Projeto para barrar Moraes nos EUA é um exemplo para outros países

Deputada propõe retirar visto de Moraes 'até que pare de censurar'

Deputada exibiu foto e perguntou: “É socialista ou tolo?”

Bela Megale
O Globo

Aprovado no fim de fevereiro pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, o projeto de lei que pode barrar a entrada de Alexandre de Moraes no país ainda é visto com certo ceticismo por representantes do governo norte-americano. Antes de virar lei, o texto precisa ser aprovado pelo plenário da Câmara e do Senado.

Em conversas a portas fechadas com autoridades brasileiras, representantes do governo Donald Trump avaliam que a proposta não faz parte das prioridades da gestão do atual presidente, e nem dos congressistas. Mas destacam que o projeto teve grande adesão de parlamentares democratas, que fazem oposição a Trump, por enxergarem a medida como uma maneira de frear chefes de Estado considerados autoritários.

CASO ELON MUSK – Ou seja, na leitura de representantes do governo dos EUA no Brasil, o texto não tem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) como principal alvo, como alegam os políticos bolsonaristas.

O nome de Moraes não é citado diretamente no projeto, mas um de seus autores, o deputado republicano pela Califórnia Darrell Issa, chegou a dizer que a proposta foi apresentada como uma resposta às decisões do STF.

Na fala que fez para defender a medida, há pouco mais de um mês, Darrell Issa disse que “o projeto de lei surgiu quando Elon Musk se recusou a aceitar as exigências do Brasil e o X foi desativado em um país inteiro”, mas acrescentou que a proposta decorre do exemplo não só do Brasil, “mas também da União Europeia, do Reino Unido e da Austrália”.

VIA DE MÃO DUPLA – Depois que o projeto foi aprovado no Comitê da Câmara, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA publicou uma nota nas redes sociais na qual disse que “o respeito à soberania é uma via de mão dupla entre os Estados Unidos e parceiros, incluindo o Brasil”.

O Itamaraty decidiu responder ao comunicado e afirmou rejeitar qualquer tentativa de politizar decisões judiciais, além de destacar a importância do respeito à independência dos poderes.

Entre representantes do governo Trump, a manifestação do Ministério das Relações Exteriores foi considerada “desproporcional”. A avaliação desses membros da gestão Trump é que qualquer ação que seja considerada uma afronta à liberdade de expressão terá resposta oficial do governo dos EUA.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGPéssima notícia para Moraes, que teve sua foto exibida no Capitolio pela deputada Maria Salazar. Se já há democratas contra ele, a aprovação da lei restritiva passa a ser garantida. (C.N.)

10 thoughts on “Projeto para barrar Moraes nos EUA é um exemplo para outros países

  1. Nossos agentes públicos, embora louváveis defensores da Democracia, deveriam ter um pouco mais de atenção com as liturgis do cargo.

  2. Até os juízes auxiliares do Moraes já o largaram. Sabem que o enrosco pode ser muito grande e que o Moraes não é eterno. Afinal, ganhar bem e só ter o Paraguai para visitar e fazer compras em Foz, não parece ser uma boa opção de vida.

  3. Deputada exibiu foto e perguntou: “É socialista ou tolo?

    Sr. Newton

    A Chandelle de Monalisa já pode começar a pedir seu visto para visitar Cuba..

  4. Tudo indica que o traficante Xandão tenha cuidado, pessoalmente, da fraude no registro de entrada do Felipe Martins, no sistema dos USA. O torturador queria obrigar o ex-auxiliar do Bolsonaro a corroborar a narrativa do “gópi” do algodão doce. Quebrou a cara e criou um problemão para o traficante Boca de Veludo.

    Além do vendedor de algodão doce e da mãe do batom, os psicopatas do STF condenaram, virtualmente, o pipoqueiro golpista.

    Logo o idiota de nascimento vem dizer que a pena é justa, pois o pipôco do grão de milho simulava disparos para assustar a guarda presidencial, facilitando a tomada do poder.

  5. Vivêssemos numa ditadura e fosse o Xandão censor da liberdade de expressão Bom Brill da patrulha trumpista, e após uma página como esta, e a Tribuna não subsistiria 24 horas.
    Alias, falando nisso, que diabo fazem esses trumpistas e muskistas aqui numa miserável ditadura leninista marxista, que já não emigraram para o paraíso do Cenourão, agora que tem o Bananinha lá, um estadista para cuidar da colónia tupiniquim.

  6. A impressão que alguns participantes da TI vendem , é de que gostariam que a intentona golpista de 08/01/2023 fosse bem sucedida no Brasil , revelando-se verdadeiros inimigos internos nacionais.

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