Guerra de tarifas : Donald Trump implanta a desordem na economia mundial

“Hoje é o Dia da Libertação”, disse Trump em discurso

Pedro do Coutto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, como parte de seu aguardado pacote de tarifas comerciais, batizado de “Dia da Libertação”, que estabelece sobretaxas recíprocas a produtos importados de todos os países com barreiras consideradas desproporcionais. A medida marca uma virada radical na política comercial americana e eleva a incerteza sobre os rumos da economia global.

As tarifas variam conforme o país, e chegam a até 49% no caso do Camboja, que cobraria dos EUA tarifas de 97%. A conta, defende o governo americano, inclui manipulação de moeda e barreiras comerciais. As tarifas começaram a valer a partir da meia noite desta quinta-feira.

SOBRETAXA –  O Brasil sofrerá sobretaxa de 10%, a menor entre todas as alíquotas impostas, junto com Singapura e Reino Unido.Uma tarifa como essa se encaixaria em um cenário de impacto na economia brasileira na ordem de US$ 2 bilhões sobre exportações brasileiras.

A Casa Branca esclareceu após o anúncio que os números de tarifas apresentados por Trump incluem taxas recíprocas e a tarifa base de 10%. Países aos quais uma sobretaxa já foi imposta anteriormente, como Canadá e China, terão um percentual adicional.

“Hoje é o Dia da Libertação”, disse Trump em discurso, acrescentando que a data será lembrada como o dia em que a indústria americana “renasceu”. “Nossos contribuintes foram enganados por mais de 50 anos, mas isso não vai mais acontecer”, falou.

CRÍTICA  – Trump criticou tarifas de importação aplicadas por outros países a produtos dos EUA, como os 10% cobrados pela União Europeia sobre veículos americanos. No entanto, ele não mencionou as tarifas elevadas dos próprios EUA, como os 25% sobre caminhões estrangeiros — em contraste com os 2,5% aplicados aos carros europeus.

Com a ação, Donald Trump implantou a desordem na economia mundial, divulgando taxações contra produtos de uma série de países que buscam o mercado norte-americano. O fato essencial é que temos centenas de produtos exportados para os Estados Unidos e que agora com as novas tarifas terão os seus valores reajustados. Isso se refletirá no mercado interno americano, e no comércio externo brasileiro.

Está evidente que o varejo vai aumentar o preço, e a inflação vai sofrer um impulso. Não se compreende como um homem que nem Trump, bem assessorado, possa tomar medidas como essas.  Temos que aguardar para ver como isso será refletido no custo de vida dos brasileiros.

15 thoughts on “Guerra de tarifas : Donald Trump implanta a desordem na economia mundial

  1. Aqui, o governo Lula é um comitê eleitoral. Contratou até marqueteiro.

    Lula nomeou quase quarenta ministros para atuarem como cabos eleitorais e servirem apenas como figurantes no governo; e só espera deles que façam campanha permanente para sua reeleição.

    Na verdade, não há mesmo um governo, como se verifica pelos seus resultados inaceitáveis: insegurança pública crescente, preços exorbitantes dos alimentos, desvalorização do real etc. etc. etc.

    Acorda, Brasil!

  2. Desgoverno: Simone Tebet diz uma coisa e Lula faz outra

    1 – Eventual antecipação do 13º do INSS não será em abril, diz Tebet

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse ser inviável antecipar o 13º salário de aposentadorias e pensões em abril.

    Segundo ela, caso haja a definição, o pagamento ficará para maio ou junho.

    Poder360, 2.abr.2025 (quarta-feira) – 16h25

    2 – Lula, no entanto, desesperado com a baixa popularidade, publica decreto antecipando 13º de aposentados do INSS em abril, desconsiderando totalmente a opinião de Tebet

    Por decreto, Lula, antecipou “o valor da 1ª parcela do benefício devido na competência de abril”, com a 2ª parcela sendo paga em maio.

    Poder360, 4.abr.2025 (sexta-feira) – 8h30

  3. A economia global estabeleceu que exportar era o que importava. A atenção ao mercado interno ficou para os planos bem inferiores, na filosofia do “se sobrarem as migalhas, e o povo cobrir custos com boa margem de remuneração, poderão adquiri-las.”
    A mudança de paradigma ou o novo modismo da disrupção talvez leve o sistema produtivo a pensar em abastecer com mais qualidade o mercado interno e melhorar a condição de vida dos nacionais que trabalham e produzem sonhando com uma condição pessoal mais venturosa.
    Na prática, é o que Donald Trump idealiza para os EUA.
    Os demais países poderiam refletir um pouco mais sobre as medidas, olhando com mais atenção para suas realidades. A autoavaliação do protecionismo praticado pela França, direcionado ao seu setor agrícola, que fecha o mercado para os produtos importados, seria um bom começo.

  4. Trump, é o “desenlaçado” e diferente estatutáriamente do engabelado imperador Pedro e seu “fraterno” escravo “gemido do Ipiranga”!

  5. A questão das tarifas é um interessante fenômeno para quem se relaciona com a Ciência Econômica, que não é exata, apesar da Econometria.

    Ainda não está claro a intenção do Trump, se um protecionismo para a indústria norte-americana, – que aqui no Brasil, situação totalmente diferente em época diferente, teve ganhos e perdas, a partir da Era Vargas. Desenvolvemos uma indústria incipiente, mas com níveis inferiores de produtividade e eficiência relativamente aos dos países desenvolvidos, mas fora positivo. O desatre fora a proteção da indústria da informática pela Ditadura, que resultou em desatre – ou se a intenção final seria liberal, ou seja, buscar a eliminação de qualquer barreira tarifária no futuro. Impõe-se tarifas agora para negociar e ficar no zero a zero, deixando para as “vantagens comparativas” resolverem a parada, quem tiver melhores condições e custos de produção, é quem fornerá tal produto, pois tem um preço final menor.

    Ele tem falado em protecionismo com muita ênfase, mas a guerra tarifária pode não ser a forma mais eficaz para este fim.

    Fenômeno sem precedentes, torna-se difícil uma previsão exata do que se passará. Portanto catastrofismos ou regozijos são ainda precoces.

    De qualquer forma a ruptura com a bagaceira que tem sido as mudanças de governo aqui, acolá e alhures, – em que sai um e entra outro, ainda que dispares idologicamente, e nem se percebe que houvera a mudança -, pode se tornar um novo paradgima sucessório. O que poderia reafirmar o princípio democrática da alternância efetiva do poder.

    Quem viver, verá!

    ________

    Não se trata de conselho, mas tenho dado ouvidos a quem poderá ter diretamente benefícios ou prejuízos. Algo concreto, real, que dispensa fanatismo ideológicos.

    _________

    Mudando de asunto

    Vitimistas, pois são uns cordeirros de Deus ungidos, representantes supremos da vontade popular, a petezada desvairada tem deitado e rolado nas redes sociais em cima de um possível diálogo do Ciro Nogueria com a “Faria Lima”. Pelo que ouvi, trata-se de uma mera análise política sobre as condições objetivas de um possível impeachment do Lula, que ele diz ser inviável.

    Como a pobreza léxica deste estorvo só tem duas palavras/conceitos que explicariam a relidade, fascismo e golpe, agarra-se a esta última para passar a ideia, – eles que são perseguidores e censores autoritários- de que são perseguidos, vitíma de “mais uma trama de golpe”. O que explicaria seu fracasso governamental como sendo algo vindo de fora e não de sua total incompetência.

    A propósito, saibam que é Ciro Nogueira, agora inimigo:

    https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pf-conclui-investigacao-envolvendo-ciro-nogueira-e-aponta-corrupcao-passiva-e-lavagem-de-dinheiro/

    É muito ingratidão com quem já andou de braços dados para assaltar o povo.

  6. Para os idiotas de nascimento existe a tarifa do bem e a tarifa do mal.

    Quando o traficante Lula da Silva mete a tarifa das “blusinhas”, a tarifa é boa; quando o laranjão aumenta a tarifa para reduzir distorções, a tarifa é do mal.

  7. A classe média Americana, já percebeu a furada que se meteram, elegendo Donald Trump.
    O “tarifaço libertador”, meras palavras, desagradaram gregos e troianos e o setor financeiro ros EUA projetam recessão e estagflação ainda este ano.

    Elon Musk sofreu uma contundentes derrota Estadual no Estado de Wistincon. A juíza do Estado venceu o candidato de Trump e Musk, com apoio de republicanos e democratas. Não adiantou, o bilionário colocar na campanha, 130 milhões de dólares no candidato conservador. Perdeu Mané.

    O ministro da Eficiência, Musk, demitiu milhares de funcionários públicos. O desgaste atingiu um limite insuportável, até para Donald Trump, que sentiu o tranco na popularidade em queda vertiginosa.
    Elon Musk será demitido por Trump, porque ninguém aguenta mais a arrogância racista do bilionário, Trump também comunga das idéias de Elon, mas, é político mais do que empresário e os reflexos nos seus autores, ameaçam seu sonho do terceiro mandato. Políticos como Trump l, Erdogan, Orban, et caterva, se elegem pelas Urnas e depois no governo, tramam para ficar até a morte e nesse ínterim, trabalham para os filhos continuarem mandando, por direito de nascimento, a moda dos monarcas esclarecidos.

    A China, hoje, aplicou a reciprocidade, imputando tarifas de mais de 40 por cento a todos os produtos americanos. A Guerra Comercial segue a todo vapor.

    O Brasil deveria ficar satisfeito, porque 10 por cento, aplicado por Trump, é das menores tarifas globais, abaixo até da Argentina. Não é hora de brigar com o ogro da América.

    Ele vai se desgastar ao longo do tempo e aí, tudo voltará ao normal.

    • Será o começo de uma nova forma de sistema econômico? O capitalismo atual (financeiro) estava degringolando, tudo na base de empurrar dívidas e novos créditos e talvez com as consequências desse tarifaço demolidor, mudanças invitáveis se acelerarão. Não creio que tudo voltará ao normal.

  8. A China já retaliou. Hoje as bolsas mundiais estão afundando e o dólar, como refúgio, aumentando em relação às moedas.

    O que acontecerá com a economia mundial? Entrará em recessão?

    • Senhor Vidal, acho que não é recessão, talvez reação.
      Se um estadista assumisse a liderança geopolítica dos países afetados que somam quase 400% do PIB da potência americana e conseguisse decretar um embargo às exportações dela, seria só o prazo de tramitação do Impeachment do Trump, para o colosso americano sentar à mesa de negociação.

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