
Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)
Dora Kramer
Folha
O mote “Congresso inimigo do povo” pode ser visto de várias formas: como um achado de palanque, um ataque equivocado a um dos pilares da República ou um elogio àquele tipo de populismo que rejeita a política e dá margem ao atraso e a aventuras nefastas.
Numa compreensão mais elaborada, pode também ser recebido como alerta didático, um chamado à responsabilidade do eleitorado como agente formador da composição do colegiado.
IDEOLOGIA – Se o atual Parlamento se comporta de maneira antagônica à sociedade, haveria nesse raciocínio um estímulo à eleição de representantes parceiros em 2026. Aí, no entanto, existe uma complicação: a aplicação do conceito de amizade ou inimizade de acordo com pontos de vista ideológicos.
Na perspectiva do governo — autor do slogan para fins de mobilização da militância—, amigos são os que compartilham da visão de mundo do Palácio do Planalto e inimigos os que discordam.
No cotejo com a realidade, contudo, a escala de prioridades dos eleitores oscila. Depende do que prevalecer no ambiente de campanha: a estridência ideológica ou o exame racional do que seriam as demandas populares de fato urgentes.
CARTILHAS – Se predominar o critério das torcidas radicalizadas incentivadas por seus chefes, a eleição de deputados e senadores estará submetida à cartilha de cada um dos grupos e aí continuará prevalecendo a lógica dos interesses da corporação.
Protestos como os organizados pela esquerda se prestam a sentimentos do dever cumprido contra o avanço da direita, mas não resolvem o problema. Apenas cria o risco de invertê-lo se amanhã ou depois a maioria for de esquerda.
O ideal seria não se confundir o Parlamento com os eleitos e eleitas para dar expediente por lá. Pessoas podem ser trocadas mediante o voto, prerrogativa dos manifestantes. A instituição é permanente. Está sob a guarda de cláusula pétrea da Constituição, a salvo de depreciações oportunistas e queixas de ocasião.
Nesse destrambelhado meio, há confluências sutis de multilaterais colaboracionistas pró homenagem ao lembrado cão de “Asterix & Obelix”, o entáo mentalizado “Idéiafix”, conforme:
Essas “coisas” estariam ocorrendo tão somente por acaso ou seria “algo mais”, ora pois:
“Observa-dores”, concluem: Salvo raríssimas excessões e mesmo em suas deslustradas insignificancias, os alçados e regiamente locupletos, tornam-se apátridas agentes khazarianos, levados “fraterna e estatutáriamente” a cumprir a “protocolar”(24 Capítulos) agenda mundial, tida como obrigatória “idéia fixa”, segundo: https://youtu.be/cPHCOKK0HpI?si=IamEFO7T3G9IFvFc0
PS. Pelos seus fins(finados), reconhecereis os despertos e desassombrados recalcitrantes!
O último parágrafo da dissertação da Sra. Kramer é involuntariamente cômico. O Parlamento não é um conjunto de móveis ou utensílios, mas a soma dos representantes eleitos que ali exercem mandato. A mera substituição de pessoas, como a experiência demonstra reiteradamente, tem se revelado inócua.
Para agravar o quadro, a Constituição encontra-se sequestrada pela chamada “livre interpretação” do STF, convertida, na prática, em instrumento de arbítrio.
Ser brasileiro, significa não ser filiado à qualquer partido!
Que tal sentir-se assim?