
Charge do Laerte (Folha)
Carlos Newton
Em sua história contemporânea, o Brasil jamais teve uma imprensa livre como agora. Enquanto os três Poderes da República entram num processo de evidente degeneração, com atos de corrupção, abusos de poder e favorecimentos que contaminam as instituições, o jornalismo ingressa numa fase verdadeiramente gloriosa, em que o interesse público é defendido com entusiasmo jamais visto.
No artigo desta quinta-feira, dia 22, analisamos a evolução da grande imprensa (jornais, revistas e televisão) que atravessam um momento importantíssimo, capaz de levar ao aperfeiçoamento das instituições, através do livre debate sobre os graves erros e as distorções existentes, que corrompem Executivo, Legislativo e Judiciário, simultaneamente.
SEM CENSURA – Na verdade, o jornalismo jamais teve tanta liberdade, porque os empresários que dominam os meios de comunicação já não têm condições de vigiar as redações e exercer censura interna, devido à necessidade de divulgar as notícias em tempo real.
Basta lembrar o exemplo da peça “Calabar: O Elogio da Traição”, um musical verdadeiramente extraordinário, escrito em 1973 por Chico Buarque e Ruy Guerra. A peça revisitava a figura histórica de Domingos Fernandes Calabar, o senhor de engenho que ajudou os holandeses contra Portugal no século XVII.
A obra, censurada pela ditadura militar até 1980, questionava os conceitos de traição e patriotismo, apresentando Calabar não como traidor, mas como rebelde. Na época, minha mulher, Jussara Martins, trabalhava na Manchete e foi escalada para fazer uma reportagem sobre a peça, que está sendo ensaiada no Teatro João Caetano. Peguei carona com ela.
COM CENSURA – Quando chegamos, a plateia estava vazia, só havia algumas pessoas sentadas juntas numa das primeiras filas, que eram os censores. Resolvemos ficar longe deles e fomos ocupar um dos camarotes.
A peça era produzida pelo casal Fernando Torres e Fernanda Montenegro, com total esmero, realmente luxuosa e com músicas que se tornariam grandes sucessos, como “Não existe pecado ao sul do Equador”, “Cala a boca, Bárbara”, “Tatuagem”, “Ana de Amsterdam” e “Fado Tropical”.
O diretor Fernando Peixoto subiu ao palco e comunicou que seria feito o primeiro ensaio-geral, já com os figurinos e cenário, e não haveria intervalo nos três atos. Ao final, ficamos extasiados. Realmente maravilhosa a peça, com atuação magnífica de Tetê Medina, Betty Faria e Helio Ary, com 35 artistas e bailarinos no elenco de apoio.
UMA PREVISÃO – Ao deixarmos o teatro, fiz uma previsão, afirmando que “Calabar” iria servir como termômetro do regime militar. Se a peça fosse aprovada pela censura, seria um sinal de que a ditadura iria afrouxar. Mas, se fosse proibida, significaria que arrocho dos militares seria intensificado.
Não deu outra. Quando Jussara chegou à Manchete, na manhã seguinte, recebeu a informação de que a peça já tinha sido censurada, logo após o ensaio-geral.
Agora, a situação se repete. Se não houver punição a Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e outros ministros que se comportam indevidamente, será sinal de que o país pode entrar em nova ditadura.
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P.S. 1 – Fala-se muito em Ditadura do Judiciário, mas isso “non ecziste”, como diria o padre Oscar Quevedo, com seu sotaque carregado. Toda ditadura é sempre militar, pois são eles que detêm a força. Respeito o pessimismo alheio, mas estou otimista. Os militares brasileiros já provaram que defendem a legalidade. Assim, é mais fácil prender os “bandidos de toga”, que já eram citados em 2011 pela ministra Eliana Calmon, do que entregar a eles o comando do país.
P.S. 2 – Já ia esquecendo. Chico Buarque conta que os produtores da peça – Fernando Torres e Fernanda Montenegro – tiveram um prejuízo de 30 mil dólares e jamais foram ressarcidos. (C.N.)
Bom dia a todos. Viva a imprensa livre!
Mas, porém e entretanto, os “Estancadores de Sangrias”, são milhares e agem multilateralmente, disfarsando-se e até “copulando” nas cores das fardas:
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Digo: disfarçando-se…
A imprensa livre ê uma ilha bem pequena, cercada por um mar de lama
Togados no Brasil confundem o substantivo IMPRENSA com o verbo IMPRENSAR.
IMPRENSA!
IMPRENSA!
Reflexo disso é o assédio judicial que tenta calar o verdadeiro jornalismo.
Julian Assange simboliza o que é mais frequente no Brasil.
A MORDAÇA JUDICIAL.
Sonhei está noite, com soldados nas ruas, vielas e esquinas, o dia amanheceu com um novo Golpe de Estado. Tentava fugir e não conseguia, tal o aparato militar de alta envergadura. Felizmente acordei e vi que era apenas um pesadelo.
Lembrei da frase L’État, c’est moi (“o estado, esse sou eu”) atribuído a Luís XIV, Rei da França e Navarra.
O mundo está pleno de Luiz XIV por toda parte. Eles se elegem falando em Liberdade, Segurança e Família e até se dizem enviados de Deus. Pura balela, mentira grossa. No Poder suprimem as Liberdades, liberam armas a torto e a direito para caçadores, colecionadores e atiradores aumentando ainda mais a insegurança nas ruas. E Deus , aquele discurso religioso deles não vale de nada, pois mandam seus exércitos e polícias matarem geral sem o devido processo legal.
Semana passada, um médico matou dois colegas médicos, em São Paulo. Preso em flagrante, o médico assassino, disse que era colecionador de armas, um CAC.
O novo imperador romano, o César dos EUA, é o protótipo perfeito do Estado Sou Eu. Agora ele quer a Groelândia e não descarta o uso das tropas americanas para tomar posse do território da Dinamarca.
Igual a ele, temos dois Luiz XIV nos trópicos, Milei da Argentina e Bukeli de El Salvador.
Na Europa o russo Putin e Victor Orban da Hungria.
No Oriente Médio, Netanyahu de Israel, Ali Kamenei do Irã, Bin Salman da Arábia Saudita e o novo ditador da Síria oriundo da Al Quaeda.
Os filhotes de Trump se espalham pelo mundo, copiando a estratégia de Trump de tomada do Estado para si e para os apaniguados.
O enredo dos autocratas, dos ditadores, dos golpistas, que aparecem para o eleitor como cordeiros de Deus, depois se transformam em lobos, está descrito no Livro: ” Como As Democracias Morrem” de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Todos deveriam ler para entender como as coisas acontecem debaixo de nossos narizes.
Caro Nascimento, então os favorecidos por Bolsonaro, CAC’s, snipers e demais atiradores de elite, acompanham o desenrolar dos crimes e ainda regulam as miras e lubrificam suas ainda travadas armas, mesmo sabendo onde estão os infiltrados e expostos alvos, quando nenhuma endereçada bala seria perdida?
Avalie onde se encontra a sensata legalidade!
Senhor Carlos Newton , pode-se destituir todos os atuais 11 juízes do STF , mas sob hipótese alguma , os congressistas(deputados x senadores) permitirão que coloquem em seus lugares ” juízes honestos , honrados e decentes ” e muito menos os preceituados na CF , ou seja , notório saber jurídico , reputação ilibada e competente para fazerem o bem .
Ainda vai destruir?! Ele mesmo se autodestruiu!! Talvez, a próxima DESTRUIÇÃO seja num filme que vai concorrer ao OSCAR!
Sr. Editor, em lugar de TRANQUILIOS, TRANQUILOS. No mais, excelente artigo. Aliás, como sempre.
Abs.
Com você fazendo a revisão, fico mais tranquilo.
Abs.
CN
rsrsrs..
Abs.
A financeirização desenfreada, consequência da adoção de políticas econômicas e sociais neoliberais, levou a economia global à beira do colapso, beneficiando principalmente os implacáveis agentes de Wall Street, da City de Londres e dos mercados financeiros em geral. Os lucros ilícitos se transformam em ativos, como imóveis, artigos de luxo de alta gama, supostas obras de arte e ostentação, exemplificada por relógios Rolex e bolsas absurdamente caras.
Deixando de lado os aspectos obviamente desagradáveis mencionados acima, o pior impacto reside nas entrelinhas. Os bancos, centrais e periféricos, desempenham um papel fundamental na criação de dinheiro e na definição da política econômica governamental. Além disso, estão no cerne dos mercados, como o de ações e futuros, e são essenciais para a geração de bens e serviços financeiros, incluindo seguros e instrumentos de investimento derivativos. O abandono dos últimos vestígios de prudência levou à crise financeira de 2008-2009, e consequências muito piores estão por vir.
Menos óbvio, mas igualmente prejudicial, é o aprisionamento de enormes quantidades de riqueza em poucas mãos, o que implica a negação de oportunidades para muitos. Investimentos, pequenos e grandes, são a espinha dorsal do capitalismo de mercado devidamente supervisionado: a fonte da inovação. Oportunidades enterradas (como na Parábola dos Talentos) prejudicam a todos.
Pior ainda é o fato de grandes acumulações serem “investidas”, por puro capricho, em empreendimentos especulativos (como a “inteligência artificial”) sem serem submetidas a uma análise adequada e competente em nível social. Quase todos os políticos “profissionais” são mal instruídos demais para comentar; de qualquer forma, a maioria foi sistematicamente “comprada” nas últimas quatro décadas. Exemplos particularmente flagrantes no Reino Unido são Blair, Clegg (agora recebendo sua recompensa), Johnson e Starmer.
O DIABO É O CANDIDATO IDEAL PARA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, segundo o ex-presidente sincericida, João Batista de Oliveira Figueiredo, o homem do “eu prendo e arrebento” quem tentar impedir a abertura democrática total do Brasil, de modo a torná-lo uma democracia de verdade que, até está parte da história, “data venia”, ninguém ainda conseguiu fazer acontecer, pelo contrário, continuou tudo sob a égide do velho blá-blá-blá, gogó e trololó. Aliás, de lá para cá o inferno social continuou o mesmo, porém elevado à condição de hospício, ao que parece, com a bomba-relógio financeira armada pelos me$mo$, há 136 anos, elevada à enésima potência. O problema, portanto, é como desarmar a bomba-relógio e o que fazer pelo Brasil, doravante, de modo a torná-lo melhor para todos, fato que tem me preocupado há cerca de 40 anos e motivado o advento da RPL-PNBC-DD-ME. Vide vídeo abaixo. https://www.facebook.com/reel/1925201730906107
Senhor Roberto Nascimento , o governo de Jair Bolsonaro liberou geral o acesso e uso de armas pela população , não foi para protegerem-se como propagados nos quatros cantos do Brasil , mas sim para legitimar as armas ” contrabandeadas ” via Mangaratiba-RJ , de diversos países pela família Bolsonaro e seus comparsas , conforme comprovado pelos policiais investigadores e MP , culminando em atrito entre Sérgio Moro ” então ministro da justiça ” de Jair Bolsonaro e o próprio , ao tentar tirar o delegado da PF responsável pela região , também envolvido no contrabando das armas de outros via Mangaratiba -RJ , além de estarem envolvidos nas tais rachadinhas .