TSE conclui última etapa de teste de segurança e confirma credibilidade de urnas eletrônicas

“Não há possibilidade de uma invasão do sistema”, disse Barroso

Washington Luiz
O Globo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nesta sexta-feira, dia 28, os testes públicos de segurança no sistema eletrônico de votações. Desde quarta-feira, um grupo de investigadores da Polícia Federal (PF) simulou ataques nesse sistema para verificar possíveis fragilidades. De acordo com o TSE, não foi identificado nenhum problema capaz de colocar em risco as eleições deste ano.

“Não há essa possibilidade de uma invasão do sistema para chegar às urnas. Inviolável até hoje ela se demonstrou. Nunca se documentou nenhum tipo de fraude relativamente às eleições”, afirmou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

IRREGULARIDADES – Barroso fez questão de frisar que nunca foi comprovado desvios nas votações pela urna eletrônica e lembrou que as irregularidades eram comuns na época do voto impresso. “Às vezes, as pessoas têm saudade de um tempo que não houve. No tempo do voto manual, impresso, é que nós tínhamos muitos episódios de fraudes. No tempo da urna eletrônica, nunca se comprovou fraude alguma”, afirmou.

Os primeiros testes públicos de segurança para a eleição deste ano foram realizados ainda em 2019. No ano passado, os peritos realizaram 13 planos de ataques. Desses, dois demonstraram fragilidades no sistema. Eles foram repetidos nessa última fase e, segundo o TSE, não conseguiram alterar dados de eleitores e de candidatos.

FAKE NEWS – O presidente do TSE garantiu que o órgão está preparado para combater as fake news durante o processo eleitoral. Barroso afirmou que o tribunal fez uma parceria com as plataformas de mídias sociais para evitar o “comportamento inautêntico” de perfis. “O tribunal já se reuniu com todos os grandes provedores de internet, com as principais mídias sociais, e obtivemos o compromisso deles de uma parceria intensa para enfrentarmos os comportamentos inautênticos nas redes sociais, seja pela realização de impulsionamentos ilegais, robôs, perfis falsos”, disse.

As eleições ocorrem em 15 e 29 de novembro (primeiro e segundo turno). Por conta da pandemia de coronavírus, o horário da votação neste ano foi ampliado em uma hora. Os eleitores poderão votar para prefeito e vereador entre 7h e 17h. Nos anos anteriores, a votação começava às 8h. Para quem tem mais de 60 anos, que é considerado grupo de risco para a Covid-19, haverá atendimento preferencial nas seções eleitorais até às 10h. A intenção é evitar aglomerações.

11 thoughts on “TSE conclui última etapa de teste de segurança e confirma credibilidade de urnas eletrônicas

  1. Dediquei algum tempo em eletrônica analógica e digital. Devido às diabruras que eu produzia, de forma autodidática, ganhei o apelido de Magaiver. Tudo começou com pilhas descartadas, relógios despertadores, eletrólise….. Até chegar aos transítores, circuitos integrados, chips, explosivos etc.
    Embora hoje esteja desmobilizado dessa arte, ainda assim, quando ouço alguém falar que existe “sistema eletrônico seguro”; lembro dos garotos, hackers alemães, que invadiram o autopropalado hermético pentágono!
    Será que vai ser o que será, ou ficará no seria?

    • Eleição que não permite recontagem … sei não.
      Não ponho minha mão no fogo.
      Uma máquina que não oferece condições de auditoria, minha opinião é que é incompleta.

      Se a máquina imprimisse o voto para depósito na urna imediatamente após a votação de cada eleitor e usasse o sistema eletrônico só para apuração, permitindo, assim, a recontagem. aí eu concordaria.

      Já ouvi dizer, preciso de confirmação, que o Brasil quis exportar esse nosso modelo mas não conseguiu interessado.
      Enfim ..

      • Lembra disso ?

        O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (6), por oito votos a dois, derrubar o voto impresso nas eleições de 2018, para eventual conferência dos resultados da disputa. A maioria concordou com ação da Procuradoria Geral da República, que apontou que a medida coloca em risco o sigilo do voto.

        Na prática, os ministros decidiram suspender o artigo da minirreforma eleitoral de 2015 (artigo 2ª da lei 13.165/2015), que estabeleceu: “No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado”.

        Com a conclusão do julgamento, valerá a medida cautelar que derruba o voto impresso para a eleição de outubro.

        O Supremo, contudo, ainda terá de julgar a questão de maneira definitiva, em data ainda não prevista, para deliberar sobre o voto impresso nos próximos pleitos.

        Creio que esperavam que o resultado fosse outro.

  2. SENADORES VÃO AO S.T.F. CONTRA REELEIÇÃO DE ALCOLUMBRE e MAIA:::::

    Um grupo de dez senadores vai acionar nesta segunda-feira, dia 31, o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a possibilidade de reeleição dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), ambos do DEM. Eles vão ingressar na ação do PTB que pede ao Supremo para declarar a inconstitucionalidade da reeleição.

    Leia mais: https://jornalpequeno.blog.br/johncutrim/senadores-vao-ao-stf-contra-reeleicao-de-alcolumbre-e-maia/#ixzz6WeZv3uhk

  3. Acredito que o ex senador Roberto Requião não compartilha da mesma opinião quanto à inviolabilidade das urnas eletrônicas.

    Seria interessante conhecer a opinião e razões deste ex senador.

  4. Apesar do esforço ingente repetidamente feito e repetido a cada nova eleição, acredito tanto na segurança destas ditas urnas eletrônicas quanto no poder de compra de uma nota de R$3,00.

  5. Lembro-me que o Pitbolso rosnava, uivava, latia e ladrava contra a falta de uma impressora nas urnas eletrônicas. Até Projeto de Lei ele apresentou Por que será que agora não diz mais nada. Um Labradornaro

  6. Porque não colocam de uma vez as benditas impressoras? Já deu tempo de sobra para comprá-las. A quem interessas a fraude? Será que dá pra confiar em alguma coisa que diz esse senhor?

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