
Charge do Cazo (Blog do AFTM)
Augusto Tenório
Folha
A disputa pela próxima indicação da Câmara ao TCU (Tribunal de Contas da União) deflagrou um racha no centrão e inflamou nos deputados uma discussão sobre a influência do governo Lula (PT) no Legislativo e o futuro das emendas parlamentares.
O candidato Odair Cunha (PT-MG), apoiado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sido bombardeado com comparações ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, responsável por processo e investigações relacionados a emendas.
CANDIDATURAS PRÓPRIAS – O apoio de Motta a Odair foi firmado quando o PT decidiu endossar o paraibano na disputa pela presidência da Câmara. Dois expoentes do centrão, mesmo grupo político do chefe da Casa, dizem que não fazem parte desse acordo e lançaram candidaturas próprias. O União Brasil tem como candidato Elmar Nascimento (BA), enquanto o PSD colocou Hugo Leal (RJ).
Há ainda Danilo Forte (CE), que concorre avulsamente, sem partido. O PL, maior partido da Casa, lançou Hélio Lopes (RJ). Nos bastidores, União e PSD avaliam um acordo, idealmente com o PL, para junção de forças em torno de um candidato. Juntas, essas bancadas somam 192 deputados. A indicação ao TCU é feita por votação secreta, em plenário, sem segundo turno.
NOVO DINO – A ala do centrão que resiste a Odair aponta que a indicação do petista ao TCU seria uma vitória para o governo Lula e fortaleceria a influência do Planalto na Câmara. Esse grupo também tem chamado o parlamentar mineiro de “novo Flávio Dino”, para tentar indicar que, uma vez no cargo de ministro da corte de contas, o parlamentar encamparia uma eventual ofensiva do magistrado contra as emendas parlamentares.
O centrão como um todo teme que o STF avance contra a impositividade das emendas parlamentares em 2027. Eles acreditam que, com Lula reeleito, a corte acabaria com a obrigação do governo de pagar as transferências indicadas pelos parlamentares. O próximo presidente da República indicará mais três ministros à Suprema Corte.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Emendas parlamentares não são uma invenção da filial Brazil. Existem na matriz USA e em muitas outras democracias. Não são negativas a ponto de justificar sua extinção. O que falta é fiscalizá-las com rigor. Mas aqui na filial existe uma complacência danada em relação a combater a corrupção. O problema é esse. Como dizia Ulysses Guimarães, o governo não pode roubar nem deixar roubar. (C.N.)
Trump derruba ala da Casa Branca para fazer salão de festas
Donald Trump ordenou a demolição da Ala Leste (East Wing) da Casa Branca para construir um grande salão de festas (ballroom) em seu lugar.
A demolição da estrutura histórica, que abrigava escritórios da primeira-dama e um centro de visitantes, ocorreu em outubro de 2025.
No entanto, a construção do salão de festas foi recentemente suspensa por ordem judicial.
Detalhes importantes sobre o projeto e seu status atual:
Motivação: Trump argumentou que a Casa Branca precisava de um espaço maior para eventos de estado, capaz de acomodar centenas de convidados, algo que a antiga estrutura não permitia adequadamente.
Financiamento: O projeto, que tem um custo estimado de US$ 400 milhões, está sendo supostamente financiado por doações privadas e pelo próprio Trump, sem o uso de fundos públicos. A falta de transparência sobre as doações de grandes corporações gerou preocupações éticas.
Controvérsias: A decisão de demolir uma ala histórica e prosseguir com a construção sem a devida autorização do Congresso ou revisões de preservação gerou forte oposição de associações históricas, como a National Trust for Historic Preservation, que entrou com uma ação judicial.
Ordem Judicial: Em 31 de março de 2026, um juiz federal dos EUA ordenou a paralisação imediata da construção, determinando que Trump não tinha autoridade legal para prosseguir sem a aprovação explícita do Congresso. O juiz enfatizou que o presidente é o “zelador” da Casa Branca, não o “proprietário”.
Status Atual: A construção está paralisada temporariamente enquanto a administração Trump recorre da decisão judicial e a questão aguarda uma possível autorização do Congresso.
Portanto, a demolição ocorreu, mas o projeto do salão de festas está atualmente suspenso por questões legais e falta de autorização formal.