Toffoli, abafador-geral do Master, respinga lama e emporcalha o STF

Tá esquisito isso, hein, Toffoli? Hein, Xandão?

Charge reproduzida do Arquivo Google

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

A atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no caso Master vai se transformando num desastre consumado. O que começou mal continuou mal e não são remotas as chances de que termine pior ainda.

O magistrado, com movimentos suspeitos e erráticos, colabora enormemente para desgastar a imagem já avariada da corte suprema, que se deteriora a olhos vistos na esteira da arrogância e do personalismo de alguns de seus membros.

MORAES, TAMBÉM – Contribui para isso seu colega Alexandre de Moraes, cuja família tinha um contrato de 129,6 milhões para defender o banco fraudador, e agora avança o sinal. Moraes como se sabe, abriu, de ofício, um anômalo inquérito sobre quebra de sigilos de magistrados.

Quanto a Toffoli, desde as primeiras decisões, o magistrado não deixou dúvida sobre sua intenção de abafar o conteúdo das investigações, e demonstrou que não descartaria medidas heterodoxas para tentar cumprir esse objetivo.

Por mais poderoso que possa ser o abafador-geral, a tarefa não é simples. São vastas as dimensões do escândalo e avolumam-se as pressões da opinião pública e de setores prejudicados pelo banco. Estão no ar, mais ainda com a liquidação da Reag, as fumaças do crime organizado.

RECUOS PATÉTICOS – Toffoli, como se sabe, empilhou deliberações e recuos patéticos. A começar pela transferência do processo para o STF e a decretação de sigilo em grau máximo, com base num pretexto, que é a existência de um deputado numa faceta sem importância da mega fraude.

PÉ NO JATO – O esportivo juiz, antes disso, foi torcer pelo Palmeiras em jato privado com um advogado de diretor do Master. Tentou também, como se sabe, promover uma acareação constrangedora entre Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), possível comprador, e o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos.

Recuou diante das justificadas reações e livrou o funcionário do BC. Mas o TCU, sintomaticamente, entrou na linha auxiliar e queria fazer uma inspeção na sede da autoridade monetária.

Desde então, os problemas se acumulam. Parentes do ministro teriam feito negociações com um fundo envolvido nos desvios. O ilustre abafador também patinou num vai não vai para permitir novas diligências da PF. Depois não sabia onde guardar as provas – chegou a tentar trancafiá-las em escaninhos do STF.

SOB DESCONFIANÇA – Tudo somado, Toffoli, como apontou editorial desta Folha, perde as condições de prosseguir no papel que pretende desempenhar. Sua atuação atabalhoada e duvidosa junta-se a outras iniciativas que colocam o Supremo sob desconfiança – e não se trata apenas de ataques da escumalha golpista.

É, aliás, um risco chancelar um vale-tudo de ministros do STF com o argumento de que críticas podem levar a um retrocesso histórico.

Esse tipo de premissa, surrada, foi usada em outros tempos para impedir críticas ao stalinismo ou a erros flagrantes da esquerda, com a alegação de que seria fazer o jogo dos reacionários. É o que assistimos agora quando esquerdistas endossam a teocracia totalitária e assassina do Irã em nome do “anti-imperialismo”.

FRAUDE RECORDE – A julgar por opiniões de gente que observa o caso mais de perto, como o próprio ministro Fernando Haddad, estamos diante da maior falcatrua financeira da história do Brasil, o que não seria pouco.

Os sinais são de que figurões estão com o pé nessa lama, que já respinga no STF. O Supremo como diziam alguns na época do impeachment de Dilma e da Lava Jato é mesmo “insuspeito”?

Façam suas apostas. Essa roleta ainda tem muito a girar.

6 thoughts on “Toffoli, abafador-geral do Master, respinga lama e emporcalha o STF

  1. Barba chega à reta final do Acordo Mercosul-UE como “cavalo paraguaio”

    Barba chegou na reta final do Acordo Mercosul-União Europeia como o “cavalo paraguaio” do deboche, ao não comparecer hoje em Assunção e não sair na histórica foto da assinatura do acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos.

    A assinatura do acordo estava marcada para o dia 20 de dezembro de 2025, ano em que o Brasil (Barba) era o presidente rotativo do Mercosul e o evento de formalização do acordo, portanto, seria realizado no Brasil, e não no Paraguay (como foi), que assumiu a presidência do bloco a partir de 1º de janeiro deste ano (2026).

    E por que a data foi adiada de um ano para o outro?

    Os extrema-direita Meloni e Milei mexeram os pauzinhos entre eles, Macron etc. e “tiraram o pão da boca” do Barba (que se achava ‘o pai do acordo’), adiando a data e transferindo, assim, o evento histórico da assinatura do acordo do Brasil para o Paraguay e deixando o petista sem poder se aparecer, com seus insuportáveis discursos, filmagens, fotos etc., como sonhava fazer.

    Como “prêmio de consolação”, Barba recebeu ontem a passagem pelo Rio de Janeiro da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leven, que estava de viagem ao Paraguay para a assinatura do histórico acordo econômico (e que tem interesse nos minérios raros do Brasil).

  2. Brilhante artigo. não há que se colocar uma vírgula sequer, tudo foi apontado. É vergonhoso termos pessoas de um nível tão baixo na suprema corte brasileira. Suspeitas? Suspeitas ao máximo. Misericórdia.

  3. O ministro Dias Toffoli, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, mas, o mais grave, o irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.
    Para que sigilo em assuntos de interesse público?
    E a implicância contra a Polícia Federal não faz sentido.
    O STF está sangrando na opinião pública, e o colegiado calado e perplexo vendo um ministro abalar a credibilidade do Tribunal.

    O colegiado do TCU já fez a sua parte, impedindo o ministro Jhonatan de Jesus, de atuar manifestamente como advogado do Vorcaro. Imediatamente, o TCU saiu do noticiário negativo, mas, o estrago já foi feito. Passou a mensagem de um Tribunal caro e ineficiente para o país e o contribuinte, que paga altos salários e penduricalhos, teve a impressão de um Tribunal de Faz de Contas.

  4. Diapasão.
    Pelo linguajar do articulista, eu como eleitor do Bolsonaro posso ser considerado pertencente a uma escumalha golpista.
    Boca que não merece beijo, pimenta nela!
    Os cães perdigueiros farejadores de golpistas estão, ainda, em alta.
    Vivem ganhando mariolas em meter a ripa na cacunda da direita.

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