
Vorcaro estava disposta a pagar pela retirada das matérias
Rafael Moraes Moura
O Globo
Os diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro mostram que o dono do Banco Master não apenas discutia “parceria” com site de esquerda e pagamentos com jornalistas para a publicação de notícias de seu interesse, mas também se preocupava em ocultar informações desfavoráveis que eventualmente aparecessem nas buscas do Google envolvendo pessoas do seu entorno. Foi o caso de notícias sobre a influenciadora Karolina Santos Trainottino, que se define como “sugar baby” e que ganhou um apartamento em São Paulo de uma empresa ligada ao banqueiro.
A ofensiva digital consta de trecho do sigiloso relatório da Polícia Federal que fundamentou a terceira fase da operação Compliance Zero e resultou na prisão de Vorcaro por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. De acordo com a PF, Vorcaro “não apenas reagia de forma agressiva às publicações negativas, mas também demonstrava disposição para pagar pela retirada das matérias”.
DERRUBADA DE LINKS – Em um dos diálogos obtidos pelos investigadores, de 3 de julho de 2024, o comparsa Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o “Sicário”, encaminha uma mensagem para o chefe: “Separamos os links negativos bem ranqueados [no] Google e já iniciamos o processo para derrubar, enquanto isso vamos criar conteúdos positivos para ranquear no topo do Google quando o nome da Karolina Santos Trainotti for pesquisado”.
O trecho obtido não informa os links nem a sequência do diálogo entre Sicário e Vorcaro sobre a influenciadora, conhecida por divulgar em suas redes sociais viagens ao redor do mundo, como Itália e Grécia. Também não esclarece de que forma Vorcaro e seus comparsas pretendiam “criar conteúdos positivos para ranquear no topo do Google”.
O ranqueamento no Google leva em conta uma série de aspectos, como a qualidade do conteúdo, a credibilidade de um site e a geolocalização do usuário, mas há empresas de SEO (sigla em inglês para “search engine optimization”, ou “otimização para mecanismos de busca”) no mercado que desenvolvem estratégias para ampliar o alcance de conteúdos, usando técnicas que incluem o uso de certas palavras-chave em títulos para aumentar o tráfego, por exemplo.
APARTAMENTO NA FARIA LIMA – Karolina, que já se definiu como “sugar baby”, recebeu em dezembro de 2024 de uma empresa ligada a Vorcaro um apartamento de R$ 4,3 milhões na região da Faria Lima, centro financeiro da cidade de São Paulo, conforme revelou o site Uol em dezembro de 2025. O apartamento fica no Horizonte JK Residencial, um prédio de 39 andares, que conta com academia, estúdio de pilates, piscina de borda infinita e outra aquecida. A sede do banco de Vorcaro se localiza na mesma região.
Ela foi denunciada em 2023 por lavagem de dinheiro em um esquema criminoso que envolveria Rowles Magalhães, réu por tráfico internacional de cocaína. O caso ainda não foi concluído pela Justiça Federal da Bahia.
“SUGAR BABY” – Conforme informou o Uol, o Ministério Público Federal (MPF) a acusa de ter sido a destinatária de recursos de “origem criminosa que Rowles pretendia omitir”, tendo recebido R$ 271 mil, entre 2020 e 2021. Karolina alegou à Justiça que recebeu a quantia por ser “sugar baby” de Rowles, “tendo os seus gastos pessoais sido por ele custeados no período do relacionamento amoroso”.
Segundo o advogado da influenciadora, Eugênio Pacelli, a “a acusação é de pobreza franciscana, pois faz deduções desautorizadas até mesmo na própria denúncia, em relação a outra pessoa”. “O Ministério Público deveria saber que ela nunca teve conhecimento das atividades do Rowles”, afirmou. O advogado não quis comentar a relação da influenciadora com Vorcaro.
Se nada acontecer agora, ministros podem sofrer impeachment
STF e banco Master são o centro da discussão política num ano eleitoral. Cada explicação dada é pior do que a anterior, como a que a mulher de Moraes agora.
A resposta que Fachin deu à comissão da OAB, de que as apurações do caso Master vão seguir e que nada ficará sob o tapete tinha de ser dada, mas vamos ver os fatos, o que acontecerá.
Foi bom o presidente do STF ter dado esta declaração, porque pelo menos constrange os que, dentro do próprio STF, estão tentando negociar que tudo fique debaixo do tapete. Não é à toa que Fachin falou isso.
Ele certamente sabe o que está acontecendo, e se avançar esta tentativa de parte do Congresso, de parte do STF, de parte do Judiciário para que não haja uma solução será uma crise maior do que a que está acontecendo.
A opinião pública não vai aceitar, os militares estão muito incomodados – a não ser que eles entrem também no acordão, mas é muito difícil. Tenho a impressão de que, num país normal, que não é o nosso caso, isso seria resolvido pela Justiça.
Fachin está dando o norte – não sei se é o que a maioria do STF quer, mas ele está cumprindo sua missão. Ser presidente do STF é uma honraria menor, porque não é por mérito e sim por rodízio que se assume a presidência.
Isso significa que o presidente não tem ascendência sobre ninguém. São todos iguais, o presidente tem algumas prerrogativas, mas nada que faça com que ele obrigue algum ministro a alguma coisa.
Só a pressão moral, só a pressão da sociedade, mas não é algo que tenha punição. É difícil comandar 11 “ilhas”, e às vezes elas se unem para proteger umas às outras, como está acontecendo no caso Master. Vamos ver se conseguimos ir adiante dentro da lei.
De uma maneira ou de outra, os ministros devem ser punidos, porque se não acontecer nada agora, é quase certo que o ano que vem, diante de um Senado majoritariamente de direita, um deles, ou os dois, sofram impeachment. Isso não vai parar.
STF e banco Master são o centro da discussão política num ano eleitoral. Cada explicação dada é pior do que a anterior, como a que a mulher de Moraes agora. O Chat GPT faz aquilo em um minuto, não tem sentido.
Fonte: O Globo, Opinião, 10/03/2026 15h15 Por Merval Pereira
Tentativa de poupar Toffoli e Moraes amplia crise
A crise institucional anunciada se amplia à medida que se espalham as notícias de que há mais uma tentativa de superar os problemas causados por relações indevidas de dois dos integrantes do STF com o caso Master.
A TENTATIVA DE ESTANCAR A SANGRIA — “com o Supremo, com tudo”, como previa o lobista Romero Jucá e aconteceu na Operação Lava-Jato — faz com que outras instituições, como as Forças Armadas, se inquietem com a possibilidade de que a solução seja varrer para debaixo do tapete os acontecidos e fingir que nada houve de mais grave.
A POSSIBILIDADE DE TERMINAR EM PIZZA faz com que a credibilidade institucional do país seja reduzida, senão a pó, pelo menos a uma politicagem malvista pela população e provoca reações diversas na sociedade (…).
O descontrole é tão grande que, de herói para boa parte da população, Moraes virou suspeito, enquanto outro ministro, Mendonça, é agora poderoso.
OS DOIS – MORAES E MENDONÇA – SÃO SAÍDOS DA DIREITA POLÍTICA. Moraes foi nomeado por Temer, o traidor de Dilma na versão da esquerda; Mendonça, por Bolsonaro.
O ministro Gilmar já foi herói da direita quando classificou o governo petista de “cleptocracia” ou quando impediu Dilma de nomear o então ex-presidente Lula chefe da Casa Civil.
Gilmar virou herói da esquerda quando, para se vingar do juiz Sergio Moro, comandou uma campanha virulenta contra ele e os procuradores de Curitiba (…).
E conseguiu, com o fim da prisão em segunda instância, liberar Lula da cadeia e, mais adiante, decretar que Moro era um juiz parcial e suspeito, levando todos os processos da Operação Lava-Jato a ser anulados, até os que envolviam devolução do dinheiro roubado.
Todas essas idas e vindas acontecem porque, há muito tempo, a maioria dos ministros do Supremo se considera parte do jogo político, muda de jurisprudência de acordo com os ventos (…).
Fonte: O Globo, Opinião, 10/03/2026 04h30 Por Merval Pereira
A cadela do fascismo, aqui agregado ao talibã neopentencostal, está sempre no cio:
André Mendonça e o delegado Marcantonio montaram a lista de funcionários públicos antifascistas
Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao MJ, na gestão Mendonça. Tornou-se diretor de inteligência da SEOPI.
Por Luis Nassif
Quem acompanha de perto as movimentações internas da Polícia Federal tem pouca esperança de uma mudança de rumo na partidarização que voltou a dominar a organização.
As investigações do Banco Master estão nas mãos da Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, que abriga a maior parcela dos delegados bolsonaristas — entre eles, Thiago Marcantonio Ferreira, responsável direto pelo caso Master.
Antes, Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao Ministério da Justiça, na gestão André Mendonça. De assessor especial, tornou-se diretor de inteligência da SEOPI (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça, sendo responsável pelo dossiê que delatava 579 servidores públicos participantes de grupos antifascistas nas redes sociais. Depois, tornou-se assessor de Mendonça no Supremo Tribunal Federal.
A própria existência da SEOPI — criada para integrar a inteligência policial — acabou sendo questionada após o episódio, e a secretaria passou por mudanças estruturais posteriormente.
Essa dupla — Mendonça e Marcantonio — é responsável pelas investigações sobre o caso Master e pelos vazamentos de informações descontextualizadas sobre adversários.
Os vazamentos são tão indecentes que, recentemente, repórteres do Metrópoles foram perguntar aos advogados de Lulinha o que seria um pagamento mensal feito a uma mulher. Não conseguiram o escândalo sexual que buscavam — a mulher era a babá dos filhos de Fábio —, mas demonstraram o grau de abertura proporcionado pela Polícia Federal.
O diretor-geral da PF, Andrei Meirelles, é considerado um policial probo, mas com pouca experiência em matéria investigativa. Cometeu um erro básico ao tentar conciliar todos os setores da PF: manteve no cargo delegados bolsonaristas — e, o que é pior, concentrados na Regional do Distrito Federal. Não há sinais de que consiga agir sem sofrer a pressão da Associação dos Delegados da Polícia Federal.
Há poucas esperanças de reversão. Advogados que acompanham o processo confirmaram ao GGN a existência do pedido de prisão de Lulinha e disseram acreditar no legalismo e na boa-fé de Mendonça.
Que não se iludam:
Alguns setores do meio jurídico têm André Mendonça em boa conta, devido ao seu estilo amável. É um engano. Da parceria com Marcantonio — na lista antifascistas – à quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz, demonstram o contrário.
As notas em que declara preocupação com os vazamentos são exemplos de cinismo institucional, pois são divulgadas no mesmo momento em que a PF escancara seus arquivos para jornalistas lavajatistas.
Sr. Newton
Tragam um Oscar para esse Bombeiro..
Como foto feita por socorrista mudou rumo de investigação sobre PM morta…
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/10/foto-socorrista-rumo-investigacao-pm-morta-sp.htm?cmpid=copiaecola
A grande esperança dos trambiqueiros federais e privados é que o tumulto generalizado vai lhes favorecer de alguma forma.
Como leitor e público não vou me transformar em corrupto e vil como na imprensa citada por Pulitzer.
O jornalismo camaleônico pode fazer a cabeça dos mesmerizados.
Os carrapatos e seus simpáticos estão iniciando o Efeito Manada e mudando de opinião na maior cara de pau.
Sr. Newton
Aguardando o pronunciamente da Primeira-Baranga de Itaipu …
Será que o Casal Marginal vão conseguir reverter essa situação.??
Recepcionista é espancada após recusar beijo de hóspede em hotel de Curitiba
Homem de 24 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado
https://www.terra.com.br/nos/recepcionista-e-espancada-apos-recusar-beijo-de-hospede-em-hotel-de-curitiba,a332ae227d8e477a3b84263c6a6a56460e4ejwop.html?utm_source=clipboard
“Hoje, eu fiquei sabendo de uma notícia triste. Eu fiquei sabendo que tem pesquisa, Haddad, que mostra que, depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável… Se o cara é corintiano, tudo bem. Mas eu não fico nervoso quando perco. Eu lamento profundamente”, afirmou o presidiário..
Será que vão suicidar o Masterão, como fizeram com a Lava Jato?
Apesar de minha grande admiração pelo Mrsiglia, tenho muitas dúvidas.
https://www.instagram.com/reel/DVt6DZtEgYs/
Saiba quanto de seu imposto vai pro financiamento da imprensa “independente”.
Imprensa alinhada ao PT – valores públicos mais recentes (referências até 2025)
(valores diretos identificados em publicidade federal; estatais muitas vezes não divulgam valor por veículo)
CartaCapital — cerca de R$ 1,1 milhão
Brasil 247 — cerca de R$ 745 mil
Diário do Centro do Mundo (DCM) — recebe publicidade federal e de estatais (valor não divulgado)
Opera Mundi — recebe publicidade de Banco do Brasil e Caixa (valor não divulgado)
GGN (Luis Nassif) — recebe publicidade de estatais federais (valor não divulgado)
O Cafezinho — recebeu pequenos anúncios federais (dezenas de milhares)