PT prevê Bolsonaro com rejeição menor até 2022 e disputa muito apertada nas urnas

Charge do Dorinho (Arquivo Google)

Thiago Resende e Bruno Boghossian
Folha

Integrantes da cúpula do PT avaliam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve reduzir sua rejeição e recuperar parte de sua popularidade até o início do ano eleitoral. Para aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a disputa nas urnas em 2022 deve ser mais acirrada do que mostram as pesquisas eleitorais e os levantamentos internos feitos pelo partido.

Estão no radar dos petistas variações na popularidade de Bolsonaro como consequência de dois indicadores principais: o crescimento da economia após os resultados negativos do ano passado e o aumento esperado da vacinação contra a Covid-19 até o fim deste ano.

VISÃO REALISTA – Em discussões internas com a participação de Lula, os integrantes do partido defendem que a campanha seja encarada de uma “perspectiva realista”, nas palavras de um dirigente da sigla.

Embora admitam que a economia possa dar algum fôlego a Bolsonaro para o ano eleitoral, eles dizem que esses efeitos tendem a ser limitados.

“Bolsonaro não está tão fraco assim. Ele tem uma resiliência na base e ainda pode agregar mais um pouco. Se a economia melhora, a tendência é ele melhorar também. Mas não acho que seja suficiente”, afirma a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

EFEITO DO PIB -O principal argumento da cúpula petista é que os indicadores do PIB (Produto Interno Bruto) mostraram, até agora, uma recuperação que não chegou às camadas mais pobres da população. Um dos principais focos da campanha de Lula será um discurso para se contrapor a Bolsonaro nesse grupo numeroso do eleitorado.

A análise desse cenário político pelos petistas contrasta com o otimismo do partido diante das pesquisas que mostraram vantagem de Lula na corrida de 2022.

Levantamento do Datafolha em maio mostrou o petista com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro. No segundo turno, o ex-presidente venceria por 55% a 32%.

TOM MAIS CAUTELOSO – A direção do PT ainda considera Lula favorito, mas tem adotado tom mais cauteloso. Certos de que a rejeição a Bolsonaro poderá ser um fator determinante na campanha, os petistas estudam maneiras de prolongar o ciclo atual de fragilidade do presidente.

Fazem parte dessa estratégia um apoio mais encorpado às manifestações contra o governo e uma campanha continuada de críticas aos erros do combate à pandemia.

“O povo está muito frustrado. O povo está decepcionado. O coronavírus permitiu que a sociedade ficasse um pouco mais dentro de casa, sem se manifestar, com medo. Mas eu acho que nós precisamos ir para a rua e começar a cobrar que esse país seja governado decentemente”, disse Lula em entrevista a uma emissora de TV do Piauí, na quarta-feira (9).

MANIFESTAÇÕES – Segundo aliados do ex-presidente, Lula pretende dar sustentação a novos atos convocados contra o governo, encabeçados por movimentos sociais. Numa mudança de postura, o petista avalia participar das manifestações do próximo sábado (19) ou divulgar um vídeo com uma convocação para o protesto.

Apesar de enxergar possíveis benefícios políticos nesses atos, os aliados de Lula ainda buscam se diferenciar de Bolsonaro. O presidente participou no sábado (12) de um passeio de motocicletas em São Paulo. O ato reuniu 6.661 veículos, segundo o sistema de pedágio local.

A cúpula petista pretende observar o humor das ruas nos próximos meses, com o avanço da vacinação contra a Covid-19 —cuja lentidão é um dos principais pontos de desgaste de Bolsonaro, na visão do partido. Mesmo atrasada, a aplicação de novos lotes de imunizantes pode moderar a rejeição ao governo.

CPI DA COVID – Os petistas contam com os trabalhos da CPI da Covid para expor erros e omissões do governo durante a pandemia. O Senado, no entanto, trabalha para que as investigações sejam encerradas em agosto, o que produz incerteza sobre a duração de seus efeitos até a campanha eleitoral.

Aliados de Lula também incluem nos cálculos eleitorais o uso da máquina pública por Bolsonaro para reduzir sua rejeição. Com a caneta na mão, o presidente espera lançar medidas na área social e acelerar as viagens pelo país em clima de campanha.

O PT aguarda, por exemplo, a reformulação do Bolsa Família prometida por Bolsonaro. Ainda que reconheçam que o presidente pode se beneficiar do programa, os petistas consideram difícil desvincular essa marca de Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGCorretíssima a análise do PT. Com o uso da caneta e da máquina, Bolsonaro deve chegar com muita força na campanha eleitoral, mas as chances da terceira via não podem ser descartadas. Será uma eleição muito disputada. (C.N.)

9 thoughts on “PT prevê Bolsonaro com rejeição menor até 2022 e disputa muito apertada nas urnas

  1. Qualquer sabe que o DataFolha sofre de uma estranha “tendência” a inflar os números dos candidatos a esquerda. É vexaminoso alguém ainda considerar levar seus números a sério lembrando seu histórico.

  2. Adoro ler as opiniões de jornalistas que tentam convencer seus eleitores de que as opiniões ali escritas não são dele, mas sim de algum partido ou candidato.
    O nome correto deste tipo de “jornalismo” é FOFOCA.

  3. Por mais aterrozante que possa aparecer, contudo, o único pré-candidato que tem base eleitoral e política sólidas é Jair Messias Bolsonaro. Pouco importa se ele está repousado sobre milicianos, fanáticos religiosos, simpatizantes facistas, racistas, homofóbicos….
    Os demais: uns ainda estão tentado reconquistar eleitores perdidos; outros, buscando angariar votantes dissidentes ou insatisfeitos doutras correntes e lideranças.
    Vale o alerta: quem forma reduto com eleitores frustrados com políticos, que outrora seguiam, assemelha-se ao homem que se ajunta com munher de segunda mão, cujo ex-marido ainda esteja vivo. A cara não sabe até que dia a parceira vai continuar fiel a ele.

  4. “Terceira Via de Verdade no primeiro turno, e aposentadoria compulsória para os traste$ do continuísmo da mesmice da ditadura partidária do sistema podre. HUCK TÁ FORA. Agora é Leão, a Terceira Via de Verdade, antissistema podre. JORNALISTAS, OU JORNALEIRO$, OU NEM NEM ? Mídia negacionista, maldita, partidária, bandida, mercenária, FDP, há mais de 20 anos está negando a existência da Terceira Via de Verdade. Daí a pergunta, cadê a mídia isenta ? Jornalistas ou jornaleiro$, ou nem nem , nem jornalistas e nem jornaleiro$, mas apenas cabos eleitorais de partidos, políticos e bandidos de estimação, rabos presos com o continuísmo da mesmice da ditadura partidária do sistema apodrecido ? O FATO é que por ignorância, incapacidade, ou má-fé, a imprensa falada e escrita tem falado e escrito sobre uma terceira via que de fato não existe, e nunca existiu, porque na ditadura partidária do continuísmo da mesmice só existe duas vias, oposição e situação e variantes, praticando assim a desinformação e a confusão na cabeça da população. E, simultaneamente, nega a existência da Terceira Via de Verdade, antissistema, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, a possível Nova Política de Verdade, com Democracia Direta e Meritocracia, que mostra, claramente, o novo caminho para o possível novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, que não está preocupado com o potencial de votos deste ou daquele candidato mas isto sim preocupado com o potencial de resolução do país, da democracia e da população, para os próximos 500 anos, mostrando tb com é possível o Brasil realizar o milagre da multiplicação dos pães, dos peixes e das oportunidades em todo o território nacional, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, que não é de direita, não é de centro e nem de esquerda, mas é, isto sim, do conjunto da população. Megaprojeto esse nas ruas desde Junho de 2013, e na pista política há mais de 20 anos, e que ainda não chegou ao conhecimento do conjunto da população porque a imprensa, infelizmente, por ignorância, incapacidade, descuido, ou má-fé partidária, não tem se dignado a cumprir o seu papel de bem informar a população no que diz respeito à busca da verdade dos fatos e da existência da Terceira Via de Verdade, enquanto contraponto único, ético e técnico a tudo isso que ai está há 131 anos, à moda ditadura partidária, ou plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, fantasiada de democracia só para ludibriar a tola freguesia, com prazo de validade vencido há muito tempo, do qual, infelizmente, a imprensa passa a impressão de que é parte integrante do dito-cujo sistema podre, tendo em vista o negacionismo orquestrado contra a Terceira Via de Verdade, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, a RPL-PNBC-DD-ME, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bruno-boghossian/2021/06/saida-de-huck-obriga-entusiastas-da-terceira-via-a-cair-na-real.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb&fbclid=IwAR0E5dgaEmMe7xzNHXanuEYOc9vg3oAUz9CrY2qnbJMiMzBD1bnrcl_sEvs

  5. 2022 será a vitória do povo contra o Eixo do Mal (tucano-petismo, STF aparelhado, imprensa prostituída, globalistas, big-techs censoras, empresários patrimonialistas, terceiras-vias de araque e outras trampas esquerdosas). Lula tem o Eixo do Mal, Bolsonaro tem o povo.

    E a verdade é que só existe um adversário de peso contra o Presidente Bolsonaro: a fraude eleitoral.

  6. As análises do PT quem publica é a agência de notícias do instituto Datafolha. Estranho, até parece que eu acreditaria numa conspiração que ligasse esses dois órgãos, um de igreja tradicional, digo imprensa, e outro de Partido Revolucionário, da estirpe de um Julio Flores. Isso deve ser uma coincidência. A fundação Perseu Abramo e o Instituto Lula, a LILS não teriam essa função?

  7. O PT e Bolsonaro tem um medo enorme da terceira via, porque ela representa algo em torno de 30% dos votos. Esses 30% ajudaram a eleger “Lulinha paz e amor” quando ainda acreditavamos na “pureza” do PT (assim como alguns de seus fundadores também acreditavam), quando descobriram a verdade (mensalão e com a confirmação no petrolão) procuraram algum candidato que pudesse vencer o candidato do PT, aí quem despontou como possível angariador de votos dispersos foi o Bolsonaro.
    Na realidade nem Lula nem Bolsonaro tem cativos mais que 25% de votos (a seita deles), o que acontece é que os eleitores restantes, querendo impedir a vitória de um ou outro votam neles, como se fossem a única alternativa. O discurso do Lula e do Bolsonaro enfatizam que só um pode derrotar o outro. A imprensa verdadeiramente isenta não esclarece a população.
    Outro ponto importante é que por algumas vezes na história do Brasil alguns candidatos usaram a bandeira de ser contra a corrupção para se eleger, foi assim com o Jânio Quadros (com a vassourinha, mas uma ressalva é necessária aqui, ele não era corrupto), com o Fernando Collor de Melo (caçador de marajás), com o Lula (o PT se pousava de “puro”, não tem ninguém mais honesto do que eu, dizia o Lula, criticavam as privatizações do Fernando Henrique Cardoso dizendo que ali tinha trapalhada), o com Bolsonaro (pegou a bandeira da “Lava Jato”, convenceu o Sérgio Moro que ia dar carta branca para continuar a limpeza, e com isso seqüestrou os nossos sonhos contra a corrupção e não entregou o que prometia, vejamos as rachadinhas e outras atitudes não tão republicanas), e assim conseguiram se cacifar como os únicos capazes de fazer a limpeza com que pelo menos esses 30% sonham.
    Os 30% são o fiel da balança e o Lula e o Bolsonaro sabem disso.
    O Brasil não voltará para os trilhos com qualquer dos radicais vencendo a eleição. O pendulo já foi para um lado e para o outro e não deu certo, o equilíbrio está no meio, aí o País achará o seu norte.

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