Resort da família Toffoli opera um cassino com caça-níqueis e carteado

Irmãos de Toffoli se tornam sócios de resort no Paraná | Brasil | Pleno.News

Hotel-cassino de Toffoli tem estrutura de primeiro mundo

Valentina Moreira e Samuel Pancher
Metrópoles

O Resort Tayayá, erguido em Ribeirão Claro (PR) pela família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriga um cassino ilegal. O estabelecimento está no centro de um escândalo que lançou desconfiança sobre a atuação de Toffoli no caso do Banco Master.

O cassino tem entre seus atrativos máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de carteado. No local, é possível jogar blackjack, modalidade de aposta com cartas proibida no Brasil. Todos os jogos são valendo dinheiro.

RESORT DO TOFFOLI – Em Ribeirão Claro, o local é conhecido como o “resort do Toffoli”. A coluna se hospedou no hotel nesta semana e, embora o nome do ministro não conste em documentos oficiais, funcionários tratam Dias Toffoli como o proprietário.

No fim do ano passado, Toffoli fechou o resort para uma festa destinada a familiares e convidados. Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista.

Antes disso, ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Toffoli é o relator, no STF, de investigação envolvendo o banco. Também já atuou em processos da J&F.

FESTA DE ARROMBA – Funcionários do hotel disseram à coluna que o evento de Toffoli, no fim de 2025, mobilizou toda a equipe do resort. O festejo contou com a presença de artistas e do ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, o Fenômeno.

Um funcionário publicou foto de Ronaldo no local, mas a apagou posteriormente. Na festa promovida por Toffoli, Ronaldo teria inaugurado a área de jogatina. Ele é jogador profissional de pôquer, modalidade legalizada no Brasil.

O cassino dispõe de 14 máquinas de vídeo loteria. Na prática, as apostas funcionam como caça-níqueis, mas são regulamentadas pelo governo do Paraná. O ambiente tem iluminação artificial, carpetes e luzes de neon, reproduzindo a estética de casas de apostas no exterior.

JOGO PROIBIDO – O Metrópoles esteve no local sem se identificar. Os repórteres foram convidados a participar, após o horário oficial de fechamento, às 23h, de outros tipos de jogos, como blackjack. Nessa modalidade, o jogador disputa contra o “dealer” para que a soma dos pontos das cartas se aproxime de 21. Esse tipo de jogatina, valendo dinheiro, não é legal no Brasil.

O cassino funciona sem controle de entrada. A reportagem flagrou crianças nas máquinas caça-níqueis em duas ocasiões. Elas estavam entre adultos que consumiam bebidas alcoólicas.

Jogos de azar presenciais são proibidos no Brasil. Em 2020, contudo, uma decisão do Supremo (na ADPF nº 492) permitiu que os estados explorassem as chamadas “vídeo loterias” (equivalente a caça-níquel). Este é o nome técnico das maquininhas disponibilizadas no Resort Tayayá.

DIZ O SUPREMO – Sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, o STF entendeu que não há exclusividade da União para a exploração dessas atividades. O ministro Dias Toffoli acompanhou o voto do relator.

Apesar da legalização das vídeo loterias, a prática de jogos de azar, como partidas com a presença de dealers e jogos de cartas com apostas em dinheiro, não é autorizada pela legislação nacional, permanecendo ilegal à luz das normas atuais.

Dias Toffoli vai com frequência ao Resort Tayayá. O ministro dispõe de uma casa em uma área denominada Ecoview, destinada a hóspedes de alto padrão. Ele tem também à sua disposição uma embarcação, que fica atracada no píer do resort.

IRMÃO DO MINISTRO – Outra residência dentro do hotel é utilizada por José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro. José Carlos e outro irmão do ministro, José Eugênio, foram sócios de uma incorporadora avaliada atualmente em R$ 30 milhões. Essa incorporadora foi responsável pela construção dos apartamentos do resort. Antes dos negócios milionários no ramo hoteleiro, José Carlos era padre.

Colegas de Toffoli no Supremo já se hospedaram no Tayayá. Funcionários citam, por exemplo, a ministra Cármen Lúcia. O resort fica às margens da represa de Xavantes, próximo à divisa do Paraná com o estado de São Paulo.

As diárias chegam a R$ 2 mil nos apartamentos mais simples. O lugar chama a atenção pela arquitetura rústica — estilo que, segundo funcionários, agrada ao “Zé”, como o ministro é chamado.

ALTO LUXO – A estrutura de lazer inclui seis piscinas, sendo três aquecidas, quadras de tênis e de beach tennis, além de atividades recreativas para crianças.

O acesso ao resort exige logística. Para chegar por via aérea, o hóspede precisa de um voo fretado até a cidade de Ourinhos (SP), seguido de um voo de helicóptero.

Procurado, o advogado Paulo Humberto negou que o resort ofereça jogos ilegais. “Em relação à jogatina, os jogos existentes no Tayayá são autorizados pela loteria do estado. Quanto aos jogos de cartas, as mesas disponíveis são para diversão dos próprios hóspedes, que jogam de truco a pôquer. Não há interferência nem incentivo à jogatina”, afirmou. O ministro Dias Toffoli não respondeu aos questionamentos da reportagem.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sensacional a reportagem do Metrópoles. Mostra que Toffoli é igual a Lula – tem uma luxuosa casa de campo, onde se hospeda quando quer, mas diz que não lhe pertencia. Lula e Toffoli, tudo a ver. (C.N.)

5 thoughts on “Resort da família Toffoli opera um cassino com caça-níqueis e carteado

  1. Sr. Newton

    A corrupção evoluindo

    Foi de um sitio com pedalinhos, para um resort com lanchas e cassinos….

    O comunismo refinado tem dessas coisas…

    ò pá e picaretas….

    aquele abraço

  2. Enquanto meia dúzia comunistolas psicopatas doentes enchem os bolsos e resorts com o dinheiro da corrupção, a educação no Páis caminha para tragédia……

    Conselho de Medicina defende que 13 mil alunos não têm preparo

    Dados do Enamed 2025 mostram desempenho insuficiente em um terço dos formando em medicina; entidade alerta para risco direto à segurança dos pacientes

    https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-01-21/conselho-medicina-defende-13-mil-formandos-nao-tem-preparo.html#google_vignette

  3. Em Ribeirão Claro, o local é conhecido como o “resort do Toffoli”.

    A coluna se hospedou no hotel nesta semana e, embora o nome do ministro não conste em documentos oficiais, funcionários tratam Dias Toffoli como o proprietário.

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