Sigilo de Lulinha segue quebrado, mas Dino conseguiu blindar a amiga dele

BlogdoBG | A Polícia Federal identificou que a empresária Roberta Luchsinger, alvo de busca nesta quinta-feira (18), orientou o lobista Antônio Carlos... | Instagram

Roberta está envolvida na mesada que Lulinha recebia

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou um pedido da defesa da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPI do INSS no Congresso, e suspendeu decisão do colegiado de quebrar seus sigilos bancário e fiscal.

Ela é amiga de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que também teve os sigilos quebrados pela comissão.

APENAS ELA – A decisão do ministro foi tomada em caráter individual, e atinge apenas o pedido apresentado pela defesa de Roberta, e não as demais pessoas que também tiveram a quebra de sigilo decretada pela CPI.

Segundo Dino, a aprovação da quebra de sigilo em bloco, com a votação simultânea de 87 requerimentos, “parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais”.

“De igual forma, mostra-se presente o perigo de dano ao direito à intimidade da impetrante se quebrado o sigilo bancário e fiscal sem a devida fundamentação da autoridade competente”, diz Dino na decisão.

BUSCA E APREENSÃO – Roberta foi alvo de busca e apreensão em dezembro, durante operação da Polícia Federal que apura descontos indevidos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela é suspeita de envolvimento com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central na investigação.

Luchsinger é herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse. A investigação revela que ela e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, mantiveram contato e articulações mesmo após o início das investigações.

Conforme a Polícia Federal, Luchsinger faria parte do “núcleo político” da organização criminosa. “Sua atuação se revela essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”, diz a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

PAGAMENTOS – Segundo a PF, a empresa de Luchsinger, a RL Consultoria, recebeu um total de cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão. Conforme a investigação, os contratos firmados entre o Careca do INSS e Roberta Luchsinger fugiam das atividades da empresa do lobista.

Em uma das trocas de mensagens, ela alerta sobre as apreensões e pede que ele se livre de aparelhos celulares. “E só para você saber, acharam um envelope com nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão” — escreveu a empresária.

No diálogo, Antunes reage com preocupação, e Luchsinger responde exigindo que o Careca “suma” com os telefones. “Joga fora”, escreveu a empresária. Segundo a investigação, os dois formaram uma sociedade que tinha interesses em decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Dino fez a parte dele, retribuindo a Lula a nomeação para o Supremo, ao invés de cumprir sua obrigação de perseguir criminosos, que é tarefa de todo magistrado. Mas não pode “blindar” Lulinha, porque o juiz da ação é André Mendonça, que não está nem aí para agradar Lula e vai julgar o caso INSS com a maior isenção, o que é uma grave ameaça à reeleição do atual presidente. (C.N.)

6 thoughts on “Sigilo de Lulinha segue quebrado, mas Dino conseguiu blindar a amiga dele

  1. Será como os professores mulas-sem-cabeça, do aparelho de dominação ideológica do Apararto Petista estão fazendo pra defender os porcos anticivilizacionais iranianos dentro da sala de aula?

    Solidários com tudo equanto é lixo mundo a fora, estes porcos estão em fúria nas redes sociais.

    A propósito do identitarista e feminista Aparato:

    “Não encontrei **notícias ou declarações públicas oficiais do Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil especificamente sobre o assassinato de uma mulher no Irã por não usar o véu (o caso de Mahsa Amini, que ocorreu em setembro de 2022 e desencadeou um grande movimento de protestos no Irã e no mundo). As manifestações daquele episódio foram protagonizadas principalmente no Irã e por comunidades iranianas no exterior, não por partidos brasileiros.” (ChatGpt)

    Esperar o quê destes vermes asquerosos?

  2. Pintou uma moral japonesa no verme?

    https://www.infomoney.com.br/brasil/responsavel-por-vigiar-adversarios-de-vorcaro-sicario-tenta-se-matar-apos-prisao/

    Visão geral criada por IA

    O suicídio por motivos de corrupção no Japão está historicamente ligado a uma cultura de honra e responsabilidade. Um caso notável ocorreu em 2007, quando o ministro da Agricultura, Toshikatsu Matsuoka, acusado de escândalos financeiros, suicidou-se antes de prestar depoimento, um ato visto como forma de assumir a responsabilidade e evitar a desonra
    .
    – Cultura de Honra: Diferente de outros países, no Japão, o suicídio de um político ou executivo envolvido em escândalos pode ser visto como o último ato de assumir a responsabilidade por seus erros.

    – Caso Matsuoka (2007): O ex-ministro Toshikatsu Matsuoka suicidou-se após se envolver em escândalos de corrupção, um ato que chocou o país.

    – Contexto Cultural: A corrupção no Japão às vezes é enfrentada com essa medida extrema, ao contrário de outros lugares onde a impunidade é mais comum.

    Embora o suicídio seja um problema sério, em casos de corrupção política, ele muitas vezes reflete a intensa pressão social e o peso da desonra no Japão

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