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Bolsonarismo busca colar Lula em Maduro
Rafaela Gama
Victoria Azevedo
O Globo
A invasão da Venezuela e a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos ampliaram os embates entre direita e esquerda na condução da política externa e colocaram a crise no país vizinho no centro do debate neste início de ano eleitoral.
De um lado, governadores que tentam se viabilizar como oposição em outubro e parlamentares bolsonaristas buscaram explorar a relação entre o líder venezuelano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do outro, a esquerda retomou o discurso de soberania nacional, inaugurado contra o tarifaço, ao criticar a ofensiva americana. Cientistas políticos veem que o tema poderá ser usado como “arma retórica” por ambos os lados, podendo respingar em Lula entre eleitores neutros, mas que o impacto no pleito dependerá do desenrolar dos acontecimentos.
NOTA – No Planalto, a avaliação é que o tom a ser adotado já foi explicitado na nota divulgada pelo presidente horas depois da invasão. A estratégia é condenar os ataques e defender, sobretudo, a soberania dos países e o Direito Internacional. Não haverá defesa da figura de Maduro, segundo um auxiliar do petista. Foi a linha adotada pela ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que usou suas redes para rebater nominalmente dois dos principais governadores presidenciáveis, Ratinho Junior (PSD-PR) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
A invasão também mantém a figura de Donald Trump no debate político brasileiro, após um 2025 marcado pela aplicação de novas taxas e sanções a autoridades. A atuação na reversão das tarifas, aliás, foi um dos motores da recuperação de popularidade de Lula nos últimos meses do ano, o que aumenta o desafio do petista em se equilibrar entre as críticas e a boa relação cultivada com o americano. Na nota divulgada no sábado, Lula evitou citar nominalmente Trump e Maduro.
“OMISSÃO” – Em vídeo, Tarcísio afirmou que a permanência de Maduro no poder só foi possível porque houve “conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”, enquanto exibia imagens de Lula e Maduro. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), pediu que “a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano reencontre finalmente a paz”, e o de Goiás, Ronaldo Caiado (União), afirmou desejar “que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem”. Os dois, no entanto, evitaram citar Lula e PT.
Herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) escreveu que Lula e Maduro seriam iguais e que o Brasil “não pode repetir o roteiro da Venezuela”. O mesmo tom foi adotado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que disse em suas redes que o petista “tem pavor” de decretar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas “não somente para proteger a sua base eleitoral de criminosos, mas sim para proteger a si próprio”. A comparação também foi feita por outros bolsonaristas, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou uma montagem que mostrava Lula no lugar de Maduro na foto compartilhada pela Casa Branca do momento da detenção.
A associação entre os dois faz parte de uma estratégia que, embora limitada e tratada com cautela pelo governo neste momento, tende a ser explorada pela oposição no contexto eleitoral, na avaliação da pesquisadora e cientista política Juliana Fratini.
POSTURA – “De fato, Lula sempre demonstrou apreço pela figura do Maduro, nunca escondeu isso publicamente, mas tem agora essa postura cautelosa. Os eleitores dele não deixariam de apoiá-lo em nenhuma circunstância, mas essa ideia de que ele será o próximo Maduro é bem provável de vingar em algumas partes do eleitorado mais neutro”afirma.
Em outra frente, a esquerda aposta na retomada do discurso em defesa da soberania nacional, que ajudou Lula a recuperar a popularidade após o tarifaço de Trump. O tema tem prevalecido em grupos de WhatsApp que reúnem influenciadores ligados ao PT e nas primeiras reações de parlamentares. Além de reforçar essa bandeira, aliados defendem dar visibilidade a declarações de políticos da direita que, num primeiro momento, apoiaram a pressão do americano sobre o Brasil e, depois, foram criticados.
“A invasão venezuelana reativa esse discurso nacionalista. Ao mesmo tempo, coloca a favor do governo o tema do patriotismo, antes mais associado à oposição, e que agora também vira uma bandeira da esquerda, porque o Trump tem sido colocado como um violador de soberania em larga escala”, afirma o cientista político e professor do Insper Leandro Consentino.
TOM SÓBRIO – Ainda segundo interlocutores de Lula, a comunicação do governo deverá manter o tom sóbrio, mas integrantes do Executivo farão uma defesa mais política sobre o tema, a exemplo de como fez Gleisi Hoffmann ao rebater governadores de direita e o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), que chamou o governo de Donald Trump de “criminoso”.
Esses aliados de Lula também defendem que a disputa política seja reforçada pela atuação dos partidos. O PT, por exemplo, deverá incluir a defesa da soberania na América Latina em atos que a sigla já vinha convocando por ocasião do dia 8 de janeiro. Segundo um integrante da legenda, além do mote da defesa da democracia brasileira, esse tema deverá ser incorporado nas manifestações, assim como nas publicações nas redes. No próprio sábado o PT divulgou nota condenando os ataques.
DEFESA DA PAZ – Parlamentares governistas defendem ainda que seja incorporado no discurso do governo a defesa da paz na América do Sul, algo que o próprio Lula já vinha citando em falas recentes, antes do ataque na Venezuela. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que esse tema será explorado:
“É um discurso político mas também um discurso real, somos uma zona de paz, nunca tivemos conflitos aqui. Esse é um tema que vamos levantar, junto com soberania e independência dos países”, disse.
Apesar de a oposição usar a crise na Venezuela para atacar a imagem de Lula, aliados minimizam o impacto que esse tema terá nas eleições. Um integrante da executiva do PT diz que os assuntos que pautam as eleições são relacionados ao dia a dia da população — e que a crise na Venezuela não é um deles. Ele destaca, principalmente, a segurança pública e a economia.
CASCA DE BANANA – Um interlocutor frequente do chefe do Executivo reconhece que haverá a tentativa da direita de expor uma ligação entre Maduro e Lula, mas diz que é preciso desviar do que ele classifica como casca de banana. Ele afirma que o petista já vinha criticando o líder sul-americano e que é preciso reforçar o fato de que o governo brasileiro não reconheceu os resultados das últimas eleições na Venezuela.
Além disso, diz que a direita tentará forçar tensão entre Lula e Trump, mas que o cenário hoje é outro e que dificilmente o petista elevará o tom contra o americano — já que estabeleceram uma relação institucional pós-tarifaço.
Por outro lado, há um receio entre aliados de Lula sobre uma eventual interferência do governo Trump nas eleições deste ano, principalmente pela atuação das big techs. Esse receio, que já foi discutido entre integrantes do governo e da bancada petista no Congresso, ganha nova força com os ataques dos EUA na Venezuela, segundo um deputado governista. Ele diz que é preciso que a regulação das big techs seja um tema discutido neste ano, junto com um fortalecimento das instituições, a exemplo do Tribunal Superior Eleitoral.
A peste do sigilo
O Estado perdeu a capacidade de supervisionar, o mercado perdeu o compromisso com a prudência e a sociedade perdeu a energia para se indignar
(…)
Revista Veja, Radar Jurídico, 2 jan 2026, 10h00 • Por Ligia Maura Costa
https://veja.abril.com.br/coluna/radar-juridico/a-peste-do-sigilo/
Lula prometeu ‘revogaço’, mas era lorota e seu governo já decretou mais de 3 mil sigilos
Lorota do ‘revogaço’. Faz o mesmo que o ex-mito fazia. Sigilos aumentaram
Ao prometer na campanha de 2022 um “revogaço” de decretos de sigilo do ex-mito, para “restaurar a transparência” e acabar o “obscurantismo”, Barba estava apenas mentindo para o eleitorado.
Barba impôs milhares de sigilos, dos gastos extravagantes das viagens de Esbanja às evoluções dos seus empresários favoritos, Joesley (que o delatou na Lava Jato) e o irmão Wesley, passando pela recusa de cumprir a Lei de Acesso a Informações (LAI).
Dados da Controladoria-Geral da União e relatórios independentes revelam total de 3.287 sigilos entre 2023 e 2025, ignorando a LAI.
O governo Lula desrespeitou a LAI, de forma obstinada, própria de quem tem muito a esconder, recusando 16% dos pedidos de informações.
Virou piada Lula jurar em 2022 a uma radio paulistana, mentindo, o revogaço de tudo “que ex-mito está criando para defender os amigos”.
Só em 2023, o primeiro ano, Lula decretou sigilo de 100 anos em 1.339 pedidos de informação, contra 1.332 no último ano do ex-mito (2022).
Diário do Poder, 05/01/2026 3:02 Por Cláudio Humberto
1) Licença… a meu ver, um país que tem um procedimento chamado “gratificação faroeste” não é um País sério…
ESFERAS DE INFLUÊNCIA
Donald Trump inaugurou uma divisão do mundo entre EUA, China e Rússia, cada potência administrando os recursos naturais de seus vizinhos.
Coube a América Latina e Central ficarem sob o controle dos Estados Unidos.
Na invasão da Venezuela, na madrugada de ontem, um comando americano capturou o ditador Nicolas Maduro e sua esposa, ambos levados em aeronaves para serem julgados em Nova Iorque, sob a acusação de narcotráfico.
Na entrevista do dia seguinte, Trump não falou uma única vez na palavra: Democracia.
Nada disse sobre os próximos passos para pôr fim ao regime chavista bolivariano. No entanto, disse que vai controlar as reservas bilionárias de petróleo da Venezuela.
Trump sabe, o quanto é difícil invadir um território e administrar o espólio em ruínas, portanto, sobre o dia seguinte nada.
Nas entrelinhas, citou as conversas entre Marco Rúbio ( Secretário de Estado) e a vice- presidente da Venezuela, Delcy Rodrigues, empossada como interina na presidência, até que sejam convocadas eleições em 30 dias, conforme preceito constitucional.
E OS GENERAIS VENEZUELANOS?
Nenhum dos dois mil generais, o braço armado do regime, foi preso na invasão relâmpago, logo a estrutura militar da Ditadura continua de pé.
Segundo a lógica de Trump, as conversas de bastidores giram sobre quem vai assumir o Poder na Venezuela para governar em nome de Trump, com os mesmos Poderes de Maduro, controlando a população e entregando todas as reservas minerais e o petróleo abundante no território amazônico.
A MANIFESTAÇÃO DOS GOVERNADORES
Governadores e políticos, candidatos à presidência do Brasil, manifestaram, apressadamente, o apoio aos EUA pela queda de Maduro. Os políticos brasileiros não são capazes de compreender que Trump descartou de imediato a liderança de Corina Machado, opositora de Maduro( Nobel da Paz) e Edmundo Gonzales , o vencedor da eleição fraudada por Maduro, segundo analistas internacionais e da Fundação Jimmy Carter, Gonzales se encontra exilado na Espanha. Trump não quer no comando da Venezuela, nenhum dos dois líderes oposicionistas, porque intuiu, que não poderá controlar Corina e Gonzalez.
VAZIO DE PODER
A Venezuela do dia seguinte, está sem rumo, acéfala. Nenhum preso político foi libertado das prisões. Trump não se preocupa com a liberdade , com os refugiados, com a fome e a miséria na Venezuela, fortemente afetada por sanções econômicas dos EUA. Na prática tudo continua como estava antes.
O que restou foi a ação militar e midiática das Forças Especiais dos EUA, composta por 150 aeronaves, dezenas de helicópteros e drones assassinos, que na madrugada destruiu a defesa antiaérea compradas da Rússia.
Os 32 cubanos, seguranças pessoais de Maduro foram mortos na operação de guerra.
IRAQUE E LÍBIA, AGORA VENEZUELA
Dois presidentes americanos também como Trump, invadiram dois países e mataram seus ditadores:
George W. Bush invadiu o Iraque, derrubou o governo de Saddam Hussein, um regime secular de base sunita. Saddam fugiu, empreenderam uma cassada pelo seu escalpo, foi descoberto num buraco e enforcado em praça pública. Até hoje, o Iraque está destroçado, administrado pela maioria xiita, ligada ao Irã.
Barack Obama invadiu a Líbia e destruiu a infraestrutura da capital Triploli, através de Drones assassinos, direto da plataforma marítima no Mar Mediterrâneo. O bunker de Muamar Kadaf foi bombardeado. O ditador líbio fugiu a caminho do Sudão, mas foi descoberto no deserto líbio , escondido numa tubulação e executado com requintes de crueldade extrema. A Líbia, desde 2011, não tem governo e vive uma guerra civil pelo controle do Estado, com duas milícias se enfrentando e se matando. Nem os EUA nem a Europa se preocupam com o sofrimento do povo líbio.
COMEMORAR O QUE?
Portanto, a captura espetaculosa de Nicolas Maduro, até agora, não tem nenhum motivo de comemoração, pelo contrário, nada mudou e os exemplos do Iraque e da Líbia assustam os venezuelanos, que estão perplexos, sem governo e sem rumo.
A espreita, se encontra o estamento militar, que por 20 anos, mantinha Hugo Chaves e Nicolas Maduro no Poder, e neste momento vivem uma guerra silenciosa, aguardando quem Donald Trump vai escolher para se tornar o novo ditador conservador, destinado a controlar o país com mão de ferro, entregando as riquezas da Venezuela para os EUA.
No momento, a vice Delci Rodrigues, assumiu interinamente, mas, está sendo acusada de traição, porque vinha tendo conversas estranhas com o secretário de Estado Marcos Rúbio. Alguém traiu Nicolas Maduro, informando cada passo do ditador para os serviços de inteligência dos EUA.
O BRASIL NO CONTEXTO LATINO
O caso da Venezuela é motivo de preocupação para os estrategistas militares do Brasil. Donald Trump está de olho gordo nas nossas terras raras e minerais estratégicos para manter as indústrias americanas. As eleições de outubro no Brasil estão no radar de Trump e do secretário de Defesa, Marco Rúbio. O objetivo é fazer o possível e o impossível para um candidato conservador vencer as eleições e assim, fechar o cinturão de países latinos sob a influência direta dos EUA, relegando a China para mercados asiáticos. O petróleo da Venezuela foi perdido pela China. Além do retorno da Doutrina Monroe. A guerra fria está de volta.
O que fazer para se defender da nova ordem mundial, no qual a soberania das nações, não está sendo considerada pelas grandes potências nucleares, que usam e abusam do poder de veto a qualquer resolução votada na ONU?
Um candidato mais conservador do que o velho mestre da corrupção, do engodo e do atraso e seus postes?
Não faz o menor sentido um gigante como o Brasil viver sob o jugo do medo, como neocolônia.
A atual corrida armamentista vai desde China, Rússia e Índia até o continente europeu.
Como se não bastasse a absurda e traidora defasagem nuclear, temos que baixar a cabeça para qualquer maluco alienígena porque somos governados por uma corja de traidores sem hombridade?
Uma análise de folego. Abrangente. E com a História em movimento. Aplausos, Senhor Roberto Nascimento.
Obrigado. Agradeço e muito as suas palavras.
Vai aonde o fantoche Tarcínico, sem o apoio do ex-mito?
“Em vídeo, Tarcínico afirmou que a permanência de Maduro no poder só foi possível porque houve “conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”, enquanto exibia imagens de Barba e Maduro.”
Não adianta. Por mais que tente o contrário, ao se expressar (como na bobagem acima), Tarcínico expõe ainda mais o neófito político que é.
E suas condições político-eleitorais só pioraram depois que foi ‘deserdado’ pelo ex-mito e Kassab resolveu trocá-lo pelo Ratinho.
Não vai mudar nada para os venezuelanos. A número dois, Delcy Rodrigues enviou carta a Trump se colocando a disposição dos EUA.
Nenhum general chavista foi preso ou morto na operação. Dentre os oitenta mortos, civis e soldados rasos foram as vítimas. Nem EUA nem o governo venezuelano se dispuseram a informar os detalhes da destruição provocada pelas bombas em pontos estratégicos mapeados pela CIA.
Há uma cortina de fumaça na invasão americana e o cheiro de traição da cúpula militar e da vice, Delcy Rodrigues. Nada vai mudar na Venezuela em relação a opressão do povo.
Nem Democracia nem Liberdade.
Em troca da manutenção do Poder, vão entregar as riquezas da nação para Donald Trump de mão beijada.
Maria Corina Machado e Edmundo Gonzales foram descartados por Trump.
Nenhum preso político foi libertado. Muito barulho por nada.
Si vis pacem, para bellum.
Não há bons samaritanos no mundo.
O mais ridículo são 2000 generais que amedrontam e controlam o próprio povo, mas são incapazes de enfrentar uma ameaça externa.
O que montaram na Venezuela é um lixo, não um Exército nacional.
Foi o próprio Lula quem se colou em Maduro.
Ninguém precisa fazer isso por ele.
“Bolsonarismo busca colar Lula em Maduro”.
E eu aqui pensando que são xipófagos. Quanta ingenuidade de minha parte.