Polícia Federal precisa evitar os excessos que marcaram a Lava Jato e o Supremo

4 thoughts on “Polícia Federal precisa evitar os excessos que marcaram a Lava Jato e o Supremo

  1. “Na contramão global, Brasil despenca para 20º na defesa, perde 10 posições e é ultrapassado pela Argélia – RSM – Revista Sociedade Militar.” https://share.google/eoNVIo3wxs4pISWiP

    PS. Se a corrosão é interna e deve-se à infiltrada mercenária cúpula, pretendem ser superiores à quem nessa traiçoeira e permanente vermelha subalternidade?

  2. Fica combinado assim cantanhede:

    Evandro Carlos de Andrade e o PowerPoint da GloboNews

    Quando cobrar lealdade dos melhores, saberemos se a Globonews terá juízo ou sepultará de vez sua pretensão de ser uma formadora de opinião.

    O PowerPoint da GloboNews — ora apresentado por Andrea Sadi, ora por Valdo Cruz — tem tudo para entrar na história como uma das maiores barrigas jornalísticas da década. (obs: Barriga essa, louvada por “jornalistas” amestrados).

    O famoso cano de óleo jorrando dólares do Jornal Nacional, embora infame, ao menos captou o espírito de uma época já envenenada pela Lava Jato. O PowerPoint da GloboNews, por sua vez, malhou a ferro frio — sem contexto, sem sutileza, sem cobertura.

    Desde que o caso Master veio à tona, as Organizações Globo vêm tentando impor à opinião pública a narrativa de que se trata de um escândalo do governo Lula. Para isso, valeram-se de vazamentos da Polícia Federal em parceria com jornalistas lavajatistas. Se autorizados pelo delegado-geral Andrei Rodrigues, ele é cúmplice da operação. Se ocorreram sem seu conhecimento, ele é um delegado-geral decorativo.

    Com o controle do ministro André Mendonça sobre a força-tarefa da chamada Lava Jato 2, era questão de tempo até que o direcionamento dos vazamentos consolidasse a falsa percepção de que o caso Master é um problema de Lula.

    A pressa e o amadorismo do infeliz autor do PowerPoint botou a estratégia a perder. E lembram a impulsividade de Donald Trump em relação ao Irã. Ele claramente acreditou que o poder do Grupo Globo seria invencível e que o material aceleraria a destruição do governo Lula — abrindo caminho para Flávio, sem sobrenome para reforçar a intimidade com a casa.

    Visto de fora, parece obra de alguém sem a menor noção sobre os movimentos de opinião pública — e sobre como se maneja, com eficácia, a artilharia do jornalismo de grande grupo.

    Num só lance, o episódio expôs o que analistas mais atentos — como o próprio GGN — vinham alertando há semanas, e que o público menos analítico ainda não havia assimilado: a Lava Jato 2 está em pleno andamento.

    A enxurrada de menções indignadas contra o Powerpoint nas redes sociais é sintomática. Mas o que mais chama atenção não é a indignação em si — é a insensibilidade de quem não sabe manipular a opinião pública sem se trair.

    Não se faz isso emulando o estilo Trump. É preciso sutileza. É preciso aparentar isenção de tal forma que o público tenha a sensação de que o foco no governo Lula decorre do curso natural das notícias — e não da manipulação deliberada do leito do rio. Manipula-se o fluxo de notícias.

    A ânsia de agradar à casa não pegou bem. Ouso dizer que o infeliz autor do PowerPoint levou um puxão de orelha por excesso de zelo.

    Imagino o fantasma de Evandro Carlos de Andrade descendo do Olimpo dos grandes construtores do prestígio Globo, vociferando:

    — Imbecil! Quem lhe disse que jornalismo de manipulação se pratica arrombando a porta? Nunca ouviu falar em pé de cabra? Em sangramento contínuo, sutil e mortal? Você comprometeu toda a estratégia que estava sendo montada para jogar o caso Master no colo do Lula.

    O infeliz balbuciaria desculpas, mas a fúria olímpica de Evandro não cessaria:

    — Para que colocar o Galípolo? Como explicaremos agora que Roberto Campos Neto ficou de fora — com o Nubank patrocinando o Jornal Nacional? Vão descobrir nossos cala-bocas. Olha a encrenca que você armou.

    — Mas chefe, achei que não podia incluir Campos Neto…

    — É claro que não podia! Mas ao colocar Galípolo, você cria o efeito espelho — e até nossos leitores vão se perguntar: por que entrou Galípolo e não entrou Campos Neto?

    O constrangimento seria total. E a bronca, implacável:

    — E por que não incluiu Ibaneis, Castro, Wilson Lima, Clécio Luís? Você é a vergonha desta casa — mais vergonhoso que o editorialista do Estadão que publicou “ninguém vai chorar pelo Irã” no mesmo dia em que 120 meninas foram mortas. Ou o capista da Folha com a manchete chamando o trabalhador brasileiro de preguiçoso. Vocês são um bando de inúteis que só prejudicam o Flávio.

    Que Deus proteja os bons jornalistas da GloboNews. Por ora, apenas os de menor capital simbólico se arriscaram a endossar publicamente o PowerPoint. Em breve, a casa cobrará demonstrações de lealdade dos melhores — e será nesse momento que saberemos, de fato, se a Globonews terá juízo ou sepultará de vez sua pretensão de praticar um jornalismo sério.

    Nassif

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