CPI do Master avança, mas Lula e PT vão dar um jeito de “enterrar”

A operação para salvar o Banco Master da bancarrota

“Pirâmide” do Banco Master (revista piauí)

Roseann Kennedy
Estadão

A liquidação do Banco Master, que já teve até cena de novela, com banqueiro sendo preso prestes a viajar de jatinho para o exterior, virou assunto popular nas redes. Mas não aleatoriamente. O que as investigações sobre o caso apontam é que houve uma ação coordenada para atacar instituições e autoridades, com pagamentos milionários.

Ou seja, o banqueiro Daniel Vorcaro contou com um verdadeiro gabinete do ódio agindo a seu favor.

APOIO À CPI – Essa descoberta deu fôlego para o pedido de uma CPI do Master, e o número de assinaturas cresceu nos últimos dias, indo para patamar recorde. Até esta sexta-feira, 9, havia endosso de 208 deputados e 37 senadores. Ou seja, número suficiente e pelo menos um fato determinado para garantir a instalação.

Congresso e governo, porém, darão um jeito de enterrar a CPI. Afinal, a quem interessa de fato, no meio político, investigar Vorcaro?

Um dos maiores temores entre os congressistas é que o banqueiro resolva fazer uma delação premiada, pois sobraria para todo lado, já que ele construiu uma rede de relacionamento com políticos das mais variadas colorações partidárias, ou sem coloração alguma – caso do Centrão.

ALCOLUMBRE É CONTRA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avisou nos bastidores não ter intenção em dar andamento à investigação no Congresso. Contudo, antes que se diga que tudo vira treta do próprio Legislativo, é preciso observar também o movimento do governo.

Até o momento, por exemplo, a base de Lula mantém distância do pedido. Segundo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), responsável por coletar as assinaturas, nenhum petista assinou a CPI e apenas três integrantes de partidos governistas constam na sua lista: Tabata Amaral (PSB), Duarte Junior (PSB) e Marcos Tavares (PDT).

O Planalto, porém, tem um discurso ensaiado. Vai destacar que apoia investigação ampla sobre o Master – atinja quem tiver que atingir. Mas que falta “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão, pelo provável esvaziamento do Congresso no ano eleitoral.

MARQUETEIRO – Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o marqueteiro para dizer que acompanha o caso do Master com preocupação, e seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também.

Uma mudança de rota. Enquanto o tema envolvia embate de Tribunal de Contas da União e Banco Central, ou seja, sem chance de engajar o público em geral, Lula e seus ministros ficaram em silêncio.

Mas o escândalo dos influenciadores popularizou a pauta e chegou aos eleitores, disparando o alerta de que ficar calado poderia soar omissão.

Comunicador comunista é aposta do PSOL para eleger um deputado no Nordeste

Leitura, Smart TV e assistência religiosa: Moraes pede parecer da PGR sobre pedidos de Bolsonaro

Bolsonaro quer serviços de streaming na prisão

Daniel Gullino
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente manifestação sobre três pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): abater parte da pena por meio da leitura de livros, receber assistência religiosa e ter uma televisão na cela.

O prazo é de cinco dias. O órgão também deverá se posicionar sobre uma solicitação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para realizar uma visita institucional à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena.

REMIÇÃO DE PENA – Os três pedidos foram apresentados pela defesa de Bolsonaro na quinta-feira. Em um deles, os advogados solicitaram a inclusão no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Pelas regras do programa, cada obra literária lida e avaliada pode resultar na remição de quatro dias da pena, desde que o preso apresente um relatório escrito, que é submetido à análise de uma comissão responsável e, posteriormente, à homologação judicial.

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA –  A defesa também pediu para o ex-presidente receber assistência religiosa regular enquanto permanecer preso. O pedido lista dois nomes indicados para o acompanhamento espiritual: o bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni.

Os advogados ainda solicitaram que Bolsonaro tenha acesso a uma Smart TV (aparelho com conexão à internet), com o objetivo de acompanhar programas jornalísticos, incluindo no YouTube.

Como o Banco Master usou empresas de fachada e fundos para lavar bilhões

Veto à Lei da Dosimetria pode levar STF a novo confronto com o Congresso

Projeto da dosimetria deve ser questionado no STF

Mariana Muniz
O Globo

Com a mobilização do Congresso para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o tema será questionado e apreciado pela Corte.

Se o veto for derrubado, o texto será promulgado e beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pela trama golpista e os ataques do 8 de janeiro de 2023. Magistrados ouvidos pelo O Globo afirmam que, se isso ocorrer, o STF será provocado a se pronunciar sobre a legalidade da iniciativa.

ATRIBUIÇÃO – Em dezembro, porém, quando a proposta foi aprovada, uma ala de ministros da Corte avaliava que não caberia ao tribunal impor obstáculos ao texto aprovado, tendo em vista que esta é uma das atribuições do Congresso.

Parte do texto também teve o aval de integrantes do tribunal e foi elaborado pelos parlamentares. O projeto vetado por Lula altera os critérios utilizados pelo Judiciário para o cálculo das penas aplicadas.

Parlamentares da oposição e parte do Centrão já articulam o movimento contrário à decisão do presidente, anunciada nesta quinta-feira durante solenidade que marcou os três anos do 8 de janeiro. Em anos recentes, o tribunal se debruçou sobre a validade ou não de vetos presidenciais em algumas ocasiões.

Em 2023, Lula vetou parte da lei aprovada pelo Congresso que validava a tese do Marco Temporal das terras indígenas, declarada inconstitucional pelo Supremo no mesmo ano. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula e partidos governistas acionaram a Corte pedindo a derrubada da tese — que acabou sendo declarada inconstitucional novamente em julgamento concluído no final de 2025.

ZONA FRANCA – Ainda em 2022, durante o governo Bolsonaro, o plenário decidiu, por exemplo, derrubar o veto do então presidente contra a proibição de empresas da Zona Franca de Manaus importarem petróleo e derivados com isenção de PIS e Cofins. Antes, em 2020, a Corte considerou inválido um veto de Bolsonaro que desobrigava o uso de máscaras em presídios durante a pandemia de covid-19.

Um dos principais pontos do texto vetado nesta quinta-feira por Lula muda a forma de somar as penas quando um réu é condenado por mais de um crime cometido no mesmo contexto, ao proibir a chamada soma material das condenações.

Na prática, quando crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado fossem praticados conjuntamente, passa a valer apenas a pena mais grave, e não a soma das duas condenações, como ocorre hoje.

FLEXIBILIZAÇÃO – Além disso, o projeto flexibiliza as regras para progressão de regime nos crimes contra o Estado Democrático de Direito. O texto prevê a aplicação do menor tempo possível de prisão para a mudança de regime, sem levar em conta fatores como reincidência, uso de violência ou grave ameaça.

Dessa forma, condenados que apresentassem bom comportamento poderiam progredir para o regime semiaberto ou aberto após o cumprimento de ao menos 16,6% da pena. Atualmente, esse percentual é de 16%, mas a legislação em vigor prevê critérios mais rígidos para crimes dessa natureza, especialmente quando envolvem violência ou ataques às instituições.

Piada do Ano! Defesa afirma que Vorcaro está sofrendo difamação…

Influenciadores que, juntos, somam milhões de seguidores nas redes sociais relataram terem sido procurados por interessados em difamar os envolvidos na liquidação do Banco Master, em especial o Banco Central (BC). O

Vários influenciadores foram procurados pelos lobistas

Gabriella Furquim
Metrópoles

Em meio a denúncias de que seria patrocinador de uma milícia digital formada supostamente para difamar o Banco Central (BC) e defender o Master, o banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal que investigue notícias nas quais ele — Vorcaro — aparece como alvo.

Na petição, os advogados argumentam que Vorcaro não difamou e não contratou ninguém para difamar qualquer autoridade e que é o banqueiro que tem sido vítima de milícias digitais.

O caso ganhou repercussão após um influencer afirmar que foi procurado por interlocutores para participar da campanha difamatória.

COM TOFFOLI – Protocolada na tarde desta quinta-feira (8/1) e assinada pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo, a petição está endereçada ao ministro Dias Toffoli.

No documento, os advogados alegam que o banqueiro estaria sendo alvo de um “massivo ataque reputacional, da disseminação constante de fake news feita de forma orquestrada e coordenada”. Com base nesse argumento, os defensores pedem a apuração da origem das publicações.

O pedido ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) afirmou que analisa a abertura de um inquérito para investigar a suposta contratação de influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central após a liquidação da instituição financeira.

ALEGA A DEFESA – “Há muito o peticionário [Vorcaro] vê seu nome envolvido em inúmeras notícias veiculadas na mídia, sendo alvo permanente de campanha difamatória, com divulgação massiva de fake news contra si, lastreadas em correlações falsas e maliciosas, extrapolando o direito à informação, o que se intensificou nos últimos 12 meses – antes mesmo da deflagração da Operação Compliance Zero – inclusive compelindo-o a encaminhar diversas notificações extrajudiciais a veículos de imprensa e jornalistas sobre matérias falsas ou de tom pejorativo e ofensivo à sua honra”, dizem os advogados.

Em outro trecho do documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, a defesa diz que “alguns sites, blogs e afins praticaram e praticam verdadeiro ‘cyberstalking’, com perseguição sistemática ao peticionário [Vorcaro], causando constrangimentos e prejuízos reputacionais indeléveis” e apresenta uma lista de links que comprovariam os ataques a Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os advogados estão perdidos no lance, porque na mesma quinta-feira já surgiam notícias sobre os contratos oferecidos, prevendo até a periodicidade das matérias a favor do banqueiro. Apareceram também, espontaneamente, influenciadores reclamando que foram procurados pelos lobistas, mas não tinham sido mencionados nas reportagens sobre as matérias pagas. Está ficando cada vez mais divertido. (C.N.)

Uma andorinha voa para Manuel Bandeira mostrando como a vida é fugaz…

Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos,... Manuel Bandeira - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário e de arte, professor de literatura, tradutor e poeta Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968), conhecido como Manuel Bandeira,  em poucas linhas mostra como a vida pode ser fugaz. 

ANDORINHA
Manuel Bandeira

Andorinha lá fora está dizendo:
— “Passei o dia à toa, à toa!”
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…

Ciro Nogueira afasta Tarcísio da corrida presidencial e aposta em Flávio Bolsonaro

A pergunta certa: por que Toffoli se empenha tanto em salvar o Master?

Toffoli e Banco Master: Sigilo em Processo Revelado

Charge reproduzida do Arquivo Google

Mario Sabino
Metrópoles

Mais do que em qualquer outro aspecto da vida, à exceção da medicina, o que importa no jornalismo é fazer a pergunta certa. E a pergunta certa a ser feita no caso do Banco Master é: por que Dias Toffoli parece empenhado em ajudar Daniel Vorcaro?

Se não, recapitulemos os passos do ministro nesse sentido, e não são poucos.

POBRES PRETEXTOS – Toffoli lançou mão de um pretexto mixuruca oferecido pela defesa do “banqueiro” — uma proposta de negócio imobiliário, encontrada na casa de Vorcaro, em que aparece o nome de um deputado federal — para puxar para a sua alçada no STF as investigações sobre as operações com títulos podres perpetradas pelo banco para obter bilhões de reais junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), para o qual Vorcaro queria vender o Master.

Na sequência, no mesmo dia em que viajou a Lima na companhia do advogado de um diretor do Master, Toffoli decretou sigilo completo sobre as investigações e ordenou que nada prosseguisse sem a sua autorização.

Para completar, o ministro inventou uma acareação sem pé nem cabeça, antes que houvesse qualquer depoimento dos envolvidos, entre o investigado Vorcaro, o investigado ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central, que não deveria figurar em investigação nenhuma.

TUDO ERRADO – O espanto aumentou entre os já pasmos espectadores do imbróglio, porque não há nada de remotamente normal em o BC ter de prestar satisfação a um ministro do STF (ou a um ministro do TCU, estranheza adicional nessa história) sobre a liquidação de um banco.

A acareação foi vista pelo BC, pelo setor financeiro, bem como por brasileiros ainda capazes de ligar lé a cré, como intimidação contra a instituição que selou o destino do Master. A avaliação geral é que o ministro estaria fazendo pescaria para achar uma brecha que lhe permitisse anular a liquidação do banco.

Diante da repercussão negativa, com o BC tentando evitar o absurdo de ver um diretor seu colocado no mesmo plano dos investigados, Toffoli mudou de ideia e decidiu que a PF tomaria os depoimentos de todos antes de uma eventual acareação.

DEU CONFUSÃO – O atropelo do ministro é tamanho que houve confusão entre a delegada da PF responsável por conduzi-los e o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli destacado para acompanhá-los. Ela ainda achava que a sua tarefa era acarear, porque a PF não foi informada com a devida formalidade da mudança determinada pelo ministro.

Diante do impasse, foi preciso ligar para Toffoli. Resolvido o ponto, o juiz auxiliar repassou à delegada perguntas formuladas pelo ministro.

Houve outro quiproquó, já que juiz não deveria fazer o papel de investigador, e delegados não podem funcionar como bonecos de ventríloquo de ninguém. Ocorreu, então, um segundo telefonema, agora para o diretor-geral da PF.

ESCULHAMBAÇÃO – A saída para mais essa esculhambação do sistema acusatório, teoricamente em vigor no país, foi fazer a ressalva de que as perguntas entregues à delegada pelo juiz auxiliar eram da lavra de Toffoli.

Finalmente tomados, os depoimentos trouxeram o esperado, com Vorcaro dizendo que é a alma mais honesta do Brasil, o ex-presidente do BRB afirmando que não havia nada de errado nos procedimentos que visavam à aquisição do Master, e o diretor do BC dizendo que a liquidação se justificava.

Ao final, houve apenas uma acareação de meia hora entre os dois primeiros, que mostraram ter “percepções distintas sobre os mesmos fatos”, segundo a defesa do ex-presidente do BRB.

PRÓXIMOS PASSOS – Não se sabe quais serão os próximos passos de Toffoli. Ele vai insistir no suposto objetivo de anular a liquidação do Master? Ou vai se concentrar apenas em garantir que um inocentíssimo Vorcaro não seja preso pelas fraudes que o seu banco perpetrou?

De qualquer modo, tais questões são decorrentes da pergunta certa a ser feita: por que Toffoli parece empenhado em ajudar Daniel Vorcaro?

É isso que a opinião tem direito de saber, antes de mais nada.

Relator diz que veto de Lula à dosimetria “rasga a bandeira branca da paz” do Congresso

Deputadoa diz que trabalhará para derrubar a medida

Luísa Marzullo
O Globo

Relator do projeto que altera a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) criticou o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proposta e afirmou que a decisão rompe um esforço de pacificação institucional construído no Congresso.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar disse que o presidente “rasgou a bandeira branca da paz do Brasil”. “O Congresso entregou a bandeira branca da paz nas mãos do Lula. Ele rasgou e tocou fogo nela”,  afirmou Paulinho, ao comentar o veto.

TENSÕES POLÍTICAS – O projeto, conhecido como PL da Dosimetria, foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e vinha sendo defendido por seus articuladores como uma tentativa de reduzir tensões políticas em torno das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

O texto alterava critérios de cálculo das penas e de progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que, segundo críticos, poderia resultar na redução das condenações já fixadas pela Corte. Entre os principais pontos da proposta estavam a proibição da soma de penas quando mais de um crime fosse cometido no mesmo contexto — fazendo prevalecer apenas a condenação mais grave — e a flexibilização das regras para progressão de regime, permitindo a mudança para o semiaberto ou aberto após o cumprimento de ao menos 16,6% da pena, independentemente de reincidência ou do uso de violência ou grave ameaça.

CONFRONTO – Ao comentar o veto, Paulinho da Força argumentou que a proposta não configurava anistia e defendia previsibilidade jurídica e proporcionalidade das penas. Para o deputado, a decisão do Palácio do Planalto representa uma opção pelo confronto político, em vez do diálogo institucional com o Congresso, que construiu o texto de forma suprapartidária.

O parlamentar afirmou ainda que pretende atuar pela derrubada do veto presidencial, que ainda será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional. Para que o veto seja rejeitado, é necessária maioria absoluta de votos tanto na Câmara quanto no Senado.

Justiça manda retirar vídeo de deputado que associa PT ao narcotráfico

Deputado faz acusações sem apresentar provas

João Pedro Bitencourt
Estadão

A 2ª Vara Cível de Brasília determinou nesta quarta-feira, 7, a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal Paulo Bilynskyj no Instagram que associa o Partido dos Trabalhadores (PT) ao narcotráfico. A decisão, em caráter liminar, foi proferida pelo juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos e atende a pedido do partido, que alegou violação à sua honra e à sua imagem institucional.

O conteúdo foi publicado no perfil oficial do deputado na plataforma. No vídeo, Bilynskyj afirma que o narcotráfico na América Latina financiaria partidos de esquerda, incluindo o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda da publicação dizia: “O narcotráfico da América Latina financia o PT, Lula tem que ser preso!”. A postagem foi feita após a repercussão internacional da ação dos Estados Unidos na Venezuela, que depôs o ditador Nicolás Maduro do poder.

SEM PROVAS – Ao analisar o pedido de urgência, o juiz entendeu que o vídeo ultrapassa os limites da crítica política e faz acusações de crimes sem apresentar provas. Segundo a decisão, embora o debate político comporte opiniões duras, associar o partido ao narcotráfico extrapola a crítica legítima e configura ilícito civil, por atingir a honra e a imagem.

O magistrado também apontou risco de dano irreparável ou de difícil reparação, devido à rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e ao alcance da publicação. Para ele, manter o vídeo no ar poderia ampliar a disseminação de desinformação e causar prejuízo à imagem do partido, especialmente em período pré-eleitoral.

EXCLUSÃO IMEDIATA – Com isso, a Justiça determinou a exclusão imediata do vídeo, publicado em 3 de janeiro, por meio de ordem judicial direcionada diretamente à plataforma Instagram, administrada pela Meta. Não foi fixada multa diária, já que o cumprimento da decisão será operacionalizado diretamente pelo Judiciário junto à empresa responsável pela rede social.

O parlamentar foi citado para apresentar contestação no prazo de 15 dias. O processo tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e tem valor da causa fixado em R$ 30 mil. Procurado, o deputado não se manifestou. O espaço segue aberto.

ESTRATÉGIA DO PT –  O pedido à Justiça faz parte de uma estratégia do PT de se afastar o quanto puder da pecha de ser leniente com drogas ilícitas. No ano passado, uma declaração de Lula sobre traficantes causou mal-estar. Na oportunidade, ele disse que os traficantes seriam “vítimas” dos usuários.

O partido também vai processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por ter chamado o partido de “narcoafetivo”, conforme apurou o Estadão/Broadcast. A declaração foi dada quando questionado por jornalistas sobre o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil após a captura de Maduro pelos EUA. Procurado, ele reforçou a afirmação.

Ainda sobre a repercussão da invasão na Venezuela, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), apresentou nesta terça-feira, 6, uma representação à Polícia Federal (PF) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sob a acusação de incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Governo Lula se prepara para barrar R$ 11 bilhões em emendas

Presidente do TCU leva Master ao plenário para não haver inspeção no Banco Central

BC coloca em sigilo os registros das reuniões e das ligações de Moraes

Governo Trump estende sanções financeiras à esposa de Moraes | Jovem Pan

Moraes e sua mulher estão protegidos, mas apenas por ora…

Andre Shalders
Metrópoles

O Banco Central colocou sob sigilo os registros das comunicações entre autoridades do órgão e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do processo de liquidação do Banco Master.

A coluna pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), todos os registros de reuniões e comunicações que digam respeito ao caso do Banco Master. O Banco Central negou o acesso total aos registros, alegando a proteção de dados patrimoniais e informações pessoais.

SIGILO EXCESSIVO – Ao fazê-lo, o Banco Central colocou sob sigilo informações básicas, como trocas de mensagens, datas e registros de reuniões. Em geral, a prática dos órgãos públicos é tarjar as informações sensíveis ou protegidas por lei, que possam expor dados pessoais. O restante é fornecido.

Recentemente, o ministro do STF Dias Toffoli foi criticado por colocar em sigilo o processo do Master no Supremo.

O ministro Alexandre de Moraes teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master. Segundo revelado pela imprensa, os dois teriam conversado ao menos seis vezes sobre o assunto. Ambos negam.

SUPERCONTRATO – O Master contratou o escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por R$ 129 milhões.

À época, Galípolo afirmou que todas as tratativas dele a respeito do Banco Master foram registradas pelo Banco Central. “Documentamos tudo. Cada uma das ações que foram feitas, cada uma das reuniões, cada uma das trocas de mensagens, cada uma das comunicações, tudo isso está devidamente documentado”, disse ele.

Na resposta ao pedido da coluna, o Banco Central alegou que todos os dados sobre o caso Master envolvem informações patrimoniais e pessoais, protegidas por sigilo, e que, por isso, não poderia fornecer qualquer informação sobre o assunto.

ALEGAÇÕES FURADAS – “Nos processos em que o Banco Central examina operações de transferência de controle, há, entre outros, dados de operações financeiras, protegidos por sigilo bancário; informações pessoais protegidas pelo direito à intimidade e à privacidade; dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas, protegidos pelo sigilo empresarial”, diz a resposta da instituição.

“Como as manifestações de caráter técnico do Banco Central tratam integralmente de tais dados sigilosos, não será possível disponibilizarmos as informações requeridas”, disse o Banco Central na resposta ao pedido de LAI.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Andre Shalders é um jornalista de verdade, que jamais desistirá. Ele já avisou que irá recorrer da negativa de acesso, nos termos da Lei de Acesso à Informação. E não adianta o BC negar. Está apenas adiando o impeachment de Moraes, que será o grande assunto do ano eleitoral, e pode atingir outros ministros, sejam do Supremo ou do TCU. (C.N.)

Influenciadores receberam até R$ 2 milhões para atacar BC e defender o Banco Master

Contratos previam cláusulas de sigilo absoluto

Malu Gaspar
O Globo

Os contratos oferecidos a influenciadores de direita para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo Banco Central – o “projeto DV”, em referência ao dono da instituição, Daniel Vorcaro – chegavam a R$ 2 milhões e previam cláusulas de sigilo absoluto para evitar o vazamento e manter a aparência de um movimento orgânico contra o órgão regulador.

É o que mostram documentos, prints de trocas de mensagens e de depósitos bancários a que tivemos acesso. Parte do material nos foi fornecido sob reserva, desde que os influenciadores não fossem identificados. As cifras e diálogos indicam que o valor do cachê variava conforme a quantidade de seguidores do perfil em questão.

REMUNERAÇÃO – Para um dos influenciadores com quem conversamos, que tem mais de 1 milhão de seguidores, a remuneração oferecida foi de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com a contrapartida de oito postagens mensais. Em outro caso, de um perfil com menos de 500 mil seguidores, o valor foi de R$ 250 mil por três meses de trabalho e a mesma quantidade de posts. Em pelo menos uma ocasião, o dinheiro caiu antes mesmo da publicação ser feita.

O contratante final, de acordo com dois influenciadores que avançaram nas conversas para o projeto, era a Agência MiThi, mantida por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio do Grupo Leo Dias, com 10% do capital. De acordo com os prints dos depósitos bancários, pelo menos um pagamento saiu da conta de Miranda. Outro sócio do grupo é o empresário Flávio Carneiro, com 60% de participação.

Procurado, o jornalista Leo Dias disse que a Agência Mithi não tem qualquer relação com o portal que leva seu nome. Afirmou, ainda, que Thiago Miranda deixou o comando do grupo em junho. Já Miranda, embora procurado insistentemente, não respondeu aos contatos da reportagem.

NEGATIVA – Um terceiro influenciador abordado em nome da Mithi foi o deputado estadual Leo Siqueira (Novo-SP), que costuma criticar a gestão do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Ele, porém, não aceitou prosseguir com as conversas e não chegou a ser informado sobre o teor da proposta.

“Quando me dei conta de que a única figura do mercado que poderia estar em busca de uma gestão de crise naquela data era o Daniel Vorcaro, eu imediatamente cortei contato”, relatou o parlamentar à equipe do blog. “Só tive a confirmação de que se tratava do Banco Master com a divulgação das propostas na imprensa, que eram idênticas e envolviam os mesmos interlocutores”.

De acordo com o print fornecido por Siqueira, em 21 de dezembro ele recebeu uma mensagem pelo Instagram do publicitário André Salvador, que é vinculado à UNLTD Brasil, especializada em perfis de direita. “Oi, Leo, tudo bem? Me chamo André e trabalho com o Thiago Miranda da Agência Mithi e sócio do Grupo Leo Dias”, escreveu. Outro agente que também fez propostas a influenciadores em nome da Mithi foi Junior Favoreto, do Portal Group Br, que atua no mesmo nicho.

MESMO ROTEIRO –  Nos dois casos o roteiro era o mesmo: sondar o interesse em participar de um “projeto de comunicação” e relações públicas envolvendo a “gestão de crise de um executivo do mercado financeiro”. Os detalhes, como a identidade do banqueiro, e os valores a serem acertados, só seriam repassados mediante a assinatura de um “NDA” – sigla em inglês para Non-disclosure Agreement, ou contrato de confidencialidade.

Indagado sobre as mensagens, André Salvador ficou de retornar às chamadas, mas não o fez até o fechamento desta reportagem. Já Junior Favoreto disse que o Portal Group BR foi acionada por “outra agência” para a indicação de influenciadores, sem especificá-la, e alegou que nenhum de seus indicados assinou contrato. Favoreto disse ainda desconhecer a Agência Mithi e que “nunca falou com qualquer Thiago”.

PROJETO DV –  Documentos obtidos pela equipe da coluna demonstram que o serviço ofertado aos influencers é batizado de “projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master.

O banqueiro foi preso em 18 de novembro na Operação Compliance Zero da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos por suspeita de fuga para Malta, mas foi solto 11 dias depois por decisão da Justiça Federal de Brasília mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica. No período em que influenciadores eram sondados para defender o Master em troca de quantias milionárias, Vorcaro cumpria medidas cautelares da Justiça, incluindo a proibição de contato com os demais investigados.

THIAGO MIRANDA –  Com 39 anos, Miranda é dono da Agência Mithi, registrada como Miranda Comunicação na Receita Federal, e tornou-se sócio do Grupo Leo Dias, que controla o portal do jornalista de entretenimento. A empreitada foi anunciada em 2023, mas, segundo documentos apresentados pela defesa de Dias indicam que a sociedade foi oficializada no ano passado. Leo Dias afirmou ainda que Vorcaro não tem qualquer participação no grupo.

Conhecido no mercado, Miranda e sua agência trabalham com celebridades e marcas de grife, além de instituições como a XP. Ele também não respondeu quais são suas ligações com Vorcaro.

Lula usa ato do 8 de Janeiro para anunciar veto à lei da dosimetria

Relator da CPI do INSS diz que convocação de Lulinha é prioridade em fevereiro

Degradação da imagem do Supremo vai ter consequências nestas eleições

Nani Humor: stf

Charge do Nani (nanihumor.com)

William Waack
Estadão

O principal resultado até aqui da operação montada no STF para tratar do escândalo do Banco Master é acelerar o descrédito da instituição. Um fator que as agências de risco político internacionais já apontam como relevante para a campanha eleitoral do ano que começa.

Nesse acentuado processo de desgaste continua sendo decisiva a “contribuição” de alguns de seus integrantes, pois é a partir da conduta deles que a instituição está sendo vista como um todo. Nesse sentido foi especialmente danoso o noticiário em torno da “acareação” de implicados no escândalo.

SEM NOVIDADES – Nada de relevante se obteve além do que a defesa dos investigados e esclarecimentos públicos por parte do Banco Central já haviam dito.

Mas foi devastador nesse episódio específico o espetáculo de pressa, improvisação, caprichos e empenho pessoais de um ministro transformado em investigador de um setor (o financeiro) do qual ele notoriamente pouco entende. Dando ordens remotamente “de casa”, isto é, de um resort de familiares.

PERGUNTAS CRETINAS – O efeito foi o de levantar sobre o próprio STF uma pergunta que jamais deveria ser cogitada sobre uma Corte suprema, sobre quais seriam no fundo seus objetivos ao se dedicar ao escândalo do Master. É aí que entra a questão político-eleitoral: quem conseguiria “dar um jeito” – e de que maneira – nisso tudo?

Assuntos tratados por Cortes supremas (aborto, por exemplo) sempre fizeram parte de embates político-partidários, mas o que está em disputa agora é o próprio papel e atuação do STF.

A degradação da imagem do Supremo, ao contrário do que creem alguns de seus integrantes, não é mais uma questão circunscrita a “golpistas” ou “direita extremista”.

GRANDE MAGNITUDE – A desmoralização do Poder Judiciário é um fenômeno de grande magnitude e sedimentado muito além das camadas de elites econômicas.

Tornou-se um fator relevante na composição do descrédito geral, e já bem antigo, em relação a instituições como o Judiciário.

É evidente que esse fator contribui diretamente para bandeiras políticas da oposição ao atual governo, cuja existência é diretamente associada ao Supremo.

FATO POLÍTICO – Qualquer marqueteiro reconhece que nesse ambiente a bandeira da “defesa da democracia” tem menos força do que suspeitas de grandes interesses pautando o comportamento de integrantes do STF. Como qualquer marqueteiro  sabe, relevante aqui é a percepção pública dos acontecimentos, pois é essa percepção o verdadeiro “fato” político.

A bandeira bolsonarista “tradicional” anti-Supremo era vista como um arroubo radical fútil e antidemocrático. O vocabulário político alemão, que alguns ministros conhecem bem, define o perigo do que está acontecendo.

Essa postura virou “salonsfaehig”, ou seja, tornou-se plenamente aceitável (em tradução livre).

Polícia Federal confirma ao Supremo que Lulinha está sendo investigado

Lulinha - depois de processo criminal arquivado, ele quer indenização por divulgação de grampo

Lulinha é tido pelo pai como um fenômeno empresarial

Eduardo Gonçalves
O Globo

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, realizadas no âmbito do inquérito sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO, a PF diz que o filho de Lula “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como o pivô do esquema.

AS SUSPEITAS – O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que é amigo de Lulinha e o defendeu em outros processos na Justiça, disse que as suspeitas são “mentirosas” e que ele nunca teve nenhum tipo de relação ou negócios com o careca do INSS. Lulinha não constituiu oficialmente nenhum defensor.

“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, diz a PF, no ofício.

A PF ressalva, no entanto, que não “há indícios” de que filho do presidente “esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos”.

AMIGA DE LULINHA – Ex-candidata a deputada estadual pelo PT e amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger foi alvo de um mandado de busca e apreensão na última fase da operação da PF. Paralelamente, segundo as investigações, ela prestou serviços de consultoria ao careca do INSS que lhe renderam R$ 1,5 milhão.

Em nota anterior, a defesa de Luchsinger alegou que ela foi procurada por Antunes para atuar no mercado de canabidiol e que as atividades “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. “Nenhum contrato público foi jamais celebrado e nem mesmo negociado”, disse, no texto.

A representação foi enviada ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte.

TRÊS MENÇÕES – Segundo a PF, há três menções a Lulinha na investigação – o depoimento de um ex-sócio do careca que relatou que Fabio Luís era “sócio” do lobista em um projeto sobre remédios à base de cannabis e teria recebido 25 milhões, “sem especificar se em reais, euros ou dólares”, para um negócio de “kits de dengue”, além de uma “mesada” de R$ 300 mil por mês.

O segundo indício seria a compra de passagens aéreas em conjunto por Lulinha e Roberta Luchsinger. “Foram identificadas passagens emitidas sob o mesmo localizador (código de identificação da reserva), o que indica a aquisição conjunta dos bilhetes e reforça o vínculo existente entre ambos”, diz a PF. Os investigadores não especificam quem pagou pelas passagens.

E o terceiro seriam possíveis referências a Lulinha em conversas travadas entre Luchsinger e o careca do INSS. Em uma delas, o lobista pede a um funcionário para pagar R$ 300 mil para “o filho do rapaz”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe quiserem saber realmente quem é Lulinha, primeiro é preciso pesquisar por que ele escolheu a Espanha para viver. Em seguida, deve-se descobrir qual é a organização espanhola com a qual se relaciona e que tem faturado cada vez mais no Brasil, às custas do governo federal. E, depois, conferir a conta bancária dele na Espanha e nos paraísos fiscais. Como dizem os policiais americanos, é só seguir o dinheiro…. (C.N.)

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