Pressão sem precedentes expõe lobby político no colapso do Banco Master

Charge de Fred Ozanan (Instagram)

Malu Gaspar
O Globo

Ao longo da investigação que levou à prisão do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro e outros seis alvos na Operação Compliance Zero, técnicos do Banco Central relataram à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público que nunca tinham sofrido tamanha pressão política em favor de uma instituição financeira como a sofrida para tentar salvar o Master – primeiro aprovando a compra pelo BRB, vetada pelo BC em setembro, e depois para adiar a intervenção e dar chance para uma nova oferta, mesmo que inviável.

O lobby foi detalhado aos investigadores por quadros experientes da instituição, que já lidaram com várias outras tratativas e litígios no setor financeiro. Nada comparado à trama do Master, garantem. Após a deflagração das diligências da PF, o BC determinou a liquidação extrajudicial do banco de Vorcaro, que terá como consequência o maior resgate da história do FGC.

BLINDAGEM – De acordo com um investigador, o decreto de liquidação do Master já estava escrito bem antes da operação da PF, mas a direção do BC só efetivou providência depois da ação para se blindar da pressão.

As irregularidades constatadas pelo BC na operação entre Master e BRB já haviam provocado um racha entre as diretorias diretamente envolvidas no caso. Há meses havia fortes indícios de que os créditos bilionários adquiridos pelo Banco de Brasília não tinham lastro.

Uma minuta de intervenção no primeiro banco chegou a ser elaborada, mas jamais se concretizou. A proposta foi costurada por Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro, que contava com o endosso do colega Gilneu Vivan (Regulação) – mas, de acordo com fontes ligadas ao caso, contou com a oposição do diretor de Fiscalização, Aílton Aquino. Em paralelo, o lobby também funcionava no Congresso.

CPI MISTA – Após o anúncio da compra do Master pelo BRB no início do ano, o que surpreendeu o meio político e o mercado, senadores tentaram emplacar uma CPI Mista para apurar as circunstâncias da compra do Master pelo BRB. O requerimento, encabeçado por Izalci Lucas (PL-DF), atingiu o mínimo de assinaturas exigido para a instalação da comissão. No entanto, o pedido foi abruptamente retirado pelo próprio parlamentar sem maiores explicações.

Izalci se limitou a dizer que propôs a criação da CPI em função de dúvidas sobre o processo de aquisição do Master que teriam sido sanadas por meio de documentos supostamente fornecidos pelos dois bancos e que levar o colegiado adiante traria “preocupação” e “instabilidade” no mercado financeiro.

“Quero aqui agradecer aos parlamentares, porque grande parte deles talvez tenha assinado também, em função da credibilidade e do conhecimento que temos da matéria. Tenho aqui já alguns relatórios, tanto do BRB como do Banco Master, e quero tranquilizar [os colegas]”, declarou durante discurso no Senado.

“BANCADA DO MASTER” – O principal articulador contra a CPI do Master foi o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP e aliado próximo de Vorcaro. Ciro sempre negou ter operado para derrubar a comissão. Nos bastidores, ele é tido como líder da chamada “bancada do Master”, o que incluiria outros parlamentares alinhados aos interesses de Vorcaro.

O PP deve formalizar até o fim do ano uma federação partidária com o União Brasil, partido que impulsionou aportes de governos estaduais e municipais em letras financeiras do Master e é presidido por Antonio Rueda, que também é próximo do CEO do banco preso pela PF.

Não foi a única vez em que Ciro Nogueira atuou a favor do aliado. Em 2024, quando o BRB já estava adquirindo carteiras de crédito do Master mas antes das tratativas de compra serem formalizadas, Ciro já havia patrocinado no Senado a inclusão de um dispositivo na PEC da autonomia financeira do Banco Central que aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para as aplicações financeiras como o CDB, principal produto do Master.

“EMENDA MASTER” – A associação com os interesses do banco foi imediata, e a proposição ganhou o apelido de “emenda Master”. Acabou rejeitada pelo relator da matéria, Plínio Valério (PSDB-AM).

A mobilização ocorreu pouco mais depois a cúpula da Caixa Econômica ter destituído dois gerentes que se opuseram à compra de um lote de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, consideradas arriscadas demais para os padrões do banco.

Um parecer sigiloso da área de renda fixa da Caixa Asset, o braço de gestão de ativos da estatal, desaconselhou enfaticamente a operação, considerada “atípica” e “arriscada”, não só em razão do valor, considerado alto demais, como por causa do rating do Master. Com a repercussão do caso, a operação acabou não avançando.

6 thoughts on “Pressão sem precedentes expõe lobby político no colapso do Banco Master

  1. CRISTIANISMO DE ‘’BONS PRINCÍPIOS’’, ‘’BONS VALORES’’? ME ENGANA, QU’EU GOSTIU! mas, você que não conhece patavina da verdadeira história sanguinária do cristianismo, tenha medo, tenha muito medo! Só para te dar uma pequena ideia dos 2 mil anos torturadores, perseguidores, censores, escravistas, estatais, monárquicos, imperiais, republicanos, do cristianismo eclesiástico, agora também eclesial de massas, estatal, republicano – graças à lavagem cerebral instantânea, ampla, irrestrita, dos meios de comunicação de massa das tecnologias da Ciência – o cristianismo católico e evangélico continuam controlando de modo tácito, dissimulado, político, econômico, financeiro, cultural, religioso, etc., a censura em todas as mídias, com exceção da WWW ou Internet, bênção libertária da Ciência à humanidade livre pensadora, científica, tecnológica, racional, lógica, coerente, não contraditória. A repressão cristã teocrática reina no Brasil a partir da Primeira Missa de 26 de abril de 1500, pronto, o território estava demarcado como qualquer leão das savanas africanas de alcateia maior e mais poderosa, ou de qual grupo de chimpanzés mais numeroso e prepotente. As invasões de territórios alheios já habitados há milênios, por parte do cristianismo teocrático, sempre instauradas sob forte poder ditatorial da censura, das armas, dos instrumentos diabólicos de tortura e de queima de descontentes, críticos, membros de outras religiões, filósofos, cientistas, mulheres ‘’bruxas’’, culturas e religiões outras, etc. O Imperador Nero foi um bebê chorão inocente, querendo chupeta e leite materno. Todos os imperadores romanos e líderes cristãos, amantes fanáticos de Jesus Cristo, foram um milhão de vezes mais assassinos sanguinários e genocidas brutais e bárbaros perto de Nero. Assassinos cristãos brutais, inclusive de esposas, filhos, parentes, genocidas do próprio povo, se multiplicaram aos milhares, tais como Constantino, Justiniano I, Basilio, o matador de búlgaros, Nicolau II da Rússia, apenas três dos milhares de déspotas teocráticos cristão, amantes fanáticos de Jesus Cristo, este o maior assassino, escravista, covarde, torturador, genocida, exterminador, dizimador de povos e nações, de toda a história humana. Aliás, o Imperador romano Nero que 11graças a Deus, fez de cristãos verdadeiras tochas vivas ardentes (inocentes úteis, gado, massa de manobra, de Jesus Cristo, tais quais a bolha evangélica bolsonarista de inocentes úteis). Nero fez um grande favor de vingança antecipada à humanidade, à Ciência, à dignidade de povos e nações vindouras, se tivesse dizimado o cristianismo para sempre. Centenas de milhões de fogueiras inquisitórias e torturantes teriam deixado de ser acessas, centenas de instrumentos de tortura e barras de ferro prisionais teriam deixado de ser fabricadas e fixadas em masmorras sujas, pestilentas, demoníacas, infernais. Centenas de milhares de cruzadas santas mortais e sanguinárias, com centenas e centenas de milhões de mortes não teriam sido postas em prática em nome da Sagrada Bíblia Judaico-Cristã. A repressão dissimulada e diabólica da autocensura do jornalismo tradicional e suas redes nacionais de comunicação, traz de volta após breve período de renascimento, inspirado no breve período filosófico e tecnológico grego antigo. O cristianismo das idades primitiva, medieval de trevas, e moderna e contemporânea de trevas e obscurantismo cristão, com fortíssimas repressões às liberdades civis foram e continuam sendo formas dissimuladas ou explícitas em pleno século 21. Não há defesas contra o apocalipse escolar e o deserto de homens e livros no Brasil. O resultado de 40 anos de anarquia, corrupção política e administrativa, pública ou privada, fanatismo religioso cristão comunista e ou nazista, analfabetismo, ignorância histórica e política, mesmo após 6 mil anos da invenção da escrita, mesmo hoje na era científica da informação, do conhecimento, das redes de comunicação globais das tecnologias científicas, nos conduzem diretamente à iminente intervenção militar científica e positivista. Após 2.025 de narrativas bíblias angelicais, sobrenaturais, celestiais, divinas, pari passo com práticas históricas reais de terror, guerras, torturas, assassinatos, aprisionamentos, queimas na fogueira, massacres, guerras, escravidão e extermínio de povos originais ou urbanizados, não há uma luz no fim do túnel brasileiro de trevas e obscurantismo cavernoso. Tenha medo, tenha muito medo! LUÍS CARLOS BALREIRA. PRESIDENTE MUNDIAL DA LEGIÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA

  2. Uai. Estava pensando que a corrupção e a criminalidade estavam constitucionalizadas pelo com o assassinato da Lava Jato pelo aparato Totalitário Pestista.

  3. Que decadência moral, civilizacional, temporal, humana, política, psicológica, de caráter.

    Vejam bem o surto esquizoide destes pilantras:

    https://www.brasildefato.com.br/2025/11/25/da-geometria-do-poder-ao-poder-popular-o-caminho-venezuelano-ao-socialismo/

    Ser de “esquerda e progressista” é: fazer apologia de ditadura narcotraficante.

    O Brasil corre sério rsico de tornar irreversível seu atraso econômico, político e social com este estorvo chamado QAparato Petista desgovernando o país.

    Mais um mandato do Lula, que, se muito, está na Idade da Pedra Lasca, já era o futuro. Vamos retroceder mais algumas décadas pra se somarem aos nossos 50 anos de atraso tecnológico, social econômico.

    Para gozo das oligarquias cleptopatrimonialistas.

    • Mas é isto mesmo. Não há nenhuma metafísica, realidade paralela, sonho.

      É este o projeto da pilantragem: ditadura, opressão e extorsão do povo via privatização do Estado.

      O Brasil caminha para isto, dado que o Aparato já está no ponto de ter cooptado a própria Justiça.

  4. Prezados,

    Tenho a satisfação de informar o lançamento do site Crítica Política Brasileira, espaço dedicado à apresentação de nossos estudos e pesquisas acerca do que denominamos Aparato Petista.

    O trabalho busca analisar, de forma sistemática, práticas e mecanismos de dominação ideológica que, em nosso entendimento, operam no sentido de manipular a sociedade e de viabilizar a extração da mais-valia absolutíssima por meio da privatização funcional do Estado pelas oligarquias patrimonialistas. Examina-se, adicionalmente, a limitada capacidade desse aparato em enfrentar problemas estruturais do país — frequentemente agravados por sua própria atuação.

    Considerando que amplos segmentos da Academia se constituem como aparelhos de produção e difusão ideológica desse sistema, observa-se uma expressiva lacuna de estudos científicos rigorosos sobre o tema. Em grande medida, a produção disponível restringe-se a formulações de natureza político-ideológica, com baixa densidade analítica, crítica e científica.

    Diante disso, convidamos cordialmente todos a acessarem e acompanharem o desenvolvimento público, em tempo real, de nossa tese independente e autônoma sobre o tema, disponível em:

    https://www.criticapoliticabrasileira.com/

    Atenciosamente,

    Delcio Lima

  5. Bom dia com alegria.

    Li hoje, que o governador Tarcísio Privatista de Freitas, também tem um dedo no escândalo do Banco Master.

    Um diretor desse banco de malandros, fez uma doação de 2 milhões para a campanha de Tarcínico em 2022, o maior valor de pessoas física em São Paulo.

    Pois bem, na privatização da Cadae paulista, em 2023, o consórcio vencedor, fez um investimento milionário em CDB para o Banco Master. Muito estranho esse aporte de recursos, que favoreceu o fiador do Tarcísio.

    Tarcínico está caladinho igual passarinho na muda, deixando as flechas pipocarem no Cláudio de Castro e no Ibaneis Rocha.

    Isso é o Brasil e seus interesses escudos praticados pelos governantes, que nós elegemos.

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