
Gilmar diz que Toffoli respeita o ‘devido processo legal’
Vanessa Araujo
Lavínia Kaucz
Estadão
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli nesta segunda-feira, 26, diante das críticas à condução do caso envolvendo o Banco Master. Em publicação no X, Gilmar afirmou que o colega tem trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição.
Segundo o decano, a atuação do ministro no processo observa os parâmetros do devido processo legal e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou regular sua permanência na relatoria. Mendes acrescentou que a preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são essenciais para a confiança da sociedade nas instituições.
CONFLITO DE INTERESSES – A manifestação ocorre em meio à repercussão das suspeitas de conflito de interesse atribuídas a Toffoli. Em entrevista exclusiva ao Estadão, publicada nesta segunda, o presidente do STF, Edson Fachin, evitou avaliar condutas individuais de colegas, incluindo a atuação de Toffoli no processo do banco.
Na mesma entrevista ao Estadão, Fachin voltou a defender a criação de um código de ética para as Cortes superiores. Segundo ele, o debate ganhou força justamente após as suspeitas envolvendo Toffoli. O presidente do STF afirmou que, ou a Corte se “autolimita”, ou “poderá haver limitação de um Poder externo”. Apesar da resistência de parte dos ministros, disse haver maioria favorável à adoção de um código de conduta.
Na semana passada, Fachin divulgou uma nota defendendo a Corte de críticas e disse que “eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais”. No texto, também afirmou que Toffoli vem “atuando na regular supervisão judicial”.
ARQUIVAMENTO – Gilmar Mendes já havia se manifestado na última quinta-feira, 22, nas redes sociais em defesa da PGR, que decidiu arquivar o pedido de afastamento de Toffoli da relatoria do caso.
Como mostrou o Estadão, o tema da eventual suspeição de Toffoli é tratado com cautela na cúpula da PGR. A avaliação de integrantes do órgão é que pedidos desse tipo dificilmente prosperariam no STF e que tentativas semelhantes feitas durante a Operação Lava Jato tiveram resultado considerado “desastroso”. Por isso, a provocação formal só ocorreria caso surgissem elementos probatórios nos autos, para além de reportagens já publicadas.
CONTESTAÇÕES – Toffoli tem colecionado decisões e relações contestadas em um mês e meio de relatoria do caso Master no STF. Entre outras coisas, o ministro tomou decisões que geraram sucessivas interferências no trabalho da Polícia Federal (PF), a quem de fato cabe conduzir a investigação, e, mais recentemente, pela proximidade dos seus parentes com alvos da ação.
O Estadão revelou que um dos investigados, Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro, comprou a participação dos irmãos do ministro em um resort no Paraná. A sede da empresa fica no endereço residencial de um dos irmãos de Toffoli e a cunhada do ministro disse ao Estadão que o marido nunca foi dono de resort. Antes, Toffoli já sofria críticas por ter viajado em um jatinho particular com o advogado do Master,Augusto Arruda Botelho, para assistir à final da Libertadores em Lima, no Peru.
Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro
Contrato de R$ 250 mil do escritório de Lewandowski com Master continuou por 21 meses após ida dele para o Ministério da Justiça
O contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master continuou por quase dois anos depois de ele assumir a pasta da Justiça e Segurança Pública de Barba. O contrato de consultoria jurídica tinha o valor de R$ 250.000,00 mensais.
A contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Wagner confirmou ter feito a indicação de Lewandowski.
O contrato entre o Master e a Lewandowski Advocacia foi assinado no dia 28 de agosto de 2023, e os pagamentos prosseguiram até o mês de setembro de 2025, quando Lewandowski já estava no Ministério da Justiça havia 21 meses — ele assumiu o cargo em janeiro de 2024.
Ou seja: o contrato com o Master rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família de Lewandowski, dos quais R$ 5,25 milhões após a ida dele para o MJSP.
O objeto do contrato era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico” por parte do Lewandowski Advogados para o Master.
Uma das tarefas de Lewandowski era participar das reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. No entanto, durante todo o período do contrato, ele só esteve em duas dessas reuniões.
Com a ida dele para o Ministério da Justiça, o escritório passou a ser representado pelo advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro. Enrique não fez nenhuma entrega significativa para o banco, embora os pagamentos tenham continuado.
A relação próxima do Master com quadros históricos do PT contrasta com o tom agressivo (ou seria demagógico?) adotado por Barba em relação ao banco ultimamente.
Fonte: Metrópoles, Política, 26/01/2026 20:34 Por Andreza Matais e Andre Shalders
FHCorleone, Ladrão, Gilmar, Tofferrado, Lex Luthor, tudo a ver….
Os corruptos se protegem…
Bem vindos ao Bostil
JUDICIÁRIO
Indicado por João Baptista Figueiredo em 1981, Néri da Silveira completa 70 anos e é obrigado a se aposentar
FHC deve indicar Gilmar Mendes ao STF
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Fernando Henrique Cardoso deverá formalizar hoje a indicação do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, para ministro do Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria de José Néri da Silveira, que ontem completou 70 anos.
Mendes é um antigo colaborador do governo federal, conhecido pela defesa veemente de suas teses e por provocar polêmicas com membros do Judiciário no cargo de advogado-geral.
Membro do Ministério Público Federal, assumiu o papel de defensor do ex-presidente Fernando Collor de Mello durante o processo de impeachment, em 1992. Na época, Mendes era o chefe da Assessoria Jurídica da Presidência.
No governo FHC, Mendes foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. Assumiu a Advocacia Geral da União em 31 de janeiro de 2000, em substituição a Geraldo Quintão, que tinha sido nomeado ministro da Defesa.
Aos 46 anos, Mendes é respeitado por FHC e é amigo do ministro do STF Nelson Jobim. Mas é duramente criticado por antigos procuradores e enfrenta resistências nos tribunais, por causa dos embates que travou em defesa do governo, e já se desentendeu com dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Magistrados Brasileiros.
FHC foi responsável por outras duas escolhas no STF: Nelson Jobim e Ellen Gracie Northfleet. Nos últimos meses, chegaram a ser citados como concorrentes de Mendes para a vaga de Néri o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, o vice-presidente Marco Maciel e o ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira.
Após receber garantias de que seria indicado para o Supremo, Mendes desistiu de se filiar ao PSDB de Mato Grosso. A filiação seria para se candidatar nas próximas eleições. Após a indicação, ele só dependerá de sabatina do Senado Federal para assumir o cargo de ministro do STF. Para o lugar de Mendes, será designado o subsecretário-geral da Secretaria Geral da Presidência, José Bonifácio Borges de Andrada.
Néri da Silveira foi nomeado pelo então presidente João Baptista Figueiredo em 1981. Inicialmente integrou a corrente mais conservadora do STF. Nos últimos anos, surpreendeu os colegas com votos favoráveis à oposição. (RENATA GIRALDI e SILVANA DE FREITAS)
Suposta fraude de Jobim à Constituição ainda gera polêmica
https://www.jusbrasil.com.br/noticias/suposta-fraude-de-jobim-a-constituicao-ainda-gera-polemica/145777
Nelson Jobim, como constituinte em 1988 e posteriormente, teve atuação marcante na Carta Magna. Ele confessou ter incluído, junto com Ulysses Guimarães, dois artigos não votados pela Assembleia, incluindo um sobre autonomia universitária. Também participou da redação sobre o papel do MP e relatou mudanças no Artigo 142
Se “cavucar” mais , vai aparecer resorts dos Irmãos Metralhas, Don FHCorleone e Ladrão…
Irmãos de Toffoli foram sócios de Ratinho em 2º resort, diz jornal…
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/01/23/irmaos-de-toffoli-foram-socios-de-ratinho-em-2-resort-diz-jornal.htm?cmpid=copiaecola
Toffoli foi a resort nas mesmas datas que jatinho de dirigente da JBS
Voos de jato de dirigente da J&F coincidem com datas em que Dias Toffoli esteve no resort Tayayá, no Paraná. Avião passou por Brasília
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/toffoli-foi-a-resort-nas-mesmas-datas-que-jatinho-de-dirigente-da-jbs
Tudo ligado, Ladrão, Tofferrado, Master, Irmãos Joesley-Friboi., André Esteves,
Agora só falta achar um dedo do Irmão Mais Velho, Don FHCorleone…
Tiro e queda…..
Master pagou R$ 5 milhões a escritório de Lewandowski já como ministro
Contrato de R$ 250 mil do escritório de Lewandowski com Master continuou por 21 meses após ida dele para o Ministério da Justiça