
Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)
Carolina Brígido
Estadão
Interlocutores do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que, com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro concedida, diminui a pressão para o Congresso Nacional derrubar o veto ao chamado PL da Dosimetria – o projeto de lei que reduz as penas de crimes contra a democracia para beneficiar condenados por tentativa de golpe de Estado.
A proposta foi aprovada pelo Legislativo em dezembro do ano passado e vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A oposição insistia em derrubar os vetos, o que exigiria maioria absoluta de votos da Câmara dos Deputados e do Senado, em sessão conjunta do Congresso Nacional.
REDUÇÃO DA PENA – Na prática, o PL da Dosimetria reduz a pena final de condenados por ato golpista, inclusive nos processos já julgados ou pendentes de julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado. Um dos beneficiados seria Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.
Com Bolsonaro em casa, arrefece a pressão para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocar a sessão conjunta. Diminui também os pontos de atrito entre a bancada da direita e o STF. Entre os parlamentares, cresce a cada dia a ideia de instalação de uma CPI para investigar a relação de integrantes do tribunal com o caso Banco Master.
Também cresce a chance de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo. No entanto, a avaliação é que o cenário seria mais favorável para isso em 2027.
DOMICILIAR – Na última terça-feira, 24, o ministro Alexandre de Moraes determinou que, assim que receber alta do hospital, o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá ir para a casa. Contudo, a prisão domiciliar tem prazo inicial de 90 dias, após os quais a situação será reavaliada. A decisão se deu após intensa articulação de familiares de Bolsonaro e até do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se reuniram com Moraes nos últimos dias.
Embora em casa, Bolsonaro continuará com severas restrições. Moraes determinou a instalação de tornozeleira eletrônica, a proibição de comunicação externa ou uso de redes sociais, a restrição das visitas apenas aos filhos, advogados e profissionais de saúde e a fiscalização e controle de entrada e saída, com revista de veículos, por parte da Polícia Militar do Distrito Federal.
Bolsonaro estava preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, desde 15 de janeiro. Antes, estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro de 2025, quando tentou violar a tornozeleira eletrônica. Em 13 de março, porém, precisou ser transferido para o hospital DFStar, em Brasília, para o tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Desde então, ele chegou a ficar na UTI da unidade hospitalar, mas agora recebe tratamento em um quarto normal.
ACORDO – Em meio à espera da oposição para a votação e eventual derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, entrou em choque com Valdemar Costa Neto.
O presidente do PL disse, em entrevista ao Canal Livre, da Band, que houve um acordo com o comando do Parlamento para colocar em votação e derrubar os vetos em troca do enterro da CPI do Banco Master. Alcolumbre não gostou e afirmou que Valdemar era “mitômano”.
aqui nois diz: coisa prá boi dormir…= despiciendo
Desaprovação de Trump chega a 62%
Desaprovação de Trump atinge percentual de 62% dos eleitores americanos, e aprovação de 33%, conforme pesquisas recentes da Reuters/Ipsos e UMass Amherst.
Boné do Maga sumiu, ninguém usa mais
“Tem gente no Brasil que defendia as políticas do Maga, aquele boné vermelho.
Isso mostra invasão a países, guerra, instabilidade internacional, volatilidade dos preços do petróleo.
Mas o que sumiu foi o boné do Maga, ninguém usa mais.”
(Renan Filho, ministro dos Transportes)
Metrópoles, Frase do dia, 21/03/2026 07:00 Por Guga Noblat
Por que será, hein?”
Bananinha não ia mandar contêiners do boné? Será que encalhou?