Protegidos de Gilmar Mendes, quem diria?, também faturaram alto com Banco Master

Arquivos STF - Página 6 de 11 - Blog do Ari Cunha

Charge do Cláudio Aleixo (Correio Braziliense)

Carlos Newton

Desde os velhos tempos de Helio Fernandes, que inventou o termo “imprensa amestrada”, a gente explica que não pode haver generalização, porque existem várias situações diferentes. Por exemplo, há os veículos de informação que negociam sua linha editorial e assim se tornam amestrados, porque se vendem, literalmente, e obrigam os jornalistas a defenderam essa ou aquela tese.

Existe também o caso de jornalistas que se colocam a serviço dos interesses políticos que eles próprios passam a defender, infiltrados nos órgãos de comunicação. Alguns faturam por esses serviços, mas a maioria atua voluntariamente, seguindo algum ideal político.

Por fim, há os profissionais de imprensa que conseguem resistir à tentação e não se deixam dominar por interesses políticos ou econômicos.  São em menor número, porém muito atuantes e respeitados.

EDITORIAIS – Na crise atual do Supremo, é preciso reconhecer que não está havendo amestragem direta das direções dos órgãos de imprensa, que em seus editoriais castigam Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes etc. Nesse particular, destacam-se o Estadão, que condena diariamente o STF, e a Folha, que também têm batido forte, enquanto O Globo fica mais contido no jornal e no portal, porém deixa mais  livre suas TVs.

A amestragem voluntária ocorre mais entre os próprios jornalistas (repórteres, redatores e editores), cuja maioria é absolutamente petista. Tentam proteger Moraes, Gilmar, Dino e quem mais se alie a Lula, e simultaneamente se dedicam a bater pesado em Mendonça, Fux, Marques e Fachin, sempre procurando encontrar algo que os desabone..

Chega a ser comovente esse esforço de repórteres, redatores e editores petistas para eleger Lula, porque desta vez a amestragem não está funcionando a contento, porque sofre resistência da ala independente dos jornalistas, especialmente os mais maduros, que já não suportam mais as presepadas e enganações de Lula.

CODINOME BARBA – Os jornalistas mais experientes, principalmente de São Paulo, conhecem Lula dos velhos carnavais, sabem o que ele fez no verão passado e nos outros, estão convictos de que ele é corrupto e não merece confiança desde o regime militar, quando atuava como agente infiltrado no sindicalismo, sob codinome de “Barba”, obedecendo ordens diretas do então delegado federal Romeu Tuma, que era superintendente da PF em São Paulo.

Muitos jornalistas não acreditam que Lula tivesse agido assim, mas isso está mais do que provado, com grande número de livros publicados a respeito, entre eles “Assassinatos de Reputações”, de Romeu Tuma Júnior, que também era delegado da Polícia Federal e até participou da farsa da prisão de Lula, executada para que os sindicalistas de esquerda confiassem cegamente nele – aliás, uma manobra muito inteligente e que realmente deu certo.

Mas a vontade de acreditar em Lula é tamanha que ainda há jornalistas que insistem em criar explicações. Alegam, por exemplo, que Lula traiu os sindicalistas com objetivo de se fortalecer e depois comandar o movimento contra os militares, para vencê-los nas urnas, coisas imaginosas assim.

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P.S. 1
O fato concreto é que, na reta de chegada, a campanha de Lula está sangrando, devido às notícias de que diversos personagens altamente ligados a Gilmar Mendes também estão envolvidos como Daniel Vorcaro, entre eles o procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), assim como a advogada Dalide Alves Corrêa, que foi diretora-geral do IDP, onde ficou por sete anos, e consta da lista de pagamentos do Master como “sócia” de Gilmar.

P.S. 2 – Essa ilustre desconhecida advogada Dalide Corrêa recebeu R$ 33 milhões de Vorcaro apenas em 2024, fazendo frente à mulher de Moraes, Viviane Barci, que levou R$ 40 milhões no mesmo ano. Outro personagem medíocre, Chico Feitosa, que era cunhado de Gilmar, levava mais R$ 500 mil por mês como “consultor” de Vorcaro, mas o ministro do STF insiste em dizer que não tem nada a ver com isso, acredite, se quiser. (C.N.)

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Mensagens de Vorcaro revelam proximidade com Gonet: charuto, uísque e viagem a Londres

Gonet classificou relação com Vorcaro como ‘brevíssima’

Eduardo Gonçalves
Thiago Bronzatto
O Globo

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) mostram uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em uma confraternização ao lado do dono do Banco Master em Londres, no Reino Unido. Na foto, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet, que exibe um charuto nas mãos e em frente a uma mesa com copos de uísque.

A imagem foi enviada pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, em 19 de junho de 2025, seguida da mensagem: “PG me mandou”. PG são as iniciais de Paulo Gonet. Procurada, a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República confirma a autenticidade da foto e diz que não vai comentar. A pessoas próximas, Gonet afirma que a foto foi tirada em abril de 2024, mas que não revela nenhuma intimidade com Vorcaro.

MENSAGENS REVELADAS – As mensagens de Soares e Vorcaro que citam Gonet foram reveladas há duas semanas, quando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou público um relatório da PF que também inclui citações ao ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o caso fosse levado ao plenário da Corte, o que ocorreu na terça-feira passada. A discussão, porém, foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Citado no relatório, Gonet defendeu a nulidade do documento da PF, sob o argumento de que foi produzido por solicitação de Mendonça, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal. Além disso, o procurador-geral pontua que a lei prevê a necessidade de autorização do plenário do STF para que um integrante da Corte seja investigado.

OBSERVAÇÃO – Durante o julgamento, Mendonça chegou a fazer uma observação sobre as mensagens encontradas pela PF sobre o procurador-geral e as diferenciou dos diálogos de Vorcaro com outras autoridades.

— Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram são informações, na minha avaliação, de outra densidade — disse o ministro, durante o julgamento no STF na terça-feira passada.

ENCONTRO BANAL – Na mesma sessão, Gonet também se manifestou para dizer que o único encontro que teve com Vorcaro, em abril de 2024, se deu com a presença de várias autoridades e foi “banal”.

— Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal. A atuação do Ministério Público Federal em primeiro grau e no Supremo Tribunal Federal (STF) sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal — disse Gonet.

A Procuradoria-Geral da República, chefiada por Gonet, deverá se manifestar nos próximos dias sobre um pedido apresentado nesta sexta-feira pela defesa de Vorcaro para que a prisão do banqueiro seja revogada.

CHARUTO E UÍSQUE – Nas mensagens tornadas públicas por Mendonça, Gonet falou sobre a intenção de fumar charuto e beber uísque Macallan com o banqueiro em Londres. O encontro seria na segunda edição de um Fórum Jurídico patrocinado pelo Master na Inglaterra, em 2025, que acabou sendo cancelado.

No ano anterior, Gonet esteve na primeira degustação bancada por Vorcaro, quando foi feita a imagem fumando charuto. Como mostrou a colunista Malu Gaspar, do O Globo, naquela época Vorcaro desembolsou R$ 3,2 milhões para promover um evento privado de degustação de Macallan no George Club, em Londres.

Em outro trecho da conversa, Soares envia mensagens a Vorcaro que diz terem sido enviadas por Gonet, em que diz “estar com saudade” do banqueiro. “Agradece muito o carinho. Saudades dele, vamos marcar de estar juntos”, responde Vorcaro a Soares, falando sobre a relação com Gonet. Depois, Soares confirma a Vorcaro que Gonet vai a Londres com eles, e encaminha a mensagem em que o procurador aborda a degustação: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”.

CARONA PARA O FILHO –  As mensagens também mostram que Soares atuou para que Vorcaro bancasse uma viagem do filho de Gonet para Londres. Nas conversas apreendidas pela PF, o advogado chegou a enviar uma fotografia, em março de 2025, na qual aparecia ao lado de Gonet, e, na sequência, afirmou que o chefe da PGR queria falar com o então dono do Master. Depois das mensagens, foram registradas quatro ligações entre Vorcaro e o telefone de Ciro.

Duas semanas depois, o advogado encaminhou a Vorcaro outras três mensagens e afirmou que elas haviam sido enviadas por Gonet. Entre os textos estavam “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”.

Vorcaro agradeceu pelas mensagens. Na sequência, Ciro afirmou que o procurador-geral “lhe adora” e que iria a Londres com o grupo. No dia seguinte, o advogado perguntou ao banqueiro se o filho de Gonet poderia acompanhá-los na viagem. Vorcaro respondeu: “Óbvio, né”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA promiscuidade desses homens públicos. a venalidade desses homens públicos e a pusilanimidade desses públicos são estarrecedoras. Trata-se de pessoas minúsculas, sem nenhuma vergonha na cara. Parecem casos patológicos, é possível que sejam doentes mentais. (C.N.)

Dino usa método de Lênin para acusar André Mendonça e prejudicar sua imagem

Ninguém acusou André Mendonça de nada. E é justamente esse o problema

Dino era militante comunista e conhece a obra de Lênin

Rogério Pires
Revista Timeline

Você desliza o dedo pela tela e a manchete passa de relance: “Flávio Dino proíbe a Polícia Federal de investigar André Mendonça.” Meio segundo de leitura, talvez menos. E, sem perceber, você já escolheu um dos dois caminhos.

O primeiro é o caminho gentil. Que colega solidário. Dino protegeu Mendonça de um constrangimento. O segundo é o caminho que interessa. Espera aí: por que a Polícia Federal estaria investigando um ministro do Supremo? Pronto. Ninguém acusou ninguém de nada. Mas a suspeita já está de pé, andando sozinha pela cabeça do leitor.

ARDIL DE DINO – Vamos aos fatos, que são poucos e simples. Dino determinou nesta quinta-feira que a Polícia Federal e a CVM investiguem a suposta relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias que administram o serviço funerário de São Paulo, depois que reportagens revelaram um encontro entre Vorcaro e André Mendonça em março de 2025.

Na mesma decisão, ele escreveu que “é vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça”, porque isso compete ao presidente do STF. Tecnicamente, está correto. Juridicamente, está correto. E é exatamente por isso que o detalhe importa.

Em 1917, Lênin escreveu um artigo curto chamado “Political Blackmail” (Chantagem política). A definição dele é cirúrgica: expor, ou ameaçar expor, histórias verdadeiras e mais frequentemente inventadas, com o objetivo de causar dano político ao adversário.

TUDO COMO ANTES – Cento e nove anos depois, o mecanismo continua intacto, e o método de Lênin nunca precisou de uma acusação para funcionar. Precisa de três coisas apenas: um nome, uma palavra pesada ao lado desse nome, e um jornal para carregar os dois juntos até a mesa do café da manhã do país inteiro.

Agora preste atenção no que me chamou a atenção. Dino não precisava fazer aquele alerta. A Polícia Federal sabe perfeitamente que não pode investigar um ministro do Supremo por conta própria, ignorando as regras de competência. Isso é o abecedário do processo penal brasileiro. Não é notícia, não é novidade, não é risco iminente.

Mas o nome foi escrito. Por extenso. André Mendonça. Não houve acusação. Não houve denúncia. Não houve condenação. Houve apenas a proximidade tipográfica entre um nome e um conjunto de palavras: Polícia Federal, investigação, banqueiro preso, cemitérios, dinheiro. Quando a imprensa embrulha tudo isso numa manchete de seis palavras, o serviço está completo, e ninguém precisou sujar as mãos.

COMO DE HÁBITO – Eu já vi esse filme antes. Vimos esse mecanismo de associação rodar durante anos contra Bolsonaro, e contra tanta gente que nunca se sentou no banco dos réus, mas que passou a carregar uma dúvida permanente colada ao sobrenome. A dúvida é mais barata que a prova e dura muito mais tempo.

O ponto não é decidir aqui se Mendonça errou ou acertou ao receber quem recebeu. Isso será apurado, e deve ser apurado, e eu quero ver apurado. O ponto é entender como a sua opinião sobre ele foi formada antes de qualquer apuração existir.

Portanto, constata-se que existe uma forma muito eficiente de destruir a reputação de um homem público, e ela não exige provas. Não é preciso nem dizer que ele é acusado, muito menos culpado. Basta fazer o público se perguntar se ele é.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente texto de Rogerio Pires, que é jornalista, professor e gestor público com atuação na área de educação tecnológica e políticas de inovação no Estado do Rio de Janeiro. O artigo foi enviado por Carlos Vincente e mostra como se pratica o chamado “assassinato de reputações”. (C.N.)

AGU pede ao STF que reconheça constitucionalidade do reajuste do Bolsa Família

Lula acusa Flávio de ligação com milicianos e diz que Bolsonaro fez Master virar banco

Defesa de Vorcaro pede a Fachin fim da prisão após 198 dias e cita crise no STF

Advogados invocam prazo vencido da prisão

Esther Gama
O Globo

 A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu, nesta sexta-feira (18), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do banqueiro. Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos ligados ao Master.

Os advogados de Vorcaro justificam o excesso de prazo de 90 dias para reavaliação dos elementos para a prisão. Segundo a defesa, o prazo venceu no fim de agosto e o STF não revisou os critérios para a manutenção da prisão, que permanecem válidos. O banqueiro está há 198 dias detido, contando o dia 4 de março até esta sexta-feira, 18 de setembro.

“A TURMA” – Agentes da PF prenderam o banqueiro por determinação do ministro do STF, André Mendonça, após trocas de mensagens encontradas no celular de Vorcaro que indicaram que ele integrava um grupo chamado de “A turma”, em que eram planejadas ações violentas contra pessoas que ele considerava adversários.

Preso pela segunda vez há seis meses, Vorcaro está em uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, prisão conhecida como Papudinha, onde já passaram políticos e ex-integrantes de órgãos públicos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido por tentativa de golpe de Estado.

PRIMEIRA PRISÃO –  Em 17 de novembro de 2025, Vorcaro foi preso pela primeira vez pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo a Polícia, o banqueiro soube que poderia ser preso e teria preparado a fuga para Dubai, com escala em Malta. No mesmo momento, ele anunciou a venda do Master para o grupo Fictor.

Na ocasião, Vorcaro não chegou a embarcar em seu jato particular, os agentes da PF o prenderam na área interna do aeroporto. Em 29 de novembro, o dono do Master foi solto após passar 12 dias detido de forma preventiva. A medida foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica. A decisão também abarcou o sócio de Vorcaro, Augusto Lima, e os diretores do Master, Luiz Antonio Bull e Alberto Oliveira, que foram presos na operação.

Durante a investigação, o banqueiro já passou por diferentes tipos de prisão desde novembro, incluindo prisão domiciliar, penitenciária estadual, unidade federal de segurança máxima e a carceragem da Superintendência da PF em Brasília.

Brasil caminha para deixar de ser laico e virar um intolerante Estado religioso

EDITORIAL: OBSCURANTISMO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO DE ILHÉUS » BLOG DO GUSMÃO

Charge do Latuff (Arquivo Google)

Roberto Nascimento     

Está mais do que clara a parcialidade do relator do caso Master, André Mendonça, que derrubou nas vésperas da eleição o sigilo das conversas do celular de Daniel Vorcaro, com menções a Alexandre de Morais, Paulo Gonet (PGR) e André Rodrigues (PF), enquanto mantinha guardadas a sete chaves as investigações do senador Flávio Bolsonaro sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.

Será que o motivo foi eleitoreiro? A resposta está no boneco gigante de Mendonça que a direita exibiu no Sete de Setembro da Av. Paulista.

UNGIDO DE DEUS – O ego de Mendonça ficou inflado e ele agradeceu os elogios nas redes sociais. Michele Bolsonaro se pronunciou dizendo que Mendonça é o novo ungido de Deus, que veio em nome da Igreja para ser o novo xerife contra a corrupção no país e no mundo. Assim, a antiga banda de música da UDN está de volta, numa imitação do grupo que levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio em 1954.

Ficou claro que está em marcha no Brasil a mudança do Estado Laico para um Estado Religioso. E quem será o Aiatolá brasileiro? A luta já começou. Além de Flávio Bolsonaro, vários pastores reivindicam a liderança do Poder Religioso acima do Estado, como um Poder de Fato como capa de Moderador.

Nesse clima, pode-se até criticar o ministro Dino no julgamento de ontem, mais ele acertou no pedido de vista, porque essa disputa entre os togados pode influenciar as eleições para um lado perigoso, o da extrema-direita.

FALA, CRIVELLA – Por que digo isso? Porque vi no horário gratuito do Rio, o candidato a senador e pastor Marcelo Crivella apoiar a cruzada moralista de Mendonça e pedir votos para no Senado, onde trabalhará pelo impeachment de ministros envolvidos com Vorcaro.

Essa é a pior eleição de todos os tempos. Ninguém discute propostas para o país. Um bando de oportunistas, torcendo para um cadáver no STF. Diante das câmaras, Flávio Bolsonaro crítica Moraes e Dino, mas ele próprio está envolvido até o pescoço na teia do Vorcaro/Master.

Tem muita gente em Brasília, com medo da volta da “Turma”, aquele grupo que fazia maldades a mando de Vorcaro. A propósito, ninguém investigou por qual razão o “Sicário” de Belo Horizonte, deu fim à própria vida na cela.

“Zelão” foi um marca no engajamento de Sérgio Ricardo nas lutas sociais

Sérgio Ricardo | Circuito Musical | Shows, eventos e boa música.

Sérgio Ricardo se preocupava com a desigualdade social

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cineasta, artista plástico, instrumentista, cantor e compositor paulista João Lutfi, que adotou o pseudônimo de Sérgio Ricardo (1932-2020), afirmava que a letra da música  ”Zelão” representou o início de sua ruptura com a temática da bossa nova, pois saiu do perímetro da classe média para atingir a favela. “

Zelão” ajudou a abrir as consciências de seu tempo, em torno do engajamento da arte com a justiça social. A música faz parte do LP A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo, lançado em 1960 pela Odeon.

ZELÃO
Sérgio Ricardo

Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval

No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
E ainda é pouco só

Mas assim mesmo Zelão
Dizia sempre a sorrir
Que um pobre ajuda outro pobre
Até melhorar

Choveu, choveu
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do seu coração

Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval

Ronaldo Caiado acusa Lula de tentar “comprar voto” com o reajuste do Bolsa Família

Fux e Mendonça recebem a íntegra dos celulares e a crise do STF vai se agravar

Celular de Vorcaro @ismecio_charges #audios #metrópoles #estadao #jovempan  #veja Compartilhe, comente, salve, curta

Charge do Ismecio (Arquivo Google)

Ana Pompeu, Anna Júlia Lopes e Luísa Martins
Folha

A Polícia Federal enviou nesta quinta-feira (17) a íntegra dos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aos ministros André Mendonça e Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os pedidos dos ministros à PF para que tivessem acesso ao material foram divulgados pelo portal de notícias Metrópoles e confirmados pela Folha.

SEM SIGILO – Além de Fux e Mendonça, os dados também foram enviados a Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Somado a eles, o ministro Kassio Nunes Marques também deve solicitar o acesso.

O pedido de Fux foi feito um dia depois de virem a público mensagens encontradas no celular de Vorcaro em que o ex-banqueiro e o filho do ministro, o advogado Rodrigo Fux, mostram uma relação de proximidade.

Também revelados na terça (15), diálogos do empresário tratam de pagamentos que seriam destinados ao advogado Kevin Marques, filho de Kassio.

PEDIDO DE ZANIN – Os ministros da corte passaram a ter acesso às informações do celular de Vorcaro na íntegra após pedido de Zanin a Mendonça. Este, então relator do caso Master, contudo, se manifestou contra a liberação dos dados.

Na ocasião, Mendonça defendeu que disponibilizar o acesso a todo o conteúdo poderia comprometer as investigações envolvendo o Master.

Após o pedido de Zanin, o decano da corte, Gilmar, também fez a mesma solicitação. O ministro pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, para que todos os ministros tivessem acesso ao material.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chegou a hora da verdade, porque está acabando essa mania de sigilo, que vem protegendo Alexandre de Moraes e outros ministros que está costeando o alambrado, como diz Leonel Brizola. É inacreditável que o próprio Mendonça, como relator, não tivesse aceso a todas as informações. O fim do sigilo é uma dádiva para os brasileiros, que agora podem saber quase tudo sobre as pilantragens que ocorrem no Supremo.  Com o fim do sigilo, o plenário vai assistir a novas cenas da brigalhada, em todas as sessões. (C.N.)

Quem é Dalide Corrêa, ligada a Gilmar e que recebeu R$ 33 milhões do Banco Master

Gilmar Mendes e a advogada Dalide Corrêa, em evento da instituição de ensino fundada pelo ministro do STF | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cúpula do Master tratava Dalide como “sócia” de Gilmar

Geovanna Hora
Estadão

O escritório da advogada Dalide Barbosa Alves Corrêa recebeu R$ 33 milhões em pagamentos do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 2024, segundo documentos de uma auditoria interna realizada pelo Banco Regional de Brasília (BRB) sobre a operação com a instituição financeira, encontrados pela Polícia Federal (PF).

Os registros também mencionam pagamentos de R$ 40 milhões, em 2024, ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

DIZ ELA – Procurada, a assessoria de Dalide afirmou, em nota enviada ao Estadão, que ela “jamais atuou para o Master no STF nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”.

“Sua atuação restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações. Essa atuação ocorreu exclusivamente perante órgãos de primeira e segunda instâncias”, acrescentou.

Dalide tem 67 anos e é natural de Cansanção, no interior da Bahia. É graduada em Direito pelo Centro Universitário de Brasília e pós-graduada em Direito Tributário, Direito Constitucional e Direito Processual Civil pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual.

CURRÍCULO – Entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, foi diretora jurídica da Caixa Econômica Federal. Depois, trabalhou como assessora jurídica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, procuradora-geral na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e chefe de assessoria parlamentar no STF.

Em 2010, Dalide abriu o escritório Alves Corrêa & Veríssimo Advocacia, em Brasília, onde atua como advogada-sócia administradora. Naquele mesmo ano, começou a trabalhar como diretora-geral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), onde ficou por sete anos.

A instituição de ensino foi fundada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, e Paulo Gonet, da PGR. Gilmar e ela se conheceram na época em que ele era advogado-geral da União, no governo de Fernando Henrique Cardoso e ela trabalhava na Caixa. Ela somente se afastou em 2017.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gilmar Mendes sabe operar sem riscos e é tido como um ministro blindado, que ninguém consegue flagrar em grandes irregularidades. Mas não há dúvida de que as irregularidades andam sempre próximas a ele. A não ser que você acredite que tudo é coincidência? (C.N.)

O voto de outubro será decidido além do Bolsa Família, numa disputa duríssima

Ao enfrentar sua mais grave crise, o Supremo está diante do seu próprio limite

Daniel Vorcaro exige libertação de seu pai e ameaça contar mais escândalos do STF

Daniel Vorcaro deixa a cadeia

Mais uma vez, Vorcaro ameaça com delação bombástica

Robson Bonin
Veja (Radar)

Guardião dos podres da República, Daniel Vorcaro enviou recentemente um recado ao STF. Se seu pai, o empresário Henrique Vorcaro, não for colocado em liberdade para tratar graves problemas de saúde — sofre de diverticulite —, ele revelará fatos sobre diferentes poderosos.

Vorcaro, segundo um interlocutor de sua defesa, está convencido de que foi “abandonado para morrer na prisão”, diante de tantos segredos.

COMPROMETIMENTO – Como, na visão dele, há comprometimento da Procuradoria-Geral-da-República, da Polícia Federal e de boa parte do Supremo Tribunal Federal, o banqueiro não acredita que haja um sistema independente para possibilitar sua delação.

O dono do Master teria fotos, recibos de pagamentos e outros papeis que desmentiriam, por exemplo, seu suposto distanciamento de figuras do STF, da PGR e da PF e confirmariam, com detalhes, o que já é público.

“Daniel não tem nada a perder”, diz esse interlocutor ligado aos defensores dele.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A notícia do excelente Robson Bonin, da Veja, sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, necessita de tradução simultânea. O pai dele, Henrique Vorcaro, não pode ser libertado, porque há suspeita de que ele seria o verdadeiro chefe da quadrilha e financiador do filho. Aliás, o relator André Mendonça não facilitará as coisas para Vorcaro, porque não teve ligação com o banqueiro e não será atingido pelas novas revelações dele. Pelo contrário, Mendonça torce por uma delação completa, que tire do circuito muitos desses pilantras que infestam Brasília e o próprio Supremo. (C.N.)

Ala da corrupção era majoritária no STF, até Dias Toffoli abrir uma brecha enorme

Tribuna da Internet | BC desconfia da acareação de Toffoli e pede  revogação, mas ele nega

Charge do Kacio (Arquivo Google)

Carlos Newton

Provocada pela negligência e pela desídia de sucessivos governos federais, a crise do Supremo Tribunal Federal tornou-se verdadeiramente surrealista, a ponto de haver cada vez mais apoio à criação de um Código de Ética. É uma necessidade absolutamente patética, porque o STF é justamente o órgão destinada a preservar o primado da ética no país.

Fica realmente esquisitíssimo que, para fazer esse trabalho ético, o Supremo tenha de primeiro aprovar um código interno. Significa uma tenebrosa declaração de incompetência institucional, lavrada em cartório, com firma reconhecida e selo carimbado.

OS CULPADOS – É claro que foram os próprios ministros que tornaram surreal a Suprema Corte, ao se empenharem num processo demorado de progressiva desmoralização, que começou quando os presidentes da República passaram a desconhecer a imperiosa necessidade de respeitar os requisitos de notório saber e reputação ilibada.

O Senado, é claro, também foi culpado por essa supremo esculhambação, porque aprovou os falsos juristas indicados por sucessivos presidentes da República que tinham caráter pouco republicano.

Foi o que bastou. Ora, quem tem notório saber e reputação ilibada, consequentemente também possui vergonha na cara, como dizia o jornalista e historiador Capistrano de Abreu. Ou seja, juristas de verdade jamais descumpririam as leis nem permitiriam que a mulher ou os filhos abrissem, de forma oportunista, escritórios de advocacia em Brasília, como virou moda nos últimos anos.

CRISE DO CELULAR – A atual brigalhada foi causada pela recente revelação de outras mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A quebra de um sigilo que jamais deveria ter existido provocou essa encrenca toda e teve um efeito altamente benéfico, porque revelou a existência de duas bancadas no Supremo  – a ala da corrupção e a ala da ética.

A bancada da corrupção é liderada por Gilmar Mendes, que desta vez perdeu todas as estribeiras e trocou mensagens desairosas e ameaçadoras com os ministros Nunes Marques e Luiz Fux, pressionando-os a segui-lo nas votações. Conseguiu até amordaçar Marques, que se absteve na sessão de terça-feira, mas Fux foi mais incisivo e partiu para o confronto.

A ala que defende a corrupção é formada por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin, enquanto a ala ética é liderada por Édson Fachin e integrada por Cármen Lúcia, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, que já sentiu o peso da prepotência de Gilmar e agora quer distância dele

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P.S. 1
Gilmar Mendes é um gigante que influenciava os demais ministros de uma forma hábil e efetiva. Desta vez, porém, extrapolou todos os limites, ao pressionar de maneira ofensiva Nunes Marques e Luiz Fux. Dizem que estava de porre, ninguém sabe. O fato é que ele perdeu o controle e deixou provas rastreáveis, que a repórter Carolina Brígido, do Estadão, trouxe a público nesta sexta-feira, desnudando o ministro em público.

P.S. 2 – Com Dias Tofolli impedido pelas burrices cometidas e com o voto duplo de Fachin, assegurado pelo Regimento (Artigos 13 e 146), pela primeira vez a bancada da ética ficou em maioria e o Supremo enfim poderá se libertar e se recuperar. E tudo isso está acontecendo graças a André Mendonça, que soube o momento certo de se rebelar. (C.N.)  

Piada do Ano! Golpista clona celular de Mucio e pede R$ 5 a contatos do ministro

A aposta do PT em Moraes pode ter sido um grave erro e custar caro a Lula nas urnas