Ex-ministros de Lula saem das urnas com muitas derrotas e perdas de espaço

Ex-ministros de Lula sofrem derrotas no Legislativo

Victoria Azevedo
O Globo

Ex-ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram derrotados nas urnas nas disputas para o Congresso e governo estaduais no domingo. No total, eram 20 nomes disputando a eleição.

Dentro desse grupo, os resultados mostram que dez já foram derrotados e sete conseguiram se eleger. Ainda há três casos em aberto, porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não informou a totalização dos votos para a Câmara dos Deputados e as Assembleias em São Paulo e Minas Gerais. Doze desses candidatos deixaram a gestão petista neste ano, no limite do prazo para concorrer.

NA DISPUTA – Buscavam uma vaga ao Senado os ex-ministros: André Fufuca (Esportes), Celso Sabino (Turismo), Carlos Fávaro (Agricultura), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente), Rui Costa (Casa Civil) e Simone Tebet (Planejamento). Desses, foram eleitos somente Fufuca e Costa. A onda de direita fez com que Marina e Tebet ficassem atrás de Derrite (PL) e André do Prado na disputa pelo Senado em São Paulo, enquanto Gleisi perdeu a vaga para Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

Para a Câmara se candidataram Anielle Franco (Igualdade Racial), Jader Filho (Cidades), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). A ex-ministra de Cidadania Macaé Evaristo concorreu a deputada estadual por Minas Gerais e deve ser eleita, mas o resultado ainda não foi oficializado. Foram eleitos: Anielle, Sônia Guajajara, Jader Filho, Silvio Costa Filho e Paulo Teixeira

Além desses nomes, outros políticos que chegaram a ocupar um assento na Esplanada petista, mas deixaram o posto em algum momento nos últimos quatro anos também tentaram se eleger. Entre eles Paulo Pimenta (ex-ministro da Secom) que buscou uma cadeira ao Senado pelo Rio Grande do Sul —e não foi eleito.

REELEIÇÃO – O ex-ministro Juscelino Filho (Comunicação), que é deputado, foi reeleito. A ex-ministra Daniela Carneiro (Turismo), também deputada, não foi reeleita. A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, que foi substituída por Alexandre Padilha em fevereiro de 2025, conseguiu uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-ministro de Empreendedorismo Márcio França disputaram o Governo de São Paulo na mesma chapa, mas foram derrotados pelo atual governador, Tarcísio de Freitas, no primeiro turno. O ex-ministro dos Transportes Renan Filho se candidatou ao Governo de Alagoas e foi derrotado por João Henrique Caldas, o JHC (PSDB).

Em 2022, 13 ex-ministros de Jair Bolsonaro buscaram vagas no Congresso. No total, 9 deles saíram vitoriosos das urnas. No Senado, dos 8 candidatos, cinco foram eleitos: Damares Alves (ex-ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tereza Cristina (Agricultura) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).

FORA DO JOGO – Foram derrotados: Gilson Machado (Turismo), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Na Câmara, 5 ex-ministros tentaram uma vaga e 4 foram eleitos: Ricardo Salles (Meio Ambiente), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), Eduardo Pazuello (Saúde) e Osmar Terra (Cidadania). O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub não teve votos suficientes.

Além disso, três ex-ministros disputaram governos estaduais —Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e João Roma (Cidadania)—, mas somente Tarcísio foi eleito.

A direita se consolida, e Lula enfrenta o desafio de reconstruir sua maioria, diz diretor da Quaest

Fux será relator de ações contra proibição da jogatina das bets por Lula

WhatsApp lidera casos de assédio eleitoral no trabalho, aponta estudo do TST

Mensagens aparecem em 51 dos 138 processos analisados

Gabriela Cecchin
Folha

O WhatsApp foi o meio digital mais citado nos processos de assédio eleitoral analisados em uma pesquisa do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e do CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho). O aplicativo apareceu em 51 dos 138 processos que compõem a amostra qualitativa do estudo, enquanto Facebook e Instagram foram mencionados em 20.

O levantamento buscou fazer um diagnóstico do assédio eleitoral nas relações de trabalho por meio de ações judiciais entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Ao todo, foram identificadas 93 ocorrências de meios digitais nos processos analisados. A pesquisa considera como meios digitais grupos de mensagens, emails, videoconferências, redes sociais e outras plataformas tecnológicas. Procurada pela reportagem, a Meta, dona das três plataformas mencionadas, afirmou que não vai comentar.

TIPOS DE ASSÉDIO ELEITORAL – A pesquisa classifica o assédio eleitoral em seis modalidades, conforme os mecanismos usados para executar as condutas: verbal, documental, digital, psicológico, comportamental e econômico. O verbal envolve discursos e manifestações destinadas a pressionar ou intimidar politicamente, enquanto o documental pode aparecer em memorandos, circulares, comunicados e materiais corporativos.

O digital inclui grupos de mensagens, emails, videoconferências e redes sociais, e o psicológico envolve a produção de medo e insegurança, inclusive por meio de discursos sobre possíveis consequências econômicas de determinado resultado eleitoral. O comportamental inclui práticas como participação compulsória em reuniões, atos, carreatas, passeatas e panfletagens. Por fim, o econômico relaciona a escolha política a ameaças, perdas ou concessão de vantagens financeiras.

Segundo o estudo, as categorias não são excludentes. Uma mesma situação pode combinar diferentes formas de pressão. “Os meios digitais têm exercido forte protagonismo nas formas contemporâneas de assédio eleitoral”, afirma o estudo.

ANÁLISES –  A pesquisa também analisou 59 sentenças de primeiro grau. Em 18 delas, os pedidos de reconhecimento de assédio eleitoral foram julgados procedentes; em 41, foram rejeitados. Nas 41 sentenças de improcedência, referências à fragilidade da prova apareceram em 31, o equivalente a 75,6%. Considerando todas as 59 sentenças, a fragilidade probatória foi mencionada em 31 decisões, ou 52,5%.

O estudo aponta que não existe um único tipo de prova indispensável para reconhecer o assédio eleitoral. Entre os elementos considerados pelos magistrados estavam depoimentos de testemunhas, documentos, registros digitais, áudios, atas notariais, confissões e provas emprestadas de investigações realizadas por outros órgãos.

A prova digital aparece também entre os elementos considerados em decisões favoráveis. Em um dos processos analisados, por exemplo, mensagens de WhatsApp foram avaliadas junto com uma ata notarial e uma confissão do sócio demandado.

DIFICULDADES – Nos julgamentos que rejeitaram os pedidos, o estudo identifica dificuldades relacionadas especialmente à prova oral. Depoimentos contraditórios, vacilantes ou baseados em informações de terceiros reduziram sua força demonstrativa.

A pesquisa também aponta que o caráter pouco ostensivo de algumas práticas e o receio de consequências para o vínculo de trabalho podem dificultar a obtenção de testemunhos consistentes.

MODALIDADES –  A pesquisa também identificou quatro modalidades segundo os agentes envolvidos: vertical, horizontal, mista e institucional. A modalidade vertical ocorre em relações de poder ou ascendência, como entre empregadores, gestores e trabalhadores. A horizontal envolve pessoas no mesmo nível hierárquico, enquanto a mista combina pressão de superiores e colegas.

O assédio institucional, por sua vez, é definido pela pesquisa como aquele em que a coerção política passa a integrar práticas ou estratégias da própria organização. Quanto aos trabalhadores atingidos, o estudo diferencia situações individuais e metaindividuais, quando a conduta alcança grupos ou coletividades.

Também há uma classificação temporal entre assédio episódico, concentrado em determinado período ou acontecimento, e permanente, quando a prática se prolonga ou se incorpora às relações e práticas organizacionais.

Lula promete mais redes e aposta nas ruas para buscar a virada

Nunes Marques leva caso de Bolsonaro à PGR e empurra decisão para depois da eleição

Marco Rubio afirma que Trump acompanhará segundo turno entre Lula e Flávio

Trump elogiou as eleições brasileiras

Deu no O Globo

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, falou nesta segunda-feira (5), em entrevista, sobre as eleições brasileiras de 2026. Segundo ele, “todos esperavam” que a disputa presidencial fosse ao segundo turno. “Foi para o 2º turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam”, disse.

Rubio também indicou que Trump acompanhará o novo confronto entre Flávio e Lula, marcado para 25 de outubro. Ele, no entanto, não citou o nome de nenhum candidato. No primeiro turno, realizado no domingo (4), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro obteve 47% dos votos. Lula, que tenta a reeleição, ficou com 45%. Com 100% das urnas apuradas, 1,84% dos votos foram brancos e 2,93%, nulos. A abstenção, percentual de eleitores que não compareceram às urnas, foi de 21,08%

ELOGIO –  O presidente dos Estados Unidos usou as redes sociais para elogiar o modelo de votação do Brasil. Trump destacou a rapidez com que o resultado é divulgado e aproveitou para criticar o sistema eleitoral adotado por seu país.

“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, no mesmo dia! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados”, quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é corrupta!!!”, afirmou.

Por dentro, a mulher é como uma casa, diz João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto é um ilustre representante da arte literária  brasileira. Ele, que nasceu em Recife, em 1920, ingressou na carreira  diplomática, mas foi na literatura que fez história. SuasPaulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999) utilizou em sua obra poética desde a tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e sempre marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurando, assim, uma nova forma de fazer poesia no Brasil.

João Cabral, no poema “A Mulher e a Casa”, explica que aquela mulher exerce sobre o homem efeito semelhante ao de uma casa, tanto que é enorme a vontade de visitá-la por dentro.

A MULHER E A CASA
João Cabral de Melo Neto

Tua sedução é menos
de mulher do que de casa;
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.

Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,

uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.

Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;

pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;

pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,

os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,

exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.

Defesa de Bolsonaro tenta anular condenação no STF com nova prova sobre dados digitais

Valdemar admite Bolsonaro no comando da influência sobre eventual governo Flávio

Valdemar diz que Bolsonaro participará de eventual governo

Deu no G1

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que Jair Bolsonaro (PL) terá participação em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews, Valdemar negou que o ex-presidente ocupará o cargo de ministro, mas que deverá dar opiniões e influenciar a administração do filho e até mesmo indicar nomes para ocupar cargos.

“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, afirmou em entrevista no Estúdio i, na GloboNews.

TURBULÊNCIA – A declaração ocorreu após o jornalista Otávio Guedes questionar Valdemar sobre a possibilidade de um governo Flávio começar sob turbulência institucional, diante da defesa de setores do PL por processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e da possibilidade de Flávio conceder anistia ou indulto ao pai. Valdemar afirmou que a decisão sobre eventuais pedidos de impeachment caberia aos senadores e defendeu que o país não deveria entrar em uma escalada de conflitos.

Segundo o presidente do PL, Flávio deverá seguir, no início de um eventual governo, uma estratégia semelhante à adotada por Bolsonaro em gestão, com “pessoas de confiança em postos considerados importantes” e autonomia para os integrantes do governo.

“Eu tenho certeza que ele vai querer que o Flávio faça um governo parecido com o dele, de gente qualificada, com autonomia e negociar. […] Ele pode participar nisso [de indicar nomes para o governo]. Não tenho dúvida de que ele vai querer participar disso aí”, disse.

MOBILIZAÇÃO – Valdemar também atribuiu parte do desempenho de Flávio no primeiro turno à influência política de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o prestígio do ex-presidente ajudou a mobilizar pessoas e a buscar votos para o filho. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disputará com o presidente o segundo turno da eleição presidencial.

Sobre a estratégia para as próximas semanas, Valdemar defendeu uma reaproximação com União Brasil, PP e Republicanos para ampliar o apoio ao senador no segundo turno.

O presidente do PL afirmou que as negociações podem envolver a Câmara dos Deputados e suas comissões permanentes. Também disse que pretende buscar o apoio de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). “Nós vamos ter que negociar com esses partidos agora para trazer todo mundo para o segundo turno”, afirmou.

Tarcísio defende impeachment de ministros do Supremo e promete ajudar Flávio

As respostas das urnas desmontaram as falsas certezas das pesquisas eleitorais

Quem acusava a urna eletrônica de ser fraudada agora confia nela. Até quando?

Nas mãos do PT, a Bahia entra em crise e retrocede, ao invés de se desenvolver

Rui Costa e Jaques Wagner lideram corrida para o Senado na Bahia, aponta  Paraná Pesquisas | Se Ligue Bahia

Wagner e Costa enriqueceram, enquanto empobreciam a Bahia

Rodrigo Constantino
Gazeta do Povo

O baiano foi às urnas neste domingo e renovou o contrato. Jerônimo Rodrigues, do PT, foi reeleito governador no primeiro turno com 55,8% dos votos válidos, 4,62 milhões, contra 43,7% de ACM Neto, 3,62 milhões. Rui Costa e Jaques Wagner levaram as duas vagas do Senado. Na disputa presidencial, Lula fez 66,2% na Bahia, 5,66 milhões de votos, contra 28,5% de Flávio Bolsonaro, 2,44 milhões. A diferença passou de 3,2 milhões. Em 2022, Lula já havia levado 69,7% no estado. O mapa não mudou muito.

O PT governa a Bahia desde 2007, ciclo aberto por Wagner, continuado por Rui e agora esticado até 2030 com Jerônimo Rodrigues. São seis mandatos seguidos. Vinte anos de um mesmo projeto. E o estado anda para trás. A desculpa costumeira é a herança, o coronelismo, o sol. A desculpa caducou. Duas décadas são tempo de sobra para inverter uma trajetória, se a trajetória fosse o problema e não o método.

RECUANDO… – A Bahia tem a quarta maior população do país e, ainda assim, perdeu posição. Em 2006, antes de o PT sentar em Ondina, era o sexto maior PIB estadual. Hoje é o sétimo. A fatia do estado na economia brasileira encolheu sob os governos petistas.

Não se trata de crescer devagar. Trata-se de crescer menos do que os outros e entregar participação. Um estado que encolhe no ranking nacional enquanto o partido no poder se reelege no primeiro turno não está sendo punido. Está tendo o que deseja.

 O IBGE registra um dado interessante: Salvador passou de 2.675.656 habitantes em 2010 para 2.417.678 em 2022. Foram 257.978 moradores a menos, queda de 9,64%, a maior entre as capitais brasileiras. Mais de 20 mil baianos mudaram para Santa Catarina.

DESABAFO -Um baiano me mandou a seguinte mensagem de desabafo: “Os jovens talentos estão indo embora. O capital intelectual que poderia gerar riqueza está se formando fora daqui e não volta mais. Vejo esse movimento entre famílias próximas. Meu filho é um bom exemplo, formou-se em Engenharia Aeroespacial na UFMG e trabalha na Embraer há um ano e meio”. E acrescentou:

“Pelo menos dois clientes meus, mineradores tradicionais, disseram que precisarão vender suas empresas porque os filhos construíram a vida fora e não querem assumir os negócios. Neste ano, ouvi o presidente da Ademi-BA manifestar preocupação com a necessidade de reter talentos em Salvador e na Bahia”.

E acentua, em tom fatalista: “Daniela Mercury e outros artistas adoram propagar a frase ‘baiano não nasce, estreia’. E assim, muita gente aqui, sem talento algum, pensa que é artista. Garotos pobres, da favela, ficam batucando e achando que estão fazendo algo importante… Mas o povo tem esse DNA de preguiça, de miséria, de mendicância, que não vai mudar nunca. A grande maioria aqui é ‘PTzão’ mesmo, a Bahia é a joia da coroa do PT. Existem muitos exemplos extraordinários de empreendedores, juristas, diplomatas e políticos baianos, mas hoje são muito poucos”.

ALTO DESEMPREGO – O mercado de trabalho acusa o golpe. A taxa de desemprego baiana só não é pior do que a do Piauí, outro estado governado pelo PT. No rendimento médio do trabalho, o baiano supera apenas o maranhense. Em 2025, 52,8% dos ocupados na Bahia estavam na informalidade, a terceira pior marca do país. Em São Paulo, a informalidade era de 29%. Em Santa Catarina, estado mais conservador, 26,3%.

Mais da metade de quem trabalha na Bahia vive sem carteira, sem proteção e sem horizonte. Isso não é acidente estatístico. É o resultado de uma economia que não cria emprego formal porque o custo de criar emprego formal é alto, o ambiente é hostil e o governo prefere distribuir o que arrecada a deixar o cidadão produzir.

O desenvolvimento humano confirma o diagnóstico. No primeiro registro do IDHM durante os governos do PT, em 2012, a Bahia estava em 22º entre os estados. Hoje está em 23º. Vinte anos de “inclusão” e o estado desceu um degrau no fundo da tabela. Na saúde, a expectativa de vida ao nascer saiu da 14ª para a 18ª posição entre as unidades da Federação. O discurso oficial fala em hospitais inaugurados e escolas de tempo integral. O dado frio fala em gente que vive menos, relativamente aos outros estados, do que vivia quando o PT chegou.

INSEGURANÇA – A violência fecha o quadro. A Bahia tem a segunda maior taxa de mortes violentas intencionais do país, 36,8 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. Das dez cidades com as maiores taxas, metade fica na Bahia. Jequié, município baiano, é a cidade mais violenta do Brasil. Não é um surto. É uma política de segurança que tratou o crime como fenômeno social a ser compreendido, enquanto o cidadão enterrava filho. O eleitor que reconduz esse governo não está mal informado sobre o homicídio. Mora ao lado dele.

A pergunta incômoda é porque o recibo eleitoral nega a realidade. A resposta não está na alma do baiano. Está no desenho do incentivo. O PT construiu na Bahia uma máquina de transferência, prefeitura alinhada, programa social e cabresto moderno. A migalha chega com logo, com data de pagamento e com cabos eleitorais que lembram de quem é o padrinho.

RETROCESSO – A prosperidade não chega com logo. Ela exige regra estável, imposto que não sufoque, segurança que permita abrir o comércio à noite e um Estado que saia da frente de quem produz. Nada disso rende palanque em ano eleitoral. O Bolsa Família rende. A nomeação rende. A obra inaugurada três semanas antes do voto rende.

O custo dessa troca é pago por quem não aparece no comício. O trabalhador informal que ganharia mais com carteira assinada num estado que crescesse acima da média. O jovem que emigra porque a oportunidade ficou em Santa Catarina ou no interior de São Paulo. A família que perde um parente numa cidade que lidera o ranking de morte violenta e, no domingo seguinte, recoloca no poder o mesmo grupo.

Não é falta de alternativa. ACM Neto chegou a 43,7%. Havia voto de oposição. Faltou maioria. A maioria preferiu a continuidade do arranjo que a mantém dependente.

CONDENAÇÃO – Liberais gostam de tratar o Nordeste como exceção cultural, quase uma fatalidade. Talvez seja. Mas não há nada escrito em pedra que deva ser assim para sempre.

A Bahia não está condenada à pobreza relativa. Está condenada, por enquanto, a um cálculo eleitoral racional e perverso: o voto premia quem distribui o presente e pune quem promete o futuro. Enquanto a urna pagar melhor a migalha do que a prosperidade, o PT terá sexto, sétimo, oitavo mandato.

Assim, o principal Estado do Nordeste continuará caindo no PIB, na longevidade e na segurança. E o resto do país continuará financiando, via União, o modelo que a Bahia acaba de reeleger. Precisamos falar sobre a Bahia porque a Bahia, neste domingo, falou sobre o Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Impressionante matéria, enviada pelo comentarista Mário Assis Causanilhas, mostrando que a Bahia entrou em grave retrocesso nas mãos de corruptos como Jaques Wagner e Rui Costa, ambos enriquecidos ilicitamente. (C.N.)

Imprensa será cada vez mais importante para evitar fake news nas eleições

Saiba como explorar imagens e charges na prova de redação do vestibular | Guia do Estudante

Charge do Laerte (Folha)

Carlos Newton

A imprensa escrita – ou jornais e revistas – está apavorada e teme desaparecer, tragada pela concorrência crescente e avassaladora da imprensa digital, que funciona ao vivo e a cores nas rádios, televisões, computadores e celulares da plebe rude. A preocupação é procedente, claro, porque a publicidade está migrando junto com a informação gratuita.

No entanto, não deve haver desespero, porque a imprensa escrita não vai acabar, terá apenas de se adaptar. Mas os empresários da comunicação ainda não apreenderam a fazer essa adaptação e estão gastando o que resta de suas fortunas para fazer, ao mesmo tempo, jornalismo escrito e eletrônico, criando pequenas emissoras de TV, para os repórteres lerem as matérias que escreveram, como se não tivessem mais o que fazer.

NÃO DÁ CERTO – Isso já foi tentado e não deu certo. A primeira iniciativa foi de O Globo, que há alguns anos criou um simulacro de emissora de TV na redação do jornal, mas deu tudo errado e os irmãos Marinho, que têm rádios, televisões, jornais, revistas e portais, abandonaram a tentativa e deixaram cada empresa em seu quadradinho, digamos assim.

Foi uma sábia decisão, que infelizmente não foi adotada em outras grandes empresas de comunicação. Há alguns anos, a Editora Abril, que já tinha uma emissora (MTV), resolveu criar a TV Veja, e foi um fiasco enorme, que ajudou a destruir o grupo da família Civita.

O empresário Fábio Carvalho, que assumiu o conglomerado Abril, agora está cometendo o mesmo erro e investindo em uma nova TV Veja, com a Folha e o Estadão caindo na mesma armadilha. Vão perder dinheiro adoidado.

E A SAÍDA? – Os empresário não perceberam que, daqui para frente, a existência dos grandes grupos de jornalismo estará garantida, porque são menos frequentados pelas fake news e precisam se firmar como inimigos das falsas notícias. Ou seja, estamos chegando a um ponto em que as pessoas esclarecidas serão obrigadas a ler as reportagens e análises dos grandes portais, para saber o que realmente está acontecendo e se livrar das fake News, que nada têm de positivo.

Por enquanto, ainda existe nos grandes portais a infiltração de jornalistas que manipulam informações com interesses políticos, fazendo militância a favor de fulano e contra beltrano, circunstância que derruba a credibilidade dso veículo, porque o jornalismo só presta quando é independente e desatrelado.

Aqui na Tribuna não somos perfeitos, mas nos orgulhamos de trabalhar sob o signo da liberdade, tentando defender a predominância dos interesses coletivos sobre os meramente individuais.

BALANÇO – Como fazemos sempre, vamos publicar a seguir o balanço das contribuições feitas ao blog no mês anterior, agradecendo muitíssimo a quem nos apoia nesse esforço de manter um espaço independente na web.

De início, as contribuições na Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO   OPERAÇÃO              VALOR
05    051226        DEP DINH LOT………100,00
12    121229        DEP DINH LOT………200,00
17    171128        DEP DINH LOT………100,00
17    171706        DEP DINH LOT………230,00
24    241602        DEP DINH LOT………200,00
29    291116        DEP DINH LOT………230,00
30    000001        TED JPNVIDAL………..40,00

Agora, os depósitos na conta do Banco Itaú:
01    TED 001.5977 JOSE PJ……………….351,09
01    PIX TRANS PAULO RO………………..100,00
01    PIX TRANSF JOSE FR01/09……….150,00
15    TED 001.4416.MARIO ACRO………300,00
30    TED 033.3591.ROBERTO SD……..200,00

Agradecendo muitíssimo pelo apoio que nos permite perseguir essa utopia sem patrocínio político ou empresarial, vamos em frente, enquanto deixarem, porque essa liberdade incomoda  a quem tem medo da verdade, e assim o blog vive sob permanente ataque. (C.N.)

Avanço da direita nas urnas ameaça aprovação da PEC do fim da escala 6×1

Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)

Danilo Moliterno
CNN

Articuladores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preveem maior dificuldade para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 após o avanço da direita no primeiro turno das eleições de 2026.

O governo Lula teme que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desacelere a tramitação da matéria de olho no cenário eleitoral. O parlamentar pautou para a próxima semana a discussão da PEC.

PONDERAÇÃO –  Segundo relatos, Alcolumbre ainda garante o debate na próxima semana, mas pondera a necessidade de convencer uma maioria de senadores a votá-la. Governistas admitem que a oposição ganhou força para pressionar o presidente da Casa a não tramitar a matéria neste momento.

Existe ainda a avaliação de que, após o resultado sobre os senadores eleitos para mandatos de oito anos, os parlamentares de oposição e do Centrão estarão menos expostos à pressão popular e aos riscos de um voto contrário.

Nesta terça-feira (6), lideranças do governo no Congresso Nacional se reúnem para definir a estratégia para a semana de “esforço concentrado”. A PEC do fim da 6×1, de olho na eleição presidencial, é prioridade total. O presidente Lula terminou o primeiro turno das eleições atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, seu campo político viu a direita avançar em governos estaduais, na Câmara dos Deputados e em especial no Senado.

Michel Temer declara apoio a Flávio e amplia pressão sobre o MDB

Brasília será a vergonha do país, com três senadoras que são absolutamente inúteis

Direita elege primeira bancada 100% feminina do DF para o Senado

Damares, Michelle e Bia , três inutilidades na política do DF

Vicente Limongi Netto

Algo em torno de 2 milhões e meio de votos podem impedir a preservação das conquistas socioeconômicas, mergulhando o país num futuro incerto.

Dois milhões e meio de votos que separam um ex-torneiro mecânico, que chegou à chefia da nação abrindo portas do mundo para o Brasil, e um senador inútil e martirizado, que só pensa em vingança contra os responsáveis pela condenação e prisão do pai dele.

São dois milhões e meio de votos que separam um Brasil ordeiro, que ocupa a décima colocação no ranking da economia potência mundial, e uma malta de milicianos e rachadinhas com sangue nos olhos, ávidos para instalar a desordem e o caos no Brasil.

BAIXARIA TOTAL – As urnas mostram as garras, assustam o eleitor um pouco mais exigentes. Damares Alves, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, senadoras por Brasília, são escolhas pavorosas.

Michelle vai aparecer trajando o manto de imperatriz do marido presidiário e golpista, enquanto Bia e Damares surgirão nos holofotes como ardorosas serviçais da mulher do Bozo de tornozeleira.

E de quebra, no Senado, deus do céu, o enteado Carluxo, enquanto o mais jovem Jair Renan se torna deputado federal, eleito sob o nome de Jair Bolsonaro, escondendo o nome Renan.  Carluxo aprendeu as rachadinhas com o pai e o irmão Flávio. Agora, vai transmitir esses ensinamentos ao irmão mais novo, Jair Renan. Que família, hein?

Lindbergh e Rogério Correia recorrem a Fachin contra notícia-crime de Flávio

A autofagia ameaça a autoridade do Supremo, cuja crise está se aprofundando