Trump, Venezuela e o preço da submissão

11 thoughts on “Trump, Venezuela e o preço da submissão

  1. “Este é o Hemisfério Ocidental. É aqui que vivemos e não vamos permitir que ele seja uma base de operações para adversários, concorrentes e rivais dos Estados Unidos.”

    (Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, sobre a intervenção militar na Venezuela)

    Metrópoles, Opinião, 05/01/2026 07:00 Frase do Dia: Marco Ruvio. Da Redação

    Costuma falar muita coisa que não se escreve, mas convém prestar atenção.

    • Abrólhos!
      “O maior tesouro de um verdadeiro homem é sua causa! Somente aqueles preparados para sacrificar suas jóias reluzentes, seu tesouro, seus títulos, sua riqueza e até aqueles que lhes são mais queridos, podem tomar o caminho sagrado. Por isso, obedecer a uma ordem, é obedecer à causa! Agora voces entendem o que realmente significa obedecer a uma ordem?
      (Falas de Ertugrul, na Série Resurrectio.)

    • “O Mapa Contrato de 1952!”
      “A China Já Está Decidida e Preparada Para Invadir e Anexar Taiwan
      Em 1952, a China recebeu a promessa que obteria de volta o controle sobre Taiwan. Os preparativos militares chineses para a invasão estão agora quase prontos e só aguardando o agravamento de conflitos simultâneos no Oriente Médio e na Península coreana, para que Taiwan não possa ser socorrida tempestivamente por uma força-tarefa norte-americana.”
      https://www.espada.eti.br/n1944.asp
      PS. Pela posição das tropas de vários paises pretensamente antagônicos, vê-se que tudo não passa de sutil subserviência aos mesmos mandantes khazarianos(banca).

  2. Ao sequestrar Maduro, Trump manda um recado ao mundo

    Trump vê a Venezuela como cabeça de ponte da China, da Rússia e do Irã para controlar a América Latina. E não esconde o interesse nas reservas petrolíferas e de terras raras venezuelanas

    A captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, seguida de sua apresentação algemado em um tribunal de Nova York, não é apenas um ato de força na crise venezuelana.

    O presidente Donald Trump sinaliza que considera o Hemisfério Ocidental sua área de influência direta e o continente americano um ativo econômico e de segurança dos Estados Unidos.

    Esse gesto recoloca no centro do tabuleiro a lógica da Doutrina Monroe, agora rebatizada de forma explícita e provocativa como “Doutrina Monroe”.

    Ao afirmar que a dominância norte-americana no Hemisfério Ocidental “nunca mais será questionada”, Trump atualiza uma tradição intervencionista que atravessa dois séculos e reaparece, ciclicamente, sempre que Washington decide substituir a diplomacia pela força.

    A posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, conduzida pelo irmão e presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, está em contradição com o status venezuelano anunciado por Trump.

    O regime chavista não colapsou automaticamente. Suas redes militares, civis e econômicas permanecem, em grande medida, intactas.

    Washington deixa claro que a soberania regional é relativa quando confronta interesses estratégicos americanos.

    Desestatização. A fragilização das regras internacionais — já abalada antes —, porém, pode servir às potências concorrentes.

    O senador Mark Warner alertou que, se Washington se arroga o direito de sequestrar líderes acusados de crimes, ações semelhantes da China sobre Taiwan ou da Rússia em outros teatros também podem ocorrer.

    Militarmente, Trump vê a Venezuela como cabeça de ponte da China, da Rússia e do Irã para controlar os recursos estratégicos da América Latina.

    Não esconde seu interesse nas reservas petrolíferas e de terras raras venezuelanas, nem a intenção de reabrir espaço para empresas americanas.

    Ao afirmar que a riqueza extraída beneficiará os EUA “na forma de compensação”, o presidente norte-americano explicita uma visão patrimonial das relações internacionais: territórios instáveis tornam-se ativos a serem administrados por quem detém poder militar.

    No curso prazo, Trump ostenta uma força irresistível, porém os ciclos históricos mostram o contrário: no Iraque e no Afeganistão, vitórias militares rápidas produziram derrotas políticas duradouras.

    Na América Latina, o Haiti permanece como advertência viva: a mudança de regime imposta de fora abriu caminho para décadas de colapso do país.

    A Venezuela, com suas milícias, redes criminosas e a presença de grupos armados transnacionais, reúne ingredientes semelhantes para o caos, com fortes repercussões para a Colômbia, o Brasil, a Guiana e o Caribe.

    Ao final, o julgamento de Maduro é menos sobre justiça e mais sobre demonstração de hegemonia.

    Trump anuncia que os EUA definem as regras no Hemisfério Ocidental e que estão dispostos a convertê-lo em espaço de segurança e exploração econômica sob tutela norte-americana.

    É como se fosse uma nova divisão do mundo sem Conferência de Yalta. Trump abre um novo ciclo de turbulência, no qual o continente é tratado como propriedade geopolítica.

    Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 06/01/2026 – 07:23 Por Luiz Carlos Azedo

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