Candeia era um sambista muito aclamado
Paulo Peres
Poemas & Canções
O policial civil, cantor e compositor carioca Antônio Candeia Filho (1935-1978) e seu parceiro Paulinho da Viola, na letra de “Minhas Madrugadas”, afirmam que cantam pelas noites para esquecer o passado, do qual só restou a saudade de uma vida de ilusões. Esse samba foi gravado por Candeia no LP Raiz, em 1971, pela Equipe, e também por Paulinho da Viola, com grande sucesso.
MINHAS MADRUGADAS}
Paulinho da Viola e Candeia
Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto
Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais
Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Hoje fitando o espelho
Eu vi meus olhos vermelhos
Compreendi que a vida
Que eu vivi foi ilusão
O Sentimento que Eterniza a Espécie
Algo estranho me surgiu de repente
Constante, incontrolavel, persistente
Foi devido ao tom do seu rosto rosado
Ou do seu corpo o sensual delineado
Ou seus cabelos lisos negros e longos
Ou seus seios encorpados e oblongos?
Muito me incomoda esse atordoante peso
De me sentir frágil e totalmente indefeso
Por algo etéreo, que agora faz parte de mim
La vai viola.
Quem quiser pode ir eu vou ficar aqui
Din din din lá vai viola
Do samba não vou embora
Din din din lá vai viola
Do samba não vou embora
Segura a ginga bate firme a zabumba
Este samba tem mandinga mas não é macumba
Din din din la vai viola
Do samba não vou embora
Deixar o samba e loucura que não faço
Indo embora com você vou bancar palhaço
Din din din la vai viola
Do samba não vou embora
Quando eu pego a viola
Me esqueço da vida
Mas não chora, não chora
É hora da partida
Trago o samba no sangue
E não posso ficar
Meu amor não se zangue
Que amanhã eu vou voltar
Te trarei uma flor na canção
Pois o samba é minha oração
Quando o sol clarear
Eu não tardo a chegar
Pois o samba me leva e me traz
Aos teus braços tão cheios de amor e de paz
Quando eu pego a viola
Me esqueço da vida
Mas não chora, não chora
É hora da partida
Trago o samba no sangue
E não posso ficar
Meu amor não se zangue
Que amanhã eu vou voltar
Te trarei uma flor na canção
Pois o samba é minha oração
Quando o sol clarear
Eu não tardo a chegar
Pois o samba me leva e me traz
Aos teus braços tão cheios de amor e de paz
Quando eu pego a viola
Me esqueço da vida
Mas não chora, não chora
É hora da partida
Trago o samba no sangue
E não posso ficar
Meu amor não se zangue
Que amanhã eu vou voltar
Lulinha (ladrão) é filho do bolsonabo
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