Carlos Newton
O crise do Supremo se agravou de forma absoluta, porque os peritos da Polícia Federal, após quase dois meses de trabalho intenso, conseguiram quebrar a criptografia e acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gerando um clima ainda maior de apreensão em Brasília.
Com o desbloqueio do celular, cuja senha Vorcaro se recusara a fornecer quando foi alvo de busca e apreensão em dezembro, cresce a possibilidade de o banqueiro fraudador se oferecer para delação premiada, visando a reduzir as penas a que inevitavelmente será condenado.
TENTÁCULOS – O fato concreto é que o escândalo do Banco Master vai ganhando contornos cada vez mais aterradores e mostra claramente que o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro tinha ligações diretas com integrantes dos três poderes.
Com o análise do celular pessoal e dos outros quatro que foram apreendidos, a Polícia Federal vai descobrir as autoridades com as quais o banqueiro se relacionava diretamente, sem intermediários. A partir daí, o desdobramento será um rolo compressor em diferentes campos ideológicos, devido à extensão das relações mantidas pelo empresário.
Vorcaro buscava se aproximar de políticos fazendo doações a suas campanhas, através de seu cunhado e operador em falcatruas, o pastor evangélico Fabiano Zettel. Na campanha anterior, ele fez patrocínios a diferentes candidatos, como os governador Cláudio Castro (RJ) e Tarcísio de Freitas (SP), além de Jair Bolsonaro e outros políticos, independentemente de partidos.
PT ENVOLVIDO – Porém, o banqueiro fraudador mantinha ligação muito mais estreita com o PT, através de suas relações diretas e pessoais com o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski e o ex-ministro Guido Mantega, que foi seu assessor durante quase um ano, recebendo R$ 1 milhão mensais, além de o dono do Master ter vínculos com o próprio presidente Lula, que o recebeu fora da agenda no Planalto.
Portanto, os celulares de Vorcaro aterrorizam esquerda, direita e centro. As autoridades dos três Poderes reagem, é claro, e querem colocar uma pedra no assunto, mas é impossível, devido ao liberação das informações pela Polícia Federal.
Detalhe fundamental: desta vez, não houve vazamento, mas um comportamento exemplar da direção da Polícia Federal, que desconheceu o sigilo imposto por Toffoli, desafiou as ameaças de Moraes e cumpriu sua obrigação de atuar suprapartidariamente.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A quebra da criptografia do celular de Vorcaro é uma das mais importantes notícias dos últimos tempos. Ao sofrer busca e apreensão, em 18 de dezembro, Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular pessoal. Agora, com o desbloqueio feito pelos peritos, o WhatsApp do banqueiro fraudados está sendo uma festa para os agentes e delegados da Polícia Federal. Logo saberemos a verdade sobre as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)
Lula dá carta branca à Polícia Federal, STF reage e crise do Master vai esquentar
Escândalo respinga no Palácio do Planalto, Barba “rifa” Toffoli e Andrei se fortalece
Moraes amplia pressão sobre o STF ao assumir investigação sobre vazamento de dados da mulher dele
Um ambiente conflagrado e de desconfiança generalizada aguarda o retorno das atividades nos Três Poderes.
Nem mesmo o carnaval conseguiu abafar o clima de guerra que predomina na relação entre o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF desde que estourou o escândalo do Banco Master.
Barba deu carta branca para o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, investigar Toffoli e seu relacionamento com Vorkaro, dono do Master.
Andrei ganhou tantos pontos com Barba que já é visto na Esplanada como nome certo para ocupar um futuro ministério da Segurança Pública.
A atitude de Barba, porém, provocou extremo mal-estar entre magistrados.
Nos bastidores, Barba chegou a ser chamado de “ingrato” por integrantes do STF, que fizeram uma aliança com ele desde os atos golpistas do 8 de Janeiro.
(…)
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, 17/02/2026 | 18h00 Por Vera Rosa
Funcionando como delegacia, STF ajuda seus inimigos
O STF embananou-se ao lidar com o caso do Banco Master e suas conexões políticas e financeiras. A reunião que tirou Toffoli da relatoria do caso não enganou ninguém.
O propósito era afastar Toffoli, mas avançaram em cima da Polícia Federal (PF). E tudo aquilo de que o Brasil não precisa é um conflito entre a PF e o Supremo.
Passado o julgamento dos generais palacianos, o Supremo deve considerar a hipótese de fechar a delegacia ou, pelo menos, baixar-lhe a bola. Até porque a Corte tem mais o que fazer, noves fora a discussão de um código de conduta para seus pares.
O STF passa por um período de extremo desprestígio por culpa da atividade de uma bancada afeita a farofas e parentelas.
Por maior que tenha sido o desgaste trazido pela novela Master/Toffoli, não se pode esquecer que, em menos de três meses, o relator do processo foi afastado. Quase um rito sumário.
Tendo feito o certo, o STF sinaliza (ou finge sinalizar) uma saia justa com a PF. Tomara que a reunião de duas horas do diretor da PF com Mendonça, novo relator do caso Master, acalme os ânimos.
A saia-justa, como se viu, servia aos interessados em embaralhar o processo. É certo que a Federal investigou indevidamente Toffoli, mas é certo também que, até agora, não se apontou um só fiapo de falsidade nas 200 páginas entregues ao ministro Edson Fachin.
Quando Moraes manda que a Receita rastreie nomes de ministros do STF e cerca de 100 familiares, a delegacia reabre seus expedientes, levando constrangimentos a um nicho de notáveis que passam por uma fase tétrica.
Funcionando como delegacia, o Supremo acaba ajudando seus piores inimigos: os golpistas e os larápios.
Fonte: O Globo, Opinião, 18/02/2026 00h05 Por Elio Gaspari
Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno
A medida interrompe as atividades da instituição financeira que pertence a Augusto Lima, investigado no caso do Banco Master
https://www.terra.com.br/economia/banco-central-decreta-liquidacao-extrajudicial-do-banco-pleno,d3a0b1bb71812e209dd75c0278085a69vdq3d1lb.html?utm_source=clipboard
PS.
Mais um dia de lamaçal de corrupção no desgoverno do Megalomaníaco Gângster Don Narcoleone V….
aquele abraço
Logo saberemos a verdade sobre as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)
Sr. Newton
Aquela aposta ainda está valendo….
Estamos aguardando ansiosamente o nome do Gângster Don Narcoleone V apareceu nesse lamaçal de corrupção….
E de sobremesa vão aparecer os nomes do irmão Bandidão do INSS, vulgo, Frei Chico (que ironia), e do filho ladrão,….
Os “dorobôs” estão apavarados….
aquele abraço
Pelos métodos, Vorcaro imita Epstein, como KHAZARIANA réplica!
“Dendos”, em:
https://www.theguardian.com/uk-news/2026/feb/03/met-police-to-launch-investigation-into-alleged-mandelson-epstein-email-leaks
Vorcaro, mostrou-se um agente khazariano, daí sua “vivaz” blindagem, enquanto “semi-calado”!
Novo capítulo do STF requer muita cautela: QUANDO O INQUÉRITO 4781 SERÁ CONCLUÍDO?
A análise das causas, possíveis motivações, base legal e prováveis consequências da operação deflagrada nesta terça-feira de Carnaval, mais uma vez a partir de uma iniciativa de Moraes, não é simples, envolve muitas camadas e uma necessária linha do tempo e obriga a uma série de questionamento sobre a atuação de várias instituições e autoridades.
Vamos lá. Alexandre de Moraes abriu em 13 de janeiro um procedimento, que recebeu no STF a sigla PET 15256, solicitando à Receita Federal que apurasse indícios de acessos ilegais e possíveis vazamentos de dados fiscais de ministros do STF, familiares e um número indefinido de outras pessoas.
Entre as possíveis vítimas, uma vez mais se encontram o próprio relator e seus familiares.
A decisão foi tomada de ofício, no âmbito do famoso inquérito 4781/DF, que já foi batizado de “inquérito das fake news” mas que desde que foi criado, em 2019 (há sete anos, portanto), já mudou de apelido várias vezes e foi usado para investigar uma gama enorme de fatos, condutas e pessoas.
A PET 15256 foi classificada como sigilosa. Isso significa que nenhuma das petições ou decisões incluídas nela, como o nome das supostas vítimas de vazamentos, pode ser acessada pelo público.
A Receita Federal abriu uma auditoria e encaminhou a Moraes a resposta de que houve múltiplos e diversos acessos ilícitos de dados de um grupo de pessoas (de novo, indeterminado quanto ao número e os nomes).
De posse dessa resposta, o ministro informou o MPF e, de pronto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu (e o próprio Moraes autorizou) que a Polícia Federal realizasse uma operação contra quatro servidores suspeitos que atuavam na Receita (um deles cedido pelo Serpro).
Além de a PF promover a busca e apreensão em endereços em três Estados, Moraes determinou, DE NOVO MONOCRATICAMENTE, e no meio do feriado de Carnaval, medidas cautelares duríssimas contra os quatro, afastando-os imediatamente das funções, recolhendo seus passaportes e determinando seu recolhimento domiciliar noturno.
É extremamente grave que funcionários públicos de órgãos que lidam com informações sensíveis protegidas por sigilo assegurado na Constituição, como a Receita, promovam arapongagem de qualquer cidadão.
Essa gravidade aumenta quando os dados devassados são de autoridades e seu vazamento se destina a chantageá-las, desacreditá-las ou lançar falsidades contra elas.
Portanto, o caso precisa ser pronta e completamente elucidado.
Mas essa cadeia de eventos contém particularidades que também precisam de escrutínio da sociedade, da imprensa e do próprio STF.
O QUE JUSTIFICA, ENCERRADA A INVESTIGAÇÃO DA TRAMA GOLPISTA E DE OUTRAS AMEAÇAS À DEMOCRACIA, A DURAÇÃO E A FLEXIBILIDADE DE OBJETO DO INQUÉRITO 4781, CRIADO EM 2019?
QUANDO O INQUÉRITO 4781 SERÁ CONCLUÍDO? POR QUE FATOS NOVOS VÃO SENDO APENSADOS A ELE, TORNANDO MORAES RELATOR POR PREVENÇÃO DE TEMAS QUE NÃO TÊM CONEXÃO IMEDIATA E INCONTESTE COM OUTROS?
Quais eram os indícios iniciais que motivaram a solicitação de investigação da Receita?
Eles podem perfeitamente existir e ser sólidos e robustos, mas o sigilo decretado nas investigações impede que se tenha uma avaliação ampla de quais são eles.
Sem isso, é cabível imaginar que se trata do expediente conhecido como “pesca probatória”, no qual, a partir de indícios difusos, você solicita uma investigação —que, nesse caso, aparentemente demonstrou evidências graves e que precisam ser apuradas.
Não deixa de chamar a atenção que essas revelações surjam exatamente depois que jornalistas revelaram o contrato do escritório da mulher de Moraes com o Banco Master e as relações De Toffoli e familiares com o banco de Vorkaro, seu controlador, fundos e pessoas ligados a eles.
Em 21 agosto do ano passado, Moraes determinou a suspensão nacional de todos os processos que discutiam a validade do uso de provas encontradas a partir de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Os casos envolviam situações em que o Ministério Público pediu relatórios financeiros sem autorização judicial ou abertura de um procedimento formal de investigação. Dias Toffoli já havia tomado decisão similar em 2019.
INVESTIGAÇÕES NECESSÁRIAS DOS PROCEDIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS NÃO PODEM SE CONFUNDIR COM TENTATIVAS DE BLINDAGEM A AUTORIDADES E SEUS FAMILIARES.
E, para que não sejam, o recomendável é que sejam disponibilizadas mais informações sobre os procedimentos solicitados e as medidas adotadas.
Também é urgente que as medidas de Moraes sejam submetidas a confirmação por parte do colegiado, e que o STF responda quando o inquérito das fake news e todos os seus desdobramentos será concluído.
Fonte: O Globo, Política, 17/02/2026 19h40 Por Vera Magalhães
Quando os meliantes serão arrastados pelo “cu da calça”, perguntaria Nhô Victor, meu saudoso avô materno?
Sr. Newton
Os defensores do Pai da Pátria do Século XXI devem ter colocado o pescoço dentro do buraco de tanta vergonha que estão passando neste momento de turbulência “corruptiva dos Três Podres Poderes..
Ao invés de investigar todas as denúncias de corrupção que assolam o Páis, o Redendor e Fiador da Demogracinha prefere “ferrar” quem denunciou os crimes, e faz com que se tornem criminosos piores daqueles que comenteram os crimes…..
São 129 milhões de motivos para tirar o ás de copas da reta……
Auditores dizem que não podem ser “bodes expiatórios” após ação da PF
Unafisco Nacional manifestou “preocupação” com medidas cautelares adotadas contra integrantes da Receita Federal depois de investigação sobre vazamento de dados de ministros do STF…
https://www.poder360.com.br/poder-justica/auditores-dizem-que-nao-podem-ser-bodes-expiatorios-apos-acao-da-pf/
“Era só o que faltava: Supremo e Receita se engalfinham no lodo.”
“Moraes é o próximo e não tem interesse no derretimento de Toffoli.”
“Ou STF se livra de Toffoli ou vai junto com ele para o precipício.”
UOL, Opinião, São Paulo, 17/02/2026 11h13, 13/02/2026 12h53 e 12/02/2026 07h48 Por Josias de Souza
Sr. Newton
Que ironia do destino, como se dizia antigamente..
Tecnologia israelense, com sofisticados aparelhos tecnologicos para desbloqueio de celulares…..
Será que o Don Narcoleone V e seus faccionados sabem disso.?
PF usou tecnologia israelense para acessar celular de Vorcaro e recuperar mensagens apagadas
https://www.youtube.com/watch?v=FDdw2n9skxo
eh!eh!eh
demais da conta….
Os jumentos se engasgam com o próprio capim…
Isso que é um “Grande Lider Mundial” da Cachaça…..
como dizia meu saudoso Tio Armando, “Eu me divirto”…….
Vão ser burros assim na lá no programa do Merval…..
Por enquanto é só, voltaremos mais tarde
abraço