Decisão valida processo brasileiro em território norte-americano
Pedro do Coutto
A decisão da Justiça dos Estados Unidos de reconhecer a liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central do Brasil, expôs com clareza algo que já se desenhava nos bastidores: a tentativa deliberada de blindagem patrimonial conduzida por Daniel Vorcaro não resistiu ao escrutínio institucional internacional.
Ao negar o pedido apresentado nos tribunais da Flórida, o juiz Scott N. Juracy não apenas reafirmou a legitimidade da autoridade reguladora brasileira, como desmontou uma estratégia que buscava deslocar ativos para fora do alcance dos credores e da própria lei. Não se tratava de uma divergência técnica ou de uma controvérsia jurídica legítima, mas de um esforço sistemático para esvaziar o banco enquanto se tentava preservar fortunas no exterior.
PRESSÕES – O episódio ganha ainda mais relevância porque ocorre em um ambiente de elevada sensibilidade institucional. A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro pelo Banco Central, passou a sofrer pressões cruzadas — algumas explícitas, outras subterrâneas — envolvendo o Tribunal de Contas da União e setores do Supremo Tribunal Federal.
A reação, no entanto, foi quase unânime nos círculos técnicos e jurídicos mais experientes: qualquer tentativa de reverter a decisão do BC por vias políticas ou administrativas seria rapidamente derrubada pelo STF, dada a jurisprudência consolidada que protege a autonomia das agências reguladoras em matéria de estabilidade financeira. Não por acaso, a movimentação causou desconforto no próprio Palácio do Planalto, onde a percepção é de que o caso gera ruído desnecessário, instabilidade no mercado e riscos à credibilidade institucional do país.
Os fatos materiais reforçam essa leitura. Nos meses que antecederam a liquidação, empresas ligadas a Vorcaro realizaram aquisições imobiliárias vultosas nos Estados Unidos, especialmente em Miami, incluindo uma mansão de altíssimo padrão e escritórios milionários que sequer chegaram a ser ocupados.
QUESTIONAMENTOS – O volume e o timing dessas operações levantam questionamentos legítimos sobre a intenção de preservar patrimônio fora do alcance de credores, enquanto investidores, clientes e o próprio sistema financeiro ficavam expostos a prejuízos bilionários. A tentativa de impedir que o liquidante nomeado pelo Banco Central administrasse esses ativos no exterior foi, nesse contexto, mais um capítulo de uma estratégia que agora se mostra fracassada.
O reconhecimento da liquidação pela Justiça americana produz um efeito pedagógico poderoso. Ele sinaliza que fronteiras nacionais já não funcionam como refúgio automático para operações financeiras de má-fé e que a cooperação institucional, quando acionada corretamente, pode conter práticas que corroem a confiança no sistema.
Ao mesmo tempo, lança um alerta ao Brasil: permitir que disputas políticas ou interesses particulares enfraqueçam decisões técnicas do Banco Central seria abrir um precedente perigoso. O caso Banco Master não é apenas sobre um banco em colapso — é sobre os limites da tolerância institucional com manobras que tentam transformar o sistema financeiro em um jogo sem responsabilidade. Desta vez, ao menos, a Justiça falou mais alto.
O objetivado alcance dos enxovalhamentos das instituições, conforme teor principal e comentários, em:
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Daniel Vorcaro convocou a peso de ouro, influencers para atacar a credibilidade do Banho Central.
Ex-apresentador de programas policiais, um tal de Baci, com dois milhões de seguidores, fez um vídeo atacando o BC, com virulência. Tudo a peso de ouro.
Um vereador do Sul, denunciou a manobra, inclusive tinha uma cláusula de confidencialidade, com multa de 800 mil reais, caso o nome de Vorcaro foi mencionado.
O ministro Dias Toffoli tinha que ser investigado e tem que prestar depoimento na CPI se conseguirem no Congresso a investigação da tramóia em defesa do Master. Talvez, Davi Alcolumbre impeça a CPI de funcionar.
É uma lama movediça essa tentativa de ajudar Daniel Vorcaro um criminoso contumaz. Será muito difícil assar essa pizza no forno do STF e do TCU.
O povo pode sair às ruas, pedindo o fim da corrupção. Olhando exemplo tô Irã. Mesmo com forte repressão do Estado, o povo está indo as ruas cansado de sofrer.
Ninguém está acima da LEI, nem quem elabora, caso do Congresso nem quem tem o dever de analisar a constitucionalidade caso seja provocado, caso do STF.
Os presidentes do STF e do TCU precisam colocar ordem na casa.
Nesse sentido, as decisões monocráticas não podem continuar como está.
O colegiado precisa dar o aval, em certas decisões estranhas de seus pares.
Uma vez perdida a credibilidade não tem volta e o STF está por um fio da navalha. É preciso reagir o quanto antes, enquanto ainda há tempo.
E onde estavam as autoridades monetárias , anteriores as atuais , que não viram esses sucessivos trambiques dos donos controladores e diretores do Banco Master , resultando nesse enorme passivo e prejuízos aos seus clientes Brasil afora , na casa dos bilhões de reais .
O anterior suspendeu o pagamento de precatórios, a mina de ouro do Vorcaro.
NOVO ANO VELHO- 10/01/26 BANCO MASTER
Um ano termina e nasce um novo outra vez, disse o Beatle John Lennon.
No Brasil, janeiro em recesso dos Três Poderes.
No caso do Banco Master, essa fraude bancária, que atinge o Judiciário, o Congresso, governos de Estados e Prefeituras, que aplicaram bilhões do Fundo de Pensão dos Aposentados nessa arapuca do Daniel Vorcaro.
Uma CPI está sendo formada e já tem 208 assinaturas de parlamentares, mas, a cúpula do Congresso tentará abafar o caso. A operação abafa está em curso.
Estamos em ano de eleição e até agora só dois candidatos colocaram a cabeça de fora, Lula e Flávio, o senador 01. Será que outro vai aparecer para botar lenha nessa fogueira? Vamos esperar abril chegar, data limite para governadores se afastarem para disputar vaga no Senado. Será a batalha derradeira da República. Se a oposição conseguir a maioria, vão votar o impeachment de ministros indesejáveis. Na marca do pênalti estão Alexandre de Morais e Flávio Dino.
Na vida que realmente importa, a nossa, o ano começou com uma bateria de aumentos. Material escolar, IPTU, e logo logo, os absurdos aumentos dos Planos de Saúde acima da inflação.
No plano externo, se mantém a ameaça à soberania das nações, que começou com a invasão da Venezuela e o sequestro do ditador presidente, Nicolas Maduro e a morte de mais de 80 pessoas, dentre as quais 32 cubanos que faziam a guarda pessoal de Maduro.
A vice interina, da Venezuela, Delcy Rodrigues, quer conversar com Trump para tentar um acordo. Ela dá as terras raras e o petróleo e Trump deixa tudo como está na Venezuela e retira o bloqueio naval aos petroleiros no mar do Caribe nas costas da Venezuela.
O toma lá da cá não é uma especialidade brasileira, é normal em todo o mundo. Enquanto isso, a miséria aumenta, os pobres não conseguem emprego, a educação piora em qualidade, o povo enfraquece e as bombas explodem em Gaza, no Sudão, na Síria, na Ucrânia, no Irã e nas guerras localizadas em cada ponto do planeta.
O faça amor não faça a guerra, símbolo dos hippies entoado na década de 60, ficou para trás. Hoje só temos guerra e intolerância e nada mais.
No entanto, é preciso um pouco de otimismo para continuarmos o processo da vida, afinal, apesar de tudo, vale a pena viver e como vale.