertencem a uma instituição de estado.
    Eta brasilzãoooooo!

  6. Alteração da Constituição para impedir a participação de militares da ativa no governo ?

    Acho mais importante constar a proibição de ladrões.

  7. Nessa PEC – por um questão de vergonha na cara – também deveria constar que qualquer deputado ou senado que queira ser ministro deva renunciar o seu mandato, como é nos Estados Unidos.

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