Um presidente de férias, num governo de “encostados” que fazem corpo mole na pandemia

Bolsonaro não gosta de trabalhar e sua agenda é mínima

Tabata Amaral
Folha

Penávamos para superar a pior crise econômica já registrada na nossa história quando um vírus mortal chegou, expondo e aprofundando nossas mazelas. A nossa má sorte não parou aí, e aquele que deveria ser o nosso general nessa guerra se mostrou absolutamente inapto para o posto. Bolsonaro é despreparado, ególatra, inconsequente e, não menos pior, folgado.


Enquanto brasileiros têm que lutar diariamente contra o vírus e todas as suas consequências, o presidente vem tendo, em média, apenas uma reunião por semana para tratar da pandemia, segundo documentos entregues pelo governo à CPI da Covid.

O CHEFE SUMIU – De acordo com Pazuello, enquanto ele era ministro da Saúde, só via o chefe uma vez a cada uma ou duas semanas. Segundo ele, a agenda de Bolsonaro seria complicada, o que contradiz o que vemos na agenda oficial: na última quarta-feira, por exemplo, o presidente trabalhou só uma hora e meia.

Não fosse suficiente, enquanto os índices de desemprego batem recordes e os salários dos servidores continuam congelados, o presidente aumentou a própria remuneração, a de seu vice e a de seus ministros militares, com vencimentos que ultrapassam R$ 66,4 mil.

CHEFE DE FAMÍLIA – Esse é o mesmo Bolsonaro que, em 27 anos como deputado, aprovou apenas dois projetos de lei, mas empregou toda a família para ganhar e desviar dinheiro público. 

Em artigo recente na revista Piauí, o cientista político Miguel Lago cunhou o termo “encostados”, que, em suas palavras, são aqueles que sempre tentam levar alguma vantagem. O oposto disso, de acordo com Lago, são os batalhadores.

Trabalhadores da saúde estão há mais de um ano sem uma semana sequer de descanso. Entregadores de aplicativo têm em suas motos um instrumento diário de trabalho, não de passeio.

MUITAS DIIFICULDADES – Empreendedores ralam para fechar as contas, isso quando não vêm seus negócios falir. Mães solos, sem um auxílio digno, se viram como podem, colocando suas vidas e as de seus familiares constantemente em risco.

Essa versão piorada do Zé Carioca chegou ao mais alto cargo do país, mas isso não muda o fato de que, apesar dos espertalhões, o Brasil é, em sua imensa maioria, formado por batalhadores.

E não tenho dúvidas de que, quando todos perceberem que aquele que só sabe fazer corpo mole é o grande responsável pelo nosso sofrimento, não haverá malandragem que o sustente em seu cargo.

5 thoughts on “Um presidente de férias, num governo de “encostados” que fazem corpo mole na pandemia

  1. O Brasil é um arremedo de país, com a maioria da população na miséria, submetida (ou cometendo) violência em nivel cada vez maior e escravizada por espertalhões “evangélicos” cada vez mais milionários.
    Tem uma enojante classe política.
    E agora está entregue a um bando de milicianos loucos, porém perigosamente poderosos.
    Uma vergonha internacional.
    Putz!

  2. Ditado carioca: “se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem”.
    Realmente nós colocamos no comando da nação, um moleque.

  3. Ele sempre foi assim. Nunca produziu nada como vereador ou deputado. Cedo descobriu uma “profissão” rentável sem necessidade de trabalho.
    E já colocou a esposa e três filhos nesta confortável situação.
    De quem é a culpa?
    Do eleitor que acredita nas mentiras mais deslavadas.
    E olha que aqui na TI tem muitos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *