Como Oswaldo Montenegro, faça uma lista dos amigos que você não vê mais

Quando a gente ama Simplesmente ama É... Oswaldo Montenegro - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro, na letra de “A Lista”, fala sobre lembranças que todos já tiveram. Além disso, o compositor ainda faz uma comparação com o que fazia e o que faz hoje. A música foi gravada por Oswaldo Montenegro no Álbum “A Lista”, em 2001, pela Jam Music.

A LISTA
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos.
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais.
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre,
Quantos você conseguiu preservar.
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora,
Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava,
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Faça uma lista de grandes amigos,
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais.
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos, ninguém quer saber.
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.  

Jaques Wagner virou alvo da PF pelos pagamentos ligados ao Banco Master

Em meio à crise, Flávio aposta em plano de segurança para reativar campanha

Diretor de “Dark Horse” diz esperar que filme eleja Flávio à Presidência

Filme sobre Bolsonaro assume objetivo eleitoral

Paulo Assad
O Globo

Durante a primeira exibição pública do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o diretor Cyrus Nowrasteh disse que espera que a produção ajude a eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) presidente do Brasil. Na semana passada, o PT pediu ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal que investiguem os recursos que financiaram a obra, bem como o uso eleitoral do filme.

“Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus, após a exibição do filme em um hotel de Las Vegas, na segunda-feira.

ENCONTRO DA DIREITA – Dark Horse teve a sua primeira exibição ao público em um encontro da direita americana batizado de Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude). A premiere do filme marcou o final do primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Como mostrou o blog da Bela Megale, o foco do filho do ex-presidente era atrair distribuidores interessados em exibir ‘Dark horse’ em salas de cinema nos Estados Unidos. Após a exibição, Eduardo e o diretor Cyrus Nowrasteh estiveram entre os participantes de um painel mediado pelo influenciador de direita Juan O’Savin.

Durante o painel, Eduardo Bolsonaro falou sobre a situação de saúde do pai e discorreu sobre o envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato O ex-deputado afirmou que o filme faz parte de uma guerra cultura contra adversário ideológicos.

“O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, disse Eduardo, que fez menção ao filme Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra cinematógráfica de impacto duradouro, sugerindo que “Dark horse” poderia ter o mesmo alcance.”É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, acrescentou

REAÇÃO POLÍTICA – Eduardo também respondeu a um questionamento sobre se a produção do filme precisou lidar com alguma “reação política contrária do establishment comunista”. O ex-deputado se limitou a mencionar uma ação na Justiça Eleitoral, sem fazer menções às outras controvérsias nas quais “Dark horse” está envolvido, como o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, à produção do filme.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, disse Eduardo.

DOCUMENTOS LEGAIS – Ao responder a mesma pergunta, Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi filmado sem conhecimento do “establishment” e acrescentou que os órgãos públicos só souberam da produção ao final das filmagens, quando a equipe gravava as cenas da facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018. “Todos os nossos documentos estavam legais”, disse o cineasta. Em outro trecho ele afirma que o filme pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

“Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus.

CONDENAÇÃO – Na última terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuar nos EUA para coagir ministros da Corte através da articulação de sanções. O evento em Las Vegas aconteceu um dia antes da decisão, mas o tema foi abordado pelo ex-deputado, que se referiu aos magistrados como “covardes”.

“Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível”, disse Eduardo.

PROGRAMAÇÕES – O evento teve em suas sua programação apresentações e discussões sobre “métodos avançados para detecção de manipulação em processos eleitorais”. Um dos cartazes do encontro conservador convocava o público a se juntar aos “lutadores” no combate a fraude em títulos, corrupção governamental, fraude eleitoral e golpes na área de saúde. O ingresso para participar do evento, que aconteceu no hotel Aher, em Las Vegas, custava US$ 350. Segundo a organização da cúpula, todos os 700 assentos esgotaram.

O primeiro dia do Fraud Fighter Summit não contou com transmissão on-line, mas parte do público compartilhou trechos do encontro nas redes sociais. Um deles mostra o discurso feito pela ex-funcionária eleitoral do Colorado Tina Peters, que antecedeu à exibição de “Dark horse”. Até o início de junho, a americana encontrava-se presa após ser condenada a nove anos de prisão por permitir a terceiros acesso não autorizado a equipamentos de votação. O objetivo de Peters era mostrar que as urnas haviam sido fraudadas para prejudicar Trump no pleito de 2020, perdido para Joe Biden.

No dia primeiro de junho, ela foi solta após o governador do Colorado, o democrata Jared Polis, ser pressionado por Trump a reduzir a pena de Peters. “Este filme é muito importante. Acompanhei Bolsonaro e o que aconteceu no Brasil. Isso pode acontecer em todos os países do mundo e é claro que eles estão tentando fazer isso com o nosso país. (…) Amo vocês e precisamos respeitar esse pessoal do Brasil”, disse Peters, sob aplausos dos presentes.

Condenação de Eduardo Bolsonaro deve projetar efeitos sobre a sucessão

Julgamento atinge o futuro do campo conservador 

Pedro do Coutto

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal representa um dos episódios mais delicados da trajetória política do bolsonarismo desde os acontecimentos que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023. Mais do que uma decisão judicial, o julgamento produz consequências políticas que ultrapassam a figura do ex-parlamentar e alcançam diretamente o futuro do campo conservador brasileiro, especialmente em um momento em que a disputa pela sucessão presidencial já começa a ganhar contornos mais definidos.

A decisão unânime dos ministros da Primeira Turma foi interpretada por setores políticos e jurídicos como o reconhecimento de que houve uma tentativa de constranger instituições brasileiras por meio da busca de apoio estrangeiro contra integrantes da mais alta Corte do país. Segundo a acusação acolhida pelos magistrados, Eduardo Bolsonaro teria atuado para estimular sanções internacionais contra ministros do STF durante o período em que avançavam as investigações relacionadas à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

ARTICULAÇÃO POLÍTICA – O episódio adquire relevância ainda maior porque não se trata apenas de uma controvérsia jurídica. O julgamento reforça uma narrativa que vem sendo construída desde os ataques às sedes dos Três Poderes: a de que existia uma articulação política mais ampla voltada para contestar o resultado eleitoral que conduziu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. Para os ministros que participaram do julgamento, a atuação atribuída a Eduardo Bolsonaro não pode ser dissociada desse contexto mais abrangente de enfrentamento às instituições democráticas.

A situação torna-se ainda mais complexa porque o ex-deputado vive atualmente nos Estados Unidos. Sua permanência no exterior já havia provocado desgaste político ao resultar na perda do mandato parlamentar em razão do elevado número de ausências registradas. Agora, a condenação acrescenta um novo elemento de incerteza, sobretudo em relação aos desdobramentos jurídicos futuros. Eventuais medidas para execução da pena dependerão de procedimentos internacionais e de decisões que extrapolam o ambiente político doméstico.

Entretanto, os efeitos mais imediatos parecem estar concentrados no campo eleitoral. Embora ainda seja cedo para medir com precisão o impacto da condenação sobre a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, a ligação familiar e política entre os dois irmãos torna inevitável algum grau de contaminação da imagem pública do projeto eleitoral bolsonarista. Em política, especialmente em disputas nacionais, fatos dessa magnitude dificilmente permanecem restritos ao personagem diretamente envolvido.

APOIO EXTERNO – O desgaste decorre principalmente da percepção de que houve uma tentativa de buscar apoio externo para influenciar disputas internas brasileiras. Independentemente das diferentes interpretações ideológicas que cercam o episódio, a defesa da soberania nacional continua sendo um valor fortemente presente na cultura política do país. Por essa razão, iniciativas que possam ser interpretadas como convite à interferência estrangeira costumam enfrentar resistência em amplos segmentos da sociedade.

Essa dimensão simbólica talvez seja o aspecto mais sensível da condenação. Ao longo da história republicana, poucos temas produzem consenso tão amplo quanto a preservação da autonomia nacional diante de pressões externas. Quando um agente político passa a ser associado à ideia de recorrer a governos estrangeiros para influenciar instituições brasileiras, o debate deixa de ser apenas jurídico e passa a atingir valores profundamente enraizados no imaginário coletivo.

Não por acaso, a decisão também alimenta questionamentos sobre os rumos estratégicos adotados por parte da direita brasileira nos últimos anos. A aproximação ideológica com setores ligados ao presidente norte-americano Donald Trump sempre foi apresentada pelos aliados de Jair Bolsonaro como um ativo político. Contudo, a condenação de Eduardo Bolsonaro sugere que essa vinculação pode ter ultrapassado os limites da afinidade política e ingressado em um terreno de elevado custo institucional.

ISOLAMENTO –  O julgamento, portanto, não representa apenas um revés individual. Ele reforça a percepção de isolamento político de uma parcela do bolsonarismo que apostou na internacionalização de conflitos internos brasileiros. O resultado final dessa estratégia parece ter sido o oposto do pretendido: em vez de fortalecer posições políticas, acabou ampliando a resistência institucional e oferecendo novos argumentos aos adversários.

Nos próximos meses, a repercussão da condenação deverá continuar influenciando o debate nacional. A oposição buscará transformar o episódio em símbolo daquilo que considera uma tentativa de submissão dos interesses brasileiros a agendas estrangeiras. Já os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro deverão concentrar esforços na narrativa de perseguição política e judicial.

Independentemente da leitura adotada por cada campo ideológico, um fato parece incontestável: a condenação de Eduardo Bolsonaro acrescenta mais um capítulo de forte impacto à crise que envolve o bolsonarismo desde 2023. E, à medida que o país se aproxima de uma nova disputa presidencial, seus reflexos tendem a ultrapassar o âmbito judicial para influenciar diretamente os cálculos eleitorais, as alianças partidárias e o próprio debate sobre os limites da atuação política em uma democracia.

Alvo da PF, Wagner exibia o temor dos políticos com a delação de Vorcaro

Jaques Wagner foi alvo de operação da PF nesta quinta-feira

Roberto Nascimento

Nesta terça-feira, dia 16, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), saiu de seus cuidados e subiu à tribuna para fazer um surpreendente discurso, criticando a reforma da Lei da Delação Premiada, que o Congresso aprovou em 2013.

Wagner disse que o Congresso não percebeu, à época, os riscos de permitir acordos de colaboração com investigados já presos. “Nós, acho, cometemos um erro. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas”, afirmou.

SOB COAÇÃO – O mais curioso foi ver o líder do Governo dizendo que, esse modelo abriu espaço para acusações obtidas sob “coação psicológica” durante as investigações da Lava Jato.

“Na verdade, foi com essa delação sob coação psicológica, a real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram o atual presidente Lula à cadeia.”

Em seguida, o parlamentar petista disse que a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade. “O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, questionou.

APOIO A ALCOLUMBRE – O discurso de Wagner foi feito em solidariedade ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que negou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro. O líder petista aproveitou para também desmentir ter se envolvido em negócios com Vorcaro na Bahia.

Quando um político se manifesta sobre um fato, como é o caso do senador do PT da Bahia, Jaques Wagner, sempre há uma relação de causa e efeito. Assim, ficou demonstrado o temor de Wagner, Alcolumbre Rui Costa, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e muitos outros que mamaram nas tetas do Banco Master. E, nesta quinta-feira, a PF fez  operação de busca e apreensão contra Wagner em Salvador, suspeito de receber propinas e uma apartamento de luxo.

E o assunto vai render, porque Vorcaro quer trocar de advogado e insistir no pedido de delação premiada, embora isso não signifique que será evitada sua transferência para a prisão da Papuda, até que aceite contar em detalhes como comprava apoio político no Congresso e proteção no Planalto e no Supremo, pagando caro e sem garantia de entrega, como se viu no caso do contrato de R$ 129,6 milhões com a mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Nenhuma seleção pode ser campeã tendo laterais que apenas defendem

Tribuna da Internet | Fragilidade defensiva pelos lados pode ser o maior  problema para a seleção

Wesley saiu contundido e não tem substituto à altura

TOSTÃO
Folha

No Brasil é tudo ou nada. A seleção, muito festejada antes da estreia, passou a ser bastante criticada após o empate por 1 x 1 contra a boa seleção de Marrocos. Casemiro, que nos últimos 12 meses foi bastante elogiado pelo seu desempenho no Manchester United e na seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, tem sido muito criticado pelos passes errados e pela falta de mobilidade.

Mesmo se Casemiro atuar bem no restante do mundial, suas características técnicas e físicas, de muita marcação, porém de pouca mobilidade, leveza, estão cada dia mais em desuso.

VERSATILIDADE – Os grandes jogadores atuais de sua posição marcam, possuem ótimos passes, tocam a bola e avançam. São o elo entre o meio campo e o ataque, como Vitinha, de Portugal, Valverde, do Uruguai, Bouaddi, de Marrocos, 18 anos, além de outros.

Casemiro deveria atuar centralizado, mais recuado, com um meio-campista de cada lado, que defendem, constroem e atacam. Não se pode confundir a estrutura tática com um trio no meio campo, em que os três, alternadamente, jogam de uma intermediaria à outra, usada por grandes times e seleções, com a formação do Brasil contra Marrocos com dois volantes (Casemiro e Bruno Guimarães) e Paquetá como um armador pela ponta.

A seleção deveria mudar o padrão das últimas décadas com pouca aproximação, pouca troca de passes no meio campo e a dependência de alguns excepcionais lances individuais, como o gol de Vinicius Junior contra o Marrocos.

TÁTICA SUPERADA – No Brasil, continua ainda a antiga divisão do meio campo entre os volantes que marcam e atuam do meio para trás e o meia ofensivo centralizado que joga do meio para frente.

Os 7×1 contra a Alemanha, os 4×1 contra a Argentina e tantos outros momentos ruins do futebol brasileiro nos últimos 20 anos passam pela pouca associação dos jogadores do meio campo e pela pressa de chegar ao gol. Um grande time precisa alternar as duas virtudes. Existe o tempo de acelerar, ousar e o de pausar, cadenciar.

Há outros problemas. Uma seleção não pode ter laterais apenas para marcar. Assim como uma grande equipe precisa de meio-campistas que jogam bem de uma intermediaria a outra, necessita de laterais que marcam e avançam.  Não faz diferença escalar Danilo ou Ibañez na lateral direita nem Alex Sandro ou Douglas na lateral esquerda.

RAPHINHA E VINI – Raphinha tem sido muito criticado e alguns pedem a sua saída. No Barcelona, Raphinha é um jogador que brilha intensamente em poucos momentos do jogo. No restante da partida costuma ser discreto, como tem sido na seleção.

Ocorre algo parecido com Vini. Ele tenta um grande número de lances individuais, erra muito e é criticado quando não faz uma bela e decisiva jogada. Se isso acontece, como no jogo contra o Marrocos, é endeusado. Os dois são importantíssimos para a seleção.

As outras seleções candidatas ao título também possuem problemas. A Espanha, sem bons reservas para os pontas Lamine Yamal e Nico Willians, que só jogaram os últimos 20 minutos, teve enormes dificuldades no empate por 0x0 contra a retranca da modesta equipe de Cabo Verde.

OUTRO EXEMPLO – A França, na vitória por 3×1, deixou muitos espaços na defesa e Senegal criou três ótimas chances de gol.

No segundo tempo, a França mostrou o seu enorme talento ofensivo. Fez três e poderia ter feito seis gols.

Ancelotti está confuso com tantas possibilidades na escalação e no desenho tático, ou vai usar estas opções para definir no momento certo a formação mais correta e decisiva?

Zambelli será julgada de novo em julho e ainda não escapou de ser extraditada

O que a Justiça italiana alegou na decisão sobre Zambelli | G1

Zambelli venceu a primeira batalha, mas ainda falta a final

Carlos Newton

Como se sabe, a Corte de Cassação da Itália, que equivale ao Supremo brasileiro, negou o primeiro pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), no caso da condenação por hackear o sistema do Conselho Nacional de Justiça, mas isso não significa que ela tenha escapado da ameaça de extradição, para cumprir pena no Brasil.

O tribunal romano deve pautar para início de julho o julgamento do segundo pedido brasileiro de extradição, referente à condenação da então deputada a cinco anos e três meses de prisão semiaberta, por porte ilegal de arma e perseguição a um jornalista que a assediara.

FRACASSO INICIAL – O primeiro pedido de extradição foi realizado pela Justiça do Brasil com base na condenação de Zambelli por um ato verdadeiramente infantil e ridículo, ao contratar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e introduzir dados falsos, com uma “ordem de prisão” contra o ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo era desmoralizar a Justiça e as urnas eletrônicos, mas falhou, porque o hacker foi descoberto, preso e dedurou Zambelli, que acabou pegando dez anos de reclusão em regime fechado e perdeu o mandato parlamentar. Foi mais um exagero penal bem ao estilo de Alexandre de Moraes.

No entanto, o relator do Supremo foi complacente ao julgar o hacker, que já está até solto, embora fosse reincidente e culpado pela desativação da Lava Jato, maior operação anticorrupção já feita no mundo.

JUIZ E VÍTIMA – A Corte de Cassação da Itália não autorizou a extradição, porque Moraes tinha sido vítima do crime, devido à inserção da falsa da ordem de prisão contra ele no sistema do CNJ. Portanto, era vítima e jamais poderia ter participado do julgamento

A decisão do tribunal romano é uma lição básica de Direito ministrada ao Supremo. Todo magistrado tem de se declarar suspeito e não pode participar de julgamento em que tenha sido vítima ou tenha ligação com algumas das partes ou seus defensores.

Os ministros brasileiros, porém, faltaram a essas lições na faculdade, estão pouco ligando para suspeições e julgam até processos defendidos por seus parentes,  esculhambando por completo o famoso Direito Romano.

NOVO JULGAMENTO – Agora, Zambelli vai a novo julgamento, em que há maior probabilidade de ser aceita sua extradição para o Brasil. Desta vez, estará em exame a condenação a cinco anos e três meses de prisão semiaberta, por porte ilegal de arma e perseguição a um jornalista que a molestara.

Carla Zambelli possuía registro e autorização de porte federal de arma de fogo, mas essa licença foi suspensa pelo Supremo em 2022. Desta vez, a possibilidade de extradição é maior, mas não se pode prever o comportamento dos ministros italianos.

Tudo vai depender da habilidade do defensor de Zambelli. O advogado deve mostrar que o jornalista Luan Araújo assediava a deputada e chegou a ser preso pelo não pagamento de uma multa referente a um processo de difamação movido pela então parlamentar paulista.

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P.S.
Não há dúvida de que Carla Zambelli errou duplamente – primeiro, ao contratar o hacker; e depois, ao perseguir o jornalista portando uma arma. Seu comportamento foi deplorável, mas não devia ser caso de perda de mandato, apenas de suspensão. Na verdade a questão central é sempre a mesma, causada pelo excesso de rigor do ministro Moraes, que impõe punições verdadeiramente absurdas. E isso parece que não vai acabar tão cedo. (C.N.)

Lula procura destravar palanques e grava vídeos de apoio a aliados nos estados

Lula reforça apoio a aliados para 2026

Victoria Azevedo
O Globo

A pouco mais de um mês do início das convenções nacionais, em que os partidos definem quem serão seus candidatos, o presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) fez dois gestos nesta semana para destravar palanques que estavam em disputas por seus aliados.

Em Pernambuco, o petista tomou lado e gravou um vídeo declarando apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na eleição para o governo do estado, e na Paraíba, gravou peça para demonstrar endosso à campanha de reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

AGENDAS – Segundo um integrante da coordenação da campanha de Lula à reeleição, o petista deverá ter agendas voltadas à gravação desses vídeos para aliados nos estados a partir do dia 4 de julho, quando começa o chamado período de defeso eleitoral.

Esse aliado diz que Lula gravou por ora essas duas peças, a pedido dos próprios candidatos. Ele afirma que o presidente tem sido demandado por esse tipo de conteúdo, principalmente por candidatos ao Senado, e tem atendido os aliados na medida do possível. Esse aliado do presidente afirma ainda que a divulgação dessas peças não deve gerar atritos políticos com demais pré-candidatos nos estados, já que desde o começo era claro que esses candidatos teriam apoio do presidente.

A divulgação do vídeo de apoio a João Campos ocorre após o presidente do PT e coordenador da campanha do petista, Edinho Silva, ter desautorizado declaração do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) de que Lula teria um duplo palanque no estado, onde Campos concorre contra a atual governadora, Raquel Lyra (PSD).

CRÍTICAS – Em entrevista ao O Globo, Dias indicou que o presidente apoiaria tanto Campos quanto Lyra no estado. A declaração do ministro gerou revolta no entorno do ex-prefeito, que rechaça a possibilidade de um duplo palanque, e o próprio pré-candidato telefonou a Edinho Silva para cobrar explicações. Segundo relatos, Lula também pediu a auxiliares que entrassem em campo para avisar que ele apoiaria somente o pessebista.

No vídeo, o petista diz que tanto o partido quanto ele apoiam Campos, fala em “compromisso histórico” e que é resultado de “uma relação produtiva, que deu resultado, que trouxe muita coisa para Pernambuco”. “Queria dizer a vocês que nós estamos juntos de verdade, por isso quero desejar a vocês boa sorte e boa luta”, afirma Lula no vídeo

O entorno da governadora de Pernambuco, por sua vez, minimizou a peça. Um aliado de primeira hora de Raquel Lyra afirma que um gesto desse tipo já era esperado, uma vez que o PT formalmente caminhará com Campos, mas diz que há confiança na relação de proximidade dela com o petista. Além disso, eles não descartam um gesto de Lula mais adiante e apostam que o chefe do Executivo não deverá viajar ao estado no primeiro turno para evitar qualquer mal-estar.

APOIO A VENEZIANO – Nesta semana, Lula também gravou um vídeo para declarar apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba. O posicionamento ocorre em meio à disputa do parlamentar no estado contra o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que também tem buscado estar próximo ao petista para amarrar esse apoio.

Um interlocutor frequente de Lula afirma, no entanto, que isso não significa que Lula não tem respeito pela candidatura de Wanderley. Esse político afirma diz que o pai de Motta será um aliado na campanha de Lula e que não haverá ruídos com ele localmente.

O entorno de Motta minimizou a divulgação da peça e negou que isso cria um mal-estar na relação de Lula e do presidente da Câmara. Segundo relatos, Motta não foi avisado sobre a divulgação do vídeo previamente. Lula e o presidente da Câmara se aproximaram nos últimos meses, num momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o petista estão afastados após o Senado impor derrota histórica ao governo com a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

ACENO – Um aliado de Wanderley disse também que enxergou um ato de desespero do senador Vital do Rêgo com essa divulgação do vídeo já que, segundo ele, a campanha do ex-prefeito de Patos tem ganhado tração e é uma candidatura competitiva. Ele afirma que o fato de Lula apoiar o governador Lucas Ribeiro (PP), que está no palanque de Wanderley, também favorecerá a candidatura do pai de Motta. O entorno do presidente da Câmara diz ainda acreditar ainda que o petista possa fazer algum gesto incisivo à candidatura de Wanderley até o início das eleições.

Um aliado de Motta diz, sob reserva, que enxerga na decisão do governo federal em retirar urgência do projeto de lei da 6×1, que trancava a pauta da Câmara desde o último dia 30, um gesto ao parlamentar após a divulgação do vídeo. Motta se reuniu com o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), e o Planalto retirou a urgência.

DIVISÃO – O presidente da República também já sinalizou apoio em outro estado em que há disputa entre partidos aliados, o Maranhão. No último dia 12, Lula gravou um vídeo ao lado do pré-candidato ao governo estadual pelo PT, o vice-governador Felipe Camarão, para declarar apoio a ele. O atual governador, Carlos Brandão (sem partido), rompeu com o grupo político do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), dividindo o PT localmente. O vídeo de Lula naquele momento, diz um aliado do petista no estado, foi para tentar buscar essa unidade da base em torno do nome do vice-governador.

Há também expectativa entre candidatos do PT para gravar com Lula. Esses filmetes divulgados nesta segunda foram em tom mais informal, sem roteiro ou estrutura. Um integrante da sigla do presidente da República diz que a expectativa é que candidatos petistas possam contar com uma estrutura maior, com equipe, estúdio, nos moldes tradicionais para vídeos em redes sociais, inserções e campanhas publicitárias.

Na fila dos aliados que deverão gravar com Lula estão os candidatos aos governos da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do Ceará, Elmano de Freitas. Os dois são do PT e buscam a reeleição nos estados. Fernando Haddad, candidato ao Governo de São Paulo, já fez vídeos com a participação do petista. Uma das primeiras inserções do PT estadual foi uma peça em que Haddad e Lula conversam por telefone.

ARTICULAÇÕES – Com a aproximação do início do processo eleitoral, as negociações para formação de palanques de Lula nos estados estão se afunilando. Hoje, há indefinições em Minas Gerais e Goiás, onde o petista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo estadual, e na configuração da chapa em São Paulo. No Tocantins, a tendência é que o petista apoie o nome de Laurez Moreira (PSD). No maior colégio eleitoral, São Paulo, Lula tem três aliados como pré-candidatos ao Senado: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Quem está conduzindo as conversas é Haddad.

Em conversas reservadas nas últimas semanas, o presidente tem demonstrado confiança no palanque que terá em São Paulo e afirmado que é um cenário positivo ter três nomes competitivos na disputa ao Senado. O nome de Tebet estaria garantido na chapa ao Senado. A dúvida de petistas é se França deve ser deslocado para a vice ou concorrer também ao Senado, isso porque há um grupo que considera que o nome dele tem mais força do que o da ex-ministra do Meio Ambiente, principalmente na baixada santista e também em setores mais conservadores no estado.

Flávio amplia equipe econômica e convoca o ex-presidente do Banco do Brics

Troyjo ganha espaço entre conselheiros de Flávio

Letícia Pille
O Globo

O ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics, Marcos Troyjo, tem ganhado espaço entre os interlocutores ouvidos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na formulação de propostas para a área econômica. Embora não participe formalmente da pré-campanha presidencial nem seja cotado, neste momento, para ocupar um cargo em um eventual governo, o economista se tornou uma das vozes consultadas pelo pré-candidato em temas ligados à economia internacional, comércio exterior e estratégias de crescimento.

O economista integra uma lista de pessoas que vêm sendo ouvidas por Flávio para compor sua agenda para um eventual governo nas mais diversas vertentes da área. Na segunda-feira, por exemplo, Flávio confirmou a participação da economista Daniella Marques na elaboração de propostas para a área econômica.

ATRIBUTOS VALORIZADOS – Segundo interlocutores próximos ao senador, além da colaboradora, Flávio admira Troyjo e acompanha suas análises. Auxiliares do pré-candidato afirmam que o economista reúne atributos valorizados pelo senador, como experiência internacional, trânsito no mercado e conhecimento sobre comércio exterior.

Empresário, cientista político, diplomata e economista, Troyjo integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, então comandado por Paulo Guedes. Em 2020, foi indicado para assumir o comando do Banco dos Brics, cargo que ocupou até 2023.

Segundo aliados, as conversas entre Flávio e Troyjo costumam girar em torno de temas ligados à inserção internacional do Brasil, ao ambiente de negócios e às perspectivas de crescimento econômico. O senador vem discutindo essas questões enquanto estrutura seu programa de governo e busca ampliar o diálogo com setores do mercado financeiro e do empresariado, embora não planeje divulgar tão cedo suas propostas definitivas para a área.

FOCO DO DEBATE –  Os mesmos interlocutores afirmam que o economista considera que o foco do debate político, neste momento, deve estar na formulação de ideias para um futuro governo, e não na discussão sobre cargos ou composição de equipes.

Apesar da proximidade, Troyjo não integra a estrutura formal da pré-campanha de Flávio, e também mantém diálogo com outros atores políticos da direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Já a ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro Daniella Marques passou a atuar mais diretamente na construção do programa do senador.

—  Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social — disse durante o Fórum “Rumos do Brasil”, da Veja: —  Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como — completou.

AFASTAMENTO – O anúncio de Daniella ocorre poucos dias depois de ela pedir para se afastar até outubro do seu cargo na Legends Capital para focar apenas na pré-campanha de Flávio. Isso também se dá na esteira de uma tentativa do senador de reforçar seu discurso de estar em busca de mulheres para compor um eventual governo, como já fez em outras ocasiões ao defender uma vice para sua chapa presidencial.

Em evento para um público formado majoritariamente por mulheres na semana passada, Flávio chamou Daniella ao palco no momento de sua fala. Após ser aplaudida pelos presentes, ela discursou sobre independência financeira feminina.

Outro nome consultado por Flávio para a mesma área é o do economista Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica e ex-ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro. Procurado, ele diz que não faz parte da pré-campanha.

FARIA LIMA – A aproximação com economistas e nomes do mercado também acontece num momento em que a candidatura de Flávio ainda busca conquistar maior adesão na Faria Lima. Segundo interlocutores do setor financeiro, embora o bolsonarismo mantenha influência entre investidores e empresários, a campanha do senador não tem despertado o mesmo nível de entusiasmo observado em outras disputas.

Parte desse grupo ainda acompanha com expectativa os movimentos nas pesquisas de ditos candidatos da “terceira via”, principalmente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que segue sendo visto por setores do mercado como uma possível alternativa de oposição ao governo Lula caso consiga viabilizar uma candidatura competitiva.

PROPOSTAS PARA A ECONOMIAEmbora o senador e sua equipe venham mantendo discrição sobre o que planejam apresentar no plano de governo, inclusive no âmbito econômico, Flávio vem soltando “spoilers” durante discursos em eventos do que pretende implementar em um eventual governo.

Uma das promessas que tem sido feita é a suspensão por um ano da entrada em vigor da reforma tributária. A ideia consiste em suspender por um ano a entrada em vigor do novo sistema para rever o desenho do IVA, recalibrar regimes especiais e rediscutir fundos criados durante a tramitação da proposta no Congresso.

ISENÇÃO DO IR – Durante evento m São Paulo nesta segunda-feira, Flávio também defendeu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil  e sugeriu ampliar a regra de proteção do Bolsa Família para que beneficiários do programa sigam recebendo o recurso por um período de tempo após conseguirem um emprego formal.

Pela regra atual, quando o beneficiário tem a carteira assinada, por dois anos, ele passa a receber 50% dos valores que recebia, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.  

— Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome” — afirmou.

Após sua delação ser rejeitada, Vorcaro tenta contratar o advogado de Mauro Cid

Lula perde a linha e desafia Donald Trump: “Não se meta nas eleições do Brasil”

Caiado aponta crescente desgaste de Flávio e diz ser o único capaz de derrotar Lula

Caiado diz que Flávio não tem condição de vencer Lula

Deu no G1

Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ‘perdeu a condição’ de vencer o presidente Lula (PT) na eleição de outubro e se colocou como pré-candidato com mais chances de vencê-lo em um eventual 2º turno.

Segundo o ex-governador de Goiás, as pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana apresentam queda do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu posso dizer o que os números estão mostrando: o Flávio perdeu essa condição de poder ganhar a eleição do presidente Lula em decorrência de tudo que vem vendo mostrado em números pelas pesquisas”, afirmou Caiado em entrevista à Jovem Pan News.

NA DIANTEIRA – Pesquisa Quaest divulgada no dia 10 mostrou que Lula lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 38%. A mesma pesquisa mostra que Lula possui 45% das intenções de voto em eventual 2º turno contra Caiado, que soma 35%.

“Eu sou, hoje, a melhor condição de bater o Lula no 2º turno”, disse. “Não sou eu que estou dizendo, são as pesquisas: tem pesquisa que eu estou empatado, tem pesquisa que eu estou dentro da margem de erro e em condições para ter um debate, não tem distanciamento”, disse o pré-candidato.

Não há mais empate técnico entre eles, como ocorria em levantamento anteriores: em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. “Eu estou avaliando os dados concretos, o que nós temos que avaliar hoje é a realidade. A realidade é essa. Até onde vai a queda, eu não sei dizer”, disse.

FLÁVIO E VORCARO –  Questionado sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Caiado afirmou que não se limita a criticar possíveis casos de corrupção apenas para políticos de esquerda.

“Cada um que responda pelos seus atos, eu respondo pelos meus. Eu tenho autoridade moral para falar. Agora, eu não vou fazer o pré-julgamento de ninguém, mas a opinião pública já deu nove pontos de diferença nas pesquisas”, disse, alegando “não ter nada” com Vorcaro. “Cabe a mim dizer o que eu disse: você vai se explicar para o seu partido, você vai se explicar para o eleitor no Brasil. Essa que é a situação”, disse, ao citar que Flávio sofreu impacto nas pesquisas.

Questionado sobre soluções para a segurança pública, o ex-governador citou um caso de prédio invadidos pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro e disse que “é só colocar o Caiado na Presidência que vamos mudar o Brasil e eu vou devolver a cidadania” dos moradores em detrimento do crime organizado.

Amizade sincera de Vorcaro e Ciro Nogueira chega a comover os investigadores da PF

Dono do Master pagou viagens de Ciro Nogueira; veja gastos - 16/06/2026 - Economia - Folha

Nogueira e Vorcaro têm uma amizade que serve de exemplo

Vicente Limongi Netto

Batem muito em Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. Morro de pena. Não merecem.  Quem conhece o bondoso ex-banqueiro sabe que ele tem coração enorme. Vorcaro e Ciro deveriam ser poupados de tanta dor, de tanto constrangimento.  Estão pagando por serem amigos.

Repórteres fogosos deveriam parar de pegar no pé da notável dupla. Não merecem passar por tanto sofrimento.

PAPO DE AMIGOS – Ciro nogueira não esconde: “Estou com saudades”. Vorcaro responde: “Mandei perto de 500 mil reais (exatos R$ 468.721,78 reais), para você jantar e se divertir”. Vorcaro finaliza, com ternura: “Você é irmão”.

Pergunta que não quer calar e que faço aos ministros do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que sabem tudo de Vorcaro:  Em quê Ciro e Vorcaro estão errados? 

Amizade é sentimento que precisa ser preservado. Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, trabalha muito em articulações políticas. É operoso homem público, dedicado à coletividade, todos sabem.

É PRECISO RELAXAR – Nos raros momentos de folga, aproveita para fiscalizar os ricos negócios que tem no Piauí. Ou então passear pelo mundo. Relaxa o espírito, com vinhos, jantares e charutos pagos pelo irmão Vorcaro. 

Qual o problema? Ninguém é de ferro. Ciro Nogueira não merece ser massacrado por gostar dos caros presentes de Vorcaro. Bom goto não é pecado. E Vorcaro  não pode ser criticado por ser um homem bom, que sabe reconhecer os amigos. Aliás, amigos são para essas coisas. Caixão não tem gaveta. A vida é uma só. Vorcaro e Ciro sabem que tudo é intriga dos adversários. Concorda, Davi Alcolumbre?

Apoio de Lula a adversário do pai de Motta veste saia justa no presidente da Câmara

Pai do deputado concorrerá contra Veneziano 

Caio Spechoto
Augusto Tenório
Folha

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) demonstrou descontentamento nos bastidores após o presidente Lula (PT), declarar apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Veneziano tentará reeleição e concorrerá contra Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Motta.

Motta e Lula se aproximaram no fim do ano passado, entre outros motivos, pelo interesse do presidente da Câmara em eleger o pai para uma vaga no Senado. Lula é popular na Paraíba, e seu apoio é importante para candidatos a cargos de eleição majoritária, como senador.

DECLARAÇÃO – “Poucas vezes na vida eu, como presidente da República, tive com um senador uma relação honesta e comprometida de ajudar o governo como eu tenho com o Veneziano. Ele não faltou uma, uma, ajuda que o governo precisou”, disse Lula no vídeo de apoio. “É preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado porque é uma garantia de que eu, ganhando as eleições, vou ter mais tranquilidade para governar esse país. Um beijo no coração e Veneziano no dia da eleição”, declarou o petista.

O MDB foi um dos principais pontos de apoio do atual mandato de Lula no Senado. Integrantes da sigla ouvidos pela reportagem nos últimos meses avaliam que a bancada poderá perder senadores na eleição deste ano e que Veneziano é um dos que terá uma disputa difícil e com chances de derrota. Por isso havia expectativa quanto a um movimento de Lula que o ajudasse.

Petistas avaliam que o chefe do governo tentará se equilibrar entre Veneziano e Nabor na eleição, como uma forma de preservar a aliança tanto com Motta quanto com a bancada emedebista. Apesar de o movimento de Lula ter causado descontentamento em Motta, o episódio não deve motivar uma crise na relação entre os dois presidentes de poder, na avaliação de aliados ouvidos pela Folha.

POUCO EFEITO – No grupo político de Hugo Motta, a percepção é de que o vídeo deverá ter pouco efeito sobre a campanha de Nabor. Por esse raciocínio, o principal problema do pré-candidato é ser pouco conhecido no estado –o que também dá maior margem para crescer até a eleição. Ele faz movimentos para se tornar uma figura mais familiar ao eleitorado paraibano.

Nabor Wanderley foi eleito prefeito de Patos (PB) em 2020, e conseguiu a reeleição em 2024. A cidade fica a cerca de 300 km de João Pessoa, capital do estado, e tem por volta de 108 mil habitantes, de acordo com o IBGE.

ALIANÇAS – O presidente da República está na fase final da negociação de suas alianças locais. Ele tem sido pressionado por aliados a gravar vídeos de apoio, mas até o momento produziu poucos materiais como esse em que promove Veneziano. Pessoas próximas a Lula avaliam as declarações públicas nesse momento devem ser pontuais, e ganhar volume mais perto do início da campanha –o período começa oficialmente em 16 de agosto.

Uma das prioridades do petista, além da própria reeleição, é eleger uma bancada forte de senadores. O bolsonarismo, principal força adversária de Lula, também quer aumentar seu grupo de senadores, o que poderá dificultar um eventual novo governo do hoje presidente da República.

Governo Trump acompanha crise do Master pelo potencial impacto na eleição brasileira

Na memória de Schmidt, o amor àquela garota vestida de vermelho, junto ao piano

Veredas da Língua: Augusto Frederico Schmidt – PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, conselheiro político, editor, empresário e poeta carioca Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), na “Elegia”, fala poeticamente da lembrança que guarda de um grande amor.

ELEGIA
Augusto Frederico Schimidt

Entrou na sala e ficou em pé tocando piano,
Sua mão pequena batia no teclado duramente.

Lembro que estava de vermelho
Lembro que tinha nas tranças finas uma fita preta
Lembro que era de tarde
E entrava pelas janelas abertas o vento do mar.

Não lembro se tinha flores perto dela
Mas nascia um perfume do seu corpo.

Que amor o meu!

PF sinaliza um avanço em negociações para delação com ex-presidente do BRB

Defesa de Paulo Henrique aguardava resposta da polícia

Larissa Rodrigues
Matheus Teixeira
CNN

A Polícia Federal sinalizou interesse em avançar nas negociações de delação premiada com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, após o veto da corporação e da PGR (Procuradoria-Geral da República) à segunda proposta de colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A defesa do ex-chefe da instituição financeira da capital negocia a assinatura do termo de confidencialidade, primeiro passo para posterior formalização da proposta. O documento garante sigilo às conversas e estabelece que informações prestadas não podem ser usadas contra o investigado caso o acordo não seja fechado. Assim como a PF, a PGR (Procuradoria-Geral da República) teve conversas preliminares com Paulo Henrique, mas não considerou os relatos iniciais suficientes para fechar um acordo.

ACUSAÇÃO – Paulo Henrique está preso desde 16 de abril por decisão do relator, ministro André Mendonça, que foi confirmada pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é acusado de negociar o recebimento de R$ 140 milhões em imóveis de luxo como forma de propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB.

O Banco de Brasília vive sérias dificuldades financeiras decorrentes da negociação do Master e ainda não apresentou o balanço financeiro da instituição, que deveria ter sido apresentado em 31 de março.

TRANSFERÊNCIA – Após ser detido, Paulo Henrique foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde fica em um espaço maior e mais confortável, o que foi interpretado à época como indicativo de avanço no processo de negociação por delação premiada.

No entanto, a PF não havia mais sinalizado dar andamento à colaboração. Recentemente, a defesa do ex-chefe do BRB enviou mais um ofício questionando a Polícia Federal sobre o acordo e, agora, recebeu como resposta uma sinalização favorável.

Defesa de Bolsonaro tem até hoje para explicar apreensão de pistola ligada ao ex-presidente

Ex-diretor do Banco Central alertou Vorcaro sobre reação à “emenda Master”

BC: Processo interno descobriu indício de repasses de Vorcaro a servidores

Paulo Sérgio Neves Nogueira, do BC, aviaou Vorcaro

Pepita Ortega
Eduardo Gonçalves
Sarah Teófilo
O Globo
 
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Nogueira alertou o então dono do Banco Master sobre a reação do mercado à chamada “emenda master”. A proposta, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), previa a ampliação do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que beneficiaria o negócio do Master.

“Você não acha que virá uma reação ainda maior agora?”, escreveu Paulo Sérgio a Vorcaro em agosto de 2024, quando o mercado “colocava na conta” do ex-banqueiro a edição da emenda. O então dono do Master respondeu: “Mais do que tá vindo acho difícil. Campanha aberta contra. Folha solta semana que vem. Pra ser sincero eu não queria isso agora. Não fui eu quem pedi. Tinha perdido lá atrás algo do tipo. Mas a turma vendo o movimento dos grandes decidiu fazer. Eu não teria entrado nessa briga agora. Só no ano que vem.

DESTINADO A “CIRO” – O diálogo faz parte dos indícios que levaram a PF a apontar que a emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) teria sido redigida dentro do Banco Master. De acordo com a investigação, o texto foi elaborado pela assessoria da instituição financeira, encaminhado a Vorcaro, impresso e entregue em um envelope destinado a “Ciro” no endereço residencial do parlamentar.

Segundo a PF, o conteúdo protocolado por Ciro no Senado teria reproduzido de forma integral a versão preparada pelo banco. Mensagens obtidas pela investigação indicam que Vorcaro comemorou a apresentação da proposta afirmando que o texto “saiu exatamente como mandei”.

A medida, que não chegou a ser aprovada no Congresso, beneficiaria o Master, que tinha a garantia do fundo como uma das principais estratégias de negócio para alavancar investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs).

“HECATOMBE” – Apesar de Vorcaro minimizar a reação à emenda no diálogo com Paulo Sérgio, em outras mensagens apreendidas pela PF ele se refere à proposta encampada por Ciro como uma “hecatombe”. O ex-banqueiro chegou a encaminhar, pelo whatsapp, a emenda publicada no site do Senado Federal e anotou: “Vai ser hecatombe isso”.

Pouco tempo depois, ainda segundo a PF, Vorcaro enviou uma mensagem a sua então companheira, Martha Graeff, afirmando: ““Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes! Está todo mundo louco”. “Se fosse filme não teria tantos desdobramentos loucos”, completou.

Outro contato questionou Vorcaro se ele “faria passar” a emenda”. O ex-banqueiro respondeu a mensagem com um emoji e afirmou: “Nego tá louco já. Fgc me ligando kkk”. Na sequência, o interlocutor destacou que o ex-banqueiro “sextuplicaria” seu negócio se o texto fosse aprovado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ muita ingenuidade pensar que Vorcaro comprova apoio e proteção no Congresso e no Supremo, mas  não subornava ninguém no Banco Central. É claro que ele tinha muitos diligentes servidores do BC sacando no seu generoso caixa eletrônico, digamos assim. Pensar o contrário é Piada do Ano. (C.N.)