Senadores viabilizam CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master

Instalação de CPI depende do aval de Davi Alcolumbre

Lauriberto Pompeu
O Globo

Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atingiu o número mínimo de assinaturas para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira, o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do banco Master. Entre os endossos há uma maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente. Nenhum parlamentar do PT assina o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

AVAL – A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do banco Master também já tem assinaturas, mas está sem perspectiva de ser instalada.

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário em um inquérito que tramita na Suprema Corte. No texto, o escritório afirma que durante o período do contrato, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, produziu 36 pareceres e fez 94 reuniões de trabalho. A nota afirma que a banca nunca atuou perante o STF.

Por sua vez, Toffoli era o relator no Supremo do caso envolvendo o Banco Master, mas deixou a função em fevereiro após um relatório da Polícia Federal revelar mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, que faziam citações ao ministro. A relatoria passou para ministro André Mendonça.

Gilmar Mendes dá 72 horas para MP justificar “penduricalhos” salariais

Minha charge de hoje na @folhadespaulo

Charge do Jean Galvão (Folha)

Márcio Falcão
g1 / TV Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, relator da ação que contesta o pagamento de penduricalhos, determinou neste domingo, dia 8, que o Ministério Público do Rio de Janeiro preste informações complementares que comprovem o cumprimento das decisões sobre o pagamento de verbas indenizatórias.

A expressão ‘penduricalho’ é utilizada para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somados ao salário de servidores públicos. Essas gratificações servem para compensar gastos relacionados ao exercício da função ou ressarcir direitos não usufruídos.

SEM JUSTIFICATIVA – Mendes considerou insuficientes as informações prestadas pelo procurador-geral para justificar o cumprimento das determinações anteriores. Por isso, estabeleceu prazo para o MP RJ tem até 72 horas para se explicar.

O Ministério Público terá que detalhar como estão sendo feitos os pagamentos de verbas indenizatórias, inclusive de eventuais valores retroativos autorizados e pagos entre janeiro e fevereiro, com a indicação das datas de autorização e de efetivação dos pagamentos, bem como a documentação que comprove quando a ordem de pagamento foi encaminhada à instituição financeira.

O decano do Supremo reiterou que está vigorando a primeira decisão proferida nos autos, em 23 de fevereiro,  que proibiu imediatamente o pagamento de valores retroativos.

AUTORIZAÇÃO – Apenas em 26 de fevereiro, com o objetivo de harmonizar prazos, foi autorizada a quitação desse tipo de verba, mas exclusivamente em relação a valores que já estivessem regularmente programados para o período correspondente.

No final de fevereiro, Gilmar Mendes determinou que verbas de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos, somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

A decisão também definiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem se restringir à regulamentação do que já estiver previsto em lei, com indicação clara da base de cálculo, do percentual aplicado e do limite máximo do benefício.

OUTRO PRAZO – Por meio de liminar, o ministro firmou um prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam o pagamento dos penduricalhos com fundamento em leis estaduais.

Também deu 45 dias para que sejam suspensos os pagamentos instituídos por decisões administrativas ou por atos normativos secundários.

“O pagamento de quaisquer verbas, após os prazos acima assinalados, em desconformidade com a presente decisão consubstanciará ato atentatório à dignidade da justiça e deverá ser apurado no âmbito administrativo-disciplinar e penal, sem prejuízo do dever de devolução de tais valores”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Constituição de 1988 tratou corretamente do assunto e proibiu, terminantemente, o recebimento de qualquer valor acima do teto salarial do serviço público. A preocupação dos constituintes foi tamanha que o respeito ao teto salarial foi fixado em dois dispositivos diferentes. Mas o tempo passou e os juízes forçaram a barra, desrespeitaram a Constituição e iniciaram a rapinagem dos cofres públicos, de forma voraz e indecente. Detalhe importante: todos os penduricalhos ilegais foram autorizados pelo Supremo. Agora, Flávio Dino e Gilmar Mendes entram de sola contra os penduricalhos, justamente num momento em que o STF precisa mostrar serviço, digamos assim. Será coincidência? O assunto é importantíssimo e vamos voltar a ele com detalhes estarrecedores. (C.N.)

No Senado, a Liga do Bem é exemplo de solidariedade e amor ao próximo

Voluntários do Senado enviam mais de 90 toneladas de doações para o Rio  Grande do Sul - Tereza Cristina

Para o Rio Grande do Sul, foram enviadas 90 toneladas

Vicente Limongi Netto

Completando 10 anos de vitoriosa existência, a Liga do Bem, marcante iniciativa dos servidores do Senado, empenha-se em arrecadar donativos para famílias carentes e pessoas em vulnerabilidade. Promove cursos, distribui cestas básicas, oferece cobertores, lanches e sopas em noites frias para moradores de rua. 

Tudo com um toque de amor, respeito e solidariedade. Depois de dirigir suas ações para flagelados das enchentes em Petrópolis. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a Liga do Bem orienta suas ações agora para desabrigados nas enchentes de Minas Gerais.

DONATIVOS – Caminhões da Liga do Bem chegaram a Zona da Mata mineira com 100 colchões, 240 fronhas, 240 lençóis, 240 travesseiros e 240 cobertores.  E muitas doações continuam chegando.

A Liga do Bem está precisando de voluntários. O trabalho é incessante. Dezenas de servidores do Sendo e brasilienses voluntários estão trabalhando duro. A instituição ajuda creches de crianças desamparadas, casas de idosos, entidades e abrigos com mulheres sobreviventes de feminicídios.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, está sempre nas dependências da liga. Atuante, ajudando no que pode. 

PARTICIPANTES – Também marca presença a senhora Paula Mourão, mulher do senador e general Hamilton Mourão, doando e ajudando. As senadoras Leila Barros e Soraya Thronicke igualmente participam. Leila Barros, inclusive, foi autora do requerimento de sessão especial em homenagem a Liga do Bem.

Nessa linha, outras senadoras e mulheres de parlamentares poderiam também tirar um tempinho para ajudar. Vai a pena acrescentar mais amor no coração de todos. Solidariedade ao próximo é edificante. Quem comparecer para ajudar será recebido de braços abertos. 

Escândalo do Master desmoraliza STF e põe em xeque a liderança de Fachin

A reação de Fachin, a ironia do General e outras frases da semana | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Carolina Brígido
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) bem que tentou se distanciar do escândalo do Banco Master, mas foi arrastado de novo para os holofotes. A revelação de que Alexandre de Moraes trocou mensagens com Daniel Vorcaro no dia que o banqueiro foi preso pela primeira vez mostra que não há liderança capaz de segurar as rédeas de ministros e devolver credibilidade ao tribunal.

Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma milionária movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. A solução encontrada nos bastidores foi afastar o ministro da relatoria. Agora, a gravidade da situação não mostra uma porta de saída para a crise.

SEM SAÍDA – O presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldade para tirar o tribunal da crise de credibilidade que enfrenta. E Moraes está absolutamente enfraquecido. Não é relator do caso e sequer participará dos julgamentos sobre a fraude financeira, porque integra a Primeira Turma e o processo tramita no colegiado vizinho.

Ainda assim, a falta de reação do ministro diante de provas da relação próxima que mantinha com Vorcaro contamina o Supremo como um todo.

Os diálogos vazados, somados ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master, dificultam ainda mais o trabalho de Edson Fachin. Para tentar limpar a imagem do tribunal, o presidente da Corte defendeu o afastamento de Toffoli da relatoria das investigações. A solução para tentar tirar o Supremo do novo capítulo de escândalos exige mais engenhosidade.

TENTAR EXPLICAÇÕES – E não é por falta de habilidade política de Fachin. De fato, que outro ministro do Supremo, se estivesse na presidência, conseguiria convencer Moraes a fornecer explicações plausíveis para o envolvimento dele com os negócios de Vorcaro?

A bandeira do código de conduta hasteada por Fachin ficou pequena. Se houvesse um código em vigor agora, ele provavelmente não teria sido capaz de impedir a ligação de Toffoli e Moraes com o Banco Master — o que aprofundaria a crise de credibilidade do tribunal.

Hoje, fica claro que o alto sigilo imposto por Toffoli às investigações protegeram Moraes.

VAZAMENTOS – Quando André Mendonça assumiu a relatoria, franqueou acesso ao material sigiloso a um número maior de pessoas. A decisão forneceu mais elementos para os investigadores avançarem nas descobertas. Por outro lado, aumentou a chance de vazamento de informações sensíveis.

Mendonça não parece disposto a retroceder — nem em relação ao sigilo, nem ao estilo de conduzir as investigações. Ele tem dito a pessoas próximas que não vai aliviar para ninguém, e isso inclui autoridades.

Pessoas com acesso às investigações atestam que há menções nos autos a pessoas com direito ao foro especial no Supremo. As suspeitas recaem, portanto, sobre integrantes do governo, do Congresso Nacional e do Judiciário.

IMPEACHMENT– E como isso termina? Com tantas autoridades envolvidas no caso Master, é pouco provável que haja disposição política para o Congresso Nacional abrir processos de impeachment contra Moraes e Toffoli.

A dupla, aliás, não está isolada no Supremo, longe disso. Flávio Dino e Gilmar Mendes são relatores de processos sobre cortes de penduricalhos que atingem os Três Poderes. Dino é relator de um processo sobre desvios de emendas parlamentares. A munição para o fogo cruzado está posta.

Pode até ser que, concretamente, não haja consequência alguma para a conduta dos ministros. O mais provável é que Fachin continue quebrando a cabeça para gerir um tribunal desgovernado, que padece dos impactos institucionais causados pelas escolhas individuais de seus ministros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA única saída para Moraes e Toffoli é a aposentadoria, único jeito de evitar o impeachment. Quanto aos processos que deverão movidos contra eles, isso é outro departamento, porque o corporativismo é uma chaga que desgraçadamente contamina todos os ministros do STF, a meu ver. De qualquer forma, comprem pipocas. (C.N.)

Ary, o grande compositor mineiro, tinha belas inspirações na Bahia

Carmen Miranda, 105 anos da mais brasileira das cantoras - Jornal GGN

Carmen Miranda gravou o sucesso de Ary Barroso

Paulo Peres
Poemas & Canções

O radialista, músico e compositor mineiro Ary de Resende Barroso (1903-1964), na letra de “No Tabuleiro da Baiana”, retrata com muita criatividade os quitutes do culinária baiana e traça uma bela história de amor. Esse samba foi lançado pela atriz e cantora Aracy Cortes numa peça de teatro de revista em 1929 e gravado por Carmen Miranda e Luiz Barbosa em 1936. 

NO TABULEIRO DA BAIANA
Ary Barroso

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô

Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você

Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
E depois o que será de nós dois
Seu amor é tão fugaz, enganador

Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração              

Prisão de Daniel Vorcaro vira munição eleitoral e coloca Planalto na defensiva

Caso pode gerar disputa de narrativas com a oposição

Deu na CNN

De acordo com a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve gerar forte impacto político, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. O caso já se tornou um elemento de disputa entre diferentes forças políticas e pode influenciar o cenário das próximas eleições.

Clarissa avalia que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser afetado durante a campanha eleitoral, uma vez que o caso Master favorece o discurso anticorrupção no campo bolsonarista. A investigação é vista pelo Palácio do Planalto como uma “bomba enorme” no meio do processo eleitoral, com potencial para prejudicar o desempenho do presidente nas urnas.

EMBATE –  A analista da CNN destaca que um elemento que adiciona complexidade ao caso é o aparente conflito entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República). O ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso, utilizou um tom descrito como “quase provocativo” ao afirmar que, se as medidas requeridas pela PF (Polícia Federal) não fossem acolhidas com urgência, poderia haver risco à segurança de pessoas envolvidas e dificuldade na recuperação de “ativos bilionários”.

O documento assinado pelo ministro sugere uma “névoa de desconfiança” em relação à atuação da PGR, insinuando que haveria motivos não explícitos para eventual demora na análise do caso. Esse embate institucional acrescenta uma camada política adicional à operação.

NARRATIVAS –  Enquanto o caso Master se desenrola, já se observa uma disputa de narrativas entre governo e oposição. Por um lado, representantes do governo federal argumentam que é a PF vinculada à atual gestão que está conduzindo a investigação com transparência, com apoio do Banco Central. Por outro lado, há uma tentativa de associar figuras próximas a Vorcaro com políticos do campo bolsonarista.

Clarissa comenta que o governo destaca que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador de campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), figuras importantes da oposição. Simultaneamente, há movimentações no Congresso que são interpretadas como tentativas de “congelar” a operação e diminuir sua repercussão midiática.

JOGO POLÍTICO – O caso Master se configura como um elemento com potencial para influenciar o jogo político nacional, especialmente por ocorrer no início de um período eleitoral, quando as disputas por narrativas se intensificam e qualquer escândalo pode ter impacto significativo nas urnas.

Após a repercussão da decisão, o gabinete do ministro procurou a imprensa para afirmar que a decisão atinge somente o caso de Roberta Luchsinger – o que não ficou claro no próprio despacho. Questionada sobre a que o ministro se referia e se a decisão só atingiria outros investigados caso provocassem ao STF, a assessoria do ministro informou que ele não se manifestaria sobre o assunto.

Moraes e a mulher Viviane pensam (?) que todos os brasileiros são estúpidos

Saiba o que Moraes e esposa recuperam após saída da Lei Magnitsky

São dois pilantras, que já perderam o direito de sair às ruas

Carlos Newton

É preciso ter inesgotável paciência para ser brasileiro, continuar honesto e com a reputadação ilibada, em meio a uma administração pública infestada por trambiqueiros de todos os níveis nos Três Poderes.

Os exemplos de corrupção se amontoam, denunciados a cada dia pela imprensa, e a coisa mais rara é ver um milionário na cadeia, como está acontecendo com Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ambos enriquecidos ilicitamente, embora o ex-presidente só cumpra pena (exageradíssima1)  por um golpe que planejou dar, mas não concretizou.

As pilantragens do Supremo chegaram a tal ponto que transformaram o Brasil no único país do mundo em que criminoso não é preso após condenação em segunda instância, quando se esgota juridicamente a discussão do mérito, fica estabelecido se o réu era culpado ou não.

ILEGALIDADES – Para libertar Lula da Silva da prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes pelos quais nunca foi inocentado judicialmente, mas condenado em três instâncias, sempre por unanimidade, em 2019 o Supremo (presidido pelo Dias Toffoli) decidiu sujar o nome do país no cenário mundial e adotou essa estranha tese jurídica.

Julgava-se que tivesse sido uma iniciativa extraordinária do STF, tomada para evitar a reeleição de Bolsonaro, um presidente esquisito, que não acreditava em vacinas e avanço da ciência. Mas não era um fato isolado, pois a bizarrice jurídica passou a comandar o país.

E as patuscadas pareciam não ter fim. Moraes multiplicou crimes e penas, inventando a existência de 1,5 mil terroristas, que formavam uma “organização criminal armada”, embora nem se conhecessem entre si e jamais tivessem sido vistos portando armas. Entre os terroristas estava a mulher do batom, vejam quanta maluquice jurídica.

ENRIQUECIDOS – Devido ao escândalo do Banco Master, agora sabe-se que todas essas insanidades ocorreram no Brasil por causa de enriquecimento ilícito, com fica provado nos casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e outros ministros, que são mais discretos, pelo menos.

No caso de Moraes, ele é tão delirante e irresponsável que chegou ao cúmulo de emitir decisões no Brasil a serem cumpridas pela Justiça americana. Resultado, está sendo processado por duas empresas do presidente Donald Trump, e Moraes está fugindo da Justiça, para não ser intimado nesse processo nos Estados Unidos, onde acabará sendo condenado à revelia, sem se defender, pois não tem condições de fazê-lo.

Agora, vem a mulher dele, Viviane de Moraes, a tripudiar da Justiça e da opinião pública, tentando esclarecer (?) seu incansável trabalho em favor do banqueiro Vorcaro. Suas justificativas atingem o nível da debilidade mental, porque ela e o marido pensam (?) que só existem imbecis no Brasil.

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P.S. –
O mais inacreditável nisso tudo foi o fato de o casal Moraes ter nos enganado durante tanto tempo, pois ele chegou até a ser admirado como “salvador da Pátria”. Se os dois conhecessem Abraham Lincoln, saberiam que ninguém engana a todos, durante todo o tempo. (C.N.)

O escândalo do Banco Master e a urgência de um código de ética no STF

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Pedro do Coutto

A crise institucional provocada pelo escândalo envolvendo o Banco Master trouxe à superfície uma discussão que há anos ronda silenciosamente o sistema judicial brasileiro: a ausência de um código de ética formal e abrangente para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo e no O Globo, o jornalista e colunista Elio Gaspari argumenta que os fatos revelados nas investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro expõem uma fragilidade institucional que não pode mais ser ignorada: as zonas cinzentas nas relações entre magistrados da mais alta Corte do país e atores do sistema financeiro.

O caso do Banco Master, que culminou com a prisão de Vorcaro e a liquidação da instituição após investigações de fraudes bilionárias, corrupção e lavagem de dinheiro, tornou-se um dos maiores escândalos financeiros recentes no Brasil. As apurações indicam a existência de uma complexa rede que envolveria corrupção institucional, cooptação de servidores públicos e tentativas de obstrução da Justiça. A dimensão do caso levou o processo até o Supremo, ampliando o impacto político e institucional da investigação.

CONEXÕES – Foi nesse contexto que vieram à tona episódios que levantaram questionamentos sobre possíveis conexões entre o banco e integrantes da Corte. Investigações apontaram, por exemplo, que mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicariam contatos com o ministro Alexandre de Moraes, o que gerou desconforto interno entre magistrados e abriu uma crise de imagem para o tribunal. Integrantes do próprio Supremo reconheceram, em conversas reservadas, que a troca de mensagens no momento da prisão do banqueiro é “grave” e difícil de explicar, intensificando o debate sobre transparência e conflitos de interesse na Corte.

Outro episódio citado nas discussões públicas envolve o ministro Dias Toffoli, cujo nome apareceu em documentos relacionados a negócios envolvendo um resort posteriormente adquirido por um fundo ligado a Vorcaro. Embora o magistrado tenha negado qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro, as revelações contribuíram para aumentar a percepção de proximidade entre figuras do Judiciário e agentes do sistema financeiro — algo particularmente sensível quando essas mesmas autoridades podem julgar casos envolvendo tais interesses.

CÓDIGO DE ÉTICA – É precisamente nesse ponto que o argumento de Gaspari ganha força. O jornalista sustenta que grande parte dessas situações poderia ter sido evitada se o Supremo já dispusesse de um código de ética claro e rigoroso, capaz de estabelecer limites objetivos para interações entre ministros e atores econômicos potencialmente envolvidos em processos judiciais. Em termos institucionais, esse tipo de norma funciona como um mecanismo preventivo: não se trata necessariamente de presumir irregularidades, mas de impedir que relações privadas gerem dúvidas públicas sobre a imparcialidade das decisões.

Nos sistemas judiciais de democracias consolidadas, códigos de conduta desse tipo são considerados instrumentos essenciais de preservação da legitimidade institucional. A máxima clássica do direito romano — segundo a qual “não basta ser honesto, é preciso parecer honesto” — traduz a lógica por trás dessas regras: a confiança pública no Judiciário depende não apenas da legalidade das decisões, mas também da percepção de independência de seus magistrados.

O escândalo do Banco Master evidencia exatamente esse dilema. Mesmo quando não há prova de irregularidade direta, a simples existência de relações informais entre magistrados e atores investigados pode comprometer a credibilidade da Justiça. O resultado é um desgaste que ultrapassa indivíduos e atinge a própria instituição.

LINHA DIVISÓRIA  – Nesse cenário, a proposta de um código de ética para o STF — tema que já foi discutido internamente em diferentes momentos — volta ao centro do debate. A criação de normas claras sobre conflitos de interesse, participação em eventos financiados por empresas, relações profissionais familiares e comunicação com partes potencialmente envolvidas em processos poderia estabelecer uma linha divisória mais nítida entre a esfera privada e a função pública dos ministros.

A crise provocada pelo caso Master pode, portanto, representar um ponto de inflexão. Se por um lado expôs vulnerabilidades institucionais, por outro criou a oportunidade de fortalecer mecanismos de integridade no tribunal mais poderoso do país. No longo prazo, o que está em jogo não é apenas a reputação de ministros ou a resolução de um escândalo financeiro, mas a preservação da confiança pública no próprio Estado de Direito.

Em democracias maduras, tribunais constitucionais não vivem apenas de suas decisões — vivem também de sua credibilidade. E credibilidade, uma vez abalada, exige muito mais do que sentenças para ser reconstruída. Exige regras claras, transparência e, sobretudo, instituições capazes de se reformar diante das próprias crises.

Piada do Ano! Escritório de Viviane Moraes tenta esclarecer contratação por Vorcaro

Advogada divulgou detalhes do contrato com o Master

Túlio Amâncio
G1

O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (9) na qual esclarece como foi feita a contratação de serviços pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também informa que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”, informa. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados. “Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, prossegue o texto.

MENSAGENS –  Na última semana, uma reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF na noite de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para ele. O texto diz que os prints das mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

SERVIÇOS PRESTADOS – A nota especifica os serviços prestados e documentos entregues como resultado do contrato. As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual.

Ao todo, informa os seguintes encontros para a realização dos trabalhos: 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de três horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato; 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas; duas reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 horas.

CASO MASTER –  A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, e a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, marcaram mais um capítulo de uma crise que já vinha se desenhando há meses e que também levou à liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, integrantes do mesmo grupo.

O banco operava sob risco elevado de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). Tentativas de venda do Master, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

NOTA NA ÍNTEGRA:

“O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual, realizaram:

94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho, sendo:

I.1) 79 (setenta e nove) reuniõespresenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;

I.2) 13 (treze) reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas;

I.3) 2 (duas) reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 (duas) horas.

A atuação de uma das equipes jurídicas, juntamente com os consultores contratados, englobou a elaboração de Opiniões Legais nos casos solicitados pelo Departamento de Compliance; Revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social – RPPS; Revisão do Programa de Compliance & PLDFT para a obtenção do Selo Pro-Ética, implicando em: Revisão da Estrutura do Departamento de Compliance; Revisão do Código de Ética e Conduta; Elaboração das Políticas necessárias – Política de relacionamento com Poder Público; Política de licitações e contratos; Política de contato com concorrentes; Política de conflito de interesses; Política de Partes Relacionadas, entre outras; Revisão das demais políticas e procedimentos da área de Compliance para adequação ao exigido pela Corregedoria Geral da União – CGU.

Foram produzidos 36 (trinta e seis) pareceres e opiniões legais acerca de uma ampla gama de temas, como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, entre outros.

Elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança, com mapeamento das atividades, levantamento de documentação-base, análise das oportunidades, elaboração e revisão e treinamentos do público-alvo sobre as novas políticas, a partir da revisão do Código de Ética e Conduta, políticas de integridade, estruturação do departamento de compliance e apoio à alta administração.

Elaboração e revisão do Manual de Gestão e Captação de Recursos do RPPS, Política de Relacionamento com o Poder Público, Política de treinamento, capacitação e certificação continuada, Política de PLDFT, Política de Risco Operacional, Política de Sucessão de Administradores, Política de Transação com Partes Relacionadas, Política de Canais de Denúncia e Investigações, Política de Gestão de BNDU, Política de fusões e aquisições, Política de Gestão de Consequências, Política de investimentos pessoais, Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática, Política de Suitability, Política de Comunicação, Política de Saúde e Segurança no Trabalho, Manual de Contratação de Parceiros, Manual de Procedimentos Conheça seu Parceiro – KYP, Manual de Procedimentos Conheça seu Prestador de Serviço Terceirizado.

A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de autoavaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros.

Outra equipe do escritório Barci de Moraes, juntamente com os consultores, atuou, principalmente, na área penal e administrativa, na análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquérito civis, ações civis públicas e ações de interesse ou que pudessem produzir reflexos na atuação do Banco Master e de seus dirigentes, vários deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal, cujo ajuizamento ocorreu em 17/10/2024, e inquérito policial federal específico, cuja habilitação se deu em 8/4/2024.

O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – No início, julguei que fosse mais uma Piada do Ano. Depois, vi que a coisa é séria e se trata da Piada do Século. São serviços altamente qualificados, não há dúvida, mas antigamente eram chamados de enriquecimento ilícito. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Aguarda-se a candidatura do PSD, a última esperança contra polarização

Gilberto Kassab PSD

Kassab está apostando na alta rejeição de Lula e de Flávio

Carlos Newton

Nada de novo no front ocidental. A pesquisa Datafolha atrasou um dia a exibição dos resultados, até levantou suspeitas de comentaristas aqui na Tribuna da Internet, mas acabou sendo divulgada neste sábado, sem despertar qualquer surpresa.

Os dois candidatos favoritos – Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – estão tecnicamente empatados em quase todas as pesquisas, e o Datafolha confirma que, num eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula teria 46% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceria com 43%.

POLARIZAÇÃO NEFASTA – Foi a primeira pesquisa do Datafolha em 2026 e demonstrou que a nefasta polarização continua prevalecendo na política brasileira, e isso significa que o país poderá ter mais um presidente pouco confiável em termos de competência e reputação, duas condições que deveriam ser pré-requisitos de quem se propõe a governar o país.

Os dois favoritos são candidatos nada recomendáveis, ambos enriquecidos ilicitamente. Lula é um ex-presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Flávio escapou por pouco, envolvido em rachadinhas e nebulosos negócios comerciais e imobiliários.

A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores.

ESCOLHA DE SOFIA – Quem conhece o histórico dos dois não aceita votar neles. Somente o faz quando não há outra opção e o eleitor entra em desespero, para tentar votar no “menor pior”, fazendo uma escolha de Sofia, quando é necessário cortar a própria carne, digamos assim.

O cenário ainda é nebuloso e somente começará a clarear quando o cartola Gilberto Kassab, criador e dono do PSD, escolher o candidato do partido entre os governadores Ratinho Jr. (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), que ainda nem se filiou.

Kassab é considerado o maior oportunista da política brasileira. Até agora, jamais apresentou candidato a Presidência e nunca apoiava ninguém. Ficava na moita e depois fechava acordo com o novo presidente, garantindo ministérios, estatais e cargos públicos em profusão.

OUTRA REALIDADE – Com essa estratégia realista, Kassab tornou-se importantíssimo e seu partido cresce como nenhum outro, já tem quase 900 prefeituras. Desta vez, porém, sentiu que a polarização está enfraquecida devido aos clamorosos erros de Lula e Bolsonaro. Animou-se e resolveu apostar na candidatura própria.

Ele está pressionado por Caiado, Ratinho e Leite, para escolher logo o candidato. Não importa quem seja, vai concorrer com alguma chance, porque pode herdar os votos de Simone Tebet, Ciro Gomes, Soraya Thronicke e Felipe D’Ávila, que tiveram 8%, e vai correr atrás dos eleitores tipo “neném”, que não aceitam nem Lula nem Bolsonaro.

Portanto, podem apostar, seja quem for o mais votado nesta eleição, o grande vencedor será Kassab.

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P.S.
Nos próximos dias, quando Kassab escolher o candidato do PSD, a campanha eleitoral então vai começar para valer. E se o candidato do PSD for derrotado em outubro, nenhum problema para Kassab. Ele simplesmente mandará o partido apoiar o vencedor e irá em frente, sempre roendo o poder pelas beiradas. (C.N.)

Moraes se esconde da Justiça dos EUA e processo contra ele correrá à revelia

Moraes ao Washington Post: 'Não existe possibilidade de recuar um  milímetro'; leia a íntegra - Estadão

Moraes deu um jeitinho com Gonet para não ser intimado

Petrônio Viana
Metrópoles

O Advogado Martin de Luca, que atua para a Rumble e a Trump Media, empresas do presidente americano Donald Trump, reagiu à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de negar o pedido da Justiça norte-americana para citar o ministro Alexandre de Moraes em ação na qual o magistrado é acusado de censurar pessoas residentes nos EUA.

De Luca criticou o uso da Convenção de Haia como argumento e o fato de a decisão ter sido tomada em julgamento a portas fechadas.

DIZ O ADVOGADO – “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial”, disse De Luca, por meio de suas redes sociais.

“Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas”, criticou.

Na Justiça da Flórida, o Rumble e a empresa de Trump acusam Moraes de determinar ilegalmente o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos EUA, em plataformas também sediadas no país. A carta-rogatória solicitando a intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi enviada em agosto ao STJ, órgão responsável por decidir sobre pedidos judiciais estrangeiros.

MAIS ARGUMENTOS – “A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais. Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política”, afirmou De Luca.

“Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito. E isso não interrompe o caso”, explicou o advogado brasileiro.

PROCESSO CONTINUA – O representante das empresas de Trump assinalou que essa decisão do STJ, não extingue o processo, que vai prosseguir nos Estados Unidos.

“Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal”, sustentou o advogado do Rumble e da Trump Media.

A decisão do STJ seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que recomendou a rejeição da carta-rogatória sob a alegação de que os protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o trâmite de ações que tenham como alvo magistrados de outros países pelo exercício de suas funções.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a inestimável ajuda do procurador-geral Paulo Gonet, o ministro Alexandre de Moraes está agindo como um foragido, escondendo-se da Justiça americana, para não ser citado e responder por seus atos. No seu delirante deslumbramento, Moraes expediu determinações aqui da filial Brazil para serem cumpridas pela Justiça da matriz Estados Unidos, uma espécie de Piada do Ano internacional. Agora está fugindo da Justiça, achando (?) que pode se livrar, mas o processo será retomado à revelia. Assim, se resolver passar um final de semana em Miami, na casa do amigo Vorcaro, será preso ao desembarcar na matriz. (C.N.)

Mudança no comando do TSE em junho acende o alerta no Planalto

Com sobrenomes influentes no STJ, parentes de ministros defendem milhares de ações

Saída de Tarcísio muda quadro e fortalece ofensiva de Lula ao Centrão

Caso Vorcaro espalha pânico no Congresso e ameaçam líderes do Centrão

Flávio monta tropa jurídica com ex-advogada de Lula e advogado da Lava Jato

Perícia desmente a versão de Moraes sobre mensagens com Daniel Vorcaro

No Dia Internacional da Mulher, duas homenagens com o maior carinho…

Yes, Nós Temos Braguinha – Wikipédia, a enciclopédia livre

Braguinha foi enredo vitorioso da Mangueira em 1984

Paulo Peres
Poemas & Canções

O compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907-206), conhecido como Braguinha ou João de Barro, fez uma belíssima declaração de amor ao colocar letra no famoso choro “Carinhoso”, um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.  “Carinhoso” foi gravado por Orlando Silva, em 1937, pela RCA Victor.

“Carinhoso” é uma exaltação à mulher e se tornou uma das músicas brasileiras mais gravadas, em empate no segundo lugar com “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), ambas com 430 gravações. Recentemente, o primeiro lugar passou a ser de “Garota de Ipanema” (Tom & Vinicius), com 442 gravações.

CARINHOSO
Pixinguinha e Braguinha

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.

Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Paulo Peres

Quero parabenizá-la, dizendo que
não existe palavra capaz de definir,
peculiarmente, esta dádiva chamada
MULHER, maravilha infinita
que embeleza o cotidiano!…

Juiz americano ficou chocado com a perseguição de Moraes a Filipe Martins

Gregory Presnell - Ballotpedia

Juiz Presnell mandou rever a documentação

Fábio Zanini
Folha

Nos Estados Unidos, o juiz federal Gregory Presnell tenta corrigir erro cometido no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal na condenação de Filipe Martins, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (5), após a realização de audiência, o juiz mandou que o governo americano apresente de forma integral e transparente os dados relativos aos registros de entrada do ex-assessor presidencial Filipe Martins no país no final de 2022.

Martins está processando o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o serviço de imigração (CBP), alegando que os registros de entrada são fraudulentos e que ele não viajou aos EUA no período junto com o então presidente Jair Bolsonaro.

FALSA VIAGEM – Essa suposta viagem foi usada como argumento pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) para decretar uma prisão preventiva de Filipe Martins em 2024, citando risco de fuga.

Durante a audiência, o juiz federal Gregory Presnell analisou pedido do governo americano para encerrar o caso. A corte, no entanto, decidiu adiar qualquer decisão e determinou novas medidas, atendendo a pedidos da defesa de Martins.

O juiz ordenou que o governo apresente versões integrais, sem tarjas, de documentos que haviam sido entregues com trechos ocultados, para que sejam examinados.

ORIGEM SUSPEITA – Na audiência, os advogados do governo americano admitiram que os registros de entrada “não deveriam estar ali”, levando o tribunal a aprofundar a investigação sobre a origem da informação.

Presnell determinou ainda buscas mais ampla por documentos e mensagens que possam explicar como o registro foi criado e quem participou do processo. O magistrado reconheceu também a gravidade do caso e indicou oralmente que Martins tem o direito de conhecer as informações relacionadas ao registro migratório.

Martins atualmente está preso no Paraná, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal em outro processo, o da trama golpista. Ele cumpre pena preventiva, até que seus recursos sejam todos julgados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A condenação de Filipe Martins a 21 anos de cadeia foi um dos maiores erros judiciários cometidos por Alexandre de Moraes. Ele se baseou numa falsa informação para prender Filipe Martins. Quando o engano foi esclarecido, ao invés de soltar o suspeito, o ministro Moraes seguiu inventando motivos para mantê-lo preso. E o condenou a 21 anos simplesmente por ter entregue um papel a Bolsonaro que seria a minuta do golpe, sem nenhuma prova de que ele seria o autor do plano. Na matriz Estados Unidos, um erro desses significaria uma polpuda indenização, mas aqui na filial Brasil não rende uma moeda de dois reais. (C.N.)

Trincheira tropical: a guerra que revelou o Brasil na década de 1940