
ACM Neto diz que prestou serviços de consultoria ao Master
Victoria Azevedo,Sarah Teófilo, Dimitrius Dantas e Eduardo Gonçalves
O Globo
Uma empresa do vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão vinculado ao Banco Central. Os recursos foram repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022, em dezembro daquele ano, e entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado, ACM Neto confirma que recebeu os pagamentos e diz que os valores são referentes a serviços de consultoria.A empresa A&M Consultoria Ltda., da qual o vice-presidente do União Brasil é sócio ao lado de sua mulher, foi constituída em 28 de dezembro de 2022 e tem capital social de R$ 2 mil.
Segundo dados da Receita Federal, a empresa tem como atividade principal prestar serviços “de consultoria em gestão empresarial” e como atividade secundária uma atuação “de apoio à educação”.
REPASSES -De acordo com dados do Coaf, de junho de 2023 a maio de 2024, a empresa de ACM Neto recebeu R$ 1,55 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,34 milhão em nove repasses do Master, totalizando R$ 2,89 milhões. Nesse mesmo período, ACM recebeu da sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses. Antes disso, em março de 2023 e junho de 2023, a A&M recebeu R$ 422,325 mil do Master e R$ 281,55 mil da Reag.
“Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, diz o relatório do Coaf, órgão de inteligência que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.
Procurado por telefone, ACM Neto afirmou que falaria apenas por meio de nota redigida com seu advogado. Em texto enviado ao O Globo, o ex-prefeito de Salvador disse que, quando já não exercia qualquer cargo público, constituiu a empresa e, a partir de então, prestou serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a Reag.
CONTRATOS FORMAIS – “Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, afirmou o ex-prefeito de Salvador.
ACM Neto frisou, ainda, que “no período do contrato, existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”.
“Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, afirmou. O ex-prefeito pontuou, ainda, que está “totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado”.
OUTROS CONTRATOS – Além de ACM Neto, o Master contratou uma rede de consultores e advogados para atuar no mundo político e jurídico a favor do banco. O colunista Lauro Jardim, do GLOBO, revelou no ano passado que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também foi contratado como consultor do Master. O ex-chefe da equipe econômica conseguiu um encontro de Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atuou pela aprovação da operação de venda do banco ao BRB, instituição pública do Distrito Federal.
O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski também prestou consultoria ao Master por indicação do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O escritório do ex-magistrado passou a prestar serviços ao banco logo após ele se aposentar do STF, em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e rendeu ao ex-ministro e ao seu filho R$ 6,5 milhões entre agosto de 2023 e agosto de 2025.
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, também foi contratado para auxiliar o Master em Brasília, conforme revelou a colunista Malu Gaspar. O acordo previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos e foi encerrado após Vorcaro ser preso e o seu banco liquidado.
INVESTIGAÇÃO – O Banco Master se tornou alvo de investigações da PF após a descoberta de um esquema bilionário de fraude no sistema financeiro, com emissão de títulos de crédito sem lastro e realização de operações irregulares que podem chegar R$ 12 bilhões. O Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025.
Na semana passada, Vorcaro foi preso pela segunda vez por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo decisão do magistrado, o banqueiro mantinha um “braço armado” para intimidar adversários”, com uso de “coação por meio de sua milícia”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cotada a R$ 3,6 milhões, a “consultoria” de ACM Neto tem valor idêntico à “assessoria” da mulher de Alexandre de Moraes, que também levava R$ 3,6 milhões mensais do bando, digo banco Master. Faz sentido. (C.N.)
Inveja a solidariedade dos que abrem mão de posiçóes polpiticas e ideológica, para se daremas mãos para causas mais nobres.
https://www.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY
Puxa!Não escapa ninguém!
Nexo genético. Helio Fernandes chamava o avô de ACM Corleone.
Se não removerem os criminosos do Safado Tribunal, o Brasil não deverá ter o respeito de outras nações (exceto as que também os tem).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes utilizou, no julgamento de Débora Rodrigues dos Santos, uma suposta exclusão de mensagens de celular como fundamento para condená-la por pintar uma estátua com batom durante os atos do 8 de janeiro.
Entretanto, informações apuradas pela Polícia Federal (PF) mostram que o próprio magistrado recorreu a mensagens de visualização única, que desaparecem automaticamente ao serem lidas, ao se comunicar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que tinha ordem de prisão iminente.
No voto contra Débora, Moraes afirmou que a conduta atribuída à ré indicaria tentativa deliberada de ocultar provas. Segundo ele, o fato de não haver conversas no período investigado seria “a demonstrar desprezo para com o Poder Judiciário e a ordem pública”.
Moraes baseou-se em um relatório da PF sobre o celular de Débora. O documento, contudo, não concluiu que mensagens foram efetivamente apagadas. Limitou-se a registrar que “não foram encontradas conversas relevantes nos aplicativos de mensagens WhatsApp sobre os assuntos que concernem o objeto das investigações” e que havia interrupção de diálogos de dezembro de 2022 até a primeira quinzena de fevereiro de 2023.
A própria análise técnica da PF ressalvou tratar-se apenas de uma possibilidade: “Isto pode ser um indício de que Debora dos Santos tenha apagado do seu telefone os dados relevantes referentes ao período das manifestações antidemocráticas”.
Apesar do caráter hipotético da observação, Moraes tratou a ausência de mensagens como elemento incriminador no julgamento.
Moraes mandou mensagens de visualização única a Vorcaro
Informações publicadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelam que Moraes enviou a Vorcaro mensagens de “visualização única”, isto é, que se apagam assim que o destinatário as lê, o que impede a preservação do conteúdo.
No caso Débora, como a própria PF não encontrou assunto algum relativo a golpe ou coisa do gênero, o “juiz” canalha “deduziu” que ela havia apagado mensagens comprometedoras. Daí, foi condenada. E o “juiz” canalha ? Respondeu por código autodestrutivo a Vorcari, apagando o que lhe comprometia. Nome técnico deste crime: obstrução da justiça. E ainda pode continuar “julgando” ? Ora, se Toffoli é suspeito, Glande é duplamente suspeito.
Mais um que prestava ‘consultoria’ especializada à quadrilha de trambiqueiros fraudadores estelionários?
A matéria diz que o capital social da ‘empresa’ é de R$ 2 mil. A piada já veio pronta.
Consultoria.
Estou dando gratuitamente consultoria aos poderosos que no Brasil conduzem o jogo.
A ganancia com que se atiram ao erário é o gatilho para trambiques, roubalheira e homéricas surubas.
Fatiando as surubas.
Suruba moral, é onde os participantes são amorais.
Suruba mental, os elementos usam suas idiossincrasias para fazer um ganho em qualquer oportunidade; fritam até a bosta para aproveitar a gordura. (Sergio Cabral)
Suruba sexual, é aquela que destruiu Sodoma e Gomorra.
Moral da história, sejam menos trambiqueiros senhores e senhoras! O chicote pode mudar de mãos.