Condenados por golpe, generais agora travam batalha para salvar as quatro estrelas

Mendonça defende afastamento de Andrei Rodrigues e nega ter limitado poder de Lula

Fachin barra sessão conjunta e mantém confronto entre Moraes e Mendonça separado

Bolsonarismo radical pressiona Flávio e mira sua principal assessora econômica

BC sob suspeita: servidores orientavam Vorcaro e revisavam documentos do Master

Campanha de Flávio tenta tirar o caso “Dark Horse” das mãos de Flávio Dino

ONGs pedem que a OCDE pressione o STF a rever anulação da Lava Jato

Toffoli demonstrou resistência, mas se convenceu de que deixar relatoria era melhor caminho; saída preserva atos do inquérito #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Gustavo Côrtes
Estadão

Um conjunto de 30 entidades da sociedade civil enviaram à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) carta na qual pedem pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar decisão do ministro Dias Toffoli que anulou provas obtidas mediante acordo de leniência da Odebrecht.

A iniciativa foi liderada pela ONG Transparência Internacional e o documento, endereçado à presidente do Grupo de Trabalho sobre Suborno da OCDE, Kathleen Roussel.

TRÊS PROVIDÊNCIAS – No total, foram solicitadas três providências: o envio de uma carta ao STF com informações sobre os impactos negativos da decisão e com pedido para que a Segunda Turma julgue recursos contra o ato; uma consulta aos países membros do grupo contra suborno da OCDE para identificar impactos da decisão de Toffoli sobre processos contra empresários e autoridades processadas no exterior; e uma recomendação para que países estrangeiros mantenham os processos, apesar da decisão do Judiciário brasileiro.

Em setembro de 2023, Dias Toffoli anulou monocraticamente informações obtidas pela operação Lava Jato dos sistemas Drousys e MyWebDay, usados pela empreiteira para gerenciar o pagamento de propinas a agentes públicos.

A Transparência Internacional estima que, desde a decisão, mais de 100 réus no Brasil já foram beneficiados pela decisão e ao menos 28 pessoas e empresas em países estrangeiros já obtiveram decisões favoráveis no STF.

SEM RECURSOS – “Embora a decisão tenha sido tomada por um único ministro, amparada em fundamentos posteriormente desmentidos, nenhum dos três recursos apresentados contra ela — pelo Ministério Público de São Paulo, pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) — foi até hoje analisado pelo STF”, diz a entidade.

Também assinam a carta o Instituto Não Aceito Corrupção, do Brasil, a a Transparency International U.S., dos Estados Unidos, a Transparency International EU, da União Europeia, além de entidades de Portugal, Equador, Peru, Argentina, Angola, Moçambique, Panamá, Venezuela, Colômbia e Guatemala.

Alguns desses países foram afetados pela anulação promovida por Toffoli. É o caso do ex-presidente do Peru Ollanta Humala e de sua mulher, Nadine Heredia, que ganhou asilo diplomático do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro depois de a justiça peruana entender que o casal recebeu US$ 3 milhões em contribuições ilícitas da Odebrecht.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Toffoli fez o Brasil virar piada no resto do mundo. A desmoralização chegou a tal ponto que foi filmada em Hollywood uma comédia sobre a impunidade da lavagem de dinheiro, citando especificamente a Odebrecht, e com atores muito famosos, Meryl Streep e Antonio Banderas. O título do filme é “The Laundromat” (A Lavandeira). Mas quem se interessa? (C.N.)

Fachin pressionou o procurador Gonet a deixar o caso Master antes de sessão sobre Moraes

Moraes deveria ser julgado exatamente como julgou a “terrorista” do batom

Debora do "perdeu, mané" não recebeu proposta de acordo, afirma PGR

Débora foi condenada a 14 anos por ter usado o batom

Fernando Schüler
Estadão

“Apagar dados do celular indica consciência sobre a ilegalidade dos atos praticados”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes, em um dos argumentos para condenar a cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão. E explicou: “se o indivíduo tivesse convicção de sua inocência, não teria motivo para eliminar registros que poderiam confirmar sua versão dos fatos”.

O Brasil é um país curioso. Agora é uma conta com o nome do ministro, vejam só, que aparece com o modo de visualização única, feito para apagar conteúdo, interagindo com as 52 mensagens de Vorcaro, logo antes de sua prisão. E aqui estamos, em um drama nacional para ver se alguma coisa, afinal de contas, será investigada.

PESSOA COMUM – Não acho que isto incomode muita gente. Débora é uma brasileira comum. E é do “outro lado”. Ficou cerca de dois anos presa, por uma cautelar do próprio ministro, distante dos filhos de 6 e 10 anos, pelo rabisco com o batom naquela estátua.

Seu caso é similar ao de Alcides Hahn, o “colono” de Corupá, no interior de Santa Catarina, também condenado a 14 anos, dessa vez sem ir a Brasília, pelo Pix de R$ 500.

Nos anos recentes, escrevi muito sobre estas histórias. A pior talvez seja a do Clezão, morto como um zé-ninguém em um presídio de Brasília, depois de meses sem que o ministro se desse o trabalho de despachar um pedido de liberdade, “sob risco de morte”, para tratar da saúde.

SEM DIREITOS – São histórias difíceis e quase infinitas. Elas não tratam apenas de um longo rastro de abuso de poder. De pessoas comuns “julgadas” diretamente pelo Supremo, sem os direitos mais elementares ao juiz natural, instância devida e graus de recurso.

Tratam do “use a sua criatividade” para atingir alvos pré-definidos; da censura aos empresários, por nada, em um grupo de WhatsApp; de um sujeito, o Filipe Martins, até hoje preso na cadeia de Ponta Grossa por uma “fuga” do País que jamais existiu.

Elas contam uma história de brutal assimetria na cidadania brasileira. Algo que sempre me faz lembrar do dualismo moral descrito por Roberto DaMatta em seu “Você sabe com quem está falando?”. Da ideia de que somos uma sociedade em que, no papel e na retórica, somos todos iguais.

SOMOS DESIGUAIS – Todos seriam “indivíduos” sujeitos a um regramento abstrato e imparcial. Mas que, no mundo real, nas hierarquias, no estamento e nas sombras do poder, somos “pessoas” com status pateticamente distintos.

Para uns, apagar mensagens ou fazer um Pix de 500 reais pode ser crime de lesa-pátria, sujeito a 14 anos de prisão; para outros, o contrato de uma centena de milhões e a suspeita de trabalhar para um banqueiro fraudador sequer parecem razão suficiente para que a República autorize uma investigação.

Para uns, a exceção jurídica; para outros, um tipo de supergarantismo, autoconfiante e feito da ausência de limites.

SESSÃO NO STF – No fundo, é disso que se trata a sessão do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira, dia 15. Não é apenas uma reunião difícil para autorizar ou não uma investigação de um ministro togado.

É o exame de uma tradição. Para saber se somos mesmo o país do “estamento”, onde a lei funciona primeiro perguntando “com quem você está falando”, ou se ainda temos alguma esperança de sermos uma república de iguais.

Confesso meu desânimo com tudo isso. Mas posso estar enganado, e logo ali adiante teremos a resposta.

Lêdo Ivo ensina poeticamente que sempre é melhor deixar tudo para trás

Lêdo IvoPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, cronista, romancista, contista, ensaísta e poeta alagoano Lêdo Ivo (1924-2012), membro da Academia Brasileira de Letras, no poema “A Queimada”, aconselhava que devemos deixar para trás tudo o que pudermos,  pois a verdade não é para ser dita, ela é um eterno segredo.

A QUEIMADA
Lêdo Ivo

Queime tudo o que puder:
as cartas de amor
as contas telefônicas
o rol de roupas sujas
as escrituras e certidões
as inconfidências dos confrades ressentidos
a confissão interrompida
o poema erótico que ratifica a impotência
e anuncia a arterioesclerose
os recortes antigos e as fotografias amareladas.

Não deixe aos herdeiros esfaimados
nenhuma herança de papel.
Seja como os lobos: more num covil
e só mostre à canalha das ruas
os seus dentes afiados.

Viva e morra fechado como um caracol.
Diga sempre não à escória eletrônica.
Destrua os poemas inacabados, os rascunhos,
as variantes e os fragmentos
que provocam o orgasmo tardio dos filólogos e escoliastas.

Não deixe aos catadores do lixo literário
nenhuma migalha.
Não confie a ninguém o seu segredo.
A verdade não pode ser dita.

Fundo que recebeu dinheiro de Vorcaro nos EUA desmonta versão de Flávio Bolsonaro

Vice-procurador cobra transparência total no caso Master e amplia pressão sobre o STF

Charge do Mariosan (O Popular)

Patrik Camporez
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta sexta-feira que “grande parte” dos procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, ficou de fora da lista de processos cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pediu a abertura, “sem exceção”, de todas as peças e procedimentos vinculados ao caso.

LEVANTAMENTO DOS SIGILOS – A manifestação ocorre após Fachin solicitar a Mendonça o envio aos demais ministros do STF dos procedimentos relacionados ao caso Master e sugerir o levantamento dos sigilos. “O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero, fato que, embora suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, destacou Hindenburgo.

Conforme O Globo mostrou, uma ala do STF passou a criticar a retirada parcial do sigilo das investigações do caso Master pelo ministro André Mendonça. A avaliação é que ele manteve sigilo sobre informações sobre algumas das autoridades, provocando um desequilíbrio, e cobram que o julgamento marcado para a próxima terça-feira não se limite às suspeitas envolvendo a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Esses ministros citam, como exemplo do que segue sob sigilo, relatório produzido pela Polícia Federal com mensagens e detalhes da relação Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. As informações foram reveladas pela revista Piauí nesta quinta-feira.

OUTRAS FRENTES – As novas revelações envolvendo o ministro Dias Toffoli passaram a ser citadas nos bastidores como exemplo da existência de outras frentes relacionadas ao caso Master que não chegaram, até agora, ao plenário da mesma forma que o caso de Moraes.

O incômodo aumenta a pressão sobre o formato da sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para terça-feira, dia 15. Como O Globo mostrou, ministros já alertaram Fachin sobre a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento e uma ala da Corte defende que os questionamentos envolvendo Moraes, além de um relatório que aponta suspeitas de irregularidades na condução de Mendonça, sejam analisados conjuntamente.

Para esse grupo, as novas informações reforçam o argumento de que o Supremo não deveria dar uma resposta definitiva apenas ao capítulo relacionado a Moraes enquanto permanecem pendentes outras questões surgidas a partir das investigações do Master. A avaliação é que o plenário precisa considerar o contexto mais amplo da crise, inclusive os questionamentos sobre a própria condução das apurações por Mendonça.

ESCALADA DA CRISE – A sessão extraordinária foi convocada por Fachin depois de uma escalada da crise interna no Supremo. O processo que será analisado reúne o relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Na quinta-feira, a Presidência disponibilizou aos gabinetes dos ministros a íntegra da Petição 16.662, incluída no calendário do plenário para o dia 15.

Os questionamentos relacionados a Mendonça, porém, seguem outro calendário. Relatórios de inteligência da PF usados por Moraes para apontar uma suposta “parcialidade” e eventual crime de responsabilidade do ministro ainda não têm data para chegar ao plenário. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa frente depois de receber as informações solicitadas a Mendonça.

QUESTIONAMENTO – Essa diferença de calendário é justamente um dos pontos questionados por uma ala do tribunal. Ministros defendem que, se as suspeitas relacionadas à atuação de Moraes serão submetidas ao plenário, os questionamentos sobre a atuação de Mendonça também deveriam ser considerados antes de uma conclusão definitiva da Corte.

Na quinta-feira, Fachin ouviu ministros individualmente sobre o rito e a condução da sessão extraordinária. Passaram pelo gabinete da Presidência Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo interlocutores, Fachin adotou uma postura de escuta nesses encontros e evitou antecipar sua posição. Ministros apresentaram avaliações sobre o formato do julgamento e os possíveis caminhos para o plenário, mas o presidente da Corte não indicou como pretende reagir às ponderações.

Andrei Rodrigues rebate Mendonça e nega monitoramento ilegal de ministros do STF

O sigilo que provocou toda a crise do Supremo enfim está sendo quebrado

CNBB rompe o silêncio e cobra transparência na crise que envolve o STF

CNBB diz que ninguém está acima da lei

Deu no G1

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições da República. Em uma mensagem divulgada nesta quinta-feira (10), a entidade cobrou esclarecimentos sobre os fatos e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas com independência, transparência e respeito às garantias constitucionais.

A crise envolve uma disputa dentro do Supremo Tribunal Federal sobre o sigilo e a divulgação de informações de investigações relacionadas ao caso Master, incluindo conversas de ministros da Corte. O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de parte do material, enquanto há divergências entre os ministros sobre o que deve ser tornado público e sobre a forma de julgamento do caso – saiba mais clicando aqui.

REPERCUSSÃO – A CNBB é a entidade que reúne os bispos católicos do Brasil e atua nacionalmente em temas relacionados à Igreja e à sociedade. Por sua representação nacional, manifestações da conferência sobre questões sociais, políticas e institucionais costumam repercutir no debate público.

No documento, a CNBB afirmou que a situação atual exige “serenidade, responsabilidade e respostas institucionais claras” diante das dúvidas presentes na sociedade brasileira.

A entidade também defendeu o funcionamento independente dos Poderes da República e afirmou que a autoridade das instituições deve estar submetida à lei. “A independência e o equilíbrio entre os Poderes são condições indispensáveis para a preservação da justiça, da liberdade e da paz social”, disse a CNBB em trecho da carta.

CREDIBILIDADE –  Ao abordar a necessidade de esclarecer possíveis irregularidades, a CNBB afirmou que a defesa das instituições democráticas não deve impedir investigações. Segundo a entidade, a credibilidade das instituições aumenta quando os fatos são examinados de forma independente, imparcial e transparente.

“Ninguém pode estar acima da lei, assim como ninguém deve ser previamente condenado sem que lhe sejam assegurados o direito de defesa e as garantias constitucionais.”

A conferência também defendeu que questões de grande relevância institucional sejam analisadas pelo plenário do STF de maneira colegiada e pública. Para a entidade, esse procedimento permitiria que a sociedade acompanhasse os processos e tivesse acesso aos fundamentos das decisões.

TRANSPARÊNCIA NO STF –  A mensagem também abordou mecanismos de transparência e prestação de contas no Poder Judiciário. A CNBB considera necessário fortalecer medidas relacionadas à responsabilidade ética e à prevenção de conflitos de interesse. Nesse contexto, defendeu que o Código de Ética em elaboração no STF tenha o devido encaminhamento institucional.

Segundo a entidade, o documento deve estabelecer parâmetros claros de conduta e contribuir para preservar a autoridade da Suprema Corte. A CNBB afirmou ainda que as crises institucionais não devem ser utilizadas para ampliar a desconfiança da população nas instituições nem servir a interesses político-partidários. O documento destacou que o cenário ganha importância adicional em razão do processo eleitoral.

“Divergências legítimas não podem alimentar a desconfiança generalizada nas instituições, assim como crises e suspeitas não devem ser instrumentalizadas por interesses político-partidários.”

ELEIÇÕES LIVRES – A entidade também defendeu que sejam preservadas as condições para a realização de eleições livres e confiáveis e para o respeito à vontade dos eleitores. No encerramento da mensagem, a CNBB afirmou que o país precisa de instituições voltadas ao bem comum e resumiu o posicionamento com uma defesa de justiça e transparência.

“O Brasil necessita de verdade sem manipulação, de justiça sem privilégios, de instituições que sirvam ao bem comum, de lucidez e paz”, disse a CNBB. A entidade concluiu a carta dizendo: “A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia.”

A mensagem foi assinada pelo presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre; pelo primeiro vice-presidente, dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia; pelo segundo vice-presidente, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife; e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília.

O Supremo que salvou a democracia agora a ameaça, afirma “The Economist”

No desespero, a imprensa amestrada usa o filme “Dark Horse” para desviar atenções

Cofrinho de porquinho é para os fracos… #bolsonaronacadia #flaviorachadinha #darkhorse #charge #desenholadino

Charge do Ladino (Arquivo Google)

Carlos Newton

Em comparação aos gravíssimos escândalos do Supremo, que aumentam cada vez mais, o caso do financiamento ao filme “Dark Horse” realmente não merece o destaque que vem recebendo na imprensa, conforme o comentarista Duarte Bertolini ironizou aqui na Tribuna. O objetivo dos jornalistas amestrados é desviar as atenções que deveriam estar voltadas para o apodrecimento dos três Poderes, com destaque para o Supremo, uma circunstância que está favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro, ao invés de fortalecer uma terceira via.

Esse fato demonstra o despreparo e a falta de conhecimento político da maioria do eleitorado, que deveria estar procurando o menos ruim dos candidatos, ao invés de votar tapando o nariz, ao escolher entre Lula e Flávio.

FALSAS DENÚNCIAS – Como não foi possível desmoralizar o ministro André Mendonça, que tem até a nota fiscal do terno que Vorcaro teria “presenteado” a ele, conforme as falsas denúncias plantadas na imprensa, a saída do PT é bombardear com notícias sobre o “Dark Horse”.

No entanto, essa estratégia está destinada ao fracasso, porque o escândalo do Master é muito maior e atinge preferencialmente os aliados do presidente Lula da Silva. Nesta sexta-feira, por exemplo, o grande destaque foi o relatório da Polícia Federal apontando o ministro Dias Toffoli como “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu ao menos R$ 35 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo apuração exclusiva da revista “Piauí”, os recursos foram transferidos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas ao longo de 2025, por meio de um empresário que é amigo e cúmplice de Toffoli.

FORÇANDO A BARRA – Para atingir o ministro André Mendonça, a imprensa amestrada deu destaque à informação de que a denúncia da Polícia Federal está há sete meses sob análise do relator (o próprio Mendonça), “sem que haja qualquer posição pública sobre o caso”.

Como se vê, a bancada petista da imprensa está forçando a barra para conseguir criticar Mendonça, porque o caso Master esteve sob sigilo até agora, pois somente nesta quinta-feira o presidente do STF, Édson Fachin, derrubou o sigilo e determinou a liberação das informações do inquérito.

Além do mais, seria Piada do Século julgar que Mendonça pudesse se sujar para proteger o emporcalhado Dias Toffoli, que hoje é tristemente famoso no mundo inteiro e acaba de ser denunciado à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) por acobertar a corrupção promovida internacionalmente pela Odebrecht.

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P.S. 1
No entanto, trafegando ao largo da imprensa amestrada, os jornalistas de verdade acabam noticiando o que realmente acontece. Assim, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, revela que “Lula está em viés de queda em todas as pesquisas, de acordo com dados de que a própria campanha do PT dispõe. O presidente vive o seu pior momento em termos de popularidade dos últimos doze meses “.

P.S. 2Isso significa que poderia ter acontecido o crescimento de uma terceira via, já que Flávio Bolsonaro e Lula empatam em matéria de rejeição. Mas Ronaldo Caiado – o menos ruim – foi boicotado até mesmo por seu partido, o PSD, que o obrigou a aceitar o corruptíssimo Gilberto Kassab como vice, prejudicando sua chapa. (C.N.)

Mendonça tenta desestabilizar a campanha de Lula, mas não está conseguindo

Lula garante que está seguro com sua base aliada | Charges | O Liberal

Charge do João Bosco (O Liberal)

Vicente Limongi Netto

O Executivo não tem nada a ver com o Supremo Tribunal Federal.  São diferentes em suas funções. Por coincidência, é a mesma conjuntura política que os unem, porque a extrema direita é oposição ao governo e o STF ter prendido os golpistas que queriam implantar uma ditadura, que era de interesse do governo anterior.
O Supremo também está investigando e prendendo os que estão envolvidos nos casos do roubo dos aposentados e do Banco Master, e a maioria da extrema direita bolsonarista.
Na Suprema Corte, provocam surpresa as medidas  do ministro André Mendonça em defesa do bolsonarismo, enquanto a mídia venal ataca o governo Lula na esperança de eleger Flávio Rachadinha Bolsonaro.
Mas não estão conseguindo e a última pesquisa Datafolha mostra que nada mudou, pois Lula continua na frente e seu adversário não conseguiu avançar.
Na pior das hipóteses, não querem deixar Lula vencer no primeiro turno, para tentar melar as eleições no segundo turno. O bolsonarismo é uma praga que precisa ser extirpada da vida brasileira.
NO PÓDIO – As eficientes  gestões dos presidentes José Roberto Tadros, no comando da Confederação Nacional do Comércio e do Sistema-Sesc-Senac, e o trabalho do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, têm lugares destacados no pódio do vitorioso e respeitado Serviço Social do Comércio (Sesc), completando 80 anos de existência.
O Sesc se tornou o maior programa de bem-estar social do Brasil, como referência em Assistência, Cultura, Educação, Lazer, Saúde e Turismo Social.

Ex-secretária de Mário Frias recebeu R$ 311 mil de entidade ligada a “Dark Horse”

Moraes acusa Mendonça de escolha seletiva no sigilo do caso do Banco Master