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Órgão argumenta ausência de violência ou ameaça
Mariana Muniz
O Globo
A Defensoria Pública da União (DPU) apresentou resposta preliminar ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no caso em que ele é acusado do crime de coação no curso do processo, e pediu a rejeição da denúncia. Além disso, a peça aponta vícios processuais que, segundo a defesa, comprometem o caso.
A denúncia trata de supostas ameaças e articulações políticas feitas por Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, que teriam como objetivo coagir autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF. A DPU, no entanto, sustenta que as manifestações atribuídas ao parlamentar são declarações públicas sobre política externa, sanções econômicas e críticas a decisões judiciais, sem qualquer ato de violência ou grave ameaça.
REQUISITO – “O tipo penal exige violência ou grave ameaça como requisito objetivo do crime. No caso em tela, a denúncia não descreve qualquer ato de violência praticado pelo Denunciado contra qualquer autoridade”, diz a Defensoria.
A peça afirma que as declarações de Eduardo Bolsonaro tratam de “reuniões com autoridades estrangeiras, divulgação de informações sobre sanções aplicadas por governo estrangeiro, manifestações sobre consequências políticas e econômicas de decisões judiciais, e críticas à atuação de autoridades brasileiras”. Segundo a DPU, “declarações sobre fatos políticos, ainda que críticas, ácidas ou contundentes, não constituem violência nem grave ameaça”.
NULO – A defesa também argumenta que o processo é nulo por não ter observado o artigo do Código de Processo Penal, que exige citação por carta rogatória quando o acusado está no exterior. Eduardo Bolsonaro estaria nos Estados Unidos, em local sabido, e foi notificado por edital — procedimento que, segundo a DPU, é inválido nesse contexto. Moraes negou esse pedido no último dia 22.
Além disso, a peça aponta que o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, seria parte diretamente envolvida nos fatos narrados, o que configuraria impedimento legal para atuar no caso. A resposta foi assinada pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, da categoria especial, e enviada ao STF em cumprimento à determinação de Moraes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É animador ver um importante órgão do Judiciário adotar uma posição de absoluta neutralidade ao julgar a oposição. O Supremo chegou a tal ponto de egocentrismo que ninguém consegue coagi-lo, nem mesmo o governo dos Estados Unidos, quanto mais Eduardo Bolsonaro. A coisa ficou de tal maneira que hoje o melhor negócio do mundo é comprar o Supremo brasileiro pelo valor que ele tem e depois revendê-lo pelo valor que ele pensa que tem. Você fica mais rico do que o Elon Musk, em apenas uma tacada. (C.N.)
Pânico no bolsonarismo com rumor de prisão do ex-mito na Papuda por pelo menos 15 dias
No coração do bolsonarismo, incluindo a família do ex-mito, instalou-se o pânico depois que se espalhou que o STF vai determinar que ele seja preso na Papuda por pelo menos 15 dias.
Depois, por essa mesma versão, o ex-mito cumpriria sua pena em prisão domiciliar.
O Globo, Opinião, 02/11/2025 06h20 Por Lauro Jardim
Nem Lauro Jardim escapa da atual mediocridade da imprensa brasileira, ao publicar uma nota dessa do tipo “vazio que preenche uma lacuna”.
Senhor Panorama , condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a passar ” meros 15 dias num presidio ” , numa condenação de mais de 27 anos , é uma verdadeira afronta ao bom senso e ao povo de bem brasileiro , vítima desse ” energúmeno e demoníaco ” que tanto mal fez/faz ao Brasil e a seu povo.