Ratinho Jr. desiste de disputar Presidência em 2026 e diz que cumprirá mandato no PR

Governador filiado ao PSD disse que tomou decisão no domingo

Sérgio Quintella
Samuel Lima
O Globo

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu de concorrer à Presidência da República nesta segunda-feira, 23. Em nota enviada pela Secretaria de Comunicação de sua gestão, o político disse que tomou a decisão no domingo à noite “após profunda reflexão com sua família”. Ele já teria comunicado a decisão ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Segundo o colunista Lauro Jardim, o favorito para a vaga agora é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

A decisão do governador ocorre quatro dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, informar que decidiu apoiar o lançamento como postulante ao governo do estado o nome do senador Sergio Moro (União), que deverá se filiar ao PL em breve. “O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, disse Flávio.

FAVORITISMO – Como mostrou O Globo na semana passada, Ratinho era o favorito para ser o escolhido entre um trio de governadores presidenciáveis do PSD, que contava, além de Caiado, com o gaúcho Eduardo Leite. Era quem, dos três, estava filiado há mais tempo à sigla de Kassab.

O paranaense também aparecia numericamente melhor colocado do que a dupla em pesquisas como o Datafolha, no início deste mês, em que marcou 7% das intenções de voto — mas ainda distante dos favoritos ao segundo turno, o presidente Lula (PT), com 46%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, com 43%, em cenários com margem de erro de dois pontos percentuais.

ANTECIPAÇÃO – Kassab deve anunciar quem será o candidato a presidente da sigla ainda esta semana, possivelmente na próxima quarta-feira, 25, mas a assessoria evita dar detalhes do evento. Inicialmente, a ideia era definir a questão até dia 15 de abril, mas os pré-candidatos pressionaram pela antecipação, alegando que era preciso reduzir a distância para o prazo de desincompatibilização dos cargos.

Ratinho Júnior é filho do apresentador de televisão Carlos Massa, o Ratinho, que fez carreira no SBT e possui outorgas de radiodifusão no Paraná e em São Paulo. O político diz que, após concluir o mandato em dezembro deste ano, presidirá o Grupo Massa, retornando ao setor privado.

NOTA:

“O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23.

Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil.

O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações. Eleito com quase 70% dos votos válidos em 2022, Ratinho permanecerá pautando a sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, ao defender um estado menor e mais eficiente, que tem a educação como instrumento para melhorar a vida de jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces do Estado Democrático de Direito.

Carlos Massa Ratinho Júnior nasceu numa família humilde em Jandaia do Sul. Mudou para Curitiba ainda criança, onde o pai chegou desempregado na década de 80. A trajetória simples do governador permitiu que ele jamais fosse contaminado pelas benesses do Poder.

Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Júnior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho”.

8 thoughts on “Ratinho Jr. desiste de disputar Presidência em 2026 e diz que cumprirá mandato no PR

  1. Em vez de se desempregar com a desincompatibilização, o governador Ratinho Jr preferiu continuar empregado no cargo de governador do Paraná, usufruindo por mais nove (9) meses dos privilégios e mordomias no Palácio Iguaçu.

  2. Ratinho dá um ‘chapéu’ no Kassab e pula fora da pré-candidatura à Presidência

    O governador do Paraná, Ratinho Jr, avisa que concluirá seu mandato no estado (ou que pretende fazer isso) e está fora ‘oficialmente’ da corrida presidencial.

    Fonte: Metrópoles, Política, 23/03/2026 17:05 Por Igor Gadelha / Gustavo Zucchi

    O ratinho que ‘montanha do Kassab’ pariu, fugiu.

      • ‘A decisão de Ratinho Jr ocorre quatro dias depois de Flávio dizer que vai apoiar a candidatura de Moro ao governo do Paraná.’

        Flávio e Moro emparedaram Ratinho, que afinou e fugiu da raia.

        • Além dos dois primeiros nas intenções de voto, restaram ainda como pré-candidatos Maizema, Caiado, Leite e quem mais possa aparecer.

          O Kassab ficou parecendo biruta de aeroporto, e daqui prá frente deve ser na base do “se não tem tu, vai tu mesmo”.

  3. O Ratinho Jr sentiu que se continuasse como um dos Três Patetas do Kassab a vida política poderia ficar muito ruim. A questão é olhar para o futuro e entender que ser um ministro do Lula poderia ser um pé na jaca.

  4. Little Mouse dando uma de “cool doce” com o Flávio Bolsonaro. Após o acordo bolsonarista com o Moro, Ratinho sentiu o tamanho da insignificância da “terceira via” kassabista; agora, é tarde.

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