Sem aval de Aras, conselheira do MPF defere liminar que mantém força-tarefa da Lava Jato

Tema foi submetido a debate no Conselho Superior para referendo

Breno Pires
Estadão

A subprocuradora Maria Caetana Cintra dos Santos, do Conselho Superior do Ministério Público Federal, prorrogou por um ano a Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, em uma decisão liminar que contraria a cúpula da Procuradoria-Geral da República. Composta por 14 procuradores de primeira e segunda instância, a força-tarefa tinha funcionamento garantido apenas até o dia 10 de setembro.

O pedido de renovação da equipe foi apresentado pelo grupo da Lava Jato no Paraná na semana passada. Maria Caetana Cintra dos Santos concedeu a liminar, mas submeteu o tema a debate no Conselho Superior para referendo. A sessão que discutirá o tema ainda não marcada.

INTERESSE PÚBLICO – Segundo a conselheira, o pedido “está absolutamente justificado”. Ela destacou a “evidente importância do trabalho e dos resultados alcançados, e da necessidade de não interromper investigações em prol do interesse público, do Erário e da sociedade brasileira”. A magistrada cita que levou o tema para discussão na sessão do Conselho Superior nesta terça-feira, mas o processo não foi chamado para julgamento. Assim, decidiu conceder a liminar.

Aliados do procurador-geral Augusto Aras criticaram a decisão da conselheira, afirmando que a o Conselho Superior do MPF não tem poder para decidir sobre a designação de procuradores de primeira instância, mas apenas para decidir sobre o empréstimo de procuradores de segunda instância — que são apenas dois na Lava Jato: Orlando Martello e Januário Paludo.

COMPETÊNCIA – Além disso, interlocutores de Augusto Aras comentam que não está claro se a conselheira tem competência para decidir sobre o tema sozinha. Para um integrante da cúpula da PGR, a conselheira está criando um “fato político”.A decisão de Maria Caetana foi tomada horas após o anúncio da saída do coordenador da FT da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que decidiu trocar de posição com o procurador Alessandro Fernandes Oliveira, também do MPF no Paraná.

Em entrevista ao Estadão, Alessandro Oliveira disse que espera a continuidade da equipe atual. Citando jargão futebolístico, disse que “em time que está ganhando não se mexe”. Nos bastidores da instituição, a saída de Deltan tem sido vista como algo que poderia distensionar a relação da Lava Jato com a Procuradoria-Geral.

Na semana passada, oito dos dez integrantes do Conselho Superior enviaram um ofício ao procurador-geral, Augusto Aras, e ao vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros, colocando-se a favor da renovação da equipe. Além disso, a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF concordou com a renovação, em ofício enviado ao PGR. Procurada, a PGR ainda não se manifestou até a publicação desta reportagem. Integrantes da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba não se manifestaram até o momento.

6 thoughts on “Sem aval de Aras, conselheira do MPF defere liminar que mantém força-tarefa da Lava Jato

  1. As ruas tem que pedir a permanência da lava jato, caso contrário assistiremos algo como foi a transferência da capital do Rio de Janeiro para o inferno que é Brasília.
    Os ladrões da Pátria se sucedem em velocidade e aceleração crescente e estão levando o Brasil para um caos do tamanho da suas ganâncias.
    Pobre povo brasileiro que constantemente é enganado pelos collors, os fhcs, os sarneys, os luizes inacios, pelas dilmas, e por outros macumbeiros que lezam o país sem cessar.
    São ávidos pelo dinheiro do trabalhador e nada os saciam, e quando estão com as burras cheias caem na desgraça do álcool, da maconha, da cocaína e outras muambas qua só eles mesmos conhecem.
    Vejam o caso de Luiz Inácio que já apareceu trêbado diversas vezes em público, e largou a falar besteiras que só mesmos os petistas para aguentar seu rabujo fedido e mal cheiroso.
    E assim vai o Brasil se aguentando como pode para tentar frear o apetite insaciável dos matutos metidos a malandros que pensam que roubando serão felizes um dia.
    Nenhum deles, eu disse nenhum, pode andar sozinho pelas ruas da cidade porque serão esmagados como ratos que cruzam a frente de um FENEME.
    O povo brasileiro precisa de atitude digna que barre essa orgia dos covardes causadores dos maiores danos que assistimos diariamente na vida dos oprimidos trabalhadores.
    Há mais de quarenta anos assistimos impávidos um partido intitulado dos trabalhadores assaltar os cofres públicos e cooptar pessoas de bem que lhe dão guaridas e proferem palavras elogiosas que inspiram outras, perpetuando os canalhas no poder.
    Vamos pra cima desses pilantras travestidos de políticos que se garantem na segurança comprada com o nosso dinheiro arrancada injustamente pelos impostos pagos.

  2. Atenção:

    “Na manifestação, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo ressalta que o Regimento Interno do STJ deixa claro que o ministro relator tem atribuição para tomar decisões monocráticas em casos de urgência, como ocorreu na situação envolvendo o chefe do Executivo do Rio de Janeiro. Lembra ainda que não houve ineditismo na decisão do ministro no caso Witzel, visto que Luiz Fernando Pezão, à época governador do Rio de Janeiro, foi preso preventivamente por decisão monocrática do ministro Felix Fischer”.

    Leram bem ? Witzel foi afastado. Pezão foi preso. E foi decisão monocrática. Ou a birra é porque o ministro não é louro de olhos azuis ?

    • O perigo da prorrogação da Lava Jato, é que ela pode servir de palanque referencial e judicial pro Sérgio Moro, em sua pretensão eleitoral. Pois é muito difícil dissociar a marca Lava Jato da figura de Moro!
      Mas se for algo que vai ofuscar o presidente Bolsonaro, é possível que ele acione o seu fantoche, Augusto “Haras”, para decretar o fim da Lava Jato, no prazo especulado.

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