Baixa popularidade de Lula provoca pessimismo no governo e no PT

Popularidade de Lula despenca | Charges | O Liberal

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Raphael Di Cunto, Catia Seabra e Victoria Azevedo
Folha

As mudanças na comunicação e a entrega de programas que eram apostas do governo Lula (PT) para recuperar a popularidade do presidente não surtiram efeito até agora e o governo tem dificuldade de traçar uma estratégia para mudar esse cenário, avaliam integrantes do Executivo e parlamentares. A preocupação é, principalmente, com a perda do eleitor tradicional do partido —mulheres, nordestinos e pobres.

O diagnóstico causou um desânimo generalizado entre os petistas em reunião ocorrida na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2). O encontro tinha como pauta a anistia ao golpistas de 8 de janeiro e o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas o clima foi de pessimismo, segundo relatos, com a percepção de que o governo já executou as entregas e ainda não encontrou uma maneira de reagir.

DIFICÍLIMA REVERSÃO – Há, também, a sensação de que o cenário de juros e inflação altos, com desaceleração da economia, é de dificílima reversão.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta mostrou que não houve a recuperação esperada pelos petistas na popularidade. Em janeiro, 37% dos eleitores tinham avaliação negativa do governo e agora são 41%. As opiniões positivas caíram de 31% para 27%. A queda ocorreu inclusive entre o eleitor tradicionalmente mais simpático ao petista, como as mulheres e os moradores do Nordeste.

Os dados sobre a dificuldade de recuperação já eram detectados em pesquisas internas do governo, segundo relatos à Folha, mas vão na direção contrária ao que esperava o governo e o PT, que em janeiro defendiam que a perda de popularidade era passageira e atrelada a alta nos preços dos alimentos e à crise do Pix. A expectativa era de que a entrega de ações e programas mudaria esse quadro.

O ESQUEMA FRACASSOU – A estratégia, na avaliação dos petistas e aliados, se mostrou insuficiente até o momento. A liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quem optou pelo saque-aniversário e foi demitido, por exemplo, teve a primeira parcela da verba depositada em março. Foram R$ 6 bilhões injetados para evitar a desaceleração da economia, afetada pelo aumento das taxas de juros.

O “crédito do trabalhador”, consignado para os celetistas, levou a R$ 3,1 bilhões em empréstimos em duas semanas. O tema, no entanto, é atacado nas redes sociais pela direita, que acusa o governo de endividar os trabalhadores, e até por aliados.

“Essa será uma marca negativa para o governo porque vai causar um desespero ainda maior em quem está endividado”, disse o deputado André Figueiredo (CE), presidente em exercício do PDT nacional. “Isso será positivo só para os bancos.”

PÉ-DE-MEIA – Uma expectativa que os petistas e aliados mantêm para melhorar a imagem de Lula é o Pé-de-Meia, que teve os primeiros pagamentos liberados a partir de 31 de março para estudantes de baixa renda. Além disso, deve ser anunciada em breve a ampliação do público-alvo do Minha Casa, Minha Vida.

No prazo mais longo, a esperança é de que as mudanças no Imposto de Renda, com o aumento da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais, melhore o humor do eleitorado. A medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas. Entretanto só terá efeito em 2026.

Outra aposta ocorrerá nesta quinta-feira (3) em um evento em Brasília para fazer o balanço de ações do governo Lula e a comparação com o governo Jair Bolsonaro (PL). Com o nome de o “Brasil Dando a Volta por Cima”, a estratégia é buscar o eleitor tradicional do PT, como as famílias de baixa renda.

SEGMENTOS IDEAIS – Na visão do partido e do governo, esses eleitores foram influenciados pelo discurso de direita e propagandas nas redes sociais. Para retomar os patamares de aprovação do ano passado, a percepção é de que é preciso primeiro recuperar a boa avaliação entre esses segmentos.

De acordo com interlocutores, o discurso do presidente será centrado em faixas mais avessas ao partido e à esquerda. Lula defenderá que o brasileiro é alguém que trabalha, se esforça e que conquista por seus próprios méritos, num aceno aos trabalhadores autônomos. Além disso, dirá que o governo atua a favor das famílias brasileiras com programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Segundo um auxiliar de Lula, a ideia é mostrar essas ações em uma linguagem de maior compreensão para a população, a exemplo de como foi orientado pelo chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, Sidônio Palmeira, em reunião fechada com assessores do governo em março.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, o governo quer falar para os pobres e na linguagem deles. Bem, quando começam essas desculpas esfarrapadas e essas estratégicas milagrosas, é sinal de que a coisa está feia e a reversão é “dificílima”, como os próprios repórteres acentuaram, usando o superlativo. Aliás, dificílimo mesmo é aturar mais uma eleição de Lula contra Bolsonaro. (C.N.)

11 thoughts on “Baixa popularidade de Lula provoca pessimismo no governo e no PT

  1. Falar o quê para os pobres se já supõem que compram o seu voto?

    Parece que querem algo mais que esmolas.

    Não sei, mas será que estão cansados de serem pagos pra aceitarem e permanecerem pobres pra alimentar a Indústria da Miséria, de onde verte a seiva vital que mantem a Velha República Tardia?

    Pensam que o ser humano, digo, o eleitor, é um tubo com boca, estômago e ânus. Uma coisa, um objeto votante, sem qualquer consciência, desprovidos de outras necessidades e desejos e impossibilitados de desenvolverem suas potencialidades humanas sociais, econômicas, jurídicas e políticas, que grita por se expressar em todos nós.

    Mantem este imenso lumpesinato querendo-os acomodados com toda espécie de privações, para que alguns centavos os comprem. Ademais, para manter a mão-de-obra barata é necessário manter o exército industrial de reserva.

    Citando Marx, em consulta com IA:

    “O exército industrial de reserva é um conceito desenvolvido por Karl Marx para se referir ao desemprego estrutural nas economias capitalistas. É um contingente de trabalhadores disponíveis para serem empregados a qualquer momento.

    É composto por trabalhadores desempregados ou subempregados.
    Serve para diminuir o valor-salário dos empregados ativos.
    Precariza as condições de emprego daqueles que estão empregados.

    Lula, o PT e seus puxadinhos, dizendo-se esquerda, estão a serviço do establishment, da nossa burguesia bananeira atrasada, notadamente a ex-clepto patrimonialista, – a Lava Jato mostrou a quem realmente o PT e a máquina estatal, incluindo a jurídica, estão a serviço – incapaz de desenvolver o país pra que possamos sair do bananismo para nos inserirmos na contemporânea ordem tecnológica mundial.

    • Mantendo os mesmos problemas estruturais da República Velha, notadamente a estrutura política oligárquica, o paternalismo, o clientelismo, a corrupção e o patrimonialismo, o PT, na atual Velha República Tardia, serve para amortecer possíveis revoltas e atá críticas atrvés da censura imposta pela máquina jurídica, mantendo os tais “movimentos sociais” a serviço do Estado e do louvor ao Painho e os pobres e mseráveis calados por algumas migalhas que caem do fausto banquete das oligarquias intelectuais, políticas, jurídicas, econômicas.

      Lula, o PT e seus puxadinhos são meros office-boys do establishment.

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      Os principais movimentos de revolta na República Velha foram a Guerra de Canudos, a Guerra do Contestado, a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata e o Tenentismo.

      O papel do PT e seus puxadinhos é manter a mórbida “paz social”, o aniquilamento de quaquer contestação, a imposição do pensamento único e a censura dos adversários.

      Tá tudo dominado.

  2. Estará isto nos autos ?

    Petrônio Viana
    Metrópoles

    Gabriel Lopes Gonçalves Dias, filho do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Lula, general GDias, ganhou um cargo de chefia no Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

    Na nova função, Gabriel Gonçalves Dias vai comandar a Assessoria Especial do ministro Márcio França. Gabriel trabalhava com França no Ministério dos Portos e Aeroportos, onde atuava como chefe da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos. Seu salário, de R$ 11,3 mil, deverá ser mantido.

    DESDE FEVEREIRO – Ele havia sido nomeado por Lula para o cargo em fevereiro deste ano, um mês após a invasão das sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. As invasões motivaram a saída do pai de Gabriel, GDias, do governo.

    Mensagens encontradas no telefone celular de GDias indicaram uma reunião entre Gabriel e o presidente da CPMI que investiga os atos de 8 de janeiro, deputado Arthur Maia. “Meu filho vai estar com Arthur Maia hoje”, disse GDias, às 7h40 do dia 13 de junho, a um de seus advogados.

    Ele também relatou o encontro ao jornalista e gestor de crise Luís Costa Pinto. Ao ser informado de que o presidente da CPMI pautara sua convocação, Gonçalves Dias respondeu: “Meu filho vai estar hoje com ele”.

    NÃO SE CONHECEM – Arthur Maia negou o encontro, mas disse ter comparecido a uma audiência no Ministério dos Portos e Aeroportos, onde Gabriel trabalhava. Maia afirmou que os dois “podem ter se encontrado no Ministério”, mas que não foram apresentados e não se conhecem.

    Apontado como peça-chave nas investigações sobre os atos de 8 de janeiro, GDias prestou depoimento à CPMI criada pelo Congresso.

    Em depoimento aos parlamentares, ele atribuiu as falhas na segurança a “informações divergentes” sobre o risco de invasões e à ineficiência da Polícia Militar do Distrito Federal.

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    NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Nada de novo no front ocidental, isso é praxe em Brasília. O Congresso aprovou uma lei definindo nepotismo, mas as autoridades rapidamente arranjaram uma brecha e criaram o nepotismo paralelo, tipo “você emprega um indicado meu e eu dou uma vaga a um indicado seu”. E há casos difíceis de pegar, porque envolvem quatro autoridades trocando favores e empregos. No caso do filho de GDias, nem nepotismo foi, é coisa de amigo mesmo, devido à ligação entre o general e Lula, firmada há mais de 20 anos. (C.N.)

  3. Desgoverno: Simone Tebet diz uma coisa e Lula faz outra

    1 – Eventual antecipação do 13º do INSS não será em abril, diz Tebet

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse ser inviável antecipar o 13º salário de aposentadorias e pensões em abril.

    Segundo ela, caso haja a definição, o pagamento ficará para maio ou junho.

    Poder360, 2.abr.2025 (quarta-feira) – 16h25

    2 – Lula, no entanto, desesperado com a baixa popularidade, publica decreto antecipando 13º de aposentados do INSS em abril, desconsiderando totalmente a opinião de Tebet

    Por decreto, Lula, antecipou “o valor da 1ª parcela do benefício devido na competência de abril”, com a 2ª parcela sendo paga em maio.

    Poder360, 4.abr.2025 (sexta-feira) – 8h30

  4. Governo Lula é um comitê eleitoral. Contratou até marqueteiro.

    Lula nomeou quase quarenta ministros para atuarem como cabos eleitorais e servirem apenas como figurantes no governo; e só espera deles que façam campanha permanente para sua reeleição.

    Na verdade, não há mesmo um governo, como se verifica pelos seus resultados inaceitáveis: insegurança pública crescente, preços exorbitantes dos alimentos, desvalorização do real etc. etc. etc.

    Acorda, Brasil!

    • Segurança Pública não seria coisa dos Estados e DF … Ontem vi que o STF colocou a PF no esquema.

      Preços exorbitantes de alimentos não seria por causa de desemprego baixo?

      Dólar não seria pelas tarifas?

      Saudações amigáveis do chegamais.

  5. O que falta ao governo é a sensibilidade para o reconhecimento da realidade do pais e das mazelas da população.
    É risível a propaganda televisiva do pt querendo ludibriar a assistência com atores bem maquiados, vestindo roupas de grifes e tecendo elogios às parcas e suspeitas realizações atribuídas ao partido, ignorando exíguos salarios e ocupações informais, a carestia de bens essenciais e as deficiências diversas no meio social.
    Lula pensou que só necessitava designar a equipe e depois cruzar despreocupadamente as fronteiras para resolver querelas internacionais das quais imaginava ter conhecimento e capacidade de enfrentamento.
    Não há mais tempo para a correção de rumos. Resta tentar o retorno ao estaleiro com o barco avariado, antes que afunde, e aguardar a conta dos prejuízos que será apresentada em 2026,

  6. Poxa , será que no meio da classe política Brasileira não exista uma única pessoa capaz ” honesta , decente e honrada ” , para se candidatar a Presidência da República nos livrando da mesmice e dessa corja corrupta e lesa-pátria ?

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