PGR descarta recurso e consolida absolvição de general no plano de golpe

STF não viu provas que corroborassem delação de Cid

Deu na CNN

Embora tenha pedido a condenação do general Estevam Theophilo nas alegações finais do “núcleo 3”, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não pretende recorrer da sua absolvição na ação da trama golpista.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu livrar Teophilo da condenação. Os ministros entenderam que, especificamente em relação a ele, não houve provas que confirmassem a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

REVERSÃO – A avaliação de interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, é de que, como há pouca margem para reversão do quadro, ajuizar um recurso só atrasaria a conclusão do processo. Sem recurso do Ministério Público, a ação penal vai “transitar em julgado” para Teophilo antes de ser oficialmente encerrada para os demais, que foram condenados pelo colegiado e ainda têm direito a contestar a decisão.

O julgamento do “núcleo 3”, que inclui os militares das forças especiais chamados de “kids pretos”, foi concluído ontem pelo STF. O resultado foi unânime na Turma, com votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

INOCENTADO – General da reserva e ex-chefe do Coter (Comando de Operações Terrestres do Exército), Teophilo foi o primeiro réu da trama golpista a ser inocentado pelo STF desde o início da análise das ações penais. Os condenados, por outro lado, já somam 24. No caso dos “kids pretos”, a denúncia da PGR apontava que eles teriam planejado o assassinato de autoridades e tentado convencer o Exército Brasileiro a aderir ao plano golpista.

A PGR alegava que Teophilo teria se reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro para estimular a assinatura da chamada “minuta do golpe”, se comprometendo a coordenar a operação militar caso o documento fosse formalizado.

Os ministros da Turma, no entanto, afirmaram não haver provas suficientes dos fatos. Foi aplicado o princípio “in dubio pro reo” – ou seja, se existir algum grau de dúvida sobre a culpa do réu, este deve ser absolvido.

6 thoughts on “PGR descarta recurso e consolida absolvição de general no plano de golpe

  1. Pega fogo cabaré!

    Claro que depois de tantos improvisos, tudo mal feito, tudo de última hora, não podia faltar um incêndio.

    Tragédia anunciada!

    Não paramos de passar vergonha!

    Quanta negligência!
    Quanto despreparo!
    Quanta indigência!
    QUANTA BURRICE!

    José Luis

  2. Os quase defuntos se vingam dos quase assassinos.
    Os quase golpes costumam ter a lista dos que vão ter o CPF cancelado, consta que Brizola também tinha uma lá nos idos de 64.

    • O quase major, um capitão é quase um major; e os quase marechais vão dar com os costados nos ergástulos democráticos dos quase defuntos.
      A quase ironia, 13 dos citados tiveram os vistos cancelados e não poderão mais, por enquanto, visitar os Estados Unidos.
      Paris do Macron é logo ali, com ou sem brioches.

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