
Trump prometeu boas notícias, mas não foi explícito
Malu Gaspar
O Globo
Depois da conversa entre Lula e Donald Trump, na terça-feira, aliados de Jair Bolsonaro e auxiliares do presidente no Palácio do Planalto foram avisados de que podem esperar para breve uma nova medida de distensão entre Washington e Brasília: a derrubada de sanções contra os ministros de Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo relatos obtidos pela equipe da coluna por fontes do bolsonarismo e do governo, ao mencionar as sanções na conversa com Lula, Trump prometeu boas notícias em breve, mas não foi explícito. Para esses interlocutores, a medida mais provável é o fim da revogação dos vistos, conforme apurou a coluna com quatro fontes que acompanham de perto as discussões.
BLOQUEIOS – Auxiliares próximos de Lula ainda acreditam que possa vir a conseguir a derrubada dos bloqueios financeiros sobre Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane, em um segundo momento.
A revogação dos vistos de entrada nos Estados Unidos foi determinada pelo departamento de Estado americano no contexto do tarifaço sobre os produtos brasileiros, em retaliação pelo avanço processo da trama golpista contra Jair Bolsonaro.
Foram atingidos pela medida não só os oito integrantes do STF, entre eles Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mas também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e integrantes do primeiro escalão da administração petista, como os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, da Saúde, Alexandre Padilha, e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. Na época, Messias chamou a medida de “agressão injusta”.
DE FORA – Dos integrantes do STF, apenas ficaram de fora da revogação dos vistos americanos o ministro Luiz Fux, que votou contra a condenação de Bolsonaro na trama golpista, e os dois indicados por Bolsonaro ao tribunal: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Em agosto, o governo Trump também anunciou a revogação do visto americano de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro, por conta da atuação deles na implantação do programa Mais Médicos, criticado pela Casa Branca por conta da contratação de profissionais cubanos. “O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘médicos’ estrangeiros”, disse na época o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Em um post nas redes sociais, Trump afirmou que teve uma conversa “muito produtiva” com Lula, que girou em torno de “comércio, como nossos países poderiam trabalhar juntos para combater o crime organizado, as sanções impostas a diversas autoridades brasileiras, tarifas alfandegárias e vários outros temas”.
EXCLUSÃO DE MORAES – Há também a expectativa de que o avanço das negociações possibilite futuramente a exclusão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky.
Moraes foi incluído formalmente na lista do governo americano de alvos da chamada Lei Magnitsky em 30 de julho. Já Viviane foi alvo da sanção em 22 de setembro, após a Primeira Turma do Supremo condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.
Relator das principais investigações que vêm fechando o cerco contra Bolsonaro e seus aliados, o ministro foi alvo da sanção após aliados de Bolsonaro procurarem integrantes do governo Trump para convencê-los de que uma série de decisões do magistrado atingiram cidadãos americanos nos EUA, como no caso da suspensão de perfis em redes sociais e na derrubada temporária do X, plataforma sediada no país e controlada por Elon Musk.
PUNIÇÃO – Também conhecida como “pena de morte financeira”, a lei foi criada no governo Barack Obama (2009-2017) para punir autoridades estrangeiras violadoras de direitos humanos e praticamente bane seus alvos do sistema financeiro internacional.
Entre as restrições está a proibição de que empresas americanas realizem qualquer transação ou negociação com os sancionados – o que deverá prejudicar o acesso do ministro a cartões de crédito, bancos e até mesmo companhias aéreas.
À época da sanção, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, chegou a afirmar que Moraes “assumiu a si mesmo o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos EUA e do Brasil”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O Planalto está otimista demais. A Lei Magnitsky é coisa séria. O Supremo brasileiro só foi incriminado pela irresponsabilidade de apoiar as sandices de Moraes. (C.N.)
Barba e seu ilusionismo populista.
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Só no ambiente degradado de hoje é possível levar Michelle Bolsonaro a sério para a Presidência
Assim como só uma sensação tão forte de perplexidade, desesperança e falta de alternativa poderia alavancar e garantir a vitória do ex-mito em 2018, só num ambiente institucional tão degradado como o de hoje seria possível levar a sério o nome de Micheque para a Presidência.
Que experiência e qualificação pessoal, política, administrativa e intelectual ela tem para presidir o Brasil? Articular uma candidatura assim é uma irresponsabilidade com o País.
Dizem, aliás, que só o ex-mito segura Micheque, mas a percepção é o oposto: por mais que fique incomodado com sua evidência, ele é que só ouve a mulher.
Ela atende à demanda por mulheres em espaços de poder, tem base eleitoral evangélica e está em campanha, enquanto Tarcínico, do Centrão, fica em cima do muro.
“Quem não tem cão caça com gato”. Micheque tende a disputar o Senado pelo DF, mas se torna plano B com o ex-mito inelegível, Dudu Bananinha botando os pés pelas mãos, Flávio Rachadinha tirando a fantasia. Quem leva o sobrenome às urnas?
E, enquanto a extrema direita bate cabeça no entra e sai dos Bolsonaro, o direitão, vulgo Centrão, não adere nem aos filhos nem à mulher do ex-mito e busca não alternativas, no plural, mas “a” alternativa, no singular: Tarcínico.
Na prática, geraria uma inversão: em vez de coadjuvante do bolsonarismo, o Centrão assumiria o protagonismo, o que o ex-mito não admite e inviabiliza uma chapa mista, por exemplo, com Tarcínico e Micheque.
Essa chapa, ainda por cima, seria automaticamente carimbada de “chapa puro sangue bolsonarista”. Adeus, eleitorado de centro-direita.
E um confronto entre bolsonarismo e Centrão em 2026? Há duas avaliações:
– A de que o racha efetivo na direita (diferente do acordão entre governadores) seria o melhor cenário para Lula
– E a de que a rejeição ao bolsonarismo empurrará o eleitorado da direita moderada para o candidato do Centrão.
Em qualquer hipótese, Micheque − como o ex-mito, em 2018 – é fora de padrão, sem precedentes, foge às análises tradicionais e pode tornar a eleição de 2026 em altamente imprevisível.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 04/12/2025 | 20h59 Por Eliane Cantanhêde
Na mosca! Nem o clã bolsonaro leva micheque a sério.
Escolha de Flávio tira Micheque da chapa presidencial de 2026.
Malu Gaspar, em O Globo.
Os problemas acabam mediante acertos dos atuais gulosos “carreadores”, para redirecionamento futuro dos “fluxos de caixa”!
Trump pode ser tudo.
Menos otário.
As boas notícias estão na Venezuela.
Com Maduro falando em Portunhol e com boné do MST.
Ontem, Marco Rubio lembrou dois detalhes:
1- Para defender os interesses dos EUA, Trump conversa com todo mundo, até com ditadores;
2- Maduro descumpriu todos os acordos fechados com os EUA.
Neste cenário, restou ao narcotraficante Lula da Silva, cúmplice do tiranete assassino Maduro, apelar para a redução de danos e salvar a sua prórpia pele. Desde a vitória do Trump, os chefes do cartel “de los soles” e do “tren de arágua” estão ampliando a sua ação no território brasileiro. Com o aumento da pressão do tio Sam, a cúpula do regime venezuelano está migrando para o Brasil, com o apoio do cartel PT-STF.
No final, o cidadão brasileiro ficará no prejuízo, qualquer que seja o resultado dessa confusão EUA / Venezuela.
Eliane Cantanhêde
Vera Magalhães
Bela Megale
Bernardo Melo Franco
Miriam Leitão
Malu Gaspar
Vinicius Torres Freire
Dora Kramer
Gerson Camaroti
Merval Pereira.
O que essa gente escreve, esses ativistas de redação, no meu entender não valem o que o gato enterra.
Senhor Carlos Newton , se a tal ” Lei Magnitsky ” fosse coisa de gente séria ” , não estaria sendo desvirtuada e manipulada a bel-prazer do presidente dos EUA Donald Trump , usando-a contra tudo e contra todos , fugindo aos seus propósitos e finalidades , como o esta fazendo agora , com o agravante de que os próprios militares norte-americanos são os maiores traficantes de drogas do mundo , provenientes dos países produtores onde estão estacionados nos quatros cantos do mundo , isso é público e notório .