Prepare-se, esta será a eleição mais emocionante e confusa de todos os tempos

Resultado de imagem para ELEIÇÃO CONFUSA CHARGES

Charge do Glauco (Arquivo Google)

Carlos Newton

Mesmo com a exclusão de Lula da Silva, que está com os direitos políticos suspensos e não poderá conseguir a certidão de elegibilidade, documento indispensável para registro de candidatura, ainda não se pode fazer uma análise mais precisa do quadro eleitoral, porque o PT continua espalhando fakes news de que o ex-presidente vai disputar a eleição. Com isso, a maioria absoluta do eleitorado (cerca de 51%, segundo o último Ibope) continua indecisa ou já resolveu votar nulo ou em branco, situação confirmada por todos os demais institutos de pesquisa, que têm números até maiores, que chegam a 66%.

Com isso, a eleição fica ainda mais emocionante, porque ninguém sabe o que vai acontecer, não se tem, realmente, a menor ideia, especialmente porque todos os candidatos que mostram ter chance estão cheios de problemas, alguns enfrentam dificuldades que podem até ser intransponíveis.

HORÁRIO NA TV – Para alguns candidatos que realmente estão no páreo, como Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Alvaro Dias (Podemos), o maior desafio é conseguir alianças com outros partidos, para aumentar o tempo no rádio e TV.

Apenas Geraldo Alckmin (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Henrique Meirelles (MDB) estão tranquilos a esse respeito e sabem que terão tempo suficiente para tentar atrair eleitores no horário gratuito.

Aliás, entre esses três privilegiados, Haddad e Meirelles nem sabem se serão candidatos. O o petista depende de uma decisão de Lula, que mandará o partido apoiá-lo ou investir em Ciro Gomes, enquanto Meirelles depende de Temer, que pode dar a legenda a ele ou não, porque ainda sonha com a reeleição e na segunda-feira até se reuniu com os líderes da Assembléia de Deus, em busca de apoio, acredite se quiser, diria Robert Ripley.

MENAS VERDADE – Até agora, ninguém fechou com ninguém. Tudo está no ar. Somente Alckmin alardeia que já tem apoio de quatro partidos (PSD, PV, PTB e PPS), e Bolsonaro anuncia que só falta o aval do senador Magno Malta para se coligar com o PR . Mas é “menas verdade”, como diria Lula. Nenhum partido fechou acordo para valer. O único que realmente ficou perto foi o PTB. Mas a decisão foi solitária de Roberto Jefferson, sem respaldo da Executiva, e ocorreu antes da desmoralização do partido com a nomeação desfeita de Cristiane Brasil e a entrada apoteótica da Lava Jato no Ministério do Trabalho. 

Embora também tenham hipoteticamente se acertado com Alckmin, os outros três partidos (PSD, PV e PPS) estão tucanamente em cima do muro, de onde só sairão se o candidato do PSDB subir nas pesquisas ou aparecer outro pretendente mais qualificado, digamos assim.

###
P. S. – Por enquanto, é isso aí. A única novidade é uma possível desistência de Magno Alves. O senador do PR não quer aceitar ser vice de Bolsonaro, porque ficará muito exposto e terá sua carreira vasculhada pelos adversários, e esta perspectiva é assustadora para ele.  Prefere disputar o Senado, e tem amplas chances de ser reeleito. (C.N.)  

3 thoughts on “Prepare-se, esta será a eleição mais emocionante e confusa de todos os tempos

  1. O voto no Brasil é obrigatório. Nem passaporte posso tirar sem comprovante. Uma excrescência. No mesmo diapasão, a justiça eleitoral — legítima jabuticaba nacional — o Estado através de seus tentáculos, vai e pede para o cidadão exercer a sua ‘cidadania’, uma piada, vez que o voto é obrigatório. Melhor dissesse que o exercício da cidadania é um ato obrigatório mediante o aperto de um botão em uma máquina que carrega a estigma de fraude.

    Mas como se não bastasse, aos 70 anos, tenho 72, o mesmo Estado que me impõe a obrigatoriedade do voto e da ‘cidadania’ compulsória, me libera de votar: “o sr. já está como bucha de laranja”. Aí sim, eu poderia exercer o ‘direito’ que me foi negado a vida inteira.

    Se votar, meu candidato não está entre os três primeiros. Se não votar, o candidato militar poderá ganhar.

    Em algum momento da minha vida e da sua também, eu aceitei a imposição estatal de que a melhor coisa que o cidadão pode fazer não é votar, mas aceitar que o Estado sabe muito melhor do que eu, obrigando ao voto.

    Não posso reclamar. Eu aceitei isso aí.

  2. A sua inferência é perfeita. Você foi de uma sutileza enorme. Sob o manto da cidadania, vai-se criando um cadastro completo. O que se faria com ele, todos nós sabemos, quando e como, é a marca de todas as ditaduras. A Venezuela ronda o pedaço. Pobre Brasil. E pobre nos dois sentidos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *