No meio do caos político, econômico e social, existe um Brasil sem crise, que segue adiante

A força do Brasil vem de sua terra e de sua gente

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Com o boom do agronegócio, as vendas de insumos agrícolas estão em disparada país afora. Não por acaso, a AgroGalaxy, um dos maiores varejistas do setor, pretende abrir 60 lojas em três anos.

O centésimo ponto acaba de ser inaugurado em Uberlândia, no triângulo mineiro, com a marca Rural Brasil. As próximas estão previstas para Palmeiras de Goiás, Tupaciguara (MG) e Presidente Dutra (MA), além de outras quatro no Paraná.

RECEITA EM ALTA – A AgroGalaxy é controlada pelo fundo de private equity Aqua Capital. A empresa comercializa insumos como defensivos, grãos, sementes, biológicos e originação de grãos, além de prestar serviços agrícolas.

A empresa registrou, em 2020, receita líquida de R$ 4,1 bilhões — aumento de 30%. A previsão é manter esse ritmo de crescimento nos próximos anos, inclusive por meio da compra de empresas do setor.

 “Acreditamos que uma assistência técnica de excelência, com uma oferta completa de insumos e serviços, pontualidade nas entregas, confiança, simplicidade, autenticidade e sustentabilidade traduzem nosso propósito. Expandir em todo território nacional, onde as grandes culturas (soja, milho, trigo, café entre outras) estão presentes, nos coloca em posição de seguir cumprindo nossa vocação”, diz o presidente do AgroGalaxy, Welles Pascoal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A trajetória do agronegócio confirma as previsões do genial jornalista e político Alberto Torres, nascido em 1867 e que aos 30 anos era eleito presidente (governador) do Estado do Rio de Janeiro. Seus pensamentos inspiraram Getúlio Vargas a incentivar o Ensino Agrícola no país. Depois, no regime militar, o grande ministro Alisson Paulinelli criou a Embrapa e o Brasil se tornou o gigante da produção agrícola, um setor onde não há nem haverá crise, basta os políticos não atrapalharem. (C.N.)

11 thoughts on “No meio do caos político, econômico e social, existe um Brasil sem crise, que segue adiante

  1. História da Embrapa

    Na década de 1970, a agricultura se intensificava no Brasil. O crescimento acelerado da população e da renda per capita, e a abertura para o mercado externo mostravam que, sem investimentos em ciências agrárias, o País não conseguiria reduzir o diferencial entre o crescimento da demanda e o da oferta de alimentos e fibras.

    No âmbito do Ministério da Agricultura, um grupo debatia a importância do conhecimento científico para apoiar o desenvolvimento agrícola. Nesse momento, os profissionais da extensão rural começaram a levantar a questão da falta de conhecimentos técnicos, gerados no País, para repasse aos agricultores.

    O então ministro da Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima, constituiu um grupo de trabalho para definir objetivos e funções da pesquisa agropecuária, identificar limitações, sugerir providências, indicar fontes e formas de financiamento, e propor legislação adequada para assegurar a dinamização desses trabalhos.

    Em 7 de dezembro de 1972, o então presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, sancionou a Lei nº 5.851, que autorizava o Poder Executivo a instituir empresa pública, sob a denominação de Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura. O artigo 7º estabelecia um prazo de 60 dias para a expedição dos estatutos e determinava que o decreto fixasse a data de instalação da empresa. O Decreto nº 72.020, datado de 28 de março de 1973, aprovou os estatutos da Empresa e determinou sua instalação em 20 dias. Este foi atualizado em 04 de agosto de 1997 pelo Decreto n° 2.291.

    • Prof. Antonio Rocha!

      Um dos raros eventos que ainda me fazem alavancar a autoconfiança e a brasilidade, chama-se Globo Rural, programa apresentado pela TV Globo aos domingos. Em meio a tantas calamidades, enfim, um Brasil que dá certo. Este é o lado bom.
      A outra face da moeda. Acredito que você já deva ter percebido o surgimento de tantas novas enfermidades e a infestação daquelas já existentes.
      Tenho três parentes peões, que trabalham em agricultura e pecuária, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste: eles me falam da aplicação de muitos agrotóxicos, os quais não manseei, quando trabalhei em um imenso campo de arroz. Dei a eles, algumas fórmulas químicas, para que confrontem com a identificação inscrita nas embalagens dos produtos.
      Isso sim, também precisaria de uma CPI, para enfrentar o poderio e inescrúpulo das lideranças rurais. Para tentar desacelerar o processo de degradação da geração vigente, e garantir uma posteridade livre de tais agentes nocivos.

  2. Gostaria que as benesses concedidas ao agronegócio fossem iguais às concedidas à agricultura familiar que é a que proporciona alimentação ao povo e que emprega mais gente.

  3. Rubens

    Você se esqueceu do Agrônomo que alavancou a Embrapa: Alysson Paulinely – hoje esquecido –

    Quando foi convidado para o cargo de ministro da agricultura, no governo Geysel, disse que só aceitaria se lhe fosse dada 1500 bolsas de estudos nas principais univercidades agricolas do mundo, no que foi atendido. Ele mesmo selecionou os candidatos e assim a Embrapa passou a existir.

    De que adiantam as Leis se elas não são cumpridas? O Brasil é um país de muitas Leis. “Corruptissima republica plurimae leges”

    • Prezado Elmir,

      Não o esqueci.
      O texto principal o cita como sendo o ministro da Agricultura criador da Embrapa.
      O que não é verdade.

      O ministro da agricultura criador da EMBRAPA foi o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Cirne Lima.

      O também engenheiro agrônomo e ministro da agricultura Alysson Paulinelli que sucedeu a Luiz Fernando Cirne Lima deu continuidade com brilho e êxito ao empreendimento já criado.

      Abraços e vamos em frente

  4. Todos sabemos até aos semiletrados, que no mundo atual, com bilhões de habitantes, “comensais”, o que possibilita a alimentação do povo é a produção empresarial em alta escala, restando à “romântica” agricultura familiar o papel de mera sobrevivência de algumas pessoas.

    • “A agricultura familiar no Brasil é a principal produtora dos alimentos que vão para mesa dos brasileiros. Diferente da monocultura, esse tipo de manejo do solo produz alimentos variados, com respeito ao solo e ao ecossistema, e é feito por brasileiras e brasileiros que tem a terra como sua principal fonte de sustento. Saiba mais sobre as características e desafios da agricultura familiar no Brasil.”

      https://www.politize.com.br/agricultura-familiar/

      • “Afinal, é errônea a ideia de que é o agronegócio que produz alimentos para o brasileiro. Os insumos dessa produção, normalmente, não se destinam a alimentação de seres humanos, mas para produção de ração para animais, combustíveis e outros produtos para indústria.”

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