Primavera no Egito: não era democracia que o Ocidente queria?

Paulo Solon

O povo egípcio escolheu a Irmandade Muçulmana. Esta, fundada por Hasan al-Banna, foi fortemente influenciada por Sayyid Qutb (1906-19660). Não é preciso dizer mais nada.

Vejam quem foi Sayyid Qutb. Passou décadas (quase isso) trabalhando e estudando nos Estados Unidos, após ter sido preso em 1948 pelo rei Farouk (coincidência, 1948 foi o ano da criação do estado de Israel). Quando retornou ao Egito, chegou com um cabedal de intolerância em relação à moralmente corrompida civilização americana.

Foi um guia espiritual, tanto para a Irmandade, como também para a Al-Qaeda. Ninguém o superou nesse ministério.

Convidado para cargos públicos importantes pos Gamal Abdel Nasser, que pregava o socialismo, Qutb preferiu se manter fiel aos princípios islâmicos e à Sharia, que ele considerava tão sagrada a ponto de se deixar sacrificar por ela.

Ficou chocado com a degradação de costumes das mulheres americanas, com o sexo promíscuo, com a falta de pudor, considerando beijo na boca como uma tentação perigosa do ocidente. Voltou do exílio nos Estados Unidos como um radical islâmico (vejam “Novo Dicionário do Islão”, de Margarida Santos Lopes).

Eu havia dito aqui neste blog que o Ocidente (na verdade, EUA e Israel) ainda iria lamentar a queda de Mubarak. Aguardem que a roda ainda está girando.

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